5 de junho de 2026

‘Brasileiro cordial virou meio truculento’, diz Barroso

Por Delzi Demarchi

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No Blog do Kennedy, entrevista excelente (18 minutos) com o ministro Luís Roberto Barroso.
 
Ministro afirma que as instituições políticas ainda não foram capazes de atender todas demandas sociais.
 

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41 Comentários
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  1. robson_lopes

    24 de maio de 2014 1:20 pm

    Não acredito que o brasileiro

    Não acredito que o brasileiro cordial se tornou meio truculento, na verdade quem está agindo com truculência, sempre agiu assim, apenas não tinha voz, agora se tornaram as estrelas dos noticiários, e estão ganhando confiança. Quantas vezes não já encontrei com essas pessoas na rua, que são uns revoltados com tudo e com todos, como que para diminuir o seu sentimento de frustração com eles mesmos, precisassem partir para grosseiria e violência.
    O brasileiro comum, continua cordial, infelizmente com uma visão ainda distorcida do mundo, haja vista a fonte de informação que ainda impera por aqui, a televisão.

    1. Orlando

      24 de maio de 2014 1:28 pm

      Mais um mito que vira pó

      robson_lopes

      50.000 brasileiros morrem, por ano, no Brasil, de morte violenta.

      Sim  o brasileiro é muito cordial…

      1. Falso

        24 de maio de 2014 9:59 pm

        Issso não é nem 0,05% da

        Issso não é nem 0,05% da população e, portanto, não  é representativo do caráter de um povo.

    2. alfredo machado

      24 de maio de 2014 1:47 pm

      Truculência

      robson,

      Em minha opinião, o ministro certamente se refere às grandes cidades, onde a truculência sempre foi visível nas manchetes de jornais e televisão, e aparenta ter crescido nos últimos 4 ou 5 anos.

      Já no brasilsil verdadeiro, o universo das cidades com até 20 ou 30 mil habitantes, a truculência é prática de poucos, aliás, não me recordo de ter visto uma passeata ou qualquer manifestação popular de protesto com direito a pancadaria, carros queimados, sindicalista pilantra fazendo o discurso de ocasião etc… 

      O juiz não teve tempo de conhecer este outro universo.

      Um abraço

    3. Flavio Martins e Nascimento

      25 de maio de 2014 1:51 pm

      O juiz, como muita gente,

      O juiz, como muita gente, confunde cordial com cordato. Da raiz latina (cordialis, de coração) Sérgio Buarque construiu sua famosa tese para definir o homem brasileiro, mas ali ele se referia ao cordial, como distinto de racional, ou seja, o homem cordial é aquele que age mais pela emoção, que pela razão. Daí podem surgir comportamentos extremados, como a mais calorosa afabilidade, ou atos da mais intensa selvageria. Como vemos, Sérgio Buarque de Hollanda continua atual, para o bem e para o mal, ôpa… deu até rima. Abraço  

  2. Assis Ribeiro

    24 de maio de 2014 1:22 pm

    O novo STF

    Esclarecedor

  3. Anúbis.

    24 de maio de 2014 1:36 pm

    Um poeta, se ficasse calado.

    Mais um que não entendeu lhufas do significado de cordialidade (pelo coração) de Buarque de Hollanda. Santo deus. Será preciso explicar que a cordialidade descrita por Sérgio refere-se a informalidade e privatização dos procedimentos públicos e coletivos, que tornaram nossas instituições centros de reprodução de relações privilegiadas, ao invés de amplificadoras de direitos universais, tudo para atender aos anseios patrimonialistas de nossa elite?

    Alguém deve avisar que a mansidão cordial descrita por Hollanda, nada mais é que truculência subliminada, aversão ao conflito aberto, que por consequência, impede uma luta transparente entre as partes. Esta condição dá enorme vantagem a quem detém poder!

     

    Truculento e violento nós sempre fomos, ou será que o juiz vive em um país com menos de 50 mil mortos por ano, boa parte deles pobres e pretos?

    10% da população retendo 40% (antes era muito mais) da renda e riqueza nacionais é algo “cordial”????

    Alguém já disse a ele como se formou a Intendência Geral de Polícia, em 1808, sua causa e seus efeitos que perduram até hoje?

    Será que a truculência contra gays e mulheres surgiu agora?

    Será que o Judiciário segregador e classista é uma novidade?

    Se este é o capital intelectual do mais festejado juiz do STF, socorro…!

    1. Falso

      24 de maio de 2014 9:44 pm

      O próprio deu exemplo

      O próprio deu exemplo fundamental da cordialidade brasileira ao negar-se comentar decisão de colega. Pois, o básico nisso é mesmo não meter com o que colega estiver fazendo e tem que ser colega de todo mundo. Sem isso, é truculência pura, a repartição púbica vira um verdadeiro inferno.

  4. Avelino de Oliveira

    24 de maio de 2014 1:38 pm

    Caro Nassif e demais
    Se

    Caro Nassif e demais

    Se brasileiro fosse truculento como é a midia e setores do STF, entre outros setores, a guerra civil ficaria mais visivel.

    Saudações

  5. hc.coelho

    24 de maio de 2014 1:49 pm

    Palpites de Ministros.

    Vou aproveitar a palavra até sensata do Minn. Barroso para dizer que: Ministo do SPF não tem que dar entrevistas dizendo o que acha disso e daquilo. Parte deles não tem nenhuma capacidade para dar opiniões, vide Barbosa, Color e Mendes. E há o perigo de o que dizem ser usado por irresponsáveis como sendo de super autoridades. Autoridade que não têm, não é deles,  ja que, ela lhes foi delegada para função específica, com avaliação restrita e a partir de desempenho intelectual e profissional, para função pesada e perigosa, não rara vezes bem acima das suas capacidades. Não são politicos; estes sim devem dar opiniões assim como todos nós mortais numa boa conversa de botequim. Deviam se resumir a TENTAR, com muito esforço e humildade, indispensável, interpretar a constituição.

    O “supremo” não se refere a autoridade, mas a dificuldade da função e à responsabilidade.

    Não são super homens, muito pelo contrário, e a primeira das suas virtudes deveria ser o retraimento, a discrição, o recolhimento, o afastamento dos assuntos políticos (se possível). Recolham-se senhores.

  6. Fabio !

    24 de maio de 2014 1:50 pm

    Entrevista do LULA – 1990

    Assistir a esta entrevista do LULA quase 25 anos depois , onde ele passa a limpo as eleicões de 1989  e (Vejam !) inúmeras difamacões que o PT já sofria na época , nos faz refletir como o jogo do poder mudou quase nada nesse tempo todo. E nem percebemos isso !

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=bzKHPVUOdzA align:center]

  7. DUDE

    24 de maio de 2014 2:16 pm

    Só truculência? Poderemos ser a próxima Tailândia?

    O País está começando a ter um quadro que se conduz à baderna generallizada, coisa plantada, com certeza, por países interessados em nossa soberania. Já vimos isto ém 1964. E não foi nada bom.

    Todos os dirigentes, sejam sindicais, de ONGs, políticos, que ocupam cargos executivos, máxime aquelas que envolvem policiais devem começar a ficar atentos. O que está ocorrendo não é bom. Nada bom.

    A quem interessa seja estabelecido o caos em nosso País.

    Agora que temos uma situação invejável no cenário mundial, máxime com uma taxa de desemprego mínima, batendo recordes históricos, onde o povo, 85% dele declara-se que a vida melhorou, mas que quer melhorar ainda mais.

    Por que então estamos protestando nas ruas, parando o trânsito, pondo fogo em ônibus, fazendo greves em momentos totalmente inapropriados – mesmo que líderes sindicais digam que nada tem a ver com a política –  um ambiente insuflado anos, após anos,  pela Mídia brasileira, que prega corrupção, quando ela está, atualmente, muito mais combatida que nos períodos anteriores de nossa história, que apoia e adula os protestos e torce para que novas greves e situações de desordem acontecem, tudo que está nos conduzindo à desobediência  civil, ao descontrole total diante das leis do País?

    Por que?

    Todos os ingredientes que levaram a Tailândia e outros países recentes a golpes militares têm suporte em situações criadas semelhantes. Não é assim, por dizer, que o nosso povo se tornou truculento. Está sendo conduzido, como uma massa de manobra, para uma situação de caos. Só não enxerga quem não quer ver.

    Na Tailância como na Ucrania, como ainda em outros países, os golpes militares foram montados por países poderosos, que têm grandes interesses econômicos sobre eles todos. Aqui, vamos refletir, pode estar acontecendo a mesma coisa. Já aconteceu no passado. O golpe militar de 1964 derrubou um governo legítimo, para domar nosso mercado, produzir riquezas para eles. Depois quiseram, durante a ditadura, tomar nossas riquezas, apoderarem-se delas, no que os militares, neste momento falou alto o patriotismo, não aceitaram. E, assim, foram derrubados, para logo em seguida surgir o neoliberalismo que acabou por fazer o serviço, vendendo os ativos brasileiros aos estrangeiros.

    Estamos no memo caminho. Truculência? Não. Tudo isto está sendo plantado para a venda do BB, da Caixa e da Petrobrás e outros ativos brasileiros, que representam o pouco de soberania que nos resta. Então vamos ficar mais espertos.

    Precisamos, assim,que as nossas lideranças, sejam elas de que lado político for, pensem e muito. Reflitam.

    É um momento que podemos atravessar os limites que nos levam a outro, ou seja, o dia em que o País parar, ao meio de protestos, bombas, brigas e greves, aí será o momento para o golpe militar, justificado para colocar ordem no País, seja declarado.

    Meu temor maior é este. E infelizmente as coisas estão começando a ficar fora dos trilhos.

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    24 de maio de 2014 2:24 pm

    Concordo com quase tudo com o

    Concordo com quase tudo com o que o Ministro disse, mas não posso deixar de discordar dele num ponto. O “brasileiro cordial” sempre foi um mito. Os brasileiros despedaçaram índios na boca do canhão, acorrentaram e chicotearam negros-coisas, degolaram miseráveis em todos as rebeliões ocorridas no período colonial e imperial. O regime republicano ao nascer degolou nordestinos em Canudos e maragatos no Rio Grande do Sul durante a revolta federalista. Brasileiros torturaram brutalmente prisioneiros políticos nas ditaduras ocorridas no século XX (anos 1930 e anos 1960). Nunca fomos cordiais e duvido muito que seremos no futuro. Aliás, é preferivel viver num país de homens ríspidos e honestos, capazes de dizer o que pensam e de expandir a arena política de maneira pacífica do que num país de fidalgos polidos que suprimem qualquer discussão considerando o “outro” alguém indigno de direitos e de consideração. 

    1. XZ

      24 de maio de 2014 2:55 pm

      Há aí um equívoco conceitual.

      Há aí um equívoco conceitual. O “homem cordial”, tal qual como pensado por Sérgio Buarque de Holanda,  que foi referido pelo próprio Ministro, não é o homem pacífico, polido. É aquele que não separa o público do privado. É o  que, mesmo detentor de posições de mando na burocracia estatal, atende os interesses de seus amigos mais próximos de acordo com uma relação íntima, “de coração”, daí o termo cordial. São essas relações o critério da ação, e não os da regra do jogo, republicanas. E esse está aí atuando a todo vapor, no Município, nos Estados-membros, na União, tanto na administração direta, quanto indireta.

  9. Mário Mendonça

    24 de maio de 2014 2:37 pm

    Nassif
    Essa entrevista

    Nassif

    Essa entrevista deveria ser mostrada em todas as Escolas do Brasil (em todos os níveis )

  10. Gilson AS

    24 de maio de 2014 2:53 pm

    Acho que o brasileiro não só

    Acho que o brasileiro não só ficou mais truculento como pessimista também.

    Apesar do Brasil está bombado a pleno emprego, população mais pobre com melhor qualidade de vida, enfim, com  esses beneficios sociais que todos conhecemos.

    E mesmo assim, por causa da campanha dioturna da mídia dizendo que tudo está ruim, e os “programas Datenas”, infelizmente estão transformando a nossa sociedade.

    E tudo por causa da politica, para desgastar a imagem do governo federal.

    Uma pena !

    1. Cristiana Castro

      24 de maio de 2014 6:51 pm

      Gilson, esse ” brasileiro

      Gilson, esse ” brasileiro truculento”  está sendo forjado e amplificado para que fiquemos com a sensação de que a maioria da sociedade brasileira é composta pelo que é pinçado pela mídia velha. Se fosse mesmo verdade que o brasileiro tivesse ficado mesmo truculento o bicho já tinha pegado aqui em Pindorama. Esse brasileiro truculento aí é o truculento seletivo, não representa 1% da sociedade.

      1. Gilson AS

        24 de maio de 2014 8:47 pm

        Ainda bem, tomara que seja

        Ainda bem, tomara que seja assim.

  11. Gilberto .

    24 de maio de 2014 3:05 pm

    Quando irão ler Sérgio Buarque antes de cita-lo indevidamente?

    A cordialidade em Sérgio Buarque, não exclui a truculência. Ao contrário, apenas expressa a resistência ao uso da razão, o uso do coração (cordi) em seu lugar. O termo “homem cordial” exigiria um post claro para desfazer este eterno erro de leitura do autor ( ou falta de…).

     http://www.urutagua.uem.br//02_raizes.htm

    Mas, buscando entrar na discussão mais diretamente, onde está o cerne da noção de homem cordial? Sérgio Buarque afirma de antemão, buscando evitar más compreensões: a referida “cordialidade” não se trata, necessariamente, de um referência direta ao significado literal da expressão. Na realidade, ao referir-se à cordialidade, Sérgio Buarque busca enfatizar uma característica marcante do modo de ser do brasileiro, segundo sua lupa: a dificuldade de cumprir os ritos sociais que sejam rigidamente formais e não pessoais e afetivos e de separar, a partir de uma racionalização destes espaços, o público e o privado. Mais do que uma espécie de indivíduo, a cordialidade perpassa, em maior ou menor escala, a todos os atores sociais no Brasil. Afirma Buarque de Holanda:

    A lhaneza no trato, a hospitalidade, e generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Na civilidade há qualquer coisa de coercitivo – ela pode exprimir-se em mandamentos e sentenças.(HOLANDA. 1999: 141)

    1. Lionel Rupaud

      24 de maio de 2014 3:09 pm

      Muito obrigado por proteger o legado

      do “gigante” Sérgio Buarque de Holanda, que nunca quis dizer o que o ministro falou.

      Ele certamente devia conhecer e reconhecer a histórica truculência da “Casa Grande” em relação á maioria da população brasileira.

    2. Alessandre de Argolo

      24 de maio de 2014 4:05 pm

      Quis dizer o que o autor nunca disse, nem no trecho citado

      Nada do que está dito aí, no trecho citado, muda a visão tradicional que se tem do homem cordial definido por Sérgio Buarque de Hollanda. Muda apenas a forma como ele qualifica essa cordialidade em contraposição a um sistema coercitivo inerente a certo padrão civilizatório, que exigiria o acatamento a mandamentos e sentenças, diferente da espontaneidade da cordialidade típica do brasileiro, reafirmada por ele inclusive no trecho citado.

      Isso em nada implica dizer que o homem cordial, como definido pelo autor, não seja o mesmo e velho cordial de sempre.

      Tua interpretação não tem base nenhuma na obra de Sérgio Buarque de Hollanda. É querer dizer o que ele não disse.

      Ao contrário, ele confirmou o sentido da expressão no trecho acima, quando escreveu “A lhaneza no trato, a hospitalidade, e generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal.”

      O resto é superinterpretação (interpretou para além do que o texto permite) ou pura distorção. Afirmar que a cordialidade surge de um comportamento emotivo espontâneo, não afeito a regras, mandamentos ou sentenças, comuns ao que se conhece por civilidade, não implica jamais negar a cordialidade como ela é entendida normalmente. Essa interpretação não tem qualquer fundamento no que ele quis dizer com a expressão “homem cordial”.

      1. Ninguém

        24 de maio de 2014 4:20 pm

        Argolo, você leu Raízes do Brasil?

        O próprio SBH diz explicitamente que o “homem cordial” não tem relação com a interpretação dada, primeiro, por Cassiano Ricardo:

        “A expressão é do escritor Ribeiro Couto, em carta dirigida a Alfonso Reyes e por este inserida em sua publicação Monterey. Não pareceria necessário reiterar o que já está implícito no texto, isto é, que a palavra “cordial” há de ser tomada, neste caso, em seu sentido exato e estritamente etimológico, se não tivesse sido contrariamente interpretada em obra recente de autoria do sr. Cassiano Ricardo onde se fala no homem cordial dos aperitivos e das “cordiais saudações”, “que são fechos de cartas tanto amáveis como agressivas”, e se antepõe à cordialidade assim entendida o “capital sentimento” dos brasileiros, que será a bondade e até mesmo certa “técnica da bondade”, “uma bondade mais envolvente, mais política, mais assimiladora”.

        “Feito este esclarecimento e para melhor frisar a diferença, em verdade fundamental, entre as idéias sustentadas na referida obra e as sugestões que propõe o presente trabalho, cabe dizer que, pela expressão “cordialidade”, se eliminam aqui, deliberadamente, os juízos éticos e as intenções apologéticas a que parece inclinar-se o sr. Cassiano Ricardo, quando prefere falar em “bondade” ou em “homem bom”. Cumpre ainda acrescentar que essa cordialidade, estranha, por um lado, a todo formalismo e convencionalismo social, não abrange, por outro, apenas e obrigatoriamente, sentimentos positivos e de concórdia. A inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, nisto que uma e outra nascem do coração, procedem, assim, da esfera do íntimo, do familiar, do privado. “

        Fonte: Holanda, S. B., Raízes do Brasil, Companhia das Letras, São Paulo, 1998, p. 204-5″

        1. Alessandre de Argolo

          24 de maio de 2014 4:54 pm

          Não só li como conheço profundamente essa discussão

          Você deveria sair do pedestal e deixar desse tom pedante que isso, essa discussão, não é novidade nenhuma.

          Eu li, como qualquer brasileiro razoavelmente letrado leu, o clássico de Sérgio Buarque de Holanda (com um “l” só, diferente do Hollanda do Aurélio). Eu conheço e estou a par do debate dele por cartas com Cassiano Ricardo.

          São filigranas totalmente desnecessárias quanto à compreensão do que ele quis dizer no texto original e que ficou muito claro. Numa das respostas que ele envia a Cassinao Ricardo ele mesmo fala das suas concordâncias com a forma com que ele entendeu o conceito, que você, achando que poderia passar despercebido, omitiu. Mas não adianta, porque eu tenho Raízes do Brasil e tenho a edição comemorativa de 70 anos, lançada em 2006. Comigo, essa tática não funciona. Eu conheço essa carta que você citou.

          A única divergência significativa entre eles dois está no conceito de cordialidade como algo próximo à bondade.

          Qualquer pessoa que saiba entender a situação da troca de cartas entre eles dois percebe que ali é uma discussão que não muda substancialmente o que foi dito na obra. Trata-se inclusive de assertivas ex post facto. Buarque de Holanda quis dizer que cordial era algo que surgia do coração, o que abriria espaços para reações não tão generosas, lhanas, hospitaleiras etc, como ele tinha afirmado na obra como sendo características da cordialidade a que ele se referiu como sendo o perfil definidor do brasileiro.

          Essa possibilidade de assim ser, não muda o que objetivamente ele disse como perfil do brasileiro, usando para isso a palavra “cordial”, que depois ele mesmo confessou não ser a melhor palavra para o que tinha em mente.

          Independentemente disso, o que fica claro é que o autor identificou um jeito brasileiro de ser que era civilizado de forma emotiva, sem precisar de regras, mandamentos, disciplina, cumprimento de sentenças etc. O brasileiro seria naturalmente assim, na média.

          Essa discussão é um tanto ultrapassada. Ninguém põe em dúvida que alguém no trato social que se mostra “cordial” não possa ser também, em outro momento, uma pessoa capaz de atitudes ríspidas, não generosas etc.

          Isso não muda o que ele quis dizer e nada tem a ver com a pertinente observação do ministro Barroso, já que o perfil do brasileiro hoje não é nem de longe o perfil descrito por Buarque de Holanda, na média. Portanto, vocês contrabandearam para o post uma questão impertinente, pois Barroso está certo quanto a isso.

          Vocês é que querem inventar. Buarque de Holanda falou de uma forma que descreve o perfil do brasileiro., E o perfil que ele descreveu foi o de uma pessoa generosa, hospitaleira, de bom trato pessoal, uma pessoa agradável, etc. A isso ele chamou de “homem cordial”, por ser uma pessoa que age com o coração, mas age com o coração dentro de uma forma agradável, sem precisar de regras exatamente. Seria uma pessoa naturalmente assim, na média.

          Isso suscitou críticas, é claro. Mas as críticas também estavam erradas, e ele logo explicou. Acontece que vocês querem dar às explicações um sentido que nem de longe elas têm. O sentido de homem cordial não muda na obra. É aquele mesmo, de pessoa que tem um bom trato nas relações pessoais.

           

      2. Gilberto .

        25 de maio de 2014 2:00 pm

        Cordial como bondade?

        Isso não muda o que ele quis dizer e nada tem a ver com a pertinente observação do ministro Barroso, já que o perfil do brasileiro hoje não é nem de longe o perfil descrito por Buarque de Holanda, na média.

        Caro Argolo,

        Em qual estatística você encontrou esta “média”? Quer dizer então que a truculência brasileira é um fenômeno recente?  SBH não tinha portanto conhecimento dela, traço marcante da história de nosso país, pois não? 

        Não sabia que a mão que afaga é a mesma que bate? Que o pai que gera é o mesmo que estupra?  Que a violência é travestida no mesmo e igual gesto que é a demonstração do amor? 

        Somos e fomos o país que detesta o conflito, mas apenas em nosso meio próximo e pessoal. O país onde a mãe, consternada, abafa o estupro cometido pelo pai à própria filha. Onde o medo do conflito, em nosso “protegido” círculo familiar e dos amigos próximos, esconde em seu interior mais oculto, em suas celas (aqueles quartos sem janela que guardava as donzelas para seus pais), a truculência que sempre existiu. Violência esta que, de fato e segundo as estatísticas, é menor hoje do que foi no passado. Apenas retirada está das celas e se encontra agora exposta, o que gera a falsa impressão de ser maior na “média”.

        Ou, SBH desconhecia a nossa história e pensava que a gente era feliz e não sabia? 

        Finalizando, a crítica ao ministro Barroso foi apenas uma observação. Concordo e apreciei a maior parte das suas colocações. Lembro, não numa trancrição precisa, alguns temas que levantou: critérios subjetivos e pequenos poderes… tudo que é subjetivo é problemático…a violência existe quando as pessoas não se comunicam por idéias e argumentos. Ou seja, a razão recusada e substituída pelo coração, não é um atributo desejável para chegar a um país justo.  

        1. Alessandre de Argolo

          25 de maio de 2014 7:20 pm

          Claro que ele sabia, mas isso não muda o que ele disse

          Você envereda pelo mesmo erro dos críticos de Buarque de Holanda.

          Primeiro, essa discussão é datada. Nada do que se disser aqui será “novidade” nenhuma.

          Antes de mais nada, você é mais um dos que confundem a explicação do comportamento, detectável como DEFINIDOR do perfil do brasileiro pelo próprio Buarque de Holanda, que chamou isso de “homem cordial”, com mera negativa, o que é errado.

          Não há negativa nenhuma do comportamento do brasileiro como descrito pelo próprio autor, Buarque de Holanda. Você não pode dizer que ele não disse quando ele expressamente disse. Para fazer isso, você terá que encarnar o papel de deturpador. Boa sorte.

          A verdade é que Buarque de Holanda explicou como acontecia o fenômeno por ele expressamente afirmado.

          Já expliquei aqui várias vezes do que se tratava a explicação, que era simplesmente dizer que o brasileiro agia assim por mera emotividade e não por apego a regras civilizatórias pré-estabelecidas. Era uma coisa espontânea, sem cumprir regras.

          Dito isso, que eu já expliquei aqui em vários comentários, nada disso significa que o brasileiro não pudesse se comportar de outra forma, em outras situações.

          Como disse num comentério abaixo, que você parece que leu, mas insisti em dizer o que não foi dito, ninguém põe em dúvida que alguém no trato social que se mostra “cordial” não possa ser também, em outro momento, uma pessoa capaz de atitudes ríspidas, não generosas etc. Tampouco Buarque de Holanda disse o contrário disso quando cunhou a expressão “homem cordial”. Quem interpretou dessa forma foram os críticos.

          Isso não muda o que ele quis dizer e nada tem a ver com a pertinente observação do ministro Barroso, já que o perfil do brasileiro hoje não é nem de longe o perfil descrito por Buarque de Holanda, na média. Portanto, vocês contrabandearam para o post uma questão impertinente, pois Barroso está certo quanto a isso. O perfil do brasileiro hoje já não é mais o mesmo descrito exatamente por Buarque Holanda e não por outra pessoa. Foi isso que o ministro Barroso disse e ele está coberto de razão quanto a isso. Buarque de Holanda concordaria completamente com ele, sem mudar nada do que escreveu.

          1. Gilberto .

            25 de maio de 2014 8:39 pm

            Não considero minha colocação uma novidade

            O próprio SBH já se referia ao fato na segunda edição do livro. Antonio Candido retomou o assunto no prefácio da edição de 1967 que até hoje acompanha o livro.

            Quando você afirma,  “Não há negativa nenhuma do comportamento do brasileiro como descrito pelo próprio autor, Buarque de Holanda”, não ficou claro para mim onde eu afirmei isto. Minha colocação foi,  “A cordialidade em Sérgio Buarque, não exclui a truculência. Ao contrário, apenas expressa a resistência ao uso da razão, o uso do coração (cordi) em seu lugar.” 

            De fato, o único que me incomoda é a colocação do antagonismo homem cordial / trucululência, como se a truculência não fosse, também, uma característica presente no homem cordial. No meu entender, Barroso faz isto quando coloca que “o brasileiro cordial virou o brasileiro truculento” (2,57 min.). O homem truculento já existia no homem cordial. “Nenhum povo está mais distante dessa noção ritualística da vida do que o brasileiro. Nossa forma ordinária de convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez.” (HOLANDA, 1963, p. 137).  

            No mais, não vejo uma enorme diferença entre a minha interpretação e a sua. 

             

  12. Ninguém

    24 de maio de 2014 3:12 pm

    Como 99% dos que citam SBH…

    O Ministro Barroso é mais um que se equivoca, ao achar que o “homem cordial” da tese de Sérgio Buarque de Hollanda é “bonzinho”. O cordial, ali, tem o sentido de alguém passional, que se deixa levar pelas emoções, que tanto podem ser positivas quanto negativas. O próprio SBH esclarece esse ponto numa nota de rodapé. Portanto, o brasileiro não está deixando de ser cordial, está simplesmente mostrando ser passional – leia-se, irracional -, também, nos momentos de raiva, frustração, etc. E, aqui, não estou considerando se essa frustração é legítima ou insuflada. Para quem tem olhos de ver, é visível que a maior parte dessas manifestações “espontânea” é promovida, insuflada e apoiada pelo PIG (dando até a hora e o local onde elas “vão” ocorrer).

    1. Alessandre de Argolo

      24 de maio de 2014 4:22 pm

      Nada a ver

      A cordialidade afirmada por Sérgio Buarque de Holanda como característica definidora do brasileiro tem o sentido tradicional de sempre.

      É querer mudar o sentido das palavras e forçar entendimentos incabíveis na obra do autor.

      Cordialidade é cordialidade. Passionalidade é outra coisa. Se a cordialidade é causada por uma reação emotiva, isso não quer dizer que Sérgio Buarque de Holanda não tenha expressamente dito que o perfil médio do brasileiro é o cordial.

      Vocês querem mudar até as palavras ditas pelo autor quando se debruçou sobre a expressão.

      Vocês confundem tudo. Dizer que  cordialidade surge de uma indiferença para com normas comportamentais, que ela é uma expressão espontânea do jeito do povo brasileiro, em nada implica dizer que o brasileiro não seja, na média, um cordial. Só falta dizer que o autor quis dizer que o brasleiro era, na média, um truculento hehe. Homem cordial virou homem truculento.

      Aí é difícil. Cordial é como o brasileiro se mostra, seu traço definidor, para Sérgio Buarque de Holanda. As razões de como e por que isso acontece são outra coisa. O resto é invenção de quem quer dizer o que o autor nunca disse.

      1. Argola

        24 de maio de 2014 5:36 pm

        Argolo

        Deixe de ser implicante e vem brincar  <3

        Hoje é sábado. Vamos dançar ♪

        beijinho

         

  13. Anúbis.

    24 de maio de 2014 3:18 pm

    A cordialidade nassifiana.

    Pois é Seu Nassif, ao censurar o meu comentário, que traz ipsi literis o que disse o Gilberto, o senhor optou pela compreensão barrosiana do termo cordial, mas reforçou aquilo que Hollanda fala de nossas elites: detestam o conflito, pois é na sua sublimação que mantém as “coisas em seu devido lugar”.

    Que vergonha.  O juiz calado seria um poeta, a censura promovida por ti um tapa na cara daqueles que lutaram pela Democracia.

  14. Anúbis.

    24 de maio de 2014 3:26 pm

    Vergonha.

    Um típico e claro exemplo de submissão nassifiana àquilo que ele imagina ser merecedor de reverência: um juiz, funcionário público, pago com nossos tributos.

    Claro que sua natureza de árbitro constitucional lhe dá certa relevância, mas ao ser confrontado dizendo asneiras típicas de um secundarista, o blogueiro corre em socorro e veta comentários mais ácidos, embora não ofensivos, ao menos não na régua deste blog, que exibe comentários de mesmo teor em relação a outras personalidades.

    Nassif é assim um fã-militante do nosso novo ativismo jurídico, aquele que se reivindica mais, digamos, civilizado que um barbosa.

    Nada contra. Aliás, como dono do espaço pode exibir suas preferências.

    O problema é tentar poupar seus ídolos do escárnio quando se colocam a falar idiotices com moldura de grande sapiência.

    Todos (nassif e barroso) em busca de uma cordialidade improvável.

    Santa tolice, batman.

    Neste caso, eu prefiro a truculência de barbosa, dá para nos situar no jogo, e apresentar a defesa adequada.

    Um perigo estes “democratas” que amordaçam com lenços de linho egípcio.

  15. Raí

    24 de maio de 2014 4:02 pm

    E desde quando…

    “As instituições políticas por acaso, pensam o país” ?

    Seria uma utopia inimaginável, esperar que as nossas instituições políticas brasileiras, “penssassem” o país, e dessem(como seria de esperar-se)uma contribuição ao processo democrático, ora em desenvolvimento.

    Logo após aquelas manifestações de junho/13, a Pres. Dilma propôs uma ampla reformulação(já que a reforma política, não passa no Congresso)nas atuais regras políticas, e mais uma vez, foi vencida pela inespressividade do Poder Legislativo, e tudo voltou a ser como antes das manifestações, que na pratica, tambem não visavam nada alem de tumultuar.

    A única via de conseguirmos mudar este estado de coisas, é através da sociedade civil, pressionando o tempo todo, seus constituintes, e trocando-os(nas urnas) por pessoas comprometidas com esta visão.

  16. Durvaldisko

    24 de maio de 2014 4:17 pm

    Bom que  seja um ministro do

    Bom que  seja um ministro do STF ,que  lembra  o quanto é jovem a nossa democracia  e o país.

    De democracia temos tão somente  29 anos,a partir da “Nova República”,com Sarney.

    E o país,fechado até o inicio do século XIX,que nem imprensa ou  tipografia eram permitidos,passou escondido do mundo 

    por trezentos anos. Tínhamos  censura   em todas as atividades culturais, a igreja  era a guardiã da”moral cristã  e ocidental” e os militares viviam   de  conspirações desde a proclamação da república.

    Extraordinário é que tenhamos chegado até  aqui,inteiros como nação,integral como cultura e com  mudanças radicais  por vias incruentas.

    O caminho é longo e pedregoso.

    Contudo  ,a primeira grande alteração ,antes mesma  da política ou parte dela, é a imprensa.

    Desconcentrar a propriedade dos meios,pulverizar a informação, promover a diversidade  e o contraditório, despertar no  cidadão simples  e marginalizado ,social e geograficamente ,o interesse pelo debate e participação ativa  na coisa pública.

  17. mello

    24 de maio de 2014 4:26 pm

    Para  mim, a entrevista,

    Para  mim, a entrevista,  como um todo  foi brilhante.  O ministro  não pretendeu  discorrer  sobre o conceito de  homem cordial,  ele  tocou em temas  importantes,  com clareza e objetividade, e mostrou  muito equilíbrio,  qualidade  primordial  para um juiz.

       O  entrevistador  foi muito  competente também,  ao formular  perguntas desafiadoras,  algumas das quais o Ministro  soube  contornar com elegãncia,  particularmente as que se referiam a seus  pares.

  18. Orlando

    24 de maio de 2014 4:31 pm

    O Brasil não conhece o Brasil.

    O Brasil não conhece o  Brasil. Gilberto Freire e Hollanda construiram um imagem do Brasil, sobretudo, antenada com o Brasil da primeira metade do século XX. Hoje sabemos que o Brasil de Freire e Hollanda é um mito a ser descontruído para sabermos qual a real cara do Brasil. Dentre muitas coisas: 1. O brasileiro nunca foi cordial – ele não sabia ler nem escrever, não lia jornais, não tinha televisão e nem internet; 2. O Brasil nunca foi uma “democracia racial”. 

    1. Falso

      24 de maio de 2014 10:25 pm

      Não interessa aqui essa

      Não interessa aqui essa cordialidade do dia-a-dia: não me interessa que o sujeito sente numa cadeira do ônibus, coloqque suas pernas na outra para mais niguém senta-se e se pedir vai fazer cara feia. O que interessa é na repartição pública, coisa com  grana pública, é nessa hora que sua cordialidade deve ser exercia  não se meter com que os outros fazem ou deixar de fazer.

  19. Adma Andrade Viegas

    24 de maio de 2014 5:02 pm

    Primeiro tem que ler o livro

    O ministro se equivocou.

    Os que tomam a expressão “homem cordial” de Sergio Buarque de Holanda ao pé da letra, no sentido estrito  de amável, gentil, demonstram que não leram  “Raízes do Brasil”. É preciso acessar em primeira mão às ideias do historiador, para depois darem sua opinião.

    Aqui vai uma pequena contribuição com uma paráfrase das ideias do livro:

     

    http://fontehistorica.wordpress.com/2011/05/30/o-homem-cordial/

    1. Quem não leu?

      24 de maio de 2014 8:32 pm

      Fica claro a tese de que essa

      Fica claro a tese de que essa é uma contribuição brasileira à civialdiade e, portanto, coisa que precisa ser preservada para humnaidade. Assim, pelo que entendi, Barroso deixa claro que coisa como o mensalão ataca frontalmente isso e denegre :essa bela construção social. De fato, ocorreu o óbvio: todos sempre foram e até elogiadamente cordialmente brasileiros, mas quando foi a vez do petismo vieram com essa moralidade tosca, justicializando uma aspecto cultural.

  20. serraleiro 70

    24 de maio de 2014 5:52 pm

    Ministro Barroso

    Bela entrevista feita por Kennedy Alencar, nem tudo está perdido no stf.

  21. maria rodrigues

    24 de maio de 2014 7:38 pm

    Sou fã do entrevistado e do

    Sou fã do entrevistado e do entrevistador. Ambos não se furtam a informar, a dar a gente o que a gente não consegue obter de nenhum repórter, tão pouco de alguns ministros do STF. Quisera todos os repórteres tivessem essa liberdade de expressão nas televisões abertas, ou que os mnistro do STF pensassem como MInistro Barroso. Creio firmemente que ele, após as tergivessações em plenário, dormiu tranquilamente, não apenas por haver seguido sua consciência, mas, e sobretudo, por haver seguido a constituição, por ter sido legal em seu julgamento.

  22. Parece longe

    24 de maio de 2014 8:42 pm

    Parece longe,mas não é.

    Parece longe,mas não é. Começou a novela da já conhecida bloguete cubano que abriu um jornal. Aqui, onde papel é fato e fica  abursamente vendável qualquer coisa de R$ 5, ninguéms  consegue abrir jornal sem uma razoavél furtuna (por óbvio, na junta comercial tende aparecer apena 0,,0001% do real), imagine em Cuba que quase não tem nem papel higiênico e ter R$ 0,50 para gastar com jornal é luxo.

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