4 de junho de 2026

2016: Zica? Dona Zica? Zika?!!! Por Rui Daher

The New Yorker

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Por Rui Daher

Durante cerca de 10 anos assinei a revista norte-americana “The New Yorker”. Chegava certinho, poucos dias depois de sair nos EUA. Depois de lida, arrancava as capas e as doava para meu filho, Gabriel, artista plástico.

Estava fácil. Uns economistas doidos achavam que nossa moeda valia 30% mais que o dólar. A brincadeira foi ficando cara, parei, e passei a lê-la, pouco mesquinha que é, no seu site.

Em 23/12, Jerome Groopman escreveu sobre “As mais notáveis descobertas médicas de 2015”.

Cita a importância de novas tecnologias que permitem atender rapidamente ataques de coração e salvar muitas vidas; o “efeito dia seguinte” da pílula que previne o HIV; descoberta de medicamentos capazes de beneficiar pacientes com persistentes índices altos de colesterol; os benefícios da ‘ibrutinib’ na remissão do câncer linfático; o poder do placebo em pessoas que sofreram cirurgias de coluna.

Há também uma não-descoberta, pelo menos para nós, pois se refere ao Brasil. A Zika que, apesar de notada em Uganda, ainda em 1947, como transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, expandida intensamente, em 2007, na Micronesia (conhecem?), chegou ao Brasil como os turistas chegarão para o verão e o carnaval. É mais uma Zica, que boa só tivemos uma, a de Angenor de Oliveira, o Cartola (1908-1980).

O mosquito, que transmite dengue, febre amarela, ataca o sistema nervoso, e pode causar microcefalia em crianças, não cede à maioria dos inseticidas.

Cientistas propõem usar certo CRISPR, geneticamente preparado para esterilizar machos. O óbvio barato.

No Brasil, em escolas da elite, perto do Rio Pinheiros, recomenda-se a cada aluno se proteger com EXPOSIS, produto importado do laboratório francês Osler, à base de icaridina, e custo aproximado de R$ 1.000,00/litro.

João da Silva Santos, morador próximo às margens do rio Tietê, pergunta: “E aí, tiozinho Rui, Zika e Zica, de uma só vez, não é muito forte para 2016”?

Sugiro ao João perguntar ao silábico governador Alckmin e ao criativo prefeito Haddad e assessores. Conto com a sorte. Com Zika ou Zica, estamos todos ferrados, conforme decretaram nossos economistas.

E aqui vem a pergunta singela do dia: tão esperto, liso com um quiabo, não seria o caso de pedir a Eduardo Cunha a solução?

 

Rui Daher

Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor

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4 Comentários
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  1. Ivan Pedro

    27 de dezembro de 2015 4:17 pm

    Pois é …

    Este é o cara, o Rui…

  2. Sérgio T.

    27 de dezembro de 2015 4:39 pm

    Concordo Rui, mas…

    Arguta sua derradeira pergunta Rui, mas temo que o Janot e o Moro o impedirão a bem da oposição… Zika e Zica ficam…

    Um abraço.

  3. altamiro souza

    27 de dezembro de 2015 4:59 pm

    boa questão, rui.
    cunha

    boa questão, rui.

    cunha diria: locupletemo-nos todos.

    mais um delito ao roubar a frase do millor…

  4. Nosde

    27 de dezembro de 2015 6:09 pm

    Essa postagem mudou o meu

    Essa postagem mudou o meu dia, e creio que de muitas famílias . . . . . cada uma . . . .

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