40 milhões de brasileiros estão na informalidade, informa IBGE

A taxa de desemprego só baixou para 11,8% no trimestre apoiada no recorde de informalidade entre a população.

Jornal GGN – O trimestre encerrado em agosto trouxe um alerta para o país: a informalidade alcançou a vida de quase 40 milhões de pessoas. Isto é o que mostra o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, dia 27.

Estão na informalidade todos aqueles que são empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria, empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares. Eles representam um contingente de 41,4% da população empregada do país. E esta taxa é a maior desde que lançado o indicador, em 2016.

24,3 milhões de pessoas trabalham por conta própria e 11,8 milhões trabalham sem carteira assinada. Dois recordes na série.

Segundo o IBGE, a informalidade avança até por setores que, tradicionalmente, contratam com carteira assinada, como a indústria e as atividades de informação.

A taxa de desemprego só baixou para 11,8% no trimestre apoiada no recorde de informalidade entre a população. No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego batia nos 12,3%, e no ano anterior, era de 12,1%, para o trimestre encerrado em agosto.

De acordo com a pesquisa, houve aumento de emprego na indústria e na construção. E, nos dois casos, o crescimento se apoia nos trabalhadores por conta própria, assim como em confecções, beneficiamento de alimentos e construção de imóveis.

Transporte, armazenagem e correio, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas e outros serviços tiveram desempenho destacado na comparação com o ano anterior.

No caso de transporte, mais uma informalidade ajuda no desempenho, que foi a busca por renda como motorista de aplicativa. Em um ano, 226 mil novos trabalhadores ingressaram neste setor.

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Para o IBGE, o aumento foi quantitativo na ocupação, porém não foi qualitativo, já que se pautam na informalidade. Base para esta afirmação é o fato de que o aumento da população empregada não significa crescimento do contingente de contribuintes ao INSS, que está ainda em 62,4% do total ocupado.

O IBGE informa, ainda, que o número de trabalhadores com carteira ficou estável, na casa de 33 milhões de pessoas. A taxa de subutilização da força de trabalho também ficou estável, ou em 24,3% do contingente. No trimestre, no entanto, houve recorde no número de pessoas subutilizadas por insuficiência de horas, ou seja, trabalham menos do que gostariam e representam 7,2 milhões de pessoas.

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1 comentário

  1. Informalidade é o nome bonito para BICO. É a embalagem bem arrumada das tais ” Estatísticas ” iniciadas na Redemocracia e infladas nos Governos do Tucanistão. Mas não olhem de perto. O cheiro e as moscas continuam os mesmos.

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