5 de junho de 2026

Temer volta a agilizar Reforma da Previdência, tentando diminuir holofotes


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Preocupado com possíveis recuos na Reforma da Previdência, após jornais darem conta da estratégia do governo Michel Temer de pressionar os parlamentares, seja ameaçando os próprios cargos indicados por partidos, seja pelo empurrão de que a Previdência não seria sequer discutida na Câmara se a Reforma Trabalhista não fosse liberada pelo Senado, Henrique Meirelles entrou no embate para dialogar com a base no Congresso.
 
O ministro da Fazenda tentará atuar pelo lado racional da medida, deixando em menor patamar as negociações políticas, destaques nos meios de comunicação. Meirelles anunciou que o Planalto quer garantir uma margem tranquila para a aprovação da Reforma. Esta semana, o governo tem a agenda completa para as discussões em torno da proposta.
 
 
 
Por Akemi Nitahara
 
O governo está fazendo reuniões esta semana para ter segurança de que tem o apoio necessário para a aprovação da reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. A informação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a discussão agora é para “assegurar uma margem para não haver dúvida ou surpresa”.

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“Eu espero que haja razões para o Brasil comemorar, de fato, a garantia de que todos os brasileiros poderão receber a sua aposentadoria. É isso que está em jogo, não é se alguém vai se aposentar dois, três anos depois ou antes. O que está se discutindo na realidade é até que ponto todos os brasileiros terão a garantia de que receberão a sua aposentadoria. A Previdência pode ter problema, pode quebrar, pode ficar insolvente”, disse Meirelles.

Segundo o ministro, a insolvência da Previdência já ocorre em “muitos estados brasileiros” e também aconteceu em outros países, “que tiveram até que diminuir o valor da aposentadoria das pessoas já aposentadas”. “O Brasil está longe disso, porque está na hora de fazer a reforma. Portanto, acreditamos que haverá, sim, a aprovação de algo que garanta a todos que a Previdência social do Brasil continuará solvente”.

Meirelles afirmou que a reforma, mesmo após as modificações feitas no Congresso, continua “dentro daqueles parâmetros que esperávamos e que garantem o ajuste fiscal”. “Evidentemente, mudanças excessivas podem prejudicar reformas, o que esperamos que não aconteça.

Revisão da inflação

Sobre a inflação, o ministro disse que a meta pode ser revista no mês que vem. “Em junho nós vamos revisar e fixar a meta de inflação, fixar a meta para 2019, e vamos levar em conta, evidentemente, a previsão de inflação para 2018 e para 2019. Até lá, vamos observar tudo com muito cuidado, para tomar a melhor decisão possível, para não só garantir que a economia brasileira continue a crescer, como que a inflação esteja na meta”.

Meirelles falou com a imprensa após a cerimônia de entrega da Medalha da Vitória, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Parque do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. O ministro foi um dos homenageados este ano, ao lado de 96 personalidades civis e militares e 28 ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que receberam a distinção, além de três instituições militares. O Dia da Vitória relembra o 8 de maio de 1945, quando as tropas do nazifascismo se renderam ao Alto Comando das Forças Aliadas e da antiga União Soviética.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Marcio Valentim

    8 de maio de 2017 9:35 pm

    atenção para o suicídio

    atenção para o suicídio político soh pq o tio meirelles quer kkk. Experimentem que nós vamos espalhar a carinha de cada um pelo Brasil afora!!!!

  2. cesarcardoso

    8 de maio de 2017 11:20 pm

    O ministro da Fazenda tentará

    O ministro da Fazenda tentará atuar pelo lado racional da medida, deixando em menor patamar as negociações políticas, destaques nos meios de comunicação.

    É jogar pra torcida e pra mídia não ter que noticiar o que não interessa. Os parlamentares já entenderam que a única maneira de negociar com Temer, Padilha, Gedel e Moreira Franco é com cargo na mesa.

  3. Hildermes José Medeiros

    9 de maio de 2017 11:21 am

    Taí, uma implicância, só

    Taí, uma implicância, só  pode ser implicância, da oposição, no que diz respeito a previdência no Brasil. Temer e o seu ministro, Henrique Meirelles, vendo bem à frente os males futuros que decorrerão para o nosso povo, caso não seja ajustado o programa previdenciário brasileiro, mostra ser indispensável impedir (hoje somente dificulta-se) a aposentadoria precoce.  Mostrando maior sensibilidade social, aumenta o teto da idade mínima para a possilidade de aposentadorias. É uma preocupação de estadista, meritória, mesmo sendo esta a única preocupação da dupla no sentido de beneficiar (e como?) a população. E que tamanho benefício trarão ao povo! Então, não é benefício permitir que todos os que almejem se aposentar fiquem mais tempo para ter direito à posentadoria? Quem quiser ir para casa ainda vivo (certamente a maioria, principalmente nas classes médias assalariadas) como acontece hoje, que pague caro, e pague aos bancos por essa possibilidade. Pessimistas dizem que essa possiblidade de complementar a aposentadoria pagando aos bancos e ao sistema financeiro por planos complementares, tende a ter o mesmo fim dos planos de saúde, os quais fogem de suas responsabilidades na hora de cumprir com o devido. E ainda tem gente querendo tumultuar, dizendo o governo Temer não tem nenhuma, mais nenhuma mesmo, procupação com o bem estar do povo, quando se mostra tão açodado em reformular a previdência para beneficiar os bancos e o sistema financeiro, quando tem o banqueiro Meirelles como Ministro da Fazenda e o preposto do banco Itaú, Ilan Goldfajn, no Bando Central. A preocupação de Temer com o bem estar do povo é tanta, que sua popularidade que está no fundo do poço, não o afasta de seu objetivo. Muitos até dizem que a reforma da previdência e das leis traballhistas é a sua tarefa enquanto presidente, è o que segura seu governo. É de uma sensibilidade social à toda prova. 

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