Três universidades federais entregaram relatórios que atestam a segurança e auditabilidade da urna eletrônica e dos códigos-fonte do sistema eletrônico de votação que serão utilizados nas eleições de outubro
Os laudos entregues pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abordam a segurança do sistema eletrônico e do modelo UE2020, que será usado pela primeira vez na votação do próximo mês.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a análise do modelo 2020 da urna eletrônica pelo Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EP-USP) foi realizada no âmbito do Teste Público de Segurança (TPS), cuja etapa final aconteceu em maio de 2022.
O exame pela USP está previsto em convênio de cooperação técnica com o TSE e visa o aprimoramento do sistema e da urna eletrônica no que se refere à modernidade, à segurança e à transparência, com foco nas Eleições 2022.
A realização do TPS também, e especialmente, para o modelo 2020 da urna eletrônica decorre de sugestão feita pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas no âmbito dos trabalhos da Comissão de Transparência nas Eleições (CTE).
“O Larc concluiu que o modelo novo da urna testado preserva todas as proteções existentes nas versões anteriores, dotadas de hardware de segurança, criando um cenário similar de resistência a invasões quando utilizadas”, disse o TSE, ressaltando que, “em nenhum teste de segurança, foi possível alterar o destino e a integridade de uma votação”.
Segurança do código-fonte
Já os especialistas do Centro de Informática da UFPE e do Instituto de Computação da Unicamp se debruçaram sobre os códigos-fonte do sistema eletrônico de votação por cerca de três meses, prazo de análise consideravelmente maior do que o que costumava ser feito por pesquisadores fora do TSE e que foi disponibilizado no TPS ocorrido em 2021.
Em relatórios encaminhados ao TSE, as duas universidades foram enfáticas em confirmar a segurança e confiabilidade dos sistemas que serão utilizados no pleito deste ano. A análise foi feita nas dependências da UFPE e da Unicamp, que receberam todos os códigos-fonte de programas das urnas eletrônicas no âmbito do acordo firmado com o Tribunal.
Os trabalhos da Universidade Federal de Pernambuco não identificaram problemas no funcionamento dos softwares analisados, muito menos falhas que demandem correções ou alterações na versão do sistema que será utilizado em 2022.
No caso da Unicamp, a análise foi feita enfatizando o teste de integridade realizado em uma parcela das urnas; o algoritmo empregado para armazenar votos no Registro Digital do Voto (RDV); o aplicativo de controle da urna Vota; e o emprego recomendável de rotinas criptográficas.
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Paulo Dantas
26 de agosto de 2022 6:31 pmSe fala pouco dos Servidores do TSE/TREs , estes foram auditados ?
Na Eleição o ataque será pesado.
ed.
27 de agosto de 2022 2:33 pmFico imaginando se e qual será(ão) o(s) falso(s) evento(s) a ser(em) criado(s) durante ou após as eleições, tipo: urnas verdadeiras substituídas por falsas em 2 ou 3 locais deste imenso país, ou mesmo os já manjados vídeos forjados. Uma coisa é quase certa: vão aprontar…