5 de junho de 2026

Segurança: o modelo das UPPs do Rio em Curitiba

Da Folha.com

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PM ocupa bairro de Curitiba para implantação de segunda “UPP”

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

A Polícia Militar do Paraná deu início na manhã desta quinta-feira à implantação da segunda UPS (Unidade Paraná Seguro) em Curitiba –módulo de polícia comunitária inspirado nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio de Janeiro.

Cerca de 300 policiais militares e civis, além de guardas municipais, ocuparam o bairro do Parolin, na periferia de Curitiba –uma das áreas com maior índice de criminalidade da cidade. No ano passado, a taxa de homicídios na região foi de 86,95 por cem mil habitantes (a média brasileira é de 26,2).

Até as 11h de hoje, pelo menos duas prisões tinham sido feitas, por porte de crack, e uma arma havia sido apreendida. Todos os carros e pessoas que transitam pelo bairro estão sendo revistados.

A PM deve cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão ao longo do dia.

Na próxima semana, depois da fase de ocupação, cerca de 30 policiais devem permanecer no bairro, num módulo de polícia a ser instalado. A ideia é que cada PM cuide de determinada área do bairro, seja conhecido pelos moradores e tenha um cadastro das famílias e do comércio.

A primeira UPS foi implantada no início de março, no bairro do Uberaba, também em Curitiba. Cerca de 60 policiais trabalham no local.

Uma denúncia de agressão por PMs durante a ocupação do bairro foi feita pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A PM abriu um inquérito para apurar o caso, que ainda está em andamento. Os dois PMs suspeitos de agredir o morador não trabalham na UPS.

O plano do governo do Paraná é implantar 10 UPSs no Estado até o final do ano.

O Paraná é o quarto Estado a aderir às unidades pacificadoras: em 2011, a Bahia abriu três bases em Salvador e, em dezembro, o Pará inaugurou a sua UIPP (Unidade Integrada Pró-Paz) em Belém. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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