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Envolvido em escândalos tucanos, quem foi o ex-procurador de confiança de Hartung

 
Jornal GGN - No quebra-cabeça para desvendar quem seriam os reais responsáveis pela morte de Alexandre Martins Filho, em março de 2003, juiz de 32 anos que investigava o crime organizado no Estado, inclusive com indícios (ressalta-se: sem provas) contra o governador Paulo Hartung, uma figura aparece quase desapercebida, não fosse o papel concedido a ele nas investigações do Estado e outras históricos de seu passado. 
 
A chegada da figura-chave
 
Paulo Hartung se elegeu ao governo do Espírito Santo sob a bandeira do combate ao crime organizado. Hoje em seu terceiro mandato, assumiu o comando do Estado pela primeira vez em 2003, criando, logo no início do governo, uma força-tarefa que contaria com apoio nacional, incluindo procuradores da República e regionais, juízes e a Polícia Federal.
 
A nível federal, ainda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e da gestão de Geraldo Brindeiro na Procuradoria-Geral da República, em 2002, foi enviado como representante de apoio à missão local o então subprocurador-geral da República, José Roberto Figueiredo Santoro. Ao lado dele, como representante regional, estava o então chefe da Procuradoria Regional do Espírito Santo, Henrique Herkenhoff.
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As relações e histórico que acompanham o novo diretor da PF


Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Apesar de ter contado com apoio de grande parte da própria categoria, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, é mirado por seu histórico de relações com políticos, como os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, e ex-senador José Sarney, e também com outros representantes do Poder: o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
 
Com Gilmar, ambos confirmam a amizade, mas o ministro nega que tenha tido influência na escolha de Michel Temer para a PF. Um caso recente foi que o hoje diretor-geral da PF havia acompanhado uma funcionária de Gilmar no IDP, instituto do ministro, para fazer um registro de denúncia. 
 
A funcionária é Dalide Corrêa, que além de ser ligada a Gilmar, também é amiga de Fernando Segovia. Ela acusava a conduta de um delegado da Superintendência do Distrito Federal, que segundo ela, era suspeita. O caso seria o de que estavam tentando investigar o ministro Gilmar, sem a autorização do STF. 
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Carmem Lúcia vai explicar o que só vale para Aécio e Delcídio não?, por Armando Coelho Neto

Carmem Lúcia vai explicar o que só vale para Aécio e Delcídio não?

por Armando Rodrigues Coelho Neto

 “Pegue e não pague” é o título de uma peça de autoria de Dario Fo, encenada pela primeira vez em 1981. O saque de um supermercado faz parte do enredo e uma das cenas mais hilárias é quando uma dona de casa se dá conta de coisas que levou pra casa um amontoado de supérfluos, até sabonete para cão, menos o que precisava: comida. Tudo fruto da irracionalidade com que se envolveu no ato, assim como ocorreu nos saques realizados em lojas do Rio de Janeiro e Pernambuco, durante os protestos do pré-golpe em 2013. À época, o depoimento de uma cidadão às emissoras de TV foi simbólico. Estava confusa por não saber explicar seu desatino, devolvendo no dia seguinte, uma televisão com tela de cristal liquido, que levou de uma loja.

O que houve? Crime de turba, efeito manada. Crime de turba e efeito manada são quase sinônimos. O fenômeno ocorre quando pessoas reagem da mesma forma sem qualquer planejamento. Se, por exemplo, numa convulsão social alguém atira uma pedra, é o suficiente para disso derivar ações violentas em conjunto. O fenômeno também pode ser observado como conseqüência da manipulação de massas, com efeitos imediatos imprevisíveis, mas que com o resultado final atendem a conveniência dos manipuladores. Valem as regras do fogo amigo e dos danos previsíveis e ou calculados.

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Pitaco na amizade

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Luis Tarquinio: pioneiro da Responsabilidade Social empresarial, por Marcos Oliveira

 

LUIS TARQUINIO – O PIONEIRO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL

Por Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc
Diretor da ISOQUALITAS e conselheiro da ABRH-BA na gestão passada

O objetivo deste artigo é apresentar a história de um empresário baiano que foi pioneiro na implantação da responsabilidade social empresarial, quando esse nome ainda não existia. Cinqüenta anos antes do lançamento da CLT ele já praticava alguns direitos trabalhistas inexistentes nas empresas brasileiras. Cem anos antes do Instituto ETHOS ser lançado ele já praticava os conceitos da responsabilidade social.

Ele nasceu em uma família sem recursos financeiros, neto de escravos. Só estudou os quatro primeiros anos do curso primário pois precisou começar a trabalhar com dez anos de idade para ajudar a sustentar a sua família. Começou a trabalhar no comércio. Ele um garoto dedicado, preocupado em atender as necessidades dos clientes, antecipando os conceitos de qualidade de serviços. Todos gostavam do seu trabalho.

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O caso Waack e a invasão do mundo do trabalho, por Danilo Thomaz

Por Danilo Thomaz

O Tribunal dos Corretos derrubou, hoje, William Waack. Os anjos da justiça comemoram. Ninguém para e pensa que qualquer coisa que você diga em âmbito privado - como são os bastidores e intervalos mesmo no espaço de trabalho - tornou-se passível de demissão ou afastamento, o que, para mim, é uma invasão inaceitável do mundo do trabalho nas nossas vidas. Se você amanhã for filmado fazendo "fiu fiu" na rua, fora do expediente, você deve ser demitido? Se numa hora de raiva você chamar alguém de "viado" no trânsito você deve ser demitido? Se você se referir a uma mulher que detesta como uma "vaca" você deve ser demitido? Se é assim, então seria mais digno que todos nós apresentássemos amanhã nossas cartas de demissão.

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Temer viaja a Nova York para jantar com Trump e discursar na ONU


Foto: Outubro de 2016 - Fotos públicas

Da Agência Brasil

Por Yara Aquino e Paola de Ort

O presidente Michel Temer embarcou na manhã de hoje (18) para os Estados Unidos, onde participa de jantar com o presidente do país, Donald Trump, e fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Com a viagem de Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assume temporariamente a Presidência da República.

Ainda hoje, em Nova York, Temer será recebido por Trump para o jantar. Também devem participar os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Panamá, Juan Carlos Varela, e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti. A crise na Venezuela deve ser um dos temas a serem tratados pelos presidentes.

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Alexandre de Moraes é o relator no STF da ação que discute impeachment de Temer

Foto: posse de Alexandre de Moraes em 2016 como ministro da Justiça de Temer (Agência Brasil)

do Justificando

Alexandre de Moraes é o relator no STF da ação que discute impeachment de Temer

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relatará a ação protocolada pelo Conselho Federal da OAB que questiona o atraso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em analisar o pedido de impeachment do presidente Michel Temer protocolado pela autarquia em maio deste ano.

O sorteio do relator é uma “ducha de água fria” nas pretensões jurídicas da ordem, ante a ligação íntima entre o magistrado e o presidente. Moraes foi ministro da Justiça do governo Temer e passou pela mais contestada campanha e sabatina para assumir a cadeira na corte em toda história.

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As polêmicas envolvendo o IDP de Gilmar Mendes


Foto: Walter Alves/IDP
 
Jornal GGN - O Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) de propriedade do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve mais um de seus patrocínios envolvidos em polêmicas. Além dos casos já revelados há mais de três anos pelo GGN, o Instituto recebeu R$ 2,1 milhões do grupo J&F, investigado no esquema da Operação Lava Jato, e que tem processos que podem ser analisados pelo próprio Gilmar, que insiste em não se declarar impedido. 
 
No dia 27 de maio deste ano, uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo já introduzia as relações do ministro com a JBS, frigorífico controlado pelo grupo e dos quais os donos, Wesley e Joesley Batista, prestam delações premiadas contra Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros políticos.
 
Á época, soube-se que a família do ministro do Supremo vendia gado no Mato Grosso para a JBS. Em resposta, Gilmar disse que seu irmão é que conduzia o negócio e, por isso, não haveria motivos para ele se declarar impedido de participar de votações envolvendo o frigorífico. 
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Delegado que recebeu propina para blindar empresário tinha ligações com Youssef

 
Jornal GGN - O delegado da Polícia Federal de Londrina, no Paraná, Sandro Roberto Viana, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (25), dividindo R$ 35 mil em propina com um ajudante no esquema de extorsão de dinheiro de empresário da cidade. Em 2003, o mesmo delegado, então diretor da divisão da PF em Londrina, mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef e levantava suspeitas de possível interferência em investigação contra ele.
 
Alvos da Operação Corrumpere, deflagrada no sábado, Sandro Roberto Viana foi preso em flagrante repassando uma parte da propina a Cloadoaldo Pereira dos Santos. Os dois são acusados de exigir dinheiro de um empresário da cidade em troca de não investigá-lo em inquérito policial de 2015, já concluído neste ano.
 
Sandro Viana teria exigido um total de R$ 35 mil, sendo que R$ 20 mil ficaria com ele e outros R$ 15 seria de Cloadoaldo. Como delegado da PF, ele foi levado à Polícia Federal em Brasília e irá responder a processo administrativo e criminal, podendo ser demitido do cargo público.
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Direito de Resposta: O histórico do publicitário de Temer em ninho tucano

 
Jornal GGN - No dia 5 de janeiro, o GGN publicou neste espaço a reportagem "O histórico polêmico do publicitário de Temer em ninho tucano", apontando alguns dos contratos fechados pela agência Nova S/B, de João Roberto Vieira da Costa, conhecido como Bob, e outras atuações profissionais do publicitário, junto a campanhas de José Serra (PSDB) e em gestões tucanas.
 
Em pedido de resposta enviado nesta segunda-feira (09), o advogado de Bob Vieira da Costa afirmou que, ao contrário do que divulgado, o publicitário não atuou de forma partidária e que a agenda da Nova S/B foi a de "desenvolver comunicação de interesse público e o foco de participar de licitações públicas para a execução de contratos com a Administração Pública em todos os seus níveis".
 
Apontou que, entre as 67 licitações que participou, nove das que venceram ocorreram em gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, além de outras atuações em organizações internacionais e multilaterais.
 
A publicação do GGN fez uma retrospectiva sobre o histórico do publicitário, não apenas à frente da Nova S/B, como também desde 1997, quando por indicação de Sérgio Motta tornou-se chefe de comunicação social do Ministério da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso.
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Teias de influência: o Ministério Público e o governo paulista

Por Daniel Mello e Eliane Gonçalves

Teias de influência: o Ministério Público e o governo paulista

Na Agência Pública

Uma pesquisa inédita da organização Conectas chama atenção para a aproximação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a política. E, pelo que indicam os depoimentos colhidos dentro e fora do órgão, essas relações acabam por influenciar as decisões da promotoria. A pesquisa “Independência e Autonomia no Judiciário e Ministério Público de São Paulo” é resultado de entrevistas em profundidade com 37 membros do Poder Judiciário paulista, 15 deles do Ministério Público (MP), tomadas sob condição de anonimato.

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Relação entre Israel e Brasil é afetada com definição de embaixador

 
Jornal GGN - Após um grupo de embaixadores aposentados lançarem um manifesto contra a decisão de Israel de definir seu representante na Embaixada de Brasília, sem submetê-la, antes, ao governo brasileiro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Dani Dayan continua sendo o seu nomeado e não mostrou alerta verde para diálogo com o Itamaraty a respeito da definição.
 
"Acredito que Dani Dayan é um candidato excepcionalmente qualificado. Ele continua a ser meu candidato. Acho que rotular pessoas é o próximo estágio após rotular produtos, e não quero rotular ninguém", disse Netanyahu. Contudo, o primeiro-ministro acrescentou que espera poder fortalecer relações comerciais com o Brasil.
 
Os embaixadores aposentados brasileiros disseram que a indicação é uma afronta. "Essa quebra da praxe diplomática parece proposital, numa tentativa de criar fato consumado, uma vez que o indicado, Dani Dayan, ocupou entre 2007 e 2013 a presidência do Conselho Yesha, responsável pelos assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela comunidade internacional, e já se declarou contrário à criação do Estado Palestino, que conta com o apoio do governo brasileiro e que já foi reconhecido por mais de 70% dos países membros das Nações Unidas", afirmaram, lembrando, ainda, a memória do embaixador Luís Martins de Sousa Dantas, "que salvou centenas de judeus do Holocausto".
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A branquitude na superfície e nas profundezas das relações e das mentes no Brasil

Jornal GGN - Arthemísia, com relação ao post Racismo e "branquitude" na sociedade brasileira, publicado neste domingo, respondeu ao comentário de Carlos Delgado. A seguir o comentário de Delgado e a observação de Arthemísia. 

Carlos Delgado escreveu: "Racialização - O que existe, na verdade, é um processo de educação racialista da sociedade brasileira. A emergência de uma "branquitude" afirmativa é apenas a contraface da lógica da afirmatividade racial."

Por Arthemísia

É exatamente isso o que desejam aqueles que defendem a segregação racial: raças muito bem definidas.

Não sei para você, mas para mim, que sou negra, as raças sempre foram muito bem definidas aqui no Brasil.

Mas seu comentário dá a entender que você não compreendeu bem a pesquisa da autora; ela não fala de emergência de branquitude, mas de um saber-se branco centenário, e pouco racionalizado. A branquitude sempre esteve na superfície e nas profundezas das relações e das mentes no Brasil. Se uma pessoa não se sente à vontade para falar que é negra é porque deve ser uma coisa ruim, não? Mas ninguém tem dificuldade, e nunca teve, de dizer que é branco.

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A solidão disfarçada das redes sociais

Enviado por Nickname

Solidão no Facebook

Por Marcos Flamínio Peres

Da Folha

As redes sociais mascaram a ausência de comunicação entre as pessoas, diz o sociólogo francês Dominique Wolton

Agora que o Facebook virou filme e as redes sociais parecem ter liberado o homem para toda forma possível de comunicação, vem um intelectual francês dizer que vivemos sob a ameaça da "solidão interativa".

Dominique Wolton, 63, que esteve no Brasil há duas semanas, bate ainda mais pesado. Para ele, a internet não serve para a constituição da democracia: "Só funciona para formar comunidades" -em que todos partilham interesses comuns-, "e não sociedades" -onde é preciso conviver com as diferenças.

Sociólogo da comunicação e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica (Paris), ele defende na entrevista abaixo que, depois do ambiente, a "comunicação será a grande questão do século 21". Em tempo: "A Rede Social", de David Fincher, estreia nos cinemas brasileiros no início de dezembro.

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