4 de junho de 2026

A complexidade da relação entre ciência básica e aplicada

Por Paulo Marcus

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Comentário ao post “A questão da finalidade aplicável da pesquisa acadêmica

Alguns criticam a ciência básica e dizem que o que vale mesmo é a ciência aplicada, mais prática, voltada aos problemas da humanidade. Creio que podemos questionar o objeto de pesquisa de muitos trabalhos, bem como as suas conclusões. Por exemplo, há pesquisadores apontando investigações irrelevantes na área da pesquisa educacional. No entanto, se ficarmos só na área das ciências chamadas exatas, a relação entre ciência básica e aplicada é complexa.A ciência deve muito aos conhecimentos práticos e técnicos que foram desenvolvidos para suprir as necessidades humanas. Por exemplo, os conhecimentos científicos teóricos de grande generalidade sobre bacteriologia desenvolvido principalmente por Pasteur surgiu de tentativas de lidar com a putrefação e fermentação na indústria vinícola.Por outro lado, os conhecimentos teóricos desenvolvidos por Einsten sobre emissão estimulada contribuiu, anos mais tarde, para que fossem desenvolvidos LASERS que são utilizados na medicina e metalurgia. Assim  a relação entre ciência básica e aplicada não é uma via de mão única e é difícil  analisar qual a relevância de determinadas pesquisas. No entanto, é importante que o pesquisador e seus orientador levam a cabo investigações relevantes para a sua área de conhecimento e para a sociedade.Ainda que esses exemplos estejam mais voltados para as ciências chamadas “duras”, podemos dizer o mesmo em relação as humanas. O problema é que em relação a esse campo já há um preconceito contra a utilidade de certos temas desenvolvidos nas insituições de Ensino Superior.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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