Cientistas da Baker Heart e do Diabetes Institute, na Austrália, anunciaram estar na fase final de uma pesquisa que promete a cura do diabetes a partir de um tratamento com células-tronco.
De acordo com as informações publicadas na revista Nature, a pesquisa está em fase final e deve regenerar a insulina nas células-tronco pancreáticas e por fim à necessidade de injetá-la regularmente.
O novo tratamento consiste no uso de dois medicamentos usados em pacientes oncológicos, que são capazes também de regenerar células beta pancreáticas doadas por uma criança não diabética e um adulto com diabetes tipo 1.
As células produtoras de insulina que são destruídas em pessoas com diabetes tipo 1 podem ser regeneradas em células sensíveis à glicose e secretoras funcionais de insulina.
Em 48 horas, o corpo volta a produzir insulina e, se aprovado, a nova terapia pode ser aplicada em pacientes de 7 a 61 anos.
“Consideramos esta abordagem regenerativa um avanço importante no desenvolvimento clínico. Até agora, o processo regenerativo tem sido incidental e, sem confirmação, o mais importante é que os mecanismos epigenéticos que governam essa regeneração em humanos permanecem mal compreendidos”, disse o professor El-Osta, que lidera o grupo de pesquisadores.
Panorama
O tratamento parece ser revolucionário pois as demais opções de tratamento para diabéticos se resumem a controlar os níveis de glicose no sangue.
A nova abordagem terapêutica tem o potencial de se tornar o primeiro tratamento modificador da doença para diabetes tipo 1, facilitando a produção de insulina responsiva à glicose, aproveitando as células pancreáticas restantes do paciente, permitindo assim que as pessoas que vivem com diabetes possam alcançar independência das injeções de insulina 24 horas por dia.
O diabetes atinge 10,2% da população brasileira, conforme dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023.
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