A Fiocruz publicou um estudo na revista The Lancet Regional Health – Américas que aponta que o Brasil gastou US$ 1,3 bilhão (o equivalente a R$ 7,15 bilhões) entre 2015 e 2022 no tratamento e esforço econômico para atingir uma probabilidade de cura de 90% da doença.
O coordenador da pesquisador, Bruno Bezerril, afirmou que o trabalho analisou dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), comparando dois cenários: com e sem o Tratamento Diretamente Observado (DOT), em que foram comparados cenários pacientes que tiveram acesso ou não ao Tratamento Diretamente Observado (DOT).
Os pesquisados foram divididos em por histórico de tratamento e vulnerabilidades, como população em situação de rua, gestantes, usuários de drogas, pessoas com HIV, a fim de calcular o custo da taxa de cura por paciente, para atingir a taxa de cura recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além dos R$ 7,15 bilhões, o país teve de desembolsar ainda R$ 129,25 milhões com casos de retratamento. O levantamento demonstrou ainda que os moradores de rua, usuários de drogas e retratamentos são os grupos que demandam maior custo para atingir a probabilidade de cura de 90%.
Tais subgrupos, porém, são os mais eficazes para implementar o tratamento diretamente observado e podem servir de alvos para o desenvolvimento de estratégias para alocar recursos em programas de controle da tuberculose.
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