4 de junho de 2026

Desemprego e pobreza: o que dizem os últimos relatórios do Brasil

Entre 2014 e 2017, o Brasil ganhou um aumento de 6,27 milhões de "novos pobres", sem emprego e que não conseguem recolocação no mercado de trabalho
Foto: AMANDA PEROBELLI (REUTERS)

Jornal GGN – O alto desemprego, a informalidade e a falta de expectativas para a aposentadoria desestimula milhões de brasileiros, diariamente, que formam filas para buscar emprego em mutirões e vagas de sindicatos e programas comunitários. Entre 2014 e 2017, o país ganhou um aumento de 6,27 milhões de “novos pobres”, mostra reportagem da BBC News, nesta sexta (27).

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Os “novos pobres” são aqueles que perderam o emprego, não conseguem uma recolocação no mercado de trabalho e passaram a ocupar a faixa da pobreza, mantendo-se com menos de R$ 233 por mês. De acordo com dados do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, a pobreza no país aumentou 33%, no período mais agudo de recessão, aumentando para um total de 23,3 milhões de pobres no país, segundo o instituto.

Ao serem cruzados, os dados revelam ainda que o aumento da pobreza ocorre juntamente com uma falta de redes de proteção social no país. O caso é detalhado no estudo A Escalada da Desigualdade, da FGV Social. De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, essa pobreza caminha, ainda, junto com o desemprego. E os que mais sofrem das consequências deste cenário são também os mais vulneráveis.

 

O desemprego atinge hoje 12,6 milhões de pessoas, afetando principalmente quem tem baixa escolaridade. “Os trabalhadores com ensino médio incompleto formam o grupo que não apenas possui mais dificuldade de obter uma nova colocação, como também o que mais chance tem de ser dispensado”, informa o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em uma carta de conjuntura, divulgada na última semana.

O documento mostra que o cenário apresentou melhoras para um setor dos brasileiros, mas os com baixa escolaridade ainda apresentam os mesmos altos índices de desemprego.

 

“O Brasil vive uma estagnação da economia desigual e instável. A pouca recuperação que ocorre beneficia mais os mais ricos. Quanto mais rico, mais rápida a recuperação”, resumiu à BBC o pesquisador Marcelo Medeiros, professor visitante na Universidade de Princeton, que analisa como o 1% mais rico da sociedade influencia a desigualdade de renda no Brasil.

 

Leia os estudos:

A Escalada da Desigualdade, da FGV Social

Carta de Conjuntura do IPEA

Mercado de Trabalho, conjuntura e análise do IPEA

 

Leia a reportagem completa da BBC News aqui.

Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Anônimo

    27 de setembro de 2019 9:08 pm

    A partir do IBGE,
    São 12,6 milhões de desempregados, 28,1 milhões de pessoas subutilizadas e 4,8 milhões de desalentados.
    Como se pode ver, são 45,5 milhões de pessoas sem emprego fixo, a maioria deste grupo já tendo garantida nenhuma espécie de aposentadoria graças ao notável PGuedes ( é quem se mostra como o pai desta criança pavorosa).
    E quem se incomoda com este filme de terror? O absolutamente certo é que os indiferentes,sempre de nariz em pé, só reclamarão daqueles muitos que, por falta de alternativa, passaram a viver e dormir a dormir na calçada próxima do edifício onde moram. Quanto às crianças, nem é bom falar, e serviços de Saúde e Educação para este exército de miseráveis, é o bolsonaro quem vai providenciar?

  2. Fugazi

    30 de setembro de 2019 8:59 am

    Por esses números o Estado acelerou a sempre vigente política de extermínio aos pobres.

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