10 de junho de 2026

Consumo de refrigerante causa doenças cardiovasculares até em quem se exercita

Hábito de tomar dois ou mais copos de bebidas ultraprocessadas eleva em 21% a chance de comprometer a saúde do coração
Crédito: Freepik/ Racool_studio

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e Laval, no Canadá, constatou que o consumo frequente de bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos artificiais e chás de caixinha, resultam em problemas cardiovasculares. 

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Entre 1980 a 2016, 65.730 mulheres e 39.148 homens foram monitorados. Inicialmente, todos apresentavam boa saúde e disposição e, periodicamente, os participantes tinham de preencher um questionário com informações atualizadas sobre o estilo de vida e resultados de exames. 

Neste período, 13.269 participantes tiveram algum tipo de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. 

Os pesquisadores constataram, então, que pessoas com o hábito de consumir dois ou mais copos de bebidas ultraprocessadas e açucaradas têm 21% a mais de chance de desenvolver algum tipo de doença cardiovascular, em comparação às que preferem água ou que não consomem refrigerantes com frequência. 

As versões de refrigerante zero ou adocicadas artificialmente também aumentam as chances de doenças no coração, mas em menor escala: 3% em comparação às pessoas que consomem água ou sucos naturais. 

Nem a academia salva

Apesar de ser indicada como prevenção para uma série de doenças, a prática regular de exercícios físicos não minimiza os danos causados pelo consumo exagerado e frequente de bebidas açucaradas. 

Os pesquisadores identificaram que as chances dos viciados em refrigerante que se exercitam durante mais e 7,5 por dia de desenvolver cardiopatias são as mesmas dos sedentários com os mesmos hábitos. 

Clique neste link para conferir a íntegra do estudo (em inglês).

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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