A Editora Abril negociou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a concessão de um canal de televisão aberta em troca da publicação de acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informa o site Diário do Centro do Mundo (DCM). Segundo o relato, a promessa visava ampliar a operação da revista Veja para o sinal aberto, nos moldes da Jovem Pan, mediante a divulgação de relatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do documentário sobre o petista.
De acordo com o DCM, a tratativa partiu da direção da Editora Abril. A reportagem veiculada pela revista divulgou áudios atribuídos ao ex-dono do Banco Master: “O filme do Lula eu coloquei acho que até mais que no filme sobre Jair Bolsonaro. Só que o do Lula foi por fora, foi errado”, afirma a gravação. O empresário Fábio Carvalho, proprietário da Abril, também participou de jantares de apoio ao senador do PL, segundo artigo do jornalista João Moreira Salles na revista Piauí.
Perícia da Polícia Federal e contradições
Apesar das alegações de repasses irregulares para a obra dirigida por Oliver Stone, a perícia da Polícia Federal no celular de Vorcaro não encontrou registros de pagamentos ou patrocínios destinados ao filme sobre Lula. O aparelho, apreendido em novembro de 2025, passa por análise de dados armazenados desde julho de 2012.
A Veja também noticiou que o ex-banqueiro teria entregue à Procuradoria-Geral da República um documento que detalhava R$ 30 milhões em pagamentos em espécie para a produção. Contudo, a PGR e a Polícia Federal negaram formalmente a existência do registro e declararam desconhecer o áudio veiculado.
A própria defesa de Vorcaro contestou o teor das notícias. “Eu não estava na defesa do Daniel Vorcaro quando foram apresentadas as propostas de colaboração. O que posso afirmar é que ele não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal discorrendo sobre isso”, declarou o advogado criminalista Daniel Bialski ao Correio Braziliense.
Transações financeiras investigadas
Em contrapartida, as mensagens recuperadas pelos investigadores indicam tratativas de Vorcaro para o financiamento de produções associadas a Jair Bolsonaro e Michel Temer. Na cinebiografia “Dark Horse”, focada no político inelegível e preso por tentativa de golpe de Estado, Flávio Bolsonaro intermediou negociações de US$ 24 milhões com o ex-banqueiro, dos quais US$ 10,6 milhões foram quitados, segundo apuração do Intercept Brasil.
Em nota, a campanha de Lula classificou a publicação como uma farsa articulada por Flávio Bolsonaro e Vorcaro. A equipe jurídica do presidente informou que apresentará uma queixa-crime contra o ex-banqueiro, moverá ação indenizatória contra a revista e pediu à Polícia Federal a apuração sobre a veracidade das gravações e a eventual prática de desinformação.
Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de outubro de 2026 11:01 amUma amiga minha compartilhou algo semelhante no Facebook e imediatamente o post dela foi removido com um aviso de Fake News.
Ao que parece Mark Zuckerberg resolveu interferir na eleição brasileira e Lula deve ficar antenado.
https://www.facebook.com/photo?fbid=2969172876814694&set=a.328084914256850
Carlos
10 de outubro de 2026 3:09 pmO importante é aumentar a mobilização e engajamento popular que se observa nos últimos dias. Esta conversa fiada da Veja, obviamente conchavada com o fascismo, tem por meta uma nova cortina de fumaça sobre as falcatruas do inútil 01.
Veritas
10 de outubro de 2026 7:31 pmDilma foi golpeada, pelos bolsonaristas Flávio,Cunha,Temer,Serra, Esteves quando estava construindo politicamente a aprovação de um projeto de lei de um Fundo Soberano Brasileiro nos moldes do da Noruega. Lula foi preso para não ser candidato e não poder ser eleito e dar continuidade ao projeto de Fundo Sobetano. Lula está enfrentando agora uma rede de Fake News, uma rede de Igrejas de lavagem cerebral e uma mídia vendida, como a revista veja do banqueiro Esteves, e a pressão de outros financistas nacionais e internacionais, como as big tecs, que já se apoderaram de muitas ações de nossas empresas estatais privatizadas e querem agora se apoderar de ações de novas empresas de terras raras e da Petrobrás da Margem Equatorial,. Trata -se de um delírio criminoso dos financistas, brutalmente concentrador de renda,impedindo a criação de fundos soberanos, que garantem a democracia e o desenvolvimento humano e social no Bradil, e que só são possíveis com reservas de recursos advindas de empresas estatais altamente lucrativas e também produtoras de bens altamente estratégicos e fundamentais em qualquer cadeia produtiva.