5 de junho de 2026

Há muitos culpados além dos torcedores organizados

As torcidas organizadas, quase todas, tem núcleos duros de torcedores violentos e de pavio curto. Podem explodir a qualquer chamada, qualquer provocação, especialmente em tempos como o que vivemos, onde meia dúzia de sujeitos podem achar que houve alguma injustiça em seu meio e então param rodovias, incendeiam ônibus ou quebram estações do metrô.

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A torcida do Corinthians tem se destacado pela truculência. Uma pena a Gaviões da Fiel estar sendo incluída nesse rol. Ela nasceu em tempos de luta pela redemocratização do país, dos quais seus primeiros dirigentes participaram, e depois foi aceita entre as escolas de samba de São Paulo.

Claro que ver jogadores não se esforçando o tanto que seria razoável e contribuindo para seus clubes de coração serem humilhados é revoltante. Torcedores têm todo o direito de gritar com eles nos estádios e exigirem mudanças. Daí a agressões físicas generalizadas em outros locais, a distância é enorme.

A invasão do local de treinamento e agressões a pessoas que estavam simplesmente exercendo seus trabalhos, por esse núcleo duro de corintianos, ultrapassa os limites de tolerância. E percebe-se que são sempre os mesmos, com poucas mudanças.

Mas há muitos culpados além dos torcedores. Dirigentes de clubes e federações se dobram docilmente a seus pleitos. Recebem eles ônibus para acompanhar o time, entradas, verbas, lanches, fogos e etc. Há pouco o presidente do Corinthians lhes dedicou um campeonato ganho. A mídia diz que se trata de uma torcida que tem um time e não o contrário. A TV Bandeirantes chegou a divulgar em horário nobre, no telejornal da noite, críticas violentas ao governo federal por se sujeitar ao arbítrio do governo boliviano, quando este deteve um grupo de torcedores suspeitos de matar um adolescente com um foguete. Só por isso. Os jovens heróis, depois de soltos, já foram vistos em diversas pancadarias e até em um tiroteio, estiveram na invasão ora comentada.

Nada acontece com torcidas que cometem violências, com grupos que queimam ônibus, nem com os Black Blocs, que quebram estações do metrô e fragilizam as manifestações. Vejamos como a sociedade poderá reagir.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

12 Comentários
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  1. Obelix

    7 de fevereiro de 2014 10:49 am

    A g(r)obo apoia e financia os holligans brasileiros!

    Texto requentado (e atualizado) da época da tragédia em Santa Catarina, jogo Vasco e Atlético Paranaense:

     

    A título de explicação, é bom dizer:

    Este gaulês ama futebol…

    Bom, no g(r)obo esporte, e em todas as transmissões da g(r)obo no futebol, assistimos, no ano passado, os jogadores em protesto silencioso, manifestando-se de formas diferentes, mas com o mesmo sentido: reivindicar melhorias nas condições de trabalho, racionalizando as disputas, e poupando atletas de regimes dacronianos…

    Para quem responde a esta questão com aquela máxima, de que pelos salários pagos, jogaria quatro vezes por semana, e ainda apararia a grama dos estádios, fica a dica:

    – dos quase 4 mil jogadores profissionais, só 1 ou 2% ganham mais do que 20 salários mínimos por mês;

    – o aumento no número de mortes, lesões e problemas decorrentes da sobrecarga de esforço do esporte de alta performance revela o que a sabedoria popular já sabe há tempos: cavalo corredor morre cedo…Se excesso de esforço fosse bom, cortador de cana não teria uma expectativa de vida 20 ou 30% menor que os trabalhadores expostos a tarefas menos extenuantes…

    Voltando ao tema:

    É gozado ver a cara de não-tô-nem-aí da g(r)obo com o protesto dos jogadores, mais ou menos como tentaram fazer com as manifestações de junho…

    Os protestos tendem a sumir (e sumiram) das pautas (e do mundo, porque para porcalistas, não está em suas pautas não existe) quando os jogadores tiverem a coragem de expor a parte (mais) sensível do problema:

     O poder financeiro exercido por uma empresa de mídia, que ao invés de veículo para a divulgação dos eventos esportivos, torna-se, ela mesma, razão de existir de tais eventos…

    O resultado desta mistura aquele repórter inglês já mostrou nas matérias sobre os párias havellange e teixeira.

    Bem, o DARF desta “festa” ‘tá sumido até hoje.

    Em um exercício pobre de sociologia de botequim (a melhor que existe), poderíamos dizer que o futebol é o espelho lúdico do patrimonialismo brasileiro:

    Clubes tocados como mercearias familiares, que mamam em bilhões de reais de orçamentos públicos (direta ou indiretamente), plataformas de poder político, amasiadas com a mídia, e todos manipuladores dos destinos de milhões de pessoas, seja por paixão ou por obrigação de levar comida para casa.

    Neste sentido, embora exagerada, é irresistível a associação da violência nos estádios, patrocinadas por falanges criminosas vestidas com camisas de times, a mídia e os clubes.

    Banido dos estádios por horários improváveis impostos pelas grades da TV, as famílias deram lugares ao público profissional (torcidas organizadas), que passaram a ser a única maneira de levar alguma claque para o estádio.

    Quem pode sair de Paraisópolis (SP), Santa Cruz (RJ) ou Contagem (MG) para ir ao estádio, quarta-feira, 21 horas e 50 minutos, sozinho ou (loucura, loucura, loucura…)com a patroa e as crianças????

    Por outro lado, qualquer um que goste de futebol sabe que a imagem de estádios vazios não é rentável, e muito menos “motiva” as disputas e paixões que serão comercializadas depois.

    Assim, com o passar de tempo, o que era causa virou efeito e vice-versa, e as torcidas-milícia e seus capos , regiamente pagos, acabaram incorporados aos arranjos semi-institucionais dos clubes, e sabedores de poder que detinham, passaram a desafiar diretores, derrubar técnicos, perseguir jogadores, e claro: matar e  espancar tudo e a todos.

    Ao invés de uma resposta dura e uma completa reformulação desta orgia de interesses (impossível para quem está atolado a tantos “acordos”), os diretores e cartolas, junto com a mídia cretina, passaram o pepino para a esfera pública: polícia, judiciário, acusados sempre de leniência), aliás, como sempre.

    No meio, os jogadores e técnicos mais “espertos” negociam parte de seus ganhos com estes praticantes de extorsão (torcidas organizadas), “comprando” apoio e simpatia.

    Várias vezes, as interrupções destes “arregos” causam ruídos consideráveis nas “relações” de amor e ódio entre ídolos e “torcidas”.

    Acrescente-se que, estas milícias também se prestam como instrumentos de pressão para a disputa interna dos clubes e para “azeitar” negociações milionárias de aquisição de direitos federativos (eufemismo moderno para o passe-escravidão) dos atletas, fonte de eterna suspeita de caixa-dois e pagamentos “extra-contabilidade” de cartolas, técnicos e “jornalistas especializados”.

    As vésperas da Copa do Mundo, as soluções de sempre: slogans e muita porrada da polícia, endurecimento das leis, etc…para levar a classe mé(r)dia aos estádios, onde ingressos a preço de uma motocicleta usada (que faz uma enorme diferença para quem não tem nada) são vendidos como símbolo de civilização, mas que não passam de mais e mais elitização dos espaços públicos e ferramentas de lazer.

    E não adianta torcer o nariz, estádio é espaço público de domínio privado, mas é público, SIM, e se ali há dinheiro público, deve ser acessível ao maior número de pessoas possível.

     

    E você, torcedor comum?

    Ainda existe algum por ai?

     

    1. BHZ

      7 de fevereiro de 2014 1:11 pm

      Enfim admitiu publicamente ser a morgana profana….

      A grobo, o futebol e os holligans tupiniquins…

      seg, 25/11/2013 – 14:04

      morgana profana

      https://jornalggn.com.br/comment/158113#comment-158113

  2. Francisco Andrade

    7 de fevereiro de 2014 12:04 pm

    aconteceu contra o Bragantino…

    No jogo de quarta, os torcedores de verdade começaram a incentivar o time, … como as torcidas organizadas haviam “decretado” 40 minutos de silêncio, partiram pra cima dos torcedores que ali estavam, alguns com os filhos e esposas, para calar os verdadeiros torcedores na base da porrada. Não fosse a atuação da PM, muita gente teria saido machucada..

     

    É urgente o banimento dessas quadrilhas dos estádios, para que os verdadeiros torcedores não venham a ser trucidados num desses confrontos insanos. A culpa por esse estado de coisas é da diretoria do Corinthians, que subsidia ingressos, ônibus e passagens de avião, prejudicando o verdadeiro torcedor para beneficiar bandido.

    Na verdade, não será necessária nenhuma ação mais violenta por parte das autoridades, … os clubes, deixando de injetar dinheiro nessas quadrilhas, … propiciarão uma morte lenta, por inanição, a esse tipo de bandidagem.

  3. guilherme_ferraz

    7 de fevereiro de 2014 12:43 pm

    A questão é outra

    “A torcida do Corinthians tem se destacado pela truculência”. Que torcida do Corinthians, cara pálida? Seja específico! Existem pesquisas realizadas, por pesquisadores sérios, que revelaram a presença de somente 5 a 7% de pessoas, do total de componentes das torcidas organizadas, envolvidas com a violência dentro e fora dos estágios. Isso é um problema de de inteligência da polícia e da justiça, que deveriam ser mais atuante como instituições.

    1. Athos

      7 de fevereiro de 2014 4:07 pm

      É mais ou menos a mesma

      É mais ou menos a mesma proporção de malandros nas favelas.

      E a polícia quando chega lá é soltando bala.

       

      Prepare-se, fez a cama… agora deite.

      1. guilherme_ferraz

        7 de fevereiro de 2014 5:46 pm

        Muitos mais fácil a atuação

        Muitos mais fácil a atuação da polícia e justiça nos estádios pois temos vídeos, fotos… etc.. etc.. então falta vontade (?) mesmo. Ou temos algum interesse que minha inteligência não percebe?

  4. JoselitoSN

    7 de fevereiro de 2014 1:13 pm

    BláBláBlá.
     
    Torcida

    BláBláBlá.

     

    Torcida organizada não existe. Existe uma junção de pessoas para pressionar instituições, usando de meios lícitos e, na maioria das vezes, ilícitos.

     

    Gilvan, do Cruzeiro, baniu-as. Pediu ajuda da Polícia e do MP para punir os marginais que usam azul (não são torcedores, são marginais, mas usam os eventos esportivos do Cruzeiro e a concentração de pessoas que disso decorre, para praticarem crimes).

    MAs duvido que a PM ou o MP vão fazer algo. Preferem colocar a culpa no clube e etc, afinal, segurança pública é um alienígena que alguns acreditam existir, mas sao poucos. (diz que eh responsabilidade do estado, maaaaaas, no futebol eh dos clubes. Bom, no final das contas, e de sua responsabilidade, se vira, nobre cidadao)

     

  5. Athos

    7 de fevereiro de 2014 4:06 pm

    Pra mim a solução é banir o

    Pra mim a solução é banir o Corinthians.

    Enquanto o crack estava rolando solto, a torcida do Corinthians estava em paz. Foi só coibir um pouquinho que deu nisso.

    Aonde estiver 3 torcedores deste time reunidos, pode mandar gás lacrimogênio e balas de borracha antes que o tempo feche.

    Esse clima acaba contaminando os clubes da família brasileira, como o Flamengo.

    1. guilherme_ferraz

      7 de fevereiro de 2014 5:47 pm

      Só pode ser ironia, espero!

      Só pode ser ironia, espero!

      1. Athos

        11 de fevereiro de 2014 5:07 pm

        Não é ironia, é zoação pura!

        Não é ironia, é zoação pura!

  6. Sta. Catarina

    7 de fevereiro de 2014 4:52 pm

    Não vou a estádios

    Graças a Deus não sou fanático por futebol, mas compreendo e respeito aqueles apaixonados pelo esporte da bola.

    Porém, fico indignado com as imagens dentro dos estádios ou CTs como o que ocorreu no Parque São Jorge. A diretoria não pode se acovardar e abrir processo para por na cadeia essa bandidagem que pensa que é dona do time. Prisão demorada para eles. Creio que a extinção de todas as torcidas organizadas e/ou a perda de regalias ajudaria em muito na redução da violência em nossos estádios e na melhoria da imagem do futebol brasileiro.

  7. junior50

    7 de fevereiro de 2014 6:02 pm

    Eleições

      Quantos votos possui uma destas “torcidas organizadas” ?

       Recentemente na eleção para vereador em São Paulo, 2 candidatos que se reelegeram, se engalfinharam para conseguir votos da Independente do São Paulo, a própria Gaviões da Fiel tem seu “vereador” há varias legislaturas, e claro deputados estaduais e federais, inclusive colaborou com votos na campanha de um ex- prucurador que em sua época de membro do MP, foi encarregado de fiscaliza-las. O próprio secretário de esportes da prefeitura de são paulo, gestão F. Haddad, é um dos fundadores da Torcida Jovem do Santos F.C. ( Celso Jatene).

         Qualquer um que já tenha feito campanha, para candidatos a eleições proporcionais, conhece o “manah” de votos que cada uma destas agremiações pode arranjar.

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