Motim de PMs no Ceará ultrapassa 10 dias, com mais de 170 homicídios

Um dia após Moro visitar Fortaleza e dizer que situação estava "sob controle", dados alertavam para mais de 170 mortes

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Ceará

Jornal GGN – Já passaram mais de 10 dias desde que teve início o motim de policiais militares no Ceará. Na noite desta quinta-feira (27), a parcela de PMs que mantém a paralisação recusou o acordo provisório oferecido pelo governo do estado.

Representantes dos amotinados se reuniram com uma comissão convocada pelo governo de Camilo Santana (PT), que integra ainda representantes do Legislativo e do Judiciário cearense, além do Ministério Público, Exército e observadores da Ordem de Advogados do Brasil (OAB) no estado.

As consequências, até agora, da paralisação que é considerada ilegal pela Constituição brasileira, são de ao menos 170 homicídios, números que foram registrados até esta terça-feira (25).

Para fazer frente à ausência da segurança pública nas ruas do Estado, o governador Camilo Santana pediu ao governo de Jair Bolsonaro o envio de apoio das Forças Armadas, por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Entretanto, Bolsonaro decidiu nesta semana que o governador é que precisa lidar com o cenário e irá retirar a equipe enviada ao local.

“GLO não é para ficar eternamente atendendo um ou mais governadores. GLO é uma questão emergencial”, disse o mandatário, completando: “A gente espera que o governo resolva o problema da Polícia Militar do Ceará e bote um ponto final nessa questão”.

Em transmissão ao vivo feita nesta quinta, Bolsonaro disse que Camilo Santana deve “resolver esse problema” e disse que não irá renovar a permanência das Forças Armadas no Estado. Entretanto, após a repercussão negativa da declaração, Bolsonaro voltou atrás e decidiu prorrogar a GLO por mais uma semana.

Nesta segunda, o ministro Sergio Moro, da Justiça, visitou a capital Fortaleza, para acompanhar a operação da GLO e afirmou publicamente que a situação estava “sob controle”. Um dia depois, os dados divulgados eram de 170 homicídios desde que o motim teve início, há 11 dias.

Diante da resposta do presidente da República, governadores de pelo menos 4 estados brasileiros afirmaram que irão enviar forças ao Ceará: o governador Flávio Dino (PCdoB-MA), do Maranhão, da Bahia, do Rio de Janeiro e do Piauí afirmaram que irão auxiliar Santana.

Com informações do Brasil de Fato.

 

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2 comentários

  1. Enquanto o Estado do Ceará paga Salários e Pensões Nababescas às Elites Públicas e Coronelato, mantém Professores e Policiais ganhando uma miséria para sustentar suas Famílias. É o Estado Absolutista da Velha Política caminhando para sua extinção. A passos largos.

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