10 de junho de 2026

Lei do Dia de Tradições de Matrizes Africanas e Candomblé é sancionada por Lula

O projeto de lei para a criação da data que será comemorada todo dia 21 de março, é de autoria do deputado federal Vicentinho (PT-SP)
Fábio Pozzebom - Agência Brasil

da Página da CUT

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Lei do Dia de Tradições de Matrizes Africanas e Candomblé é sancionada por Lula

Escrito por: Redação CUT/ Erica Aragão | Editado por: Rosely Rocha

A partir de agora o país terá um Dia Nacional para celebrar as Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé e será em todo 21 de março. A sanção foi assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e pelas ministras Margareth Menezes (Cultura) e Anielle Franco (Igualdade Racial). A criação da data foi publicada hoje Diário Oficial da União (DOU). 

O projeto de lei para a criação da data, de autoria do deputado federal Vicentinho (PT-SP), foi aprovado na Câmara no dia 21 de dezembro após o Senado fazer uma emenda à proposta. Anteriormente, o texto previa que a celebração fosse no dia 30 de setembro, mas o Senado sugeriu 21 de março. 

A nova data coincide com o marco escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para, anualmente, instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial. O dia foi escolhida em memória às 69 vítimas do massacre de Sharpeville, bairro negro da África do Sul.

Sobre o massacre de Sharpeville

O massacre aconteceu durante o Apartheid, regime de segregação racial em que colonizadores brancos britânicos e holandeses classificaram a população em quatro raças (brancos, pretos, mestiços e indianos), para dividir quais cidadãos teriam direitos plenos e quais não.

Os brancos tomaram para si quase todo o território, cerca de 87%, expulsando 3,5 milhões de pessoas das áreas em que residiam. Os negros foram obrigados a viver em cidades-dormitório, chamadas de “townships” e reservas étnicas, os “banstustões” e eram obrigados a pedir permissão para viajar, sob risco de prisão e multa. 

O regime foi instaurado em 1948 por um pastor protestante de ascendência francesa, Daniel François Malan, e terminou, de fato, em 1994, após as eleições livres que alçaram Nelson Mandela à presidência.

Repercussão nas redes sociais

A lei foi elogiada no Twitter. Teve gente que disse que a data representa a liberdade religiosa, outros disseram ser vitória do povo de Terreiro e também teve publicação celebrando um marco legal significativo para a cultura afro-brasileira.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados