4 de junho de 2026

Cientistas desenvolvem molécula para reduzir o avanço do câncer

Pesquisadores da Universidade da Califórnia encontraram uma forma de controlar as proteínas caóticas encontradas 75% dos tumores
Imagem mostra a ação de células cancerígenas. Crédito: Instituto Nacional do Câncer/ Divulgação

Os cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram uma descoberta que pode servir de base para novos tratamentos para a maioria dos cânceres: uma molécula que se liga às proteínas MYC e limita o avanço da doença. 

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As proteínas MYC são disformes e estimulam o rápido crescimento das células cancerígenas, como explica o professor associado de química da UCR, Min Xue. “Normalmente, a atividade do MYC é estritamente controlada. Nas células cancerígenas, torna-se hiperativa e não é regulada adequadamente.”

Xue comenta que a proteína funciona como um esteróide (hormônios) e é “culpada” pelo avanço de 75% de todos os tipos de câncer. Assim, o objetivo inicial dos cientistas era atenuar a hiperatividade do MYC, a fim de controlá-lo na próxima etapa da pesquisa, o que se mostrou um grande desafio, pois diferente das demais proteínas, o MYC não tem estrutura.

“É basicamente uma bola de aleatoriedade. Os pipelines de descoberta de medicamentos convencionais dependem de estruturas bem definidas, e isso não existe para o MYC”, comentou o pesquisador.

Avanço 

No entanto, o grupo de pesquisadores liderado por Xue encontrou um composto peptídico que se liga ao MYC e suprime sua atividade, além de torná-lo mais estruturado.

“Os peptídeos podem assumir uma variedade de formas, formatos e posições. Depois que você os dobra e conecta para formar anéis, eles não podem adotar outras formas possíveis, então eles têm um baixo nível de aleatoriedade. Isso ajuda na ligação.”

Uma vez que o peptídeo esteja na célula, ele se liga ao MYC, alterando as propriedades físicas do MYC e impedindo-o de realizar atividades de transcrição, possibilitando ainda o desenvolvimento de novos remédios e tratamentos. 

“O MYC representa o caos, basicamente, porque falta estrutura. Isso, e o seu impacto direto em tantos tipos de câncer, fazem dele um dos santos graais do desenvolvimento de medicamentos contra o câncer. Estamos muito entusiasmados por agora estar ao nosso alcance”, afirmou Min Xue. 

*Com informações da Universidade da Califórnia.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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