
Nota do Brasil Debate
A ideia de que tem havido um aparelhamento do Estado pelo governo federal é recorrente em discussões de articulistas de jornais, fóruns de discussão e até mesmo no discurso de vários políticos.
Analisando a tabela, que mostra dados a respeito do funcionalismo público federal de 1991 a 2010, torna-se evidente que essa hipótese é um mito:
1. De 1990 a 2002, a tendência era de queda no número de funcionários públicos ativos. O ano de 2002 foi particularmente marcante: apenas 30 funcionários foram admitidos por concurso público;
2. Desde 2003, a tendência tem sido de crescimento do número de funcionários públicos federais. O quadro de funcionários aumentou de 809.975 em 2002 para 970.605 em 2010, um acréscimo de 160.630 pessoas;
3. 155.534 foram admitidos por concurso público desde 2003. Mesmo com o aumento do número de funcionários públicos, em 2010 a administração federal tinha 21.391 funcionários a menos do que em 1991;
4. Considerando a população de 1991, de 146.815.815, e a de 2010, 190.755.799 (dados do IBGE), o número de funcionários por 1000 habitantes era de 6,76 em 1991 e de 5,09 em 2010. Portanto, o estoque de funcionários públicos federais caiu em relação à população total;
5. No Censo 2000, a população brasileira era de 169.872.856e o número de funcionários públicos federais era de 864.408, o que resulta em 5,09 funcionários públicos por 1000 habitantes. A mesma taxa de 2010.
Diante dessas evidências, fica difícil falar em aparelhamento do Estado, pelo menos olhando somente os dados brasileiros.
Houve apenas uma recomposição do quadro de funcionários, que tinha clara tendência de queda, pelo menos até 2002, sem que a taxa de crescimento deste superasse a taxa de crescimento populacional.
Será que essa conclusão fica diferente em comparativas internacionais? Conforme o gráfico, formulado com base em informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de servidores públicos (desta vez incluídos os demais entes federativos e as estatais) por mil habitantes evidencia que o Brasil tem um número baixo de funcionários públicos comparado a outros países.
A própria noção de que o aparelhamento do Estado é ruim é uma herança do período em que o seu desaparelhamento estava acontecendo. A palavra tomou uma acepção negativa, associado à utilização da máquina pública em benefício próprio, que não necessariamente lhe corresponde.
Afinal, para prestar serviços públicos adequados, fiscalizar a atuação política e o gasto público, para investigar crimes e planejar o desenvolvimento da nação, é necessário que o setor público possua um quadro mínimo de funcionários. No fundo, a crítica ao “aparelhamento” do Estado nada mais é do que um retorno à velha defesa de um estado mínimo.

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Bruno Cabral
12 de setembro de 2014 11:01 amE os cargos comissionados?
Otima analise para concursados, mas e os cargos comissionados, como se comportaram desde 1994 pra cá?
guitemberg carneiro nunes da silva
12 de setembro de 2014 12:02 pmE os Cargos comissionados?
Acho interessante fazer o levantamento sobre os cargos comissionados, alguns relatórios da OCDE já tratam desse tema sobre o Brasil, não há um número exagerado como afirma a grande imprensa. Agora, seria prudente fazer um levantamento das terceirizações no governo federal durante o período analisado na pesquisa, assim poderemos fazer um balanço se a população foi bem atendida pelo governo federal.
Rogério Carvalho
12 de setembro de 2014 12:24 pmEu ia fazer a mesma
Eu ia fazer a mesma pergunta!
O funcionalismo concursado deve ser tal que atenda a demanda da população. Mas os de livre nomeação de fato devem ser numerados.
Francy Lisboa
12 de setembro de 2014 12:49 pmCargos comissionados giram em
Cargos comissionados giram em torno de 20 mil e nao fazem cossegas no orcamento. A questao eh que uma das desculpas mais esdruxulas que os odiadores do PT usam eh que o PT aparelha o Estado.
Se fosse apaelhado:
1) O PT iria sofrer tanto com o festival de denuncismo da midia, sendo que ela depende e muito de verba estatal de publicidade?
2) Os lideres do PT seriam presos no famigerado mensalao?
A DireitoLandia estah com odio mortal do PT e isso tem muito mais haver com o que ele fez do que ele deixou de fazer. Falar em apaelhamento do Governo Federal e fechar os olhos para as corrupcoes estaduais eh a maxima dos moralistas de plantao.
Rodrigo Assis
12 de setembro de 2014 12:50 pmO governo federal possuia em
O governo federal possuia em 2013 22.495 cargos em comissão, desse total, 5.897 são funcionários sem vinculo, ou seja, não eram funcionários previamente concursados. Isso pra 200 milhões de habitantes. Para comparação, o estado de Minas Gerais, origem do “choque de gestão” que virtualmente transformou o estado em um local de eficiência germânica, com seus 20,5 milhões de habitantes, possui coisa de 17 mil comissionados. É de lá que vem a principal crítica sobre aparelahmento do estado. Faça as contas.
-Charlie-
12 de setembro de 2014 2:00 pmSe esses números forem
Se esses números forem verdadeiros, aí sim o governo tem um excelente contraponto.
Mas jamais saberemos, dada a eficiência do setor de comunicação do governo, mais preocupado em despejar verbas publicitárias para a Folha, a Globo, a Veja etc.
Pedro Gilberto
12 de setembro de 2014 2:44 pmOlha o drama atual em MG….
Risco de demissão gera tensão entre agentes penitenciários
Servidores denunciam clima ruim entre contratados que podem perder emprego a qualquer momento
PUBLICADO EM 08/09/14 – 03h00bernardo miranda
Um conflito entre agentes penitenciários pode estar comprometendo o funcionamento de presídios de todo o Estado de Minas Gerais. Servidores denunciam que têm trabalhado sob uma pressão que vai muito além do fato de lidar diariamente com criminosos de alta periculosidade. A falta de estabilidade na carreira, com ameaças de demissão, tem transformado o trabalho nas penitenciárias mineiras em um campo de disputa em que colegas concorrem para não estar na próxima lista de dispensados. São várias as denúncias de trabalhadores com problemas psicológicos devido ao estresse a que são submetidos no trabalho. No caso mais extremo, um agente se suicidou em Muriaé, na Zona da Mata.
Com 53 mil detentos, o sistema prisional de Minas conta com 15,5 mil agentes, 85% deles não efetivados, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado (Sindasp-MG). Esses funcionários são contratados, seguem as regras de um trabalhador comum, mas não contam com os benefícios dos servidores efetivos da área. A partir de 2012, o Estado começou a fazer concursos para substituí-los, e hoje, a cada agente efetivado, um contratado é demitido. Segundo os servidores, não há um critério objetivo para o desligamento. Os nomes dos demitidos são definidos pela coordenação da unidade, portanto, qualquer contratado pode ser o próximo da lista.
“Essa situação deixou o clima insustentável. A todo momento um colega seu quer te dar uma rasteira. Não fazemos o nosso trabalho da melhor maneira. Com a dispensa iminente, os mais ‘fracos’ ficam mais suscetíveis a ser corrompidos pelos bandidos”, contou um agente penitenciário, que pediu para não ser identificado.
Outro agente reclama que os dispensados voltam para o mercado de trabalho sem nenhuma qualificação. “Você dedica seis anos de sua vida a um serviço que poucas pessoas querem fazer. Depois você é demitido, e qual é a experiência que você tem? Ter sido agente penitenciário não vale nada no meu currículo. E mesmo fora do sistema, você continua a sofrer ameaças de ex-detentos”, reclama.
A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) afirma que todos os agentes contratados pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) são empossados no regime temporário e têm informações acerca do contrato.
Efetivo
Admitido. A Secretaria de Estado de Defesa Social afirma que são vários os casos de agentes penitenciários que eram contratados e foram admitidos nos concursos realizados, sendo incorporados ao quadro de efetivos.
Frase
“O aumento da violência reflete diretamente na nossa profissão. Com alta no número de presos, o trabalho é maior. Nesse clima estressante gerado pelo medo da demissão, é impossível prestar um bom serviço. Somos cobrados por todos os lados. Pela sociedade e pelos presos que estão certos em cobrar os seus direitos. É urgente a melhoria de nossas condições de trabalho.”
Adeilton Rocha – Presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado (Sindasp-MG)
http://www.otempo.com.br/cidades/risco-de-demiss%C3%A3o-gera-tens%C3%A3o-entre-agentes-penitenci%C3%A1rios-1.912356
-Charlie-
12 de setembro de 2014 12:52 pmExatamente, o mais importante
Exatamente, o mais importante o articulista deixa de narrar.
É evidente que os governos Collor/Itamar/FHC promoveram um desmonte do Estado. Também é óbvio que Lula mudou radicalmente essa política, contratando mais servidores por concurso.
Só que o “pulo do gato” não foi abordado: os cargos comissionados, os DAS. Todo órgão público tem tais cargos, e normalmente são funções de comando, de direção. Ou seja, são os que mandam nos concursados. E é justamente aí que supostamente se colocam os companheiros… Ex: Dias Toffoli, que nunca passou em um concurso público, foi alçado a chefe da Advocacia-Geral da União após trabalhar com Dirceu na Casa Civil. Hoje a chefia da AGU é ocupada por servidor de carreira, Luis Inacio Adams.
Fernando Alvares
12 de setembro de 2014 1:19 pmOs cargos em comissão são
Os cargos em comissão são cargos de confiança que deveriam ser ocupados por agentes que vão comandar a administração para a consecução dos objetivos proposto no plano de governo do governante eleito. O fato é que todos os governantes, indepentemente de partido politico os nomeiam e os utilizam como moeda de troca. Para resolver está questão somente uma reforma politica que não deixe o executivo refem do legislativo em qualuer esfera, municipal, estadual ou federal.
Além do mais o fato de que o servidor é de carreira não garante por si só que o mesmo seja compromissado com a administração (independente do partido que ocupa a cadeira). Existem servidores sérios e dedicados. Contudo, existem milhares deles que não fazem outra coisa a não ser estudar para o próximo concurso. Conheço procuradores municipais que passam pela repartição onde trabalham uma vez ao dia e não ficam lá nem duas horas. Possuem escritórios particulares e lá passam a maior parte do tempo, ou ficam em casa estudando para outro concurso
Conheço também servidores publicos estatutários que buscando manter sua Função Gratificada (FG) se ausentam do trabalho em horário de expediente para fazer campanha politica.
E olhe que em nenhum dos casos a administração é do PT
A estabilidade no emprego é uma faca de dois legumes, como dizia o saudoso Vicente Matheus, se por um lado garante a continuidade da administração, por outro acomoda os servidores.
E não há processo admisnistrativo que de jeito.
Alan Souza
12 de setembro de 2014 1:22 pmE por acaso
Quando o PSDB era governo os cargos comissionados eram ocupados por “não-companheiros”? Por Servidores de carreira?
Você fala do Toffoli e esquece que com FHC o advogado-geral da União era Gilmar Mendes, não-concursado, alçado ao cargo depois de ser igualmente consultor da Casa Civil e igualmente mandado pro STF depois. Indignação seletiva?
-Charlie-
12 de setembro de 2014 1:55 pmNão se pode criticar nada e
Não se pode criticar nada e já vem alguém com a velha ladainha do “ah, com o PSDB”, “ah, mas os tucanos” e mimimimi…
Dei apenas um exemplo de pessoa sem a qualificação necesária para ocupar o cargo, que chegou onde chegou por conta de conexões/militância política (minha opinião).
Alan Souza
12 de setembro de 2014 2:43 pmVelha ladainha…
Mi-mi-mi é não querer aceitar a crítica. É um argumento válido, sim, e não velha ladainha. Se é ruim em um, tem que ser em todos. Não aceito que críticas nunca feitas para os mesmos problemas só surjam agora.
Fernando Lopes
12 de setembro de 2014 4:00 pmNão seja bobo…
Se o comentário é “O PT aparelha o estado”, é perfeitamente coerente comparar com que fizeram outros partidos meu amigo! Pois o que se chama de “aparelhamento” ( outra expressão inventada pela mídia e repetida a torto e direito peloa “papagaios de TV” de plantão) pode ser prática usual na política brasileira e não privilégio do PT. O estudo tenta entender se esta frase feita repetida pelos papagaios de Tv que não pensam e nem refletem é mesmo verdade. Neste contexto comparações com situação dos governos do PSDB é super procedente pois é este partido quem faz as acusações e portanto quem tem telhado de vidro não atire as pedras!!
Lucinei
12 de setembro de 2014 8:18 pmAcho que é algum número
Acho que é algum número dentro do total de ativos. Mas, de fato, deveria também estar discriminado, pra repelir as superstições que rolam por aí.
Mario R, B. de Souza
13 de setembro de 2014 8:31 pmFuncinários Federais. E os estaduais e municipais,
As estatísticas parecem OK para funcionários federais.
Mas foram contabilizados os Estaduais e Municipais? Aí a coisa não mudaria?
drigoeira
12 de setembro de 2014 11:32 amTudo bem!!!
Agora tem que combinar com o PIG para divulgar isto aí para a classe média burra.
Quem frequenta este blog já possui a formação política bem esclarecida.
MThereza
12 de setembro de 2014 11:56 amOs mantras são tão
Os mantras são tão disseminados que até um amigo cujo filho trabalha na EBC, concursado, fala em “aparelhamento”. Perguntei quem tinha indicado o rapaz para trabalhar lá. Sem resposta. Aparelhamento é quando vc não faz concurso durante muito tempo e vai preenchendo com afilhados. FHC inflou os tais contratos por acordos com organismos internacionais, chegando às rais do absurdo. No local onde u trabalhava, por exemplo, em determinado ano (1996, se não me engano) havia 14 pessoas trabalhando e apenas 3 eram concursados (antigos). Tinha setores em que não havia 1 só concursado.
Frank
12 de setembro de 2014 12:01 pmA sua amiga “tucanhede”
A sua amiga “tucanhede” sempre vem com esse mito pra cima do pobre coxinha-leitor da folha de sao paulo
Francy Lisboa
12 de setembro de 2014 12:50 pmNassif, o GGN poderia fazer
Nassif, o GGN poderia fazer uma eportagem sobre as novas ciclovias de SP. Fica a dica.
Helton
12 de setembro de 2014 12:52 pmO que é aparelhamento?
Em primeiro lugar, é preciso entender o que é aparelhamento. Não me parece ser o caso de servidores concursados. O concurso público é uma forma de seleção de candidatos por critérios impessoais. É admitido quem acerta determinado número de questões objetivas. Não há como garantir, portanto, a contratação de afilhados políticos, militantes, credores de favores, etc. por meio de concurso.
A meu ver, o aparelhamento do Estado diz respeito aos cargos de livre provimento. E esse dado não fez parte da análise. Além disso, outra forma de aparelhamento do Estado tem sido a terceirização, que abre largas brechas inclusive para o nepotismo.
Sinistro
12 de setembro de 2014 1:01 pmA análise não está
A análise não está sarada.
Primeiramente, observa-se que a base do comparativo inicia-se em 1991, logo após o desastroso governo Sarney, super nebuloso no quesito apadrinhamento.
A grosso modo podemos notar que no período 2002/10 aposentaram-se cerca de 86.500 e admitiram-se 155.000, sendo então que cerca de 70.000 novos cargos concursados foram “criados”. Além disso, o aumento de funcionários foi de cerca de 100.000 neste período. Ou seja são SÓ 30.000 pessoas que adentraram ao serviço público via mãozinha num período de apenas 8 anos de governo. Isso talvez não fosse um aparelhamento se entre os 155 mil novatos não existissem uma grande maioria de simpatizantes ao governo, muitos deles filiados ao partido.
Comparar número de funcionários / 1000 ha também é tendencioso. Como explicar que se usa o mesmo número de funcionários públicos do primeiro mundo e oferecer serviços do terceiro. Talvez um comparativo em termos de renda percapita fosse um pouco mais honesto, mas mesmo assim sujeito a distorções culturais.
Em suma, não são com estatísticas ou com comparativos irreais que se define um aparelhamento. Mas sim pela conduta questionável e tendenciosa.
MarFig
12 de setembro de 2014 2:15 pm“Isso talvez não fosse um
“Isso talvez não fosse um aparelhamento se entre os 155 mil novatos não existissem uma grande maioria de simpatizantes ao governo, muitos deles filiados ao partido.”
Onde está a prova disso ou são só palavras robóticas pigais?
Zé Henrique Brasill
12 de setembro de 2014 2:34 pm“Aparelhamento” do Estado
Que esforço de contorcionismo para defender um dos mantras do PIG, que os coxinhas e coxinhões saem repetindo feito papagaios. Aparelhado está o estado de Minas Gerais, com 17.000 comissionados, depois do choque de gestão do Aecioporto.
Lucinei
12 de setembro de 2014 8:30 pmEntão quem faz concurso pra
Então quem faz concurso pra cargos públicos é petralha, é isso? Fez o concueso para usar a internet pra alterar o perfil dos josrnalistas da oposição na wikipédia, é isso?
josé maria de souza
12 de setembro de 2014 1:17 pmQue tal fazer uma
Que tal fazer uma investigação de “aparelhamento” pelo governo do PSDB no estado de São Paulo? Pode começar pelo Gesner´de Oliveira, cuja história passa pela Sabesp e congêneres.
josé maria
labareda
12 de setembro de 2014 1:34 pmLoteamento das estatais
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Vou votar na Dilma por considerá-la a menos ruim dos candidatos, apesar de eu seu um dos prejudicados pela política de aparelhamento que todos os partidos adotam. A crítica que faço é uma que já fiz neste espaço anteriormente: A terceirização dos postos de trabalho no sistema Petrobrás. Todas as empresas que compõem o sistema têm atualmente em seus quadros em torno de 350 mil terceirizados e apenas 70 mil concursados. A despeito disso, as empresas do sistema vêm sistematicamente realizando concursos sem chamar os aprovados e continuam contratando terceirizados para as vagas que surgem. O Ministério Público do Trabalho entrou com ações na justiça para solucionar este problema, mas o impasse continua há anos e, apesar do silêncio da imprensa sobre o tema, na última quarta feira, este assunto foi debatido na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Entre os problemas criados por esta política estão a descapitalização do fundo de pensão Petros, bem como, o fato da terceirização atingir até a área de pesquisa, o que implica na criação de problemas no registro de patentes e manutenção de segredos tecnológicos.
Alan Souza
12 de setembro de 2014 1:35 pmEsse papo de aparelhamento
É papo típico de PSDB, o partido que bate carteira e grita “pega ladrão”. Trabalho no serviço público federal desde 1996 e na época do FHC os cargos comissionados eram ocupados pelos militantes tucanos, sem vínculo com o serviço público, e ninguém achava que era aparelhamento. Nem mesmo os “articulistas” e “políticos” que hoje falam disso.
Na Procuradoria-Geral Federal, onde eu trabalho, desde a posse do Lula os cargos de chefia são ocupados por servidores de carreira, desde o Procurador-Geral até os cargos mais baixos. Tem até normativo interno pra definir isso, normativo baixado na gestão do Toffoli como Advogado-Geral da União. Na época do FHC esses cargos eram de gente de fora, sem vínculo com o serviço público. Recentemente o Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams, nomeou uma pessoa de fora da carreira pra um cargo na AGU, a categoria se mobilizou, exigiu a saída e Adams teve que voltar atrás. Tinha disso nos tempos dos Tucanos?
Foi o Lula quem baixou o Decreto nº 5.497, em 2005, determinando que um percentual dos cargos em comissão tem que ser ocupado por servidores de carreira (75% pra DAS 1, 2 e 3 e 50% pra DAS 4). Na época do FHC não tinha nada disso. E ainda tem a cara de pau de vir falar em aparelhamento?
jura
12 de setembro de 2014 2:16 pmCC e OS
Eu ia escrever exatamente isso quando vi o seu comentário.
O aparelhamento tucano se dá via multiplicação de cargos de confiança e criação de OS, que pagam melhor “por fora”, por isso não aparece…
Eric Voegelin
12 de setembro de 2014 8:20 pmAlan Souza faz militância na
Alan Souza faz militância na internet em horário comercial no computador do estado para defender o partido dos trabalhadores.(da pra ver pelos horários dos comentários).
E afirma que é tolice esta coisa de aparelhamento.
Da pra imaginar o uso de recursos do estado pago pelo contribuinte (carro, telefone, impressora, internet, computadores, serviço partidário ou de militância).
Alan Souza
15 de setembro de 2014 12:04 pmTroll covarde!
Cara, você é tão covarde, tem tanto medo, que nem sequer assume seu nome. Eu assino com meu nome, não sou covarde, não tenho medo do debate. Escrevi da minha casa, do meu computador, como agora. E você ainda escolhe o nome de um historiador de ultradireita pra se esconder. Patético!
Lucinei
12 de setembro de 2014 8:49 pmAlan, Jura,é extamente isso:
Alan, Jura,
é extamente isso: essa oposição e a imprensa deles não passam de uns caras de pau! E sabem disso. Tenho certeza: sabem disso. Tudo que acusam nos outros é o que eles fazem. Muita gente jjá está se dando conta dissso. Outras vão demorar mais, sobretudo os que vivem no tucanistão e em outras províncias.
Provisional Aparelhado
12 de setembro de 2014 2:44 pmAparelhamento x capacitação operacional do Estado
Acho que o assunto é importante e o post mostra que o Brasil não tem o Estado “inchado”, mas até enxuto.
(notar que os EEUU ausentes no gráfico, têm quase o dobro/1000 hab. em reação ao Brasil).
Mas há uma diferença grande entre “aparelhamento” e provisão de mão de obra.
O uso de “aparelhamento” vem até dos tempos da guerra fria, onde havia o conceito de appareil politique.
Significa (dentre outras) infiltrar em algum organismo um poder aliado para atender a suas etsratégias. Normalmente colocando pessoas chave para conduzí-lo.
Já a provisão significa, em geral, prover as necessidades de mão de obra para os serviços públicos, feita tipica (e seriamente) através de concursos públicos.
Ora, uma é essencialmente político-direcionada e a outra, por princípio, neutra na seleção.
Digamos que faça um concurso para prover 300 vagas numa determinada repartição. Como saber a orientação política (a menos que o concurso, publico, fosse seletivo)? O provável é que haja uma variedade proporcional a orientação dos eleitores. Portanto, de certa forma, refletiria mais ou menos a sociedade (sim,pode haver desvios setoriais ou educacionais, como, por ex. nas atividades jurídicas).
Já se eu coloco um chefe ou supervisor comissionado para um grupo de, digamos, 300 subordinados concursados, é ele que vai conduzir o grupo, politica (e operacionamente). Aí sim, há “aparelhamento”.
Eu diria o seguinte:
1) Conforme o post, concordo que o Estado brasileiro está longe de ser inchado. O que houve no passado foi uma MUTILAÇÃO de sua capacidade e de uma terceirização (paga pelo mesmo povo, mais o lucro) com os amicci. QUANTO MAIS FRACO O ESTADO, MAIS FÁCIL CONTROLÁ-LO E USURPÁ-LO!
2) O aparelhamento do Estado foi intenso desde os tempos militares (outro) até os fernandistas quando, muito mais do que operar o Estado, o objetivo era controlá-lo para objetivos privados, inclusive de serviços reconhecidamente de interesse publico, como água, eletricidade, gás, telecom, manejo das relações público-privadas, etc.
3) Mais do que isso, aparelharam-se instituições (ex. universidades públicas) e poderes não eleitos, como o Judiciário.
4) As pessoas esquecem que o Estado brasileiro é multi-nível (27 estados e mais de 5 mil municípios, com todas as suas secretarias e outras instituições) e pluri-poder (Legislativo e Judiciário). Portanto é evidente que o Estado brasileiro não está “aparelhado pelo PT” mas por esta miríade política, onde por ex. os 3 maiores estados em população, PIB, eleitores, etc. (mais de 50% do Brasil?) estão aparelhados pela oposição ou “base de chantagem”! Estamos falando de serviços públicos, educação, segurança, saneamento, mobilidade, etc., etc.
(desculpem o negrito mas é essencial que se divulgue aos brasileiros este entendimento factual)
5) O que a linha de governo atual está fazendo é bastante o inverso: PROVER o Estado de capacidade operacional mais neutra (concursos públicos). Quanto ao aparelhamento, é natural (no mundo) que haja um “aparelhamento” político, embora o atual seja muito mais republicano (ex. Costa na Petrobrás) e mais cuidadoso de NÃO ser o assalto a que Marina maldosamente injuriou. E isto desmonta muito o poder histpricamente estabelecido no Estado pela oposição.
O que o eleitor brasileiro precisa entender é que o poder que controla o Brasil está INCOMODADO com este governo, cujo maior “pecado” é ter as chaves do maior cofre e a caneta que assina as maiores decisões.
Não se satisfazem, como os banqueiros, em ganhar “naturalmente” a maior (e mais INFAME) parte do orçamento do povo brasileiro: os juros.Não se satisfazem em ganhar 7% a 11% (!!!). Querem ganhar o máximo que puderem, quando quiserem.
Não entendem que este governo não quer “empobrecê-los”. Apenas baixar suas inaceitáveis espectativas em prol de enriquecer os demais (o que nem percebem que é bom pra todos! Imagine-se um Brasil com índices humanos de uma Noruega?!).
Não aceitam! Declaram guerra!
Eric Voegelin
12 de setembro de 2014 8:22 pmQuantos funcionários publicos
Quantos funcionários publicos estão em horário de serviço agora na internet militândo para o partido?
Quantos aqui são funcionários publicos e estão em devio de função, funcionário publico é pago para servir ao publico não militar para partido politico.
São os mesmos que dizem que é uma tolice a denuncia de aparelhamento do estado por parte do governo.
Lucinei
12 de setembro de 2014 9:02 pmPetição de princípio.
Já foi demonstrado que esse tal de “aparelhento” é pura superstição; do tipo “manga com leite mata”, “ratazana velha vira morcego”, “apontar pra estrela dá verruga”, etc., e você já saca outra dizendo que ainda por cima está todo mundo “militando” na internet?