10 de junho de 2026

Instituído Comitê para Promoção de Políticas Públicas de Proteção Social dos Povos Indígenas

O comitê será coordenado pelo Ministério dos Povos Indígenas e contará com 18 ministérios e cinco órgãos federais
Indígenas do ATL 2019 fazem manifestação na frente do Ministério da Saúde durante marcha pela Esplanada dos Ministérios | Fotos: Leonardo Milano/Mídia Ninja

Numa articulação envolvendo 18 ministérios e cinco órgãos federais, o governo instituiu por decreto, nesta terça-feira (19), o Comitê para Promoção de Políticas Públicas de Proteção Social dos Povos Indígenas.

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Trata-se de uma iniciativa inédita no âmbito do Poder Executivo. O comitê será coordenado pelo Ministério dos Povos Indígenas. Sua função será a de articular, acompanhar e propor políticas públicas visando a proteção de direitos sociais dos povos indígenas. 

Entre esses direitos estão a educação escolar indígena diferenciada, bilíngue e multicultural, políticas diferenciadas de saúde, combate ao racismo e discriminação, além de acesso às demais políticas públicas. 

Para o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas Eloy Terena, que se pronunciou em vídeo nas redes sociais, a iniciativa pretende “avançar, por meio desse comitê, numa ação articulada com vários ministérios para garantir a efetivação desses direitos”. 

Além de vários ministérios, como Saúde e Educação, e a Funai, fazem parte do comitê a Advocacia-Geral da União (AGU), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Com a pluralidade de ministérios, secretarias, institutos e órgãos federais, o comitê poderá tratar das questões previdenciárias dos indígenas, acesso a serviços de saúde e pautas envolvendo a proteção de terras indígenas. 

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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