Brasilianas: BH tem 300 empresas de TI para cada 100 mil habitantes

Leonardo Roscoe, da Empresa de Informática e Informação de BH apresenta potencial para capital mineira se tornar uma smart city 
 
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Foto: Leonardo Roscoe. Por Euler Jr/Cemig 
 
Jornal GGN – Com muitas novidades em termos de tecnologia e ideias, apresentados a uma plateia mesclada por profissionais especializados do setor de energias, além de dezenas de pessoas interessadas em conhecer mais sobre o que virá no mundo futuro das cidades, o 2º Fórum Brasilianas – Cemig, na quinta-feira, 30/08, abriu um leque de possibilidades e instigou a imaginação de quem teve a oportunidade de ouvir os estudiosos do assunto convidados a falar sobre Cidades Inteligentes e o mercado de energia. 
 
As informações surpreenderam pelo caráter inédito das iniciativas ainda pouco divulgadas, por exemplo, em Belo Horizonte. A primeira impressão é a de que o mineiro ainda trabalha em silêncio, ignorando o fato de que a propaganda é tida como a alma do negócio. Mas a apresentação de Leonardo Augusto Roscoe da Rocha, diretor de Infraestrutura da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte S.A. – Prodabel, deixou claro que iniciativas dentro do conceito de Cidades Inteligentes já são aplicadas na prática. 

 
Ele mostrou que, com a maior densidade de empresas de TI do Brasil – são 331 a cada 100 mil habitantes, Belo Horizonte quer ser mesmo uma cidade inteligente. Vocação para tecnologia é o que não falta na capital. Apenas no San Pedro Valley, são mais de 300 startups abrigadas na capital mineira.  
 
Belo Horizonte tem também a maior densidade de empreendedores de TI do país (469 empreendedores a cada 100 mil habitantes) e um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, além de 773 quilômetros de cabos de fibra ópticas espalhados pelo município.  
 
Para o diretor de Infraestrutura da Prodabel, o grande desafio está em transformar a vocação natural da cidade na área de tecnologia em benefício para a população. “Estamos aproximando o poder público das empresas, universidades e cidadãos para fortalecer o ecossistema tecnológico e tornar a capital uma referência na área de soluções inteligentes”, explica.  
 
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Algumas soluções já estão sendo implementadas, como a transformação do prédio da Prodabel em um laboratório aberto de IoT, termo proveniente do inglês para “Internet das Coisas”, e a ampliação do número de Hotspots (pontos com Wi-Fi grátis) de 52 para 112, com foco principalmente na população de vilas e favelas.  
 
Outra solução que aproxima Belo Horizonte do conceito de Cidade Inteligente, segundo fez questão de destacar, é o Rotativo Digital. Por meio de um aplicativo de celular o motorista pode comprar créditos para usar as vagas de estacionamento rotativo da capital, substituindo o modelo de papel que normalmente é adquirido em bancas de revistas e com flanelinhas.  
 
Roscoe apresentou dois cases de soluções desenvolvidas em parceria com instituições privadas para gestão do consumo de água e energia elétrica, com dados disponíveis na nuvem em tempo real. O primeiro já atraiu interesse do Governo de Brasília para a compra de 17 mil unidades e está com previsão de aquisição de outras 700 mil peças nos próximos anos.  
 
Outra solução para deixar Belo Horizonte mais inteligente é um conjunto de estações meteorológicas de baixo custo que monitora em tempo real as condições climáticas da cidade com dados de temperatura, umidade, pressão e pluviometria. Segundo Roscoe, essas informações estão disponíveis na internet e podem ser enviadas via SMS e e-mail. “Isso permite a Defesa Civil e a população se programar para eventuais tempestades”. 
 

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1 comentário

  1. Fica a dica: o Brasil nunca

    Fica a dica: o Brasil nunca será uma potência industrial ou tecnológica enquanto não houver interesse dos ianques.

    Mas esse pessoal pode sair do Brasil e trabalhar para empresas estrangeiras. Isso é permitido.

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