Total de pessoas fora da força de trabalho sobe 16,2%, diz IBGE

PNAD Contínua indica que 76,4 milhões de pessoas não estavam nem ocupadas nem desocupadas no trimestre fechado em janeiro

 ROBERTO PARIZOTTI

Jornal GGN – A população fora do mercado de trabalho cresceu 16,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior: no trimestre fechado em janeiro, as pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas na semana de referência somaram 76,4 milhões de pessoas, queda de 1,1% na comparação com o último trimestre. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com o último trimestre, 720 mil pessoas saíram da força de trabalho potencial, que soma as pessoas em idade de trabalhar que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para estar na força de trabalho. Esse grupo foi estimado em 11,3 milhões de pessoas.

Entre eles estão os desalentados, grupo de pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar. Após uma variação de 2,3% (estabilidade frente ao trimestre anterior), eles foram estimados em 5,9 milhões de pessoas, o maior número desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia no Brasil 4,7 milhões de pessoas desalentadas, houve um acréscimo de 25,6%. São 1,2 milhão de pessoas a mais nessa situação.

O avanço dos trabalhadores informais no mercado de trabalho coincide com a queda dos trabalhadores com carteira assinada no setor privado e os empregadores. Apesar da estabilidade ante o trimestre fechado em outubro, o cenário é de queda ante os números de 2020: são 3,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada a menos no setor privado, enquanto a queda no número de empregadores foi de 548 mil pessoas.

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