Mesmo sem exigência do Revalida sobram vagas no Mais Médicos

Mais de 1.400 vagas não foram preenchidas na segunda fase de inscrições aberta pelo Ministério da Saúde 
 
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Mais de 1.400 vagas do Mais Médicos não foram preenchidas, na segunda etapa de inscrições do programa, abertas após a saída dos médicos cubanos, em 14 de novembro. 
 
Segundo informações do Ministério da Saúde, na primeira etapa sobraram 840 vagas, e mais de 1.400 na segunda que se encerrou nesta quinta-feira (10). Além de fazer a inscrição no programa, os médicos deveriam se apresentar até a data de ontem aos municípios para confirmar a adesão. 
 
A saída dos médicos cubanos deixou um buraco de 8.517 profissionais que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI). A segunda etapa de contratação do governo ficou aberta entre 7 e 10 de janeiro e para médicos com CRM brasileiros. Foram disponibilizadas 2.549 vagas, em 1.197 municípios e em todas as 34 áreas indígenas. Desse total, 1.707 profissionais escolheram localidades, mas 1.087 compareceram às prefeituras, daí totalizando as 1.462 vagas não ocupadas.  
 
De acordo com o Ministério da Saúde, os candidatos que desistiram dos postos, não comparecendo aos municípios, terão as vagas colocadas à disposição no edital do Mais Médicos. A previsão é que uma nova lista com os médicos brasileiros homologados seja publicada dia 14. 
 
A próxima etapa de adesão ao programa acontecerá nos dias 23 e 24 de janeiro, para médicos formados no exterior e serão disponibilizadas 842 vagas. De 30 a 31 de janeiro, serão abertas inscrições para médicos estrangeiros formados no exterior escolherem vagas remanescentes. 
 
Entre 4 e 5 de fevereiro, será a vez de médicos brasileiros com diploma estrangeiro iniciarem as atividades e, de 25 a 27 de março, dos profissionais (brasileiros ou não) com diploma de fora do país darem início aos trabalhos. 
 
Ainda em dezembro, o governo decidiu abrir as vagas no Mais Médicos sem exigir o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira). 
 
O Mais Médicos, criado em 2013 pelo governo Dilma para regiões pobres e sem cobertura médica, foi lançado sem a exigência do Revalida, fator motivo de críticas do presidente Jair Bolsonaro à participação dos médicos cubanos. 
 
Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, continuou defendendo a reorganização no programa, sem a participação dos médicos cubanos. Segundo ele, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.
 
“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde” disse. 
 
A maior dificuldades para preencher as vagas em todo o país, entretanto, não é em razão do número de profissionais formados, mas em atrair médicos para as cidades pequenas e regiões afastadas dos centros urbanos. 
 
 
Leia também:  Movimentos na luta contra a AIDS se manifestam contra mudanças na estrutura do Ministério da Saúde

7 comentários

  1. ATÉ AS PEDRAS SABIAM DA PORCARIA QUE DARIA EXCLUIR OS CUBANOS

    Não era somente trocar os Profissionais. Era a qualidade profissional e humana destes Cidadãos Cubanos. É a falta que Eles fazem em todos lugares que trabalharam. Onde esta a arrogância, prepotência e mediocridade que sempre pautaram os ditatoiriais CFM’s da vida?!! Onde está preocupação com os Brasileiros? Esperem até preencherem estas vagas? E até lá? Não adoeçam? Estado Absolutista Ditatorial Fascista e seus Feudos. 99 anos desta desgraça. O Brasil de muito fácil explicação.  

  2. Novamente texto incompreensível com informaçoes que nao batem

    Exemplo: “A próxima etapa de adesão ao programa acontecerá nos dias 23 e 24 de janeiro, para médicos formados no exterior e serão disponibilizadas 842 vagas. De 30 a 31 de janeiro, serão abertas inscrições para médicos estrangeiros formados no exterior escolherem vagas remanescentes.” Imagino que o diferencial para as condiçoes de inscriçao nesses 2 períodos seja o fato da nacionalidade brasileira ou nao dos inscritos, mas o texto nao deixa isso claro.

  3. Tá indo bem
     

    O comunistas foram embora, os médicos brasileiros querem que os doentes  pobres morram e o governo, em simpatia aos seus financiadores vai deixar privatizar o atendimento médico à população.

    A máfia de branco regozija.

    Muitas clínicas, mais lucros, mais contratos públicos para atendimento privado.

    O ministro da saúde não precisa explicar nada. Ele é só uma roupinha de frente única.

     

     

  4. Como sobraram vagas, se os médicos sem revalida ainda não escolheram as vagas, tem mais de 10 mil inscritos esperando por essas 1400 vagas, tem que melhorar essas notícias

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