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O cadáver do Reitor explica o sentido da Operação Ouvidos Moucos, por Armando Coelho Neto

O cadáver do Reitor explica o sentido da Operação Ouvidos Moucos

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Com perplexidade, li a sinistra nota da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), em conjunto com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC).  Nela, registram que, ao mesmo tempo em que lamentam a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier e se solidarizam com a família “nesse momento de dor”, vêm a público repudiar afirmações de eventuais exageros na Operação Ouvidos Moucos.

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As agressões à aniversariante da semana, a Constituição, por Eugênia Augusta Gonzaga

Magritte: isto não é um cachimbo. O PLS 204/2016 autoriza cessões de crédito por parte do poder público e diz que estas não configuram operações de crédito

As agressões à aniversariante da semana

por Eugênia Augusta Gonzaga

No dia 05 de outubro a Constituição brasileira completou 29 anos. Antes a classificavam como “jovenzinha recém chegada à maioridade˜, que vinha colecionando alguns ataques, mas era tida como firme nos objetivos para os quais foi instituída. Nem é preciso dizer o quanto o País precisava dela em 1988. Mas ao longo desses 29 anos, ela vem sendo descaracterizada e vilipendiada, muitas vezes com o aval daqueles que deveriam ser os seus maiores guardiões, o Judiciário e o Ministério Público.

Um dos principais argumentos para esse desmonte, atualmente, é o da responsabilidade fiscal, que deve ser enrijecida em tempos de crise, ainda que para isso seja necessário sacrificar pilares constitucionais importantíssimos, como a soberania nacional, a erradicação da pobreza, os direitos fundamentais à saúde, à educação, à assistência e à previdência social.

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Ser professor não é "bico". É a mais importante profissão, por Maria Izabel Azevedo Noronha

Ser professor não é "bico". É a mais importante profissão

por Maria Izabel Azevedo Noronha

Um anúncio publicitário da "Universidade Anhanguera" teve o dom de expor para toda a população alguns aspectos estruturantes do processo golpista que estamos vivendo no Brasil e que sustenta Michel Temer na Presidência da República: a quebra dos direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas, o desmonte da educação brasileira direcionando-a para o caminho da privatização e a desvalorização ainda maior do magistério.

No anúncio, o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, incentiva as pessoas a frequentarem cursos de pedagogia para complementarem sua renda. Assim, não apenas transforma a docência em um "bico", como deixa muito claro o lugar da educação no País que está sendo formatado pelos que agora ocupam o poder em Brasília, associados aos comunicadores de massa engajados politicamente neste projeto de destruição.

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Jurista Nutella não consegue interpretar textos e não entende ironias, por Lenio Luiz Streck

do ConJur

SENSO INCOMUM

Jurista Nutella não consegue interpretar textos e não entende ironias

por Lenio Luiz Streck

Subtese da coluna: “O Vesúvio em erupção e o jurista ajeitando o quadro de Van Gogh na parede” ou “a constitucionalização da vaquejada como o maior fiasco jurídico da República ou Janaína Paschoal armada e perigosa ou “estoque alimentos — o caos é inexorável”.

Esclarecimento inicial: chamo de jurista toda pessoa ligada à profissão jurídica. A coluna da semana passada bateu recordes de acesso. No ranking fechado na sexta-feira (10/2, já havia mais de 87 mil. Penso que até hoje deve ter batido a casa dos 90 mil, que, somados a outras formas de acesso, passou fácil de 100 mil. Alegra-me isso.

Foi uma coluna recheada de ironias e sarcasmos. O título confundiu muita gente boa por aí. Os que não leram toda a matéria saíram me criticando. Outros saíram elogiando. Quando leram a coluna toda, trocaram de lado. Bizarro. Como diz Bauman, com o nosso culto à satisfação imediata, muitos de nós perdemos a capacidade de esperar.

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A cólera fascista e o assassinato da humanidade, por Jeferson Miola

A cólera fascista e o assassinato da humanidade

por Jeferson Miola

O golpe liberou as comportas de uma represa envenenada com a cólera fascista da classe dominante e elevou ao paroxismo a fúria dos segmentos da sociedade que odeiam à morte os pobres, gays, lésbicas, negros, mulheres.

O golpe incandesceu uma espécie de fúria maligna naquelas pessoas que detestam o povo, a diversidade e o ideal de igualdade; destapou o subterrâneo assombroso de pessoas que consideram as pessoas diferentes inimigos e, por isso, alvos que devem ser exterminados.

Esse sentimento odioso e intolerante é imanente à natureza da oligarquia brasileira, não nasceu hoje. Subsiste no tempo em estado de latência, e transborda para a arena pública e contamina o convívio social sempre que a oligarquia sente seus privilégios ameaçados por políticas democráticas de igualdade social e distribuição de renda.

É incrível a semelhança das estratégias, discursos, linguagens, ardis e violências do golpe de 2016 com os eventos que levaram Getúlio ao suicídio em 1954 e com a conspiração que desaguou no golpe de 1964.

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Christian Dunker: Quando se para de sonhar há intolerância, desrespeito, crise política

"Sobre o Brasil, paramos de sonhar com o futuro que queríamos para nossos filhos, com os massivos investimentos em Educação que seriam necessários. Paramos de nos preocupar com o desenvolvimento da empresa e começamos a pensar em produzir um bonito balanço para acionistas. Paramos de nos preocupar com a ciência e nos dedicamos a produzir papers que ninguém lê. Paramos de nos preocupar com o sistema político e nos importamos apenas com quem vai ganhar próximas eleições. Paramos realmente de nos engajar no futuro com o qual queremos nos fidelizar e a discussão passou a ser quem é quem. Ricos e pobres, negros e brancos, mulheres e homens, Direita e Esquerda."
 
 
Jornal GGN - A crise e a falta de representatividade política no Brasil traz reflexos além do campo da governabilidade de Brasília, mas também avança nos aspectos psicológicos dos brasileiros. Para o professor titular de psicanálise e psicopatologia do departamento de Psicologia Clínica da USP, Christian Ingo Lenz Dunker, o que se vê, hoje, é uma reversão da perspectiva de futuro para os cidadãos.
 
"Enquanto se tem um ideal, sabe-se para onde vai e como se enfrenta uma situação. Mas quando se para de sonhar, em vez de o conflito nos orientar para a ação ele se manifesta em patologias sociais, intolerância, desrespeito, crise da relação entre poder e autoridade ou desestabilização de  referências simbólicas. Enfim, uma série de coisas que temos visto acontecer de forma mais visível", afirmou.
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Carta aberta ao jornal O Estado de S. Paulo

Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, soltaram carta aberta ao Estadão respondendo sobre notícia veiculada pelo jornal. A defesa do ex-presidente fala sobre o comunicado feito ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que, com visão bem diferente do noticiado pelo jornal. Os advogados explicam o caminho de tal comunicado e a aceitação pelo organismo internacional. 

Além disso, levantam o debate sobre a diferença entre notícia e opinião, coisa que o jornal se perde vez em muito, transformando um desejo em notícia ou uma notícia em nada, já que não esclarece os pontos primordiais.

Leia a carta a seguir.

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Carta aos propagadores do ódio e da mentira, por Álvaro Ribeiro Costa

Carta aos propagadores do ódio e da mentira

do Lula.com.br

"Não adianta fingir que não há golpe, todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação". 

Álvaro A. R. Costa foi Advogado Geral da União, Ex-Procurador Federal dos Direitos do Cidadão e Ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. 

Carta a personagens imaginários

por Álvaro Augusto Ribeiro Costa 

Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que,  como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário,  não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.  

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Delegados federais com cara de tacho, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Delegados federais com cara de tacho

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Ainda não se sabe de quanto será o jeton dos delegados da PF, pelo estranho papel que assumiram durante o Golpe de 2016. O que seria uma campanha salarial virou algo impublicável. O papel da PF foi tão estranho que os delegados passaram a ser tratados por muitos como “capitães do mato do golpe”. Frente às evidências, não tive coragem de defender. A PF é comandada e gerida por delegados, mas as outras categorias dizem que ela é “desmandada e ferida” por eles. Triste, mas também não tive como defender.

Dizem que cuspo no prato que comi. Perdão. Nunca comi nesse prato. Cumpri meu dever, mas sempre fui um corpo estranho e inservível para a ditadura, “glasnost e perestroika”, novas e velhas repúblicas e menos ainda durante a esquálida democracia que se tentou implantar e que foi fulminada por um golpe. Como golpe é que nem assalto, não dá nem pra explicar pro ladrão que ele está errado.

Depois da chantagem contra a Presidente Dilma Rousseff, seja com forçadas de barras salariais ou com a “Farsa-Jato”, incorporou lépida e faceira o espectro do golpe. Com mestrados, doutorados e a arrogância que lhes é peculiar, esqueceram de uma valiosa plaquinha que existe na Academia Nacional de Polícia (Brasília): “não seja arrogante com os humildes nem humilde com os arrogantes”.

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Manifestações, ódio e golpe: as crianças do Brasil estão aprendendo

 
Jornal GGN - "Salvem o Gui. Salvem nossos filhos", publicou Rita Lisauskas, no Estadão sobre a criança que, ao invés de fazer desenhos do "Ben 10 ou Homem Aranha, retrata a Presidenta e o ex-Presidente da República com ferimentos no peito, sangrando, ao lado das frases 'Morre Diuma' (sic) e 'Morre Lula'". A colunista afirma que o Gui e as crianças "precisam de ajuda". "E rápido", completa.
 
Para a colunista, o passo seguinte a esse incentivo que partem dos pais ou das escolas é aprender "também que se pode fazer justiça com as próprias mãos quando ouve o pai dizer que 'tem que matar esse bando de petistas!'". Leia a coluna completa:
 
Por RITA LISAUSKAS
 
 
Do Estado de S. Paulo
 
Quando entro na escola do meu filho e vejo aquelas crianças todas brincando meu coração sempre enche de esperança. Não paro de sorrir para aquela gritaria fininha, e meus olhos nem piscam ao ver a alegria dos meninos e meninas correndo para cima e para baixo, absortos em suas próprias fantasias, brincadeiras e sonhos, sem ter a menor ideia das guerras rolando atrás da jabuticabeira linda colada ao muro da educação infantil.
 
Mas fiquei chocada, semana passada, ao ver que o ódio, esse sentimento comezinho, adulto e detestável, tinha sim pulado o muro e sentado no gira-gira do parquinho das crianças. Tinha invadido também a aula de artes, esse lugar sagrado onde nossos filhos desenham o céu, as nuvens e colam lantejoulas amarelas no sol, para que fique com o brilho igual ao de suas fantasias.
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Identificando os agressores do casal na Av. Paulista

Jornal GGN - Na noite desta quarta-feira (16) o casal, Isadora Schutte e Lucas Brasileiro, foi perseguido e agredido por um grupo de manifestantes pró-impeachment na Av. Paulista. Os dois passavam pelo local, na área do vão do Museu de Artes de São Paulo (MASP),  quando o protesto acontecia. 

As cenas todas foram gravadas pela reportagem da CBN. Depois de estarem seguros, o jovem agredido contou à repórter que tudo aconteceu enquanto voltavam do trabalho da garota. 
 
"Não somos em prol da manifestação, nem nada, só fomos lá para fumar e conversar. Um dos caras gritou na orelha dela 'Lula tem que ser preso', e a gente não acha que isso é certo", e daí começaram as agressões, não só com palavras, mas também físicas. Ao final do vídeo, é possível ver sangue no rosto de Lucas.
 
Em meio à perseguição, captados pela câmera de um celular, é possível identificar alguns dos agressores que encurralaram os jovens, um deles gritou "vai pra Cuba, vieram provocar e agora vai sair chorando. Covarde! Covarde!". 
 
Mas quem foram os covardes, de fato? A seguir as imagens de alguns deles, incluindo do manifestante que mandou o casal para Cuba. 
 

Imagens

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Condução coercitiva partiu por ódio ou vaidade de quem ordenou, diz Janine Ribeiro

Acho uma ofensa as instituições levarem a cabo uma ação desse gênero, levar um ex-presidente dessa maneira, com a polícia invadindo a casa dele às 6h

Foto: Wilson Dias/Fotos Públicas (4 de maio de 2015)

da Revista Brasileiros

Renato Janine Ribeiro: condução coercitiva partiu por ódio ou vaidade de quem ordenou

Acho uma ofensa as instituições levarem a cabo uma ação desse gênero, levar um ex-presidente dessa maneira, com a polícia invadindo a casa dele às 6h

Renato Janine Ribeiro, filósofo, professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo e ex-ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, condenou veementemente a forma como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi levado para depor nesta sexta-feira (4). Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal invadiram a casa e outros imóveis do ex-presidente às 6h, em uma ação que corre em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Lula foi conduzido coercitivamente para depor em sede da PF no Aeroporto de Congonhas. 

“Estou muito chocado. É uma situação escandalosa. Nunca, jamais um ex-presidente ou pessoa com cargo importante deve ser levado dessa forma, com condução coercitiva para depor. Lula não tem mais cargo no governo, mas um ex-presidente não pode ser tratado como um meliante. Se ele vier a ser condenado por algo, ainda assim deve ser respeitado o seu direito.

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O MPF se tornou um partido político?

Já são três citações sobre Aécio Neves na Lava Jato.

A primeira foi quando o doleiro Alberto Yousseff passou informações detalhadas sobre as propinas de Furnas para Aécio. O Procurador Geral da República Rodrigo Janot mandou arquivar.

Ontem, o Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal) acatou novo pedido de Janot e arquivou o inquérito aberto para apurar as menções do delator Ceará a Aécio alegando contradições nos depoimentos.

Para ser arquivado, é porque foi aberto um inquérito. Só se soube do inquérito quando do anúncio do arquivamento. Sigilo absoluto, enquanto vazavam informações sobre o senador Fernando Collor (até objetos íntimos foram alvo de vazamento) e sobre o deputado Eduardo Cunha.

Em casos similares, de contradições nos depoimentos, como em relação ao senador Lindberg Farias, ocorreu o oposto. Paulo Roberto Costa disse que o ajudou através de Yousseff. Em delação, Yousseff garantiu que nunca viu o senador. O caso tornou-se público e Janot ordenou que o inquérito prosseguisse. Dois pesos, duas medidas.

Ao mesmo tempo, Janot mantém na gaveta da PGR o inquérito aberto contra Aécio em 2010, por lavagem de dinheiro em uma conta em Liechtenstein em nome de uma offshore com sede em Bahamas. E empenhou-se pessoalmente em derrubar o inquérito aberto contra o senador Antonio Anastasia.

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Maierovitch: Quando o jornalismo respeitará a vida privada?

por Walter Fanganiello Maierovitch

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QUANDO ME ENVERGONHO DO MEU PAÍS. A vida privada deveria ser respeitada no jornalismo. Fora não interessar a uma pessoa civilizado saber quantas caixas de bebida alguém leva para a casa de campo. A chave de leitura que faço é tratar-se de matéria para insinuar ser alguém chegado numa cachaça.

Da Folha

Lula enviou 37 caixas de bebida a sítio, diz 'Veja'

Mais de 200 caixas com objetos da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram levadas por uma transportadora para o sítio em Atibaia (SP) frequentado por Lula e seus parentes, após o final do segundo mandato do petista, segundo reportagem publicada no site da revista "Veja" na sexta (12).

A publicação aponta que 37 dessas caixas foram usadas para o transporte de bebidas, de acordo com notas fiscais e ordens de serviço de uma das transportadoras contratadas pelo governo federal para fazer a mudança da família de Lula no início 2011.

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O desafio impertinente do Procurador à Presidenta, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil

O desafio impertinente do Procurador à Presidenta

por J. Carlos de Assis

Está sendo articulada no Rio uma audiência dos mais representativos dirigentes sindicais e empresariais do Brasil ao Ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, com o fim de apresentar ao Governo um desagravo da cidadania contra a crítica impertinente de um dos procuradores da Lava Jato, em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, à expedição da medida provisória que regula os acordos de leniência. Recorde-se que a sugestão da MP (que tomou o número 703) partiu justamente daqueles dirigentes numa reunião com a Presidenta Dilma Roussef no início de dezembro.

Em declarações anteriores, a própria Presidenta explicou o sentido da MP como sendo essencial para separar empresas de empresários eventualmente envolvidos com a Lava Jato, de forma a punir empresários que venham a ser condenados por corrupção mas mantendo as empresas em funcionamento, inclusive como contratadas do setor público, de forma a preservar empregos. A crítica do procurador, estimulada por O Globo, e não se sabe a soldo de quem, vai no sentido de quebrar as empresas de construção, levando ao desemprego e à ruína centenas de milhares de trabalhadores delas e de suas cadeias produtivas.

Já é estranho um procurador da República, abusando da liberdade de opinião, atacar abertamente a Presidenta da República e a seu Governo por atos absolutamente legais praticados dentro da institucionalidade e com base em suas prerrogativas. Ainda mais estranho é a cobertura que suas falácias obtiveram de O Globo, refletindo posição editorial do próprio Globo semanas atrás. Para quem conhece, como eu, o funcionamento desse jornal – trabalhei nele -, não se trata de uma declaração espontânea. O Globo não transmite notícias. Fabrica-as. Ele foi buscar no Paraná o papagaio vaidoso que devia vocalizá-las.

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