O que é Guillain-Barré, síndrome que levou o Peru ao estado de emergência?

Apesar de rara e grave, doença não é transmissível ou contagiosa. A causa ainda é desconhecida.

Crédito: Imagem de fabrikasimf no Freepik

Apenas no primeiro semestre, o Peru registrou 182 casos da síndrome de Guillain-Barré, fato que levou o governo a decretar estado de emergência sanitária nacional no último sábado (8), devido ao aumento incomum da doença no país.

Entre os pacientes, quatro morreram e 31 permanecem internados. Mas apesar do aumento na incidência, a síndrome de Guillain-Barré não é contagiosa ou transmissível. Por isso, não há motivos para alarde.

A síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara (a incidência é de até quatro casos por 100 mil habitantes por ano), grave (15% dos casos podem deixar sequelas e 5% dos pacientes podem vir a óbito) e autoimune, em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso periférico.

Assim, a doença provoca uma inflamação dos nervos, resultando em fraqueza muscular, formigamento, dormência e até paralisia.

Causa

De acordo com o Ministério da Saúde, não existe uma causa espefícica que justifique o aparecimento da síndrome de Guillain-Barré.

Porém, o mais comum é que os pacientes sejam acometidos pela doença depois de enfrentar um processo infeccioso, resultante, especialmente, da Campylobacter, que causa diarréia.

Zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, sarampo, vírus de influenza A, Mycoplasma pneumoniae, enterovirus D68, hepatite (A, B e ) e HIV são outras doenças que podem desencadear a doença.

Sintomas

A doença costuma atingir, majoritariamente, as extremidades do corpo. Assim, as primeiros sintomas são sentidos nos pés, como formigamento ou dor, que sobe para as pernas e braços. O paciente costuma apresentar dificuldade para andar e manusear objetos.

Dores, sonolência, confusão mental, coma, perda de coordenação muscular, visão dupla, fraqueza facial, tremores, redução ou perda do tono muscular, dormência, queimação e coceira são outros sintomas comuns.

O diagnóstico, no entanto, não é tão simples. Não há testes ou exames específicos para a doença. Além do reconhecimento clínico, um exame do líquido cefalorraquidiano (líquido tirado da espinha) ajuda a confirmar o diagnóstico, porém apenas 10 dias após o início da infecção.

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Camila Bezerra

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