5 de junho de 2026

Lula detona a terceirização de FHC & Temer, por Marcelo Auler

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Do site de Marcelo Auler

Lula detona a terceirização de FHC & Temer

por Marcelo Auler

Uma mensagem – nº 389 – com apenas cinco linhas, assinada em 19 de agosto de 2003, pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva, servirá para detonar a terceirização proposta pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 19 de março de 1998, que o governo golpista de Michel Temer, junto com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), querem impor à Nação em prejuízo dos trabalhadores.
 
Na mensagem, Lula solicitou ao Congresso Nacional a retirada do Projeto de Lei nº 4.302, que depois de aprovado pelos deputados, foi modificado no Senado e voltou a tramitar na Câmara. Foi este projeto retirado pela Presidência da República que Maia e a base aliada de Temer, no último dia 22 de março, aprovou no plenário. Ao levar o projeto à apreciação dos 427 parlamentares presentes à sessão, Maia, na ânsia de atender ao governo e satisfazer o neoliberalismo, prejudicando os trabalhadores, atropelou os trâmites do Processo Legislativo.

 
Caberá ao ministro Celso Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir como lidar com esta situação. Por sorteio, ele é o relator de três Mandados de Segurança: o primeiro,  MS 34.708, impetrado em 22/03 pelo deputado André Peixoto Figueiredo (PDT-CE), discute justamente o fato de Maia ter levado o projeto à votação atropelando o processo legislativo, na medida em que ele não passou pelas Comissões, como deveria; Os outros dois, MS 34.711, que os deputados Alessandro Molon (RJ), Aliel Machado Bark (PR) e o senador Randolfe Rodrigues (AP), todos da REDE, protocolaram em sexta-feira (24/03), assim como o MS 34.714, de autoria do deputado petista Carlos Zarattini (SP), apresentado na segunda-feira (27/03), questionam justamente a tramitação do projeto após a Presidência da República se manifestar pela sua retirada.
 
Os três Mandados de Segurança, portanto, não discutem ainda o mérito em si do projeto de lei aprovado, mas sua tramitação dentro da Câmara. Uma segunda discussão poderá ser suscitada após a sanção e promulgação da lei, caso o STF não a impeça. Trata-se do debate em torno da inconstitucionalidade da mesma, na medida em que fere direitos trabalhista previstos no artigo 7º da Carta Magna.  Como postamos anteriormente em Terceirização: incoerência do governo golpista, não resta dúvida ao Ministério Público do Trabalho que por constituir prática que fragiliza profundamente a efetividade dos direitos fundamentais dos trabalhadores, a lei colide frontalmente com a Constituição. Apesar desta certeza, os procuradores do trabalho ainda não decidiram se ingressam com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn). Provavelmente será um tema ser debatido no XXII Congresso Nacional dos Procuradores do Trabalho (CNPT), que terá início na próxima quinta-feira (30/03), em São Paulo.
 
a terça-feira (28/03) o ministro Celso Melo solicitou informações ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para pode analisar os pedidos de liminares feitos nos mandados de segurança. Ou seja, ao contrário do que chegou a ser anunciado, ele não suspendeu o Projeto de Lei. O risco é Maia demorar na resposta – não foi estipulado prazo – dando tempo ao presidente Michel Temer de sancioná-lo. Os cinco políticos que ingressaram com os Mandados de Segurança queriam a liminar suspendendo-o para que não haja a sanção.
 
 André Figueiredo, no MS 34.708, tentou impedir a votação do Projeto de Lei na mesma quarta-feira (22/03) em que ele seria votado. Ele demonstra na sua petição que Maia atropelou os procedimentos legislativos, ao levar ao plenário, sem pareceres das Comissões, o projeto que o Senado devolveu à Câmara em dezembro de 2012, após a aprovação de um substitutivo que precisava ser apreciado pelos deputados.
 
Para Figueiredo, Maia cometeu um abuso de poder “ao levar o PL no 4.302/1998, com as modificações do Senado, diretamente ao Plenário da Câmara dos Deputados, sem autorização para tanto e à revelia da manifestação da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC)”, daquela Casa Legislativa.
 

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3 Comentários
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  1. mauro silva 2

    29 de março de 2017 3:25 pm

    botafogo

    sem dúvida, o presidente da câmara, o botafogo, vulgarmente conhecido como rodrigo maia (ou será o contrário?) atropelou o processo legislativo, o que torna a aprovação e, consequentemente, a lei absolutamente nula.

    mas, cientes da estatura moral de celso melo, todos sabemos no que vai dar.

  2. Antonio C.

    29 de março de 2017 3:55 pm

    Estupidez viciosa.

    Os golpistas, a não ser que deem um golpe dentro do golpe, estão, sim, com medo do Lula.

    Por isso essa ansiedade, essa sanha entreguista, privatista.

    Fazer o serviço sujo e cair fora. Bom, mais ou menos. Pra voltar para aquele esquema de pedágio e chantagem que utilizam como nome a “governabilidade”.

    [Claro, a extrema-esquerda vai detonar o Lula, claro, como sempre, quase do jeito como a Brigatte Rosse detonando o Aldo Moro. Mas ela também não tem a menor condição de admitir que não havia “condições revolucionárias”. Não se permite olhar para o lugar onde se encontra.]

    Entregar um país detonado com um monte de coisas para resolver. Se resolver.

    Depois, a imprensa a soldo, os chantagistas da “governabilidade” e a oposição ensandecida (da direita e da extrema-esquerda) vão detonar, falar mal de novo, por diferentes motivos.

    Não sei como se pode abandonar o próprio futuro a essa escumalha, a essa choldra.

    Amanhã há de ser outro dia?

  3. Andre S T

    29 de março de 2017 5:13 pm

    O Celso ou Gilmar ou Morais
    O Celso ou Gilmar ou Morais sempre serao sorteados entre aspas

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