5 de junho de 2026

Mulheres serão as mais prejudicadas pela reforma da Previdência, diz Dilma

Dilma Rousseff em Lisboa

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Da Rede Brasil Atual

 
“No Brasil, uma pessoa passa em média sete anos desempregada ou em trabalhos precários. Isso quer dizer que aos 49 anos deve-se acrescentar mais sete”, diz ex-presidenta

A ex-presidenta Dilma Rousseff se solidarizou hoje (15) com os “milhões que foram às ruas contra a reforma da Previdência” durante sua fala em uma conferência sobre neoliberalismo e democracia, realizada em Lisboa. Antes de iniciar sua fala, Dilma alertou os espectadores que as mulheres serão as mais prejudicadas pelas mudanças propostas pelo presidente Michel Temer e foi aplaudida pelo público.

Com a reforma da Previdência, será preciso ter 65 anos de idade para se aposentar, tanto para homens quanto para mulheres, mais 25 anos de recolhimento. Porém, para receber 100% no benefício serão necessários, na prática, 49 anos de recolhimento. Hoje não há idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição, mas são necessários 35 anos de recolhimento para homens e 30 para mulheres. Já para se aposentar por idade, hoje é necessário ter pelo menos 15 anos de recolhimento e 65 anos de idade para os homens e 60 para as mulheres.

“Estudos mostram que no Brasil, em média, uma pessoa ao longo da sua vida da trabalho passa sete anos desempregado ou em trabalhos precários, sem recolher”, afirmou Dilma. “Isso quer dizer que aos 49 anos deve-se acrescentar mais sete,  que dá um total de 56 anos – 65 menos 56 dá 9 anos, significa que é a idade que a pessoa teria que começar a trabalhar no Brasil, o que é um absurdo e um crime contra aquilo que pode significar uma transformação para o Brasil, que é garantir aos jovens e às crianças a única coisa necessária para que o país se transforme em uma nação desenvolvida: a educação.”

As vagas para a conferência de Dilma Rousseff, intitulada “Neoliberalismo, desigualdade, democracia sob ataque” esgotaram-se em 20 minutos. Como os 450 lugares do teatro Trindade, na capital portuguesa, não foram suficientes, a organização do evento instalou um telão no lobby do teatro com transmissão simultânea para que os demais interessados pudessem acompanhar sua fala, que durou cerca de uma hora. 

“As mulheres serão as mais prejudicadas. Se os homens enfrentam esse problema de sete anos de trabalho interrompidos, imaginem a mulher em um país onde a divisão sexual do trabalho ainda extremamente cruel com as mulheres. Então milhões de pessoas foram às ruas hoje se solidarizar com todos eles”, concluiu.

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3 Comentários
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  1. Meire

    16 de março de 2017 12:16 pm

    A presidente Dilma Roussef

    A presidente Dilma Roussef tem um conhecimento grande do que é o Brasil e seus problemas.

    E agora tem também um conhecimento das ações dos CORRUPTOS que querem mandar no país e inclusive quando querem obrigar as mulheres a obedecer o machismo e ainda se humilhar quando lhes pedem perdão de pecados, sendo eles os maiores pecadores até quando se fingem de masoquistas sofredores e humildes. Na realidade capatazes de bandidos.

    Tudo isso se personificou na baixaria que derrubou o governo da presidente Dilma Roussef, contando com a ajuda de criminosos estrageiros que encaminharam o Brasil para uma crise, que não existiria, não fosse a ação dos bandidos.

    O ex-presidente Lula teria dado sua contribuição, não fosse a oposição de ladrões.

    O futuro dirá, dessa canalhice toda, o que sairá.

     

     

  2. romulus

    16 de março de 2017 1:44 pm

    Alerta “Tartufo”: Estadão, jeca, passa recibo de pedantismo


  3. Marcelo33

    16 de março de 2017 4:43 pm

    Dilma tinah que ter se

    Dilma tinah que ter se solidariezado quando ainda na presidência, e mandado o Zé da Justiça pastar. Quando mandou,já era tarde.

    Dilma só se preocupou em cuidar da Biografia e deixou estes pilantras levarem o país.

    Só um recado para Dilma. Não tem como salvar a biografia de alguém que nos deixou cair nas mãos de uma quadrilha dessas…

    Dilma falou que não ia ficar pedra sobre pedra… e não ficou. Economia, pré-sal, saúde e educação pelas próximas duas décadas já foram destruídas, a previdência e os direitos trabalhistas vão pelo mesmo caminho.

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