Entidades estudantis pedem saída de Milton Ribeiro do MEC após acusação de favorecimento a pastores

Três das principais entidades estudantis do País cobram do Congresso as "providências" cabíveis contra o ministro de Bolsonaro, por suposto direcionamento de verbas para aliados

O ministro Hamilton Ribeiro, flagrado em áudio expondo o MEC à influência de pastores evangélicos. Foto: Agência Brasil
O ministro Hamilton Ribeiro, flagrado em áudio expondo o MEC à influência de pastores evangélicos. Foto: Agência Brasil

A UNE, UBES e ANPG divulgaram nota pública na tarde desta terça-feira (22) manifestando indignação com “as estarrecedoras gravações em que o ministro da Educação [Milton Ribeiro] admite, de viva voz, beneficiar amigos de determinados pastores na liberação de verbas públicas do MEC, atendendo ordem direta do próprio presidente da República”, Jair Bolsonaro.

Segundo as entidades estudantis, “trata-se do funcionamento de um gabinete paralelo, às margens da legalidade e sob critérios políticos e ideológicos nada republicanos.”

Os estudantes afirmam que o MEC foi “transformado num grande balcão de negócios a céu aberto para alimentar esquemas eleitorais do presidente”, enquanto a saúde pública do País é esvaziada.

UNE, UBES e ANPG “repudiam a negociata em curso e exigem transparência, impessoalidade e projeto amplamente discutido com a sociedade para a utilização dos recursos do cidadão brasileiro.”

“Se antes, por não lutar por avanços na educação brasileira, já não reunia condições de seguir à frente do MEC, diante deste escândalo, o ministro perdeu todas as condições de permanecer no cargo”, afirmam as entidades, que cobram “providências” do Congresso para “cessar esse descalabro”.

Leia também:

1 – Milton Ribeiro escancara esquema de repasses do MEC a Prefeituras intermediadas por pastores

2 – Os negócios que viabilizam a destruição da educação no Brasil, por Luis Felipe Miguel

3 – Denúncia de interferência de pastores em verbas no MEC gera notícia-crime no STF e bancada evangélica se manifesta

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