
Jornal GGN – Várias organizações internacionais dos setores de transporte e turismo, junto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), decidiram estabelecer um grupo de especialistas para supervisionar e relatar temas oportunos relacionados com as viagens e a epidemia de Ebola.
O risco de propagação do mal através de deslocamentos por avião é baixo, recordou a OMS, porque ao contrário da tuberculose e da gripe, o vírus do Ebola não se transmite pelo ar que se compartilha.
O contágio requer contato com as secreções de uma pessoa enferma, salientou a OMS. A maioria das infecções têm lugar em comunidades dos países afetados: Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, quando os familiares cuidam de alguém com a condição ou também nas cerimônias fúnebres.
Um segundo ponto de risco de contágio são as clínicas e hospitais.
A OMS ressaltou que os países livres do contágio devem reforçar sua capacidade de detectar e conter imediatamente os casos, além de evitar medidas que podem criar interferências desnecessárias ao comércio internacional e à circulação de pessoas.
Por outro lado, pediu aos países infectados que realizem controles de todas as pessoas em aeroportos internacionais, portos marítimos e nos cruzamentos fronteiriços por terra, para detectar potenciais casos de Ebola. Também recomendou proibir a viagem de pessoas infectadas, a não ser que se trate de uma evacuação médica.
Zarastro
18 de agosto de 2014 8:03 pmEpidemia do ebola: ataque a centro de quarentena na Libéria
Vi primeiro a notícia no slashdot.org, e agora achei a tradução em português. O horror.
Ataque a centro de quarentena na Libéria traz revés na luta contra ebola
Atualizado em 17 de agosto, 2014 – 15:45 (Brasília) 18:45 GMT
Teme-se que saques em centro de quarentena ajudem a espalhar o vírus em favela na Libéria
Um centro de quarentena usado por pacientes com suspeita de ebola foi atacado e saqueado por manifestantes armados em Monróvia, capital da Libéria, informa a polícia.
Teme-se que o incidente facilite a contaminação pelo vírus, já que lençóis saqueados podem estar infectados. Além disso, ao menos 20 pacientes, até então isolados, fugiram do local. Não se sabe se eles estavam de fato infectados pela doença.
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Segundo um representante do Ministério da Saúde da Libéria, os manifestantes estavam insatisfeitos com o fato de pacientes de fora da capital estarem sendo tratados no centro de quarentena.
Mas há relatos de que os manifestantes acreditavam que a epidemia de ebola é um boato e queriam forçar o fechamento do centro.
O local havia sido montado para monitorar pacientes com suspeita de contaminação pelo ebola. Se essa suspeita fosse confirmada, os pacientes eram então levados a um hospital, disse à BBC Tolbert Nyenswah, ministro-assistente de Saúde.
‘Estupidez’
Um policial disse que colchões e lençóis manchados de sangue, além de equipamentos médicos, foram roubados do centro.
“Foi uma das coisas mais estúpidas que vi na minha vida”, declarou, agregando que os saques podem ampliar a contaminação na área de favelas de West Point, onde fica o centro, e que é densamente povoada.
A epidemia de ebola começou em fevereiro, na Guiné, e desde então espalhou-se por Libéria, Serra Leoa e Nigéria, no oeste da África.
Até sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde havia contabilizado 1.145 mortes em decorrência da doença, de um total de 2.127 casos identificados.
O ataque ao centro de quarentena é visto como um grande revés para a luta contra o ebola, informa o repórter da BBC na Nigéria, Will Ross.
Especialistas dizem que o fim da epidemia depende, em grande parte, de seu controle na Libéria – onde muitas pessoas ainda sabem pouco sobre o vírus e se recusam a cooperar com as autoridades de saúde.
Os sintomas do ebola incluem febre alta e sangramento; o vírus ataca o sistema nervoso central e a taxa de mortalidade chega a 90%. Não há vacina ou cura.