A entrevista de Padilha sobre a política industrial da saúde

Jornal GGN – O ministro da saúde e provável candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, defendeu a principal vitrine de sua gestão à frente da pasta, o polêmico programa Mais Médicos, durante entrevista ao “Brasilianas.org”, da TV Brasil, transmitida na noite da última segunda-feira (20).

Num primeiro momento, Padilha minimizou a precariedade e a falta de equipamentos, que caracterizam as unidades hospitalares e postos médicos em inúmeros lugares do país, principalmente nos lugares mais remotos, e disse que o Mais médicos foi lançado “para resgatar a essência do SUS [Sistema Único de Saúde], que é o atendimento humanizado, que vale mais do que uma máquina, vale mais do que qualquer estrutura.” O ministro também se referiu ao programa como uma mudança de “paradigma de uma certa mentalidade, de achar que saúde só se faz dentro do hospital”.

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No entanto, logo em seguida, o petista disse que a vinda dos médicos cubanos e medidas como a reformulação do ensino médico ainda são “um primeiro passo para profundas mudanças” e reconheceu a necessidade de se investir no setor. “Com ele [o Mais Médicos, vai ter que vir mais estrutura, vai ter que vir mais recursos”.

Royalties

Sobre o financiamento da pasta, Padilha disse que o repasse de 25% dos royalties do petróleo para a saúde “tem a ver com o Mais Médicos”, nas palavras dele, porque o programa federal trouxe o assunto “para o centro da agenda política”.

Mas o debate sobre o investimento do dinheiro oriundo do petróleo na saúde já era tema de discussão bem antes de o Mais Médicos entrar em vigor, em julho de 2013. Em entrevista citada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2008, o então ministro José Gomes Temporão defendeu a destinação de uma parte dos recursos do pré-sal para o setor.

Em 2011, o governo desistiu de criar um novo imposto, a CSS (Contribuição Social para a Saúde), e os royalties viraram uma alternativa para elevar os gastos com a saúde. Além disso, um ano depois, os deputados do PPS Carmen Zanotto (SC) e Arnaldo Jordy (PA) apresentaram na Câmara o PL (Projeto de Lei) 4902/12, que pedia a divisão da receita do petróleo igualmente entre educação e saúde.

Também já tramitava na casa o PL 323/07, do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que acabou sendo convertido na chamada Lei dos Royalties e Petróleo, publicada no dia 10 de setembro do ano passado. Além do investimento na saúde, o texto também prevê que 75% dos recursos sejam empregados na educação. A nova legislação também determina que 50% do Fundo Social do Pré-Sal sejam divididos entre as duas áreas.

Quando da aprovação da lei, o governo estimou que, entre 2013 e 2022, as riquezas dos royalties e de participações especiais vão representar R$ 112 bilhões a mais para a educação e saúde.

Durante a entrevista conduzida pelo apresentador Luis Nassif, Padilha destacou que o envelhecimento da população e a redução da mortalidade infantil vão exigir o aumento dos gastos com a saúde. “A necessidade vai fazer com que o orçamento seja crescente”, afirmou.

1 Comentário

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Marly

- 2014-01-21 15:26:36

Brasilianas.org

Pela primeira vez assisti uma entrevista com Alexandre Padilha!  Amei! Fiquei muito bem impressionada e felizes dos paulistas que poderão elegê-lo governador!  Já têm um HADDAD e, agora  se quiserem poderão eleger um PADILHA!  É muita sorte para um estado só!  Que inveja!  

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