23 de junho de 2026

Passam a valer medidas de incentivo ao parto normal

De todas as modificações estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o partograma – registro do trabalho de parto que proíbe as cesáreas desnecessárias – é o principal
 
 
Jornal GGN – O uso do partograma na saúde suplementar passou a ser obrigatório, desde o dia 5 de julho. A medida anunciada pelo Ministério da Saúde é um incentivo ao parto normal pelos hospítais e médicos, sendo obrigatória a adoção para o pagamento do parto. 
 
Com o preenchimento desse documento, as cesáreas marcadas com antecedência, sem a necessidade comprovada pelo quadro da gestante, serão coibidas. Assim, somente as cesarianas recomendadas, necessárias durante a realização do trabalho de parto complicado, ou optadas pela grávida serão reembolsadas pelo plano de saúde. 
 
O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto, que registra a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e a dilatação cervical materna. Estando dentro dos padrões considerados normais, o médico não poderá sugerir ou mesmo definir a necessidade de parto cirúrgico. 
 
Entre as condições que exigem uma cesárea indicada estão grávidas com diabtes não controlada e mulheres com placenta insuficiente, ou seja, aquela que envelhece precocemente.
 
Publicada em janeiro deste ano, foram estabelecidos 6 meses para a adaptação dos hospitais, médicos e planos de saúde. Além do partograma, o Ministério da Saúde também estabeleceu outras normas para o estímulo ao parto normal, com o objetivo de reduzir os 84% de cesárias realizadas pela mulher brasileira. 
 
Os planos de saúde também ficam obrigados a informar os percentuais de cirurgias cesarianas e de partos normais do hospital e do médico, estimulando que as pacientes avaliem quais unidades e profissionais também valorizam o parto comum, os planos devem ainda disponibilizar o cartão da gestão com informações sorbe o pré-natal e orientar os médicos para a utilização do partograma. 
 
Na última quarta-feira (02), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou a assinatura de termos de cooperação com 31 operadoras que apoiam o Projeto Parto Adequado, campanha em prol do parto normal e da redução das cesarianas desnecessárias. 
 
Até o momento, aderiram ao projeto os seguintes planos: Amil Assistência Médica, Bradesco Saúde S.A, CAFAZ, CASU UFMG, Cemig Saúde, Climepe Total Ltda, Copass Saúde, E-VIDA, Fenasaúde, GEAP, Golden Cross, Hapvida, Hospital Regional de Franca S/A, Notre Dame Intermédica Saúde S.A, Porto Seguro  S/A, Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, SulAmérica Companhia de Seguros Saúde, Unidas, Unimed Belém, Unimed Belo Horizonte, Unimed Blumenau, Unimed Cuiabá, Unimed Curitiba, Unimed Fortaleza, Unimed Grande Florianópolis, Unimed Itajubá, Unimed Joinville, Unimed Paulistana, Unimed Porto Alegre, Unimed Ribeirão Preto, Unimed Santos, Unimed São Carlos e Vale S.A. 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. vladcamp

    7 de julho de 2015 2:06 am

    Esperar para ver

    Quero ver se vai virar prática, é mais provável que os médicos vão passar a cobrar mais ainda por fora.

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