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China

A economia da Nova Era da China, por Justin Yifu Lin

no Project Syndicate

A economia da Nova Era da China

por Justin Yifu Lin

Tradução de Caiubi Miranda

BEIJING - Em seu discurso de abertura no 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, o presidente Xi Jinping argumentou que a China "atravessou o limiar em uma nova era". Ele prometeu construir um "grande país socialista moderno" próspero , forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e bonito até meados do século, liderado por um PCC fortalecido  mas aberto ao mundo.

Estas são aspirações ousadas, mas se alguém está em condições de entregá-las, é Xi, agora amplamente considerado como o líder chinês mais poderoso desde Mao Zedong. Mas os detalhes do plano de Xi não são claros. O que será necessário para que a China se modernize efetivamente nesta nova era?

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A Economia Global em 2018, por Michael Spence

 
no Project Syndicate
 
A Economia Global em 2018
 

por Michael Spence

HONG KONG - Os economistas como eu sempre são solicitados a responder um conjunto de questões recorrentes que podem influenciar as escolhas das empresas, indivíduos e instituições em áreas como investimento, educação e emprego, bem como as expectativas de suas políticas. Na maioria dos casos, não há uma respostas definitivas. Mas, com informações suficientes, pode-se discernir as tendências, em termos de economia, mercados e tecnologia, e fazer suposições razoáveis.

No mundo desenvolvido, 2017 provavelmente será lembrado como um período de fortes contrastes, com muitas economias experimentando aceleração do crescimento mas convivendo com a fragmentação política, a polarização e a tensão, tanto a nível nacional como internacional. A longo prazo, é improvável que o desempenho econômico seja imune às forças políticas e sociais centrífugas. No entanto, até agora, os mercados e as economias ficaram imunes a desordens políticas, e o risco de um considerável retrocesso de curto prazo parece relativamente pequeno.

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O Admirável Mundo Novo, segundo a China, por Elias Jabbour e Luiz Fernando de Paula

Com tendência crescente de ‘estatização’, o modelo chinês está se distanciando de um modelo típico de capitalismo de Estado, e mais longe ainda de ser um capitalismo liberal, para admitir o ‘socialismo de mercado’

no Brasil Debate

O Admirável Mundo Novo, segundo a China

por Elias Jabbour e Luiz Fernando de Paula

Não resta margem de dúvidas de que o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China já é o fato mais importante do mundo neste ano de 2017. E talvez dos próximos anos. E, neste evento, os governantes chineses deixaram escapar um “segredo” nada trivial: o mundo está entrando em uma “nova era”, com a China candidatando-se a jogar todo seu peso para disputar os rumos deste momento histórico, inclusive “exportando seu modelo”; ou, segundo o próprio presidente chinês, Xi Jinping, “fornecendo opções completamente novas aos países e nações que desejam acelerar o seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, manter sua própria independência”.

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A rejeição da especulação financeira pela China, por J. Carlos de Assis

A rejeição da especulação financeira pela China

por J. Carlos de Assis

A prostituta da liberdade de imprensa no Brasil, que tem se dedicado agora a atacar a suposta falta de credibilidade das redes sociais, não se dignou informar à sociedade brasileira sobre as decisões de extrema relevância adotadas pelo 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, que estabeleceu os rumos para a China até 2035 e 2049. Talvez a Rede Globo ache que a segunda economia no mundo, caminhando celeremente para o primeiro lugar, não merece ser acompanhada pelos brasileiros, não obstante sejamos seu primeiro parceiro comercial.

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Globo: Lava Jato destruiu empresas brasileiras aqui e na África e gerou 1 milhão de desempregados

Jornal GGN - É destaque na Coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, o que até as pedras já sabem: a Lava Jato destruiu parte da indústria nacional de construção, gerou 1 milhão de desempregados desde seu início e, durante o governo Temer, propiciou a abertura de portas para investidores estrangeiros e fez retrair os negócios na África. E a China lidera a lista de beneficiados, com 19 negócios no País que somam quase 7,5 bilhões de dólares. 
 
Nesse valor, nem está computada a participação das chinesas Sinopec e CNODC nas rodadas do pré-sal, na semana passada.
 
Gois escreveu expressamente que a "Lava Jato ajuda" a pesar nessa balança para o lado dos estrangeiros em detrimento das empresas nacionais que foram "aleijadas" pela operação.
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Outubro de 1917: Arte e Revolução (I), por Walnice Nogueira Galvão

Outubro de 1917: Arte e Revolução (I)

por Walnice Nogueira Galvão

As relações entre arte e revolução concernem tanto à teoria quanto à prática. Intensamente discutidas quando da Revolução Russa de 1917, beneficiaram-se da ocorrência de um dos mais férteis períodos artísticos, literários e culturais que já se viram na História. Na Rússia, a renovação radical das artes visuais, da literatura, da música, do cinema, do teatro principalmente etc., antecede e se sucede ao ano de 1917. Até hoje o balanço dessa fase mostra um resultado espantoso.

Após a Revolução, a discussão centralizou-se nos destinatários das artes, ou seja, o povo. Aos poucos, prevaleceu a tendência que acreditava serem impopulares coisas como vanguardismo, abstracionismo, formalismo etc., e concluiu-se que o povo apreciava mesmo era o realismo. E foi decretado  o “Realismo Socialista”. Essa conclusão autoritária podia ter consequências  desastrosas, mesmo a partir da maior boa-vontade.  Os estilos decorrentes seriam hegemônicos  por longo tempo e passariam por adaptações a outras circunstâncias sociopolíticas.

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Trump impede que chineses adquiram empresa de semicondutores nos EUA

Foto AP

Jornal GGN – Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, bloqueou as tratativas de uma estatal chinesa na aquisição de uma fábrica americana de semicondutores. Ele afirmou que isso representava uma ameaça para a segurança nacional do país.

O Departamento do Tesouro, em um comunicado, considerou que a aquisição da Lattice Semiconductor Corporation, empresa de capital aberto do Oregon, do Fundo Canyon Bridge, de propriedade chinesa, poderia colocar em perigo a produção de produtos que são sensíveis ao governo dos EUA.

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Temer apresentará 57 privatizações para atrair investidores chineses


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi

Da Agência Brasil

Por Yara Aquino 

O presidente Michel Temer embarca amanhã (29) para a China onde fará uma visita de Estado e participa da reunião de cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. No país, Temer vai apresentar o conjunto de 57 projetos que serão concedidos à iniciativa privada em busca de atrair investidores chineses.

O presidente também buscará ampliar o comércio com a China, que é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil. Temer viaja acompanhado por ministros, governadores e cerca de 10 parlamentares.

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China tem como meta tirar 43 milhões da pobreza até 2020

Fotografia: Tian Dafang

Por Ana Cristina Campos

Da Agência Brasil

A China pretende erradicar a pobreza até 2020. De acordo com a Fundação para Alívio da Pobreza, vinculada ao Ministério de Assuntos Civis chinês, existem 43,35 milhões de pobres no país. Em 1978, início da política de reforma e abertura econômicas, eram 250 milhões nessa situação.

Na segunda potência econômica mundial, a pobreza está concentrada nas áreas rurais, em regiões montanhosas e remotas, com minorias étnicas ou atingidas por desastres naturais, como inundações e terremotos, em 22 províncias do Centro e do Oeste do país. A população rural chinesa corresponde a 44% dos mais de 1,3 bilhão de habitantes.

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A síndrome do “great again”, por Daniel Afonso da Silva

A síndrome do “great again”

por Daniel Afonso da Silva

Quando o presidente Barack Obama fixou uma redline para a Síria em agosto de 2012, sua aposta residia em certa convicção do lugar dos Estados Unidos no ordenamento da desordem internacional. O mandatário mais importante do planeta acreditava que o decênio de guerras, iniciado com os ataques de 11 de setembro de 2001, tinha realmente acabado com o assassinato de Osama Bin Laden em maio de 2011 e que a crise financeira mundial de 2008 vivia seus dias finais.

Mas os fantasmas das intervenções no Iraque e no Afeganistão ainda rondavam a Casa Branca. As ignomínias praticadas em Guantanamo em nome da luta contra o terror ainda enfraqueciam a legitimidade da democracia liberal norte-americana. As instabilidades políticas no mundo árabe-muçulmano seguiam efervescentes. E o desemprego estrutural crescia em toda parte.

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Em Pequim, Parente assina memorando para parceria estratégica com chinesa CNPC

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Foto: Tania Rego/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Em nota divulgada à imprensa, a Petrobras anunciou a assiantura de um memorando de entendimento para começar a tratar de uma parceria estratégica. Pedro Parente, presidente da estatal, assinou o documento junto com Wang Dongjin, vice-presidente da CNPC e presidente da PetroChina, em Pequim. 
 
Desde 2013, Petrobras e a CNPC são parceiras na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos,considerada pelo governo a área em exploração mais promissora do país. 
 
De acordo com a petrolífera, a partir do memorando, as empresas se comprometem a avaliar, em conjunto, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas de interesse mútuo.

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A cruzada dos norte-coreanos para fugir do país

Documentário produzido por televisão portuguesa mostra a dificuldade dos refugiados para chegar até Coreia do Sul 

Jornal GGN - Um documentário produzido pelo canal português Sic Notícias mostra a dificuldade que os cidadãos norte-coreanos enfrentam para fugir do país que, desde os anos 1950, está sob a ditadura do Partido dos Trabalhadores da Coreia, hoje liderada por Kim Jong-un, filho de Kim Jong-Il e neto de Kim Il-sung, fundadores do único partido permitido naquela nação. 

Grande maioria dos refugiados são mulheres que são enganadas pelas atravessadores com a promessa de saírem em liberdade da Coreia do Norte pelas rotas ilegais mas que acabam sendo vendidas como trabalhadoras forçadas para prostíbulos na China. A reportagem acompanha também o trabalho de um grupo de religiosos da Coreia do Sul que, com a ajuda de fieis, junta dinheiro para conseguir realizar a travessia de refugiados do país inimigo, fazendo uma rota obrigatória por dentro da China, país parceiro da ditadura do Norte que proíbe a prática. Todos os anos os chineses detém milhares de norte-coreanos que são reenviados ao país de origem onde são condenados por tentarem fugir com penas que vão de trabalhos forçados a execução. 

"Os chineses não têm misericórdia, dão penas muito pesadas", conta Kin Gin, um coreano do norte que trabalha na travessia de refugiados da China para a Coreia do Sul. Ele chegou a ficar três anos detido no campo de concentração mais rígido do seu país de origem por ter sido pego na China. Assim que voltou em liberdade, fugiu novamente. 

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A Nova Rota da Seda e o Brasil, por Adriana Erthal Abdenur e Robert Muggah

 

Sugestão de andre r st

do Le Monde Dilplomatique Brasil

EXPANSÃO COMERCIAL CHINESA

A Nova Rota da Seda e o Brasil

A China já é o principal parceiro comercial do Brasil. O Obor, embora tenha origem no país asiático, ultrapassa os limites do continente. No mínimo, é fundamental que atores brasileiros acompanhem de perto os debates e as iniciativas associadas

por Adriana Erthal Abdenur e Robert Muggah

A China já começou a refazer a globalização à sua imagem. O presidente Xi Jinping anunciou que o seu governo irá investir US$ 124 bilhões (o equivalente a R$ 418 bilhões) em uma nova iniciativa para interligar a China e o resto da Ásia a partes da Europa e da África através de infraestrutura física e digital. A iniciativa Cinturão e Rota (em inglês, One Belt One Road, ou Obor) teria como inspiração a histórica Rota da Seda, que interligava Oriente e Ocidente e contribuiu para o desenvolvimento de civilizações complexas em diversas partes da Eurásia. Apesar da alusão histórica, o Obor é um projeto moderno, idealizado em um mundo já interconectado, e é impulsionado por uma economia emergente que não esconde mais sua ambição de tornar-se uma potência global. Longe de ser uma simples plataforma de cooperação econômica transregional, é um ambicioso projeto geopolítico; caso venha a ser colocado em prática, terá efeito cascata em todo o mundo.

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Ataque à Síria é um recado para a Coreia do Norte, diz EUA

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Foto: US Navy
 
Jornal GGN - Neste domingo (9), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, afirmou que o bombardeio do país contra uma base aérea na Síria, ocorrido na semana passada, é um recado para a Coreia do Norte e também outros países que sejam considerados uma ameaça internacional.
 
No final de semana, o governo do presidente Donald Trump enviou cinco navios militares para as águas territoriais da Península Coreana, incluindo um porta-aviões nuclear. “Esse é um Estado deliquente que agora tem um regime com capacidade nuclear”, justificou o chefe do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, H.R. McMaster. 

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Entre muros, por Manoel Dias

Foto - National Geographic

Entre muros

por Manoel Dias

O modelo tradicional político inaugurado com a Revolução Francesa está em crise na democracia global e nos sistemas de representação política. O fracasso capitalista de um mundo de exclusão, guerra, e ganância aguçada gerou, em pleno século XXI, uma das piores crises humanitárias com os refugiados e de acúmulo de riquezas em nossa história, aprofundando ainda mais o abismo social do mundo globalizado.

A inesperada eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos traz apreensão e perplexidade. Dias sombrios para o mundo, onde os vínculos civilizatórios agregados em conexões, união, relações, elos, são substituídos por muros, litígios, descortesias e inseguranças.

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