Tarifa zero e a retórica dos R$ 8 bilhões, por Mauro Lopes

Atualizado com a resposta da Prefeitura de São Paulo

Enviado por Leo V

Do blog Caminho pra Casa

Tarifa zero, o prefeito Haddad e a farsa dos $ 8 BI

Uma das estratégias mais usadas pela direita para vetar direitos sociais é alardear números tão enormes que as pessoas ficam paralisadas. Milhões! Bilhões! Trilhões! Com este grito, como o pobre cidadão poderá se contrapor. É tanto dinheiro que nem conseguimos mensurar, ter ideia de sua grandeza real e relativa. Foi assim, por exemplo, quando os trabalhadores arrancaram o 13º salário em 1962. O presidente era João Goulart e a direita enlouqueceu dizendo que as empresas iam quebrar uma atrás da outra. A manchete de O Globo na época foi: “Considerado desastroso para o país um 13º mês de salário”. Hoje a gente ri disso, mas na época foi uma pedreira. Com o Bolsa Família não foi diferente, lembram-se?

Pois agora o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad resolveu tomar emprestada a tática da direita para vetar a discussão sobre a Tarifa Zero. Hadadd fez mais que isso: resolveu aliar-se ao governador neofascista Geraldo Alckmin na questão dos aumentos dos transportes, tem sido conivente com a repressão criminosa ao Movimento Passe Livre e às manifestações de rua e, se não bastasse, partiu para ridicularizar um movimento social. Para desqualificar o direito social reivindicado, ele afirmou recentemente numa agressão sem precedentes aos movimentos sociais partida de alguém de esquerda: “Tem tanta coisa que podia vir na frente, podia ser almoço grátis, jantar grátis, ida pra Disney grátis.” – veja aqui a entrevista.

Qual o fantasma que Haddad agita, ao estilo da direita, para tentar bloquear o diálogo sobre o direito à mobilidade urbana? R$ 8 bilhões –veja aqui. O prefeito diz que esse seria o custo para implantar a tarifa zero.  Para bloquear o debate de vez ele lança quase que uma ameaça à cidade: seria necessário colocar todo o dinheiro do IPTU para bancar a “farra” (é mais ou menos isso que ele considera o passe livre, uma farra, uma viagem pra Disney). Quem, em sã consciência, considera que dá pra pegar todo o dinheiro do IPTU e “torrar” na tarifa zero? Essa é a farsa da racionalidade que a direita sempre usou para agitar seus fantasmas.

Mas é isso mesmo. Os tais $ 8 bi são uma farsa.

Vejamos.

Em primeiro lugar, este número de $ 8 bilhões de subsídio, que segundo o prefeito é o custo anual do transporte. Creio que não dá pra começar a conversa assim. Vamos usar números consolidados da Prefeitura, pois senão ficamos sujeitos a números-coelho que saem da cartola a qualquer tempo. O custo total do transporte coletivo municipal de São Paulo, segundo as planilhas da Prefeitura que serviram de base para a tarifa de R$ 3,50 foi de R$ 7,17 bilhões (clique em Tarifa R$ 3,50 no link aqui).

Creio que esta planilha, que consolida os dados do sistema é o que há de mais confiável para abrir um diálogo efetivo, que objetive encontrar soluções e não impasses.

Desse total, as empresas enviam à SPTrans anualmente. R$ 873 milhões –este montante, portanto, sai do custo a ser subsidiado pois já está pago.

O custo cai para R$ 6,3 bilhões

Se observarmos na linha “outras fontes” do sistema, que inclui multas de trânsito, publicidade e outras, veremos que o montante é de R$ 147 milhões. Ora, só em 2014 a Prefeitura arrecadou R$ 899 milhões em multas de trânsito! Não parece razoável que esta arrecadação fique no sistema de transporte? Vamos dizer que 80% dela seja destinada ao sistema. Estas “outras fontes” poderiam subir para algo como R$ 1 bilhão.

O custo cai para R$ 5,3 bilhões

O lucro das empresas de ônibus é da ordem de R$ 645 milhões anuais, segundo a mesma planilha. Não é razoável pensar numa redução desta margem? Em 1/3? Seriam R$ 215 milhões anuais a menos para o bolso dos empresários.

O custo cai para R$ 5,08 bilhões.

Mas há mais. Segundo o professor Paulo Sandroni, presidente da CMTC na gestão de Luiza Erundina e um dos articuladores da proposta de Tarifa Zero à época, “o custo das estruturas necessárias para cobrar as tarifas de ônibus – cobrador, sistema de recarregamento de bilhetes e etc. – corresponde a algo entre 20% e 22% do total, por exemplo, então se você acaba com a cobrança já tem uma redução de custo que não está sendo considerada (pelo prefeito)” –veja reportagem sobre o tema aqui.

Ora, o custo das empresas com funcionários, combustível, renovação da frota, manutenção, despesas administrativas e outras alcança R$ 4,7 bilhões. Com 22% de economia alcançaríamos R$ 1 bilhão.

O custo do sistema cai para R$ 4,05 bilhões.

Vamos considerar as gratuidades da época da planilha (R$ 1,18 bilhão) posto que o recurso já está incorporado ao orçamento municipal.

O custo cai para R$ 2,87bilhões.

 Pronto. Um exercício simples, feito por um leigo. O que eram fantasmagóricos R$ 8 bilhões reduziram-se a R$ 2,87 bilhões. Não é pouco. Mas é evidentemente possível. Aqui não estão consideradas alternativas como implantação de pedágio urbano para carros, aumento do IPTU para os muito ricos da cidade, repasses, outras economias, aumento de contribuição das empresas no sistema do vale transporte…

Há um rico universo de possibilidades. O tema da mobilidade urbana é central em São Paulo e em todas as metrópoles do planeta. Haddad tomou algumas iniciativas, como a implantação das ciclovias e expansão das gratuidades.

A abertura da Paulista às pessoas aos domingos é outra iniciativa bonita de Haddad–mas que fica restrita à classe média se não houver tarifa zero: uma conta simples demonstra que se três amigxs resolverem deslocar-se da Zona Leste para a Paulista num domingo tomando dois ônibus na ida e na volta gastariam, pela tarifa atual, R$ 45,60. Quem pode pagar?

Tarifa zero é uma cidade aberta às pessoas. O oposto da tarifa zero é a cidade fechada às pessoas e aberta às máquinas e aos que têm dinheiro –não é à toa que José Serra e a direita são opositores viscerais da abertura da Paulista e das ciclovias.  

Qual a razão de Hadadd não haver convocado um comitê que deveria estar trabalhando desde 2013 a encontrar soluções para a tarifa zero? Tanta gente boa e conhecedora do assunto: Paulo Sandroni, Lúcio Gregori, Raquel Rolnik, funcionários da Prefeitura, o pessoal do MPL e de outros movimentos sociais. Colocar essa gente toda em volta da mesa teria feito São Paulo encontrar boa luz. É isso que a rua pede. Mas o prefeito não escuta.

Hadadd perde, com sua estratégia midiática de agitar o fantasma dos R$ 8 bi gracejos de direita; assim como a cidade perde. Perdem sobretudo os pobres, que arcam com a conta do transporte. 

—-

Por PMSP

A Prefeitura do Município de São Paulo esclarece:

1) O custo de R$ 8 bilhões da proposta de Tarifa Zero para o transporte na verdade está subestimado. A estimativa não considera na integralidade a extensão da proposta para o Metrô e a CPTM. Mas, na suposição de que o pleito do passe livre fique restrito ao transporte sobre pneus, o argumento apresentado por esse post não calcula os custos da migração de passageiros de um sistema pago (sobre trilhos) para um sistema gratuito (sobre pneus). Sem comentar os demais erros crassos de cálculo cometidos pelo autor como o de desconsiderar o valor já investido em subsídio (passe livre estudantil, idoso, pessoa com deficiência, desempregados e bilhetes temporais), hoje em R$ 2 bilhões, além de descontar da planilha de CUSTOS uma das atuais FONTES de financiamento!!!

2) Em abril de 2013, antes das manifestações de junho, o prefeito de São Paulo deu entrevista a Folha de S.Paulo, defendendo a municipalização da CIDE (contribuição sobre combustíveis) para aumentar o subsídio ao transporte público. Em audiência com a Sra. Presidenta da República, naquele mesmo ano, o MPL entregou carta em que sugere a adoção da medida para viabilizar sua reivindicação. Desde então o prefeito tem trabalhado a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para levar ao Congresso Nacional essa discussão. Em 15 de dezembro de 2015, finalmente, os apelos do prefeito de São Paulo resultaram na instalação da Comissão Especial para tratar da questão.

3) Em recente entrevista ao El Pais, o prefeito, mais uma vez, conclamou os interessados a discutir novas fontes de financiamento para o transporte público junto ao Congresso Nacional, uma vez que o problema é estrutural e nacional, afetando a saúde financeira de todos os municípios, elos mais fracos da federação.

Agradecemos ao jornalista Luis Nassif a abertura do espaço,

Atenciosamente, 

Prefeitura do Município de São Paulo.

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72 comentários

  1. Muito simples, do custo de
    Muito simples, do custo de 4bi podemos economizar 99% e aí além de custo zero para a população, teríamos custo quase zero para O Povo pagar.
    Só dependemos de nós!

    O Povo unido jamais será vencido!

    Kkkk Nassif, pq vc pública estas coisas?
    A solução do cara é dizer, aí nos economizamos e pronto, o custo diminui.

  2. Tarifa zero não comunga com o

    Tarifa zero não comunga com o país em que vivemos.–ainda estamos no capitalismo. Ainda…

    E tbm , não deveria ser um problema municipal,porque se isso fosse alcançado, outros Estados, em efeito cascata, tbm querem

         Assim sendo, como se trata de um país, passa a ser problema federal.

         Então, por que não vão fazer passeata em Brasília ?

  3. Fora que os empresários da

    Fora que os empresários da cidade não vão mais pagar VALE-TRANSPORTE? Isso dá uns 19,87543% de economia que pode ser taxado em 70% de imposto.

    E com a tarifa zero mais gente vai largar o carro e portanto as multas devem cair para R$ 136.423.875,49 e devemos criar uma contribuição provisória social para combate à falta de multas, talvez de 65,439%

    E para combater o desemprego dos cobradores, criaremos um Fundo Municipal de Amparo ao Cobrador cobrando uma taxa de 9,34567% adicional em cada coxinha consumida na cidade. Fica liberada a mortadela.

    Tá vendo? É só ter idéias…

  4. mágico

    .. mas quem paga estes ‘abatimentos’ ? Comprando o quê, no bolso de quem será  ‘acrescido este abatimento’ ?  Mas como ninguem no gov Haddad pensou no Mandrake pra secretaria da fazenda, pô !

  5. Prezado:
    Não entendo, nem

    Prezado:

    Não entendo, nem quero entender, sobre os detalhes do custo do transporte urbano em SP.

    Mesmo assim, da para imaginar que a cifra é gigantesca.

    Seria bem maior ainda se ninguem pagasse mais nada sobre o serviço.

    Reconheço que suas intenções são boas e generosas.

    Estenderia sua pretensão ao não pagamento das compras do supermercado, cinema, livros, roupas,bebidas, baladas e por ai vai.

    O mundo seria melhor.

    Candidate-se, e se me convencer ser capaz de realizar esse sonho, voto em voce e ainda faço campanha.

    Lembro-lhe que ate na ex Albania, a experiencia mais radical de socialismo acontecida entre os humanos, o transporte era pago.

  6. O cara chama de farsa e daí

    O cara chama de farsa e daí passa a desfilar um monte de hipóteses: “se reduzirmos 2/3 o lucro das empresas, o valor vai para X. Se usarmos as multas de trânsito (que hoje devem custear outras despesas absolutamente supérfluas, já que estamos destinando tudo para o custeio da tarifa), o valor vai para Y”.

    Aff.

  7. numa conta de padaria

    1/3 dos habitantes fazendo 1 percurso por dia , +ou- 6 000 000 viagens dia

    365 dias / ano, dai 365 * 6 000 000 = 2 190 000 000 viagens/ ano

    3,80 reais/ viagem 

    3,80*2 190 000 000 = 8 322 000 000 R$/ano 

    Mauro você tem números melhores ? Apresente e melhor seu comentário.

  8. MPL atacando (Haddad) de

    MPL atacando (Haddad) de novo…tenho que reconhecer que fizeram um ótimo serviço em 2013, o resultado é este ótimo congresso que temos hoje…

    ps. o cara nem disfarça que o alvo é Haddad

  9. Acho que antes de pensar numa

    Acho que antes de pensar numa tarifa zero para uma mega metrópole como São Paulo seria bom começar por cidades menores, não? São Paulo é grande demais para servir de laboratório para propostas desse tipo. A quantidade de passageiros iria aumentar muito com tarifa zero? Quanto? Que impacto esse aumento produziria no sistema de transporte? Hoje metrôs e ônibus já andam superlotados em horários de pico, como seria com tarifa zero? Acho que São Paulo, por seu tamanho, deveria ser a última cidade brasileira a ter esse sistema implantado, somente após a implantação com sucesso em cidades menores, depois capitais e por último as grandes metrópolis como Rio e São Paulo.

  10. Quam paga R$ 3,50 ?

    Mas afinal quem é que paga efetivamente o valor de R$ 3,50 de tarifa de ônibus ?

    Estudantes de escolas públicas tem passe livre nos ônibus de SP.

    Estudantes de escolas particulares pagam meia.

    Pessoas de mais de 60 anos tem passe livre.

    Trabalhadores recebem vale-transporte e desconto de uma  porcentagem no salário.

    Desempregados tem 3 meses de passe livre.

    Há ainda outras formas de cartões com descontos que podem ser adquiridos mensalmente.

    “Sobram” portanto adultos desempregados há mais de 3 meses,  ou autônomos, que também não são estudantes e que tem menos de 60 anos. E também pessoas que tem carro mas preferem se locomover de transporte publico diariamente ou eventualmente.

    Desse fração, creio que os mais fragilizados são esses desempregados há mais de 3 meses. Os governos poderiam agir aí e garantir à essas pessoas uma outra forma de passe livre. Tipo uma cota mínima semanal para que fosse garantido à essas pessoas o direito de ir e vir na busca de um novo trabalho ou coisa do tipo.

    Curiosamente eu não vejo ninguém protestando contra o aumento da energia elétrica, da água ou do ICMS.

    Tem alguma coisa errada aí.

     

    • So de inveja!

      Vou repetir tudo que voce falou porque isso mataria de inveja qualquer prefeito ou governador dos Estados Unidos:

      Estudantes de escolas públicas tem passe livre nos ônibus de SP.

      Estudantes de escolas particulares pagam meia.

      Pessoas de mais de 60 anos tem passe livre.

      Trabalhadores recebem vale-transporte e desconto de uma  porcentagem no salário.

      Desempregados tem 3 meses de passe livre.

      Há ainda outras formas de cartões com descontos que podem ser adquiridos mensalmente.

      “Sobram” portanto adultos desempregados há mais de 3 meses,  ou autônomos, que também não são estudantes e que tem menos de 60 anos..E também pessoas que tem carro, mas preferem se locomover de transporte publico diariamente ou eventualmente.

    • Excelente observação ! ! ! 
       

      Excelente observação ! ! ! 

           E mais :

      ‘ Curiosamente eu não vejo ninguém protestando contra o aumento da energia elétrica, da água ou do ICMS.”

        digo eu : e aí não tem meia conta pra estudantes ou conta livre pra idosos.

    • O empregador paga uma parte do sistema

      Apenas em relação a um aspecto levantado pelo senhor, digo o seguinte:

      O empregador paga o custeio referente ao trabalho que não significa de modo algum o valor total do emprego da mão-de-obra.

      Veja bem. O trabalhador exerce sua função laboral num período de oito horas diárias.

      Entretanto, gasta em média – suponhamos – duas horas por dia no deslocamento.

      Este lapso de tempo não é abatido na contagem de horas que permanece na empresa.

      É um tempo “desperdiçado” por conta do trabalhador.

      Logo, nessa matemática básica, para exercer sua profissão – e servir o capital – o trabalhador “labora” 10 horas, recebe por 8. 

      Nos piores casos, como disse sobre os casos de 4 horas de deslocamento, o cidadão labora 12!

      (imagine o tempo livre que sobra para uma cidadã com dois filhos em casa…)

      São as artimanhas do capital.

      P.s: não vou levar em consideração os desgastes amplamente ignorados para não “dificultar” o raciocínio: cansaço, stress, insegurança, desconforto. 

       

    • Na verdade uma boa parte dos

      Na verdade uma boa parte dos custos do sistema é diluída entre todos os usuários. 

      O motivo é a tarifa única ao invés do que seria o mais correto: a tarifa mensurada a partir da “distância transportada”.

      Ou seja, o usuário que vai de um ponto final ao outro paga o mesmo que aquele que sobe num ponto e desce no outro.

      Essa distorção beneficia o cidadão mais carente, a meu ver, supondo que este reside nas franjas na cidade.

    • Não sei qual é especificamente a situação de Sampa.

      No Recife, a matéria  informa que “1,2 milhão pagam a tarifa inteira e 265 mil são estudantes e pagam metade do valor. Outros 255 mil têm acesso gratuito”. Acho que em São Paulo a proporção deve ser parecida, cerca de 70% pagam tarifa plena e 15% meia, os restantes são gratuidades.

      Ao receber o vale transporte o trabalhador tem desconto, portanto ele paga. Trabalhadores de faixas salariais mais alta não têm vantagem em retirar vale transportes, então eles pagam suas passagens.

      As empresas também pagam, as que pagam proporcionalmente mais são as que empregam trabalhadores nas faixas salariais mais baixas, em geral são as pequenas empresas e os empregadores domésticos. Uma grande empresa de consultoria e projetos de engenharia, por exemplo, não paga nada ou quase nada em proporção à folha de pagamento, numa padaria ou lojinha de bairro, a proporção na folha salarial pode chegar a mais de 20%. Uma universidade paga para seus bedéis e barnabés, que também pagam, mas os peagadeuses são isentos e nada é contribuído sobre eles.

      Esta é a situação injusta, o transporte coletivo deveria ser um serviço público, com o qual TODOS que vivem na cidade deveriam dar contribuição, mas que recai nos mais humildes, sejam pessoas físicas ou jurídicas. São recursos da sociedade que vão para uma estrutura arcaica e anacrônica, a das concessões de transporte urbanos no Brasil. Um setor de grande lucratividade, fonte de corrupção da política das municipalidades, altamente eficiente do ponto de vista do capital, mas completamente falid0 do ponto de vista social.

      PS. Se você está incomodado com aumentos de tarifas de água, energia elétrica e ICMS, não fique aí esperando que alguem se mova por você. Vá a luta, como faz a garotada que se move contra o aumento das passagens, não espere que eles lutem com a pauta que você quer.
       

    • é isso aí, marco.
      na minha

      é isso aí, marco.

      na minha opinião, qualquier crítica, qualquer sugestão tem de partir desses dados aí…

      senão ficam usando a tal da tarifa como trunfo político,

      o qual, se não bem ersclarecido, vira infamia…

  11. Farsa?

    A Prefeitura do Município de São Paulo esclarece:

    1) O custo de R$ 8 bilhões da proposta de Tarifa Zero para o transporte na verdade está subestimado. A estimativa não considera na integralidade a extensão da proposta para o Metrô e a CPTM. Mas, na suposição de que o pleito do passe livre fique restrito ao transporte sobre pneus, o argumento apresentado por esse post não calcula os custos da migração de passageiros de um sistema pago (sobre trilhos) para um sistema gratuito (sobre pneus). Sem comentar os demais erros crassos de cálculo cometidos pelo autor como o de desconsiderar o valor já investido em subsídio (passe livre estudantil, idoso, pessoa com deficiência, desempregados e bilhetes temporais), hoje em R$ 2 bilhões, além de descontar da planilha de CUSTOS uma das atuais FONTES de financiamento!!!

    2) Em abril de 2013, antes das manifestações de junho, o prefeito de São Paulo deu entrevista a Folha de S.Paulo, defendendo a municipalização da CIDE (contribuição sobre combustíveis) para aumentar o subsídio ao transporte público. Em audiência com a Sra. Presidenta da República, naquele mesmo ano, o MPL entregou carta em que sugere a adoção da medida para viabilizar sua reivindicação. Desde então o prefeito tem trabalhado a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para levar ao Congresso Nacional essa discussão. Em 15 de dezembro de 2015, finalmente, os apelos do prefeito de São Paulo resultaram na instalação da Comissão Especial para tratar da questão.

    3) Em recente entrevista ao El Pais, o prefeito, mais uma vez, conclamou os interessados a discutir novas fontes de financiamento para o transporte público junto ao Congresso Nacional, uma vez que o problema é estrutural e nacional, afetando a saúde financeira de todos os municípios, elos mais fracos da federação.

    Agradecemos ao jornalista Luis Nassif a abertura do espaço,

    Atenciosamente, 

    Prefeitura do Município de São Paulo.

      • Muito bem respondido,

        Muito bem respondido, secretário.

         Irei ser mais simples: Se a inflação aumenta, tudo aumenta. Inclusive passagem de ônibus–em SP ainda foi abaixo da inflação. 

        Mas agora o sr. não vai gostar : Sabe quem provoca essas manisfestações ? O seu partido.

        A mesma ala que derrubou Joaquim Levy.

    • Resposta da Prefeitura ao meu artigo

      Agradeço o profisional ou os profissionais da Prefeitura pela delicadeza da resposta ao meu artigo. O texto que redigi tem como eixo afirmar que a política do prefeito Haddad é a de evitar o diálogo verdadeiro sobre a proposta da Tarifa Zero utilizando-se de números tão abismantes aos leigos que de fato dão a impressão de que é tudo impossível. Foi mais ou menos o que disseram quando se pretendeu implantar o décimo terceiro salário e o Bolsa Familia. Eram números tão espetaculares que parecia impossível. O que os movimentos sociais pedem é conversa pra valer sobre o projeto. Dois pontos breves sobre a resposta enviada pela Prefeitura:

      1. De fato, não considerei os R$ 2 bilhões de subsídios atuais. Como o artigo deixa claro, foram usados os números públicos da planilha que justificou a elevação da tarifa para R$ 3,50. Na época, o subsídio era de R$ 1,18 bilhão e isto está considerado no artigo. Também não considerei os custos de migração do sistema municipal para o estadual de transporte. Mas o prefeito tampouco considerou isso quando declarou que o custo seria de R$ 8 bilhoes. A par disso, o artigo não é um estudo técnico. Isso a Prefeitura é que deveria fazer.

      2.  O “lugar político” ocupado pela nota é o mesmo do prefeito: desconsidera o diálogo com o MPL e os movimentos sociais e remete a conversa para o Congresso Nacional. O desejo de conversa está às portas da Prefeitura. Não seria razoável a um governo de esquerda compor um comitê liderado politicamente pelo prefeito e composto pelo MPL e outros movimentos sociais, estudiosos da mobilidade urbana, membros do PT que participaram da administração da cidade e têm enorme conhecimento sobre o assunto, como Paulo Sandroni e Lúcio Gregori e técnicos da Prefeitura? Não seria isso mais razoável do que a postura atual? Ouvir a cidade?

      Obrigado e espero de verdade que o prefeito reveja sua postura imperial e a tentativa de desmoralizar os movimentos sociais com piadas de mau gosto.

      Um abraço, Mauro Lopes

  12. Tem uma solução simples

    Contrate-se a auditoria externa pública das contas das empresas de transporte que o prefeito prometeu nos dias quentes de junho de 2013 e, depois de constatar o que todos já sabem, que essas contas são um amontoado de fraudes, remunicipalize-se o transporte e exproprie-se a frota sem indenização, por conta das fraudes passadas.

    E ponha-se a máfia na cadeia. 

    Mas esta solução, simples, barata e definitiva, é vedada ao prefeito, enfiado até o pescoço na lama da máfia dos transportes, a ponto de ter nomeado um conhecido mafioso para a secretaria dos transportes. Podia ter feito em 2013, no início do mandato. Agora, não pode mais, já se comprometeu demais.

  13. Mas o Haddad é da direita

    Qual discurso e reação esperavam dele ???  De um socialista ???

    Haddad criou os PPP durante sua temporada no Ministério do Planejamento, precisa dizer mais ?

    Ontem mesmo lançou um projeto onde vai pagar R$ 220/mes para que catadores de lixo recolham os recicláveis na porta dos bacanas. Isso não é o sonho da direita ??? Melhor que isso só se os caras fossem escravos.

    Voltando ao Passe Livre, se o prefeito, ao invés de interditar o debate tivesse a vontade política de um socialista para inverter a lógica capitalista do transporte público, tornando-o um direito do usuário e um dever para os donos do capital, que dificilmente usam esse transporte, tudo poderia ser equacionado.

    Há diversas formas de subsidiar o transporte público tomando dinheiro de quem tem, e não de quem precisa dele.

    No IPTU, por exemplo, assim como já se cobra a coleta de lixo, poderia se cobrar o custo do transporte. Assim, o bacana que mora nos jardins e nunca usa o transporte público, teria que ajudaria a pagá-lo.

    Outro ponto é que o trasnporte de trabalhadores já está, pela legislação trabalhista, integrado ao custo da mão-de-obra, sendo obrigação empregador arcar com esses custos, o que, óbvio, ele transfere para os preços de seus produtos e serviços.  Com uma tarifa zerada, portanto livre dos custos citados no texto para manter-se um sistema de cobrança, o empregador poderia recolher esse valor diretamente ao Fundo do Transporte Público, que é a idéia inicial do MPL.

    Porque democrática ?  Porque assim sendo, o empregador poderia contratar o seu José ou a dona Maria sem se importar se ele mora a léguas da sua empresa, lá na periferia, e irá lhe custar duas passagens por dia. A conta seria, para cada funcionário, um valor mensal de transporte a ser recolhido, independente do trajeto que este fará.

    Há dezenas de outras fórmulas de se criar este proposto Fundo de Transporte Público. Falta é vontade política e, principalmente coragem para enfrentar os cartéis. 

  14. Daria para fazer um teste de

    Daria para fazer um teste de tarifa zero primeiro em cidades de alto orçamento per capita, antes de aplicar essa idéia em São Paulo. 

  15. As verdadeiras questões

    As verdadeiras questões, que não estão sendo postas, são as seguintes:

    1) Um grupo de pessoas (estudantes?) se arroga o direito de resolver um problema de uma parcela da população, às custas de outra(s) parcela(s), ou às custas da Administração Municipal.

    2) Esse grupo não pertence à parcela da população que ele alega defender ou pretender privilegiar.

    3) Esse grupo é, portanto, um out-sider, um intermediário, pretendendo resolver o problema de A às custas de B.

    4) Quem, no sistema político vigente, nomeou esse grupo de “salvadores”? Não foram os pretensos futuros beneficiários, é claro. Esse grupo, portanto, não tem legitimidade, a não ser no mundo da Fantasia (ou do Caos).

    5) Esse grupo quer, na verdade, Poder. Ou finge querer isto, a mando de quem tem verdadeiramente o Poder (e não é o PT, evidentemente, e muito menos os outros partidos, verdadeiras satrapias, com raras exceções).

    Conclusão: Haddad está certo, não levando a sério utopias irresponsáveis. Não se vêem, ao contrário do que diz o articulista, movimentos “passe livre” em nenhuma outra capital do mundo. Isto é ensaio para ver se cola. E se colar, os donos do mundo tirarão o devido proveito (lembram da Primavera Árabe, que tentaram implantar por aqui?). Como vão tirar proveito da experiência cubana (e adoro os cubanos).

    Observação: apoio total à Esquerda (isto é, ao movimento que acredita, na essência, que os seres humanos são iguais em potencial, não existindo Jedais ou Seres Superiores). Desconfiança total do “esquerdistas” engessados, ou aparelhados (pela Direita), que raciocinam em bloco (apud Pasquim, creio). Apoio Dilma, Lula, Bolsa Família, Desaridificação com águas do São Francisco, Belo Monte, Papa Francisco, José Mojica, Jung, Adler, Spinosa, Kotcho, etc. E sou contra MST (que ajuda as multinacionais tecnológicas), contra invasões, contra o ensaio de manipulação (a mando dos mesmos poderosos) com a “normalização” dos desvios sexuais, contra os falsos gênios Niemayer, Freud e Manoel de Barros, e contra os “salvadores da Pátria” tipo Sassá Mutema e Sérgio Moro.

     

  16. A miopia dessa “esquerda”

    A miopia dessa “esquerda” (que de esquerda não tem nada) é algo a ser colocado no livro dos recordes. Simplesmente estão atirando no principal quadro que a esquerda produziu nos últimos anos. Esse pessoal não tá nem aí para política, o negócio deles é um purismo quase que infantil para bancarem os seus egos e os seus estilos. São uma piada a serviço da direita. 

     

  17. Como seria o uso da tarifa zero na cidade de SP. Libera geral ?

    Fico imaginando como seria o uso da tarifa zero na cidade de SP.

    Pode ser ignorância da minha parte, mas imagino um bando de gente andando o dia todo, para cima e para baixo, sem fazer nada, sem produzir nada, sem criar nada, apenas pelo simples prazer de andar, de não querer ficar em casa.

    Tarifa zero numa cidade grande como SP é complicado.

    Aqui no RJ, na cidade de Maricá, o prefeito da cidade  Quaquá, do PT, implantou a tarifa zero.

    Não dá para comparar a cidade de Marica com  SP.

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marica-a-cidade-do-passe-livre-4100.html

    Maricá, a cidade do passe livre

    O município de Maricá, no Rio de Janeiro, enfrenta empresários de transportes e implanta ônibus com tarifa zero

    Prefeitura de Maricá espalhou placas para avisar sobre o trajeto do ônibus gratuito

    De Maricá (RJ)

    A catraca, símbolo maior da cobrança de tarifa no transporte público brasileiro, continua lá para registrar o número de passageiros. Mas a cadeira do cobrador agora está vazia. Ninguém precisa pagar mais. É assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos. Há pouco mais de um mês, a prefeitura local fundou a Empresa Pública de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos. O objetivo, o prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) admite, é “quebrar o monopólio” das empresas que detêm o serviço há pelo menos 25 anos na cidade.

    Primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer ônibus gratuito, Maricá é palco de uma verdadeira queda de braço entre o poder público e os empresários de transporte. Isso porque a implantação da tarifa zero se deu ao mesmo tempo em que as duas empresas privadas de transportes da cidade continuam tendo concessão para operar com cobrança de passagem. Por isso, desde o fim do ano passado, os usuários têm à disposição tanto os ônibus que cobram tarifa, com valor mínimo de 2,70 reais, quanto os gratuitos, da Prefeitura de Maricá, sendo que ambos fazem trajetos semelhantes.

    “Nós estamos quebrando um monopólio de uma família sobre um setor econômico da cidade”, afirma o prefeito ao citar a maior empresa da região, a Viação Nossa Senhora do Amparo, que há mais de 40 anos controla tanto o transporte municipal quanto o intermunicipal. A outra empresa é a Costa Leste que, apesar de menor, já possui concessão há 25 anos. Quaquá não esconde que a sua briga é mesmo com a Viação Amparo. “Eles eram os donos da cidade. Quando eu saí de uma favela de Niterói com nove anos de idade e vim morar aqui, eles eram os coronéis. Mandavam, desmandavam, matavam, só não faziam viver”, acusa o petista. “Eles financiaram meus adversários. Então, a primeira vez que um prefeito rompeu com o monopólio deles foi quando ganhei a eleição. (…) Já era para eles”, diz sem hesitar.

    No cargo desde 2008, Quaquá é um dos fundadores do PT na cidade e o atual presidente estadual do partido no Rio de Janeiro. Conhecido por ser de uma corrente mais à esquerda, Quaquá fez parte da sua campanha eleitoral focando na disputa com os empresários do transporte. “Maricá é bonita demais para ser controlada por uma empresa de ônibus”, dizia o slogan político. “Essa Constituição estabelece que transporte é serviço público que pode, pode [repete] ser concedido.  A lógica de Maricá é a seguinte: o serviço será público e gratuito”, garante.

    Após conquistar a reeleição, Quaquá colocou a proposta em prática. Impossibilitado de romper os contratos de concessão com as duas empresas de transporte da cidade, já que ambos foram renovados em 2005, com duração até 2020, o prefeito começou os estudos para criar uma empresa com tarifa popular. O objetivo era iniciar a operação com passagem em torno de dois reais para, progressivamente, reduzir até a tarifa zero. Mas a ideia esbarrou em entraves jurídicos. A solução foi fundar uma autarquia municipal e implantar a tarifa zero desde o início.

    De onde vem o dinheiro?

     

    Depois da criação da autarquia, a prefeitura investiu aproximadamente 5 milhões de reais, comprou dez ônibus e contratou 29 motoristas por meio de concurso público, em caráter temporário, por 12 meses. No total, a EPT já tem 90 funcionários, que trabalham exclusivamente para o funcionamento das quatro linhas de ônibus. Os veículos atendem do bairro Recanto à Ponta Negra, nas extremidades do município, 24 horas por dia e nos finais de semana. Todos os veículos comprados pela cidade têm ar condicionado e elevador para deficientes físicos nas portas.

    [video:https://youtu.be/EVb93iSs5GQ%5D

    “Nós vamos comprar mais 20 ônibus, provavelmente ônibus elétricos, sem emissão de carbono, que funcione a energia solar”, explica Quaquá. Os recursos para manter todo esse sistema são provenientes da verba que o município tem direito em função dos royalties do petróleo. No ano passado, por exemplo, Maricá recebeu repasses que totalizaram 220 milhões de reais, segundo o Portal da Transparência da cidade. 

    Em um mês de funcionamento, com os dez ônibus, a operação custou aproximadamente 700 mil reais, mas a ideia é que o gasto suba para 1,5 milhão de reais por mês, quando a empresa tiver capacidade de concorrer com as empresas privadas. Isso porque o objetivo é que Maricá tenha autonomia para garantir o transporte dos moradores independentemente de concessão.

    O plano de Quaquá provocou uma reação imediata dos empresários. Menos de dez dias depois de os ônibus começarem a circular pelas ruas de Maricá, as empresas deram entrada em uma liminar na 5ª Vara Civil da Comarca de São Gonçalo para impedir o funcionamento da Empresa Pública de Transportes (EPT). O pedido não foi aceito pela Justiça.

    Os empresários reclamam pois a prefeitura não paga o subsídio previsto em contrato desde que Quaquá assumiu o cargo, há sete anos. Pelo documento, as empresas Costa Leste e Viação Amparo devem receber da Prefeitura de Maricá o valor da passagem de cada usuário com direito à gratuidade (estimado em 120 mil pela Costa Leste), como idosos e estudantes de escola pública. “Não pago nada”, diz o petista. “Esses dias eu vi que eles estão cobrando na Justiça 13 milhões de reais. Você imagina: com esse dinheiro eu garanto dois anos de empresa gratuita para todos. Eles estão acostumados com poder público que não controla, não fiscaliza. Agora nós temos a planilha e estamos abrindo a planilha”, enfatiza.

    • Essa é a opinião que você faz do povo?

      “Fico imaginando como seria o uso da tarifa zero na cidade de SP.

      Pode ser ignorância da minha parte, mas imagino um bando de gente andando o dia todo, para cima e para baixo, sem fazer nada, sem produzir nada, sem criar nada, apenas pelo simples prazer de andar, de não querer ficar em casa”.

      Seriam todos malandros e vagabundos sem ocupação ou ter o que fazer, sem imaginação também, pois não haveria para eles nada melhor do que andar de ônibus. Você deve achar a melhor coisa do mundo o “prazer de andar”, para considerar que com catracas liberadas, todos passariam seus dias dentro de ônibus. Como diria Mário Lago, das duas, uma: ou eu não sei andar de ônibus, ou você não sabe o que é uma trepada.

      Não se trata de ignorância da sua parte, mas de estupidez mesmo.

      • Almeida, olha só.
        Você

        Almeida, olha só.

        Você  observou a indagação que fiz no título do post ” Libera geral ? “

        Você observou que disse que ignoro como seria a tarifa zero numa cidade como SP.

        Tens problemas de cognição ?

        O que fiz foi uma conjectura de como seria a tarifa zero numa cidade com 11,3 milhões de habitantes. É claro que existem várias possibilidades, uma delas é um bando de pessoas andando para cima e para baixo sem fazer nada. Ou você realmente acha que isso não vai acontecer ?

        É claro que a tarifa zero é ideal, mas com contra partida. Tem que produzir algo para cidade, bens ou serviço.

        Por exemplo, tarifa zero para as pessoas que trabalhem na cidade, como: empregadas domesticas,pedreiros, estudantes(os que não tem direito), a galera que trabalha em serviço burocráticos, enfim, tem que ter alguma ligação com a cidade

        Repare, estamos falando de um contingente de 11,3 milhões de pessoas, é 1/3 da população da Argentina. É quase o dobro da população do Paraguay com 6,8 milhões de pessoas. É mais que três vezes a população do Uruguai com 3,5 milhões de pessoas. É mais que uma Bolívia com 10,8 milhões de pessoas.

        Já imaginou se essa galera resolve ir ao mesmo tempo fazer um passeio no Parque do Ibirapuera. Já que a passagem é “digratis”

        Assistir ao jogo do ” Curinthá X Parmeira” no ” Pacambu”.

        Outra, sou 100% povo, preto, pobre e duro, portanto, de povo eu entendo. Acredite, esse povo vai fazer a maior zona na cidade, eh,eh,eh

        No sua réplica diz ” Não se trata de ignorância da sua parte, mas de estupidez mesmo.”

        Estúpido é a … ah ! deixa prá lá

        • “… de povo eu entendo”.

          Sei. Com ou sem tarifa zero, existe gente desocupada andando para cima e para baixo na cidade. Por exemplo, aquele bando de filhinhos de papai, vagabundos e desocupados que encheram o saco do Chico Buarque, andam para cima e para baixo, fazem isso com os carrões que ganharam dos pais, dispensam a tarifa zero.

          Sua preocupação é com a rapaziada fazendo “um passeio no Parque do Ibirapuera”. Pode não? Engraçado, os coxinhas que frequentam o pedaço têm a mesma opinião, eles acham que pobre também não pode ir dar rolezinho em shopping, frequentar praia da zona sul. A “raça” dos pobres não pode se misturar, é isto o que você também pensa dos pobres?

          Pobre tem de saber o seu lugar e não sair da periferia, vir a cidade só para trabalhar como pedreiros e domésticas e depois sumir para o lugar mais longe possível, é isto? Pobre tem mais é que ir pro piscinão de Ramos ou tomar banho em caixa d’água lá na baixada nos finais de semana, sem essa de querer ir pra Ipanema. Você pode ser povo, pode ser preto, pode ser pobre, mas pensa como elite branca e rica, é pior que à classe mérdia mais reacionária, que tem um pouco mais motivos para se acharem “diferenciados”.

           

           

          •  “A “raça” dos pobres não

             “A “raça” dos pobres não pode se misturar, é isto o que você também pensa dos pobres? “

            Caraca maluco !!

            Você andou faltando as aulas de interpretação de texto.

            Você está afirmando coisas que não disse.

            O que disse, é que uma cidade com mais de 11 milhões de pessoas com transporte 100% gratuito não existe. Alguém vai ter que pagar a conta. É muita gente zanzando para cima e para baixo

            Não tem nada haver com pobre.

            Em relação você me qualificar como preto da elite, como hoje estou de bem com a vida, não vou lhe responder.

            Me aguarde na próxima oportunidade.

             

  18. A primeira coisa a fazer é

    A primeira coisa a fazer é desiludir do slogan “tarifa zero” e pensar em algo como “tarifa minorada”.

    E também seria razoável reduzir o grau de “antipatia” frente aos empresário que mais obstrui que soluciona.

    Enfim, à prática:

    Cada ônibus coletivo opera com dois empregados.

    Um desses a menos (os cobradores, obviamente) reduz de modo muito aproximado o custo da mão-de-obra pela metade.

    Para eles deveria ser elaborado um plano de reposicionamento no mercado de duração razoável.

    Este é só um ponto.

    Pensem um pouquinho e vão perceber outros, como o que o se gasta com diesel.

  19. O MPL deveria sugerir também os “onibus do google”…

    O MPL deveria sugerir também os “onibus do google”…

    … para São Paulo. Como a proposta deles já elimina os cobradores, eliminariam também os motoristas.

    Este ano tem eleições para prefeito. O que impede um desses mágicos de se candidatar, se a coisa é tão simples?

    • O primeiro impedimento é a

      O primeiro impedimento é a oligarquia partidária. Até em um partido de suposto combate à oligarquia tivemos o fenômeno Genro-pai e Genro-filha nas estruturas de comando, e ainda temos um Genoíno caído, enquanto o irmão do problema da cueca segue no comando.

      O segundo impedimento é que uma prefeitura supõe organizar o ônibus, a escola, o asfalto, a poda de árvore, a cultura regional, etc. O movimento aí está preocupado com o ônibus, e têm gente suficiente para pensar no ônibus somente. E estão certos em focar naquilo que conseguem resolver. Não é eliminando a turma do ônibus que o problema da poda de árvore e da escola vai se resolver. Então vamos deixar existir quem está conseguindo falar e vencer a cortina de ferro da imprensa brasileira, em vez de jogar bosta na Geni.

    • Essa é boa tbm.
        Pra

      Essa é boa tbm.

        Pra garantir emprego desnecessário–cobrador ou dorme ou está conversando com o motorista.

         Ele não precisa fazer ABSOLUTAMENTE nada.

         Ah , e os 7 por cento que pagam em dinheiro—UM em cada 5 viagens.

             O motorista cobra.

            Cresce o desemprego? Então vão reclamar com indústrias de tecido e montadoras de veículos:

                  Uma máquina substituiu ( pretérito perfeito ) uns 100 funcionários.

                Em compensação, quando pego o buzão, não há UMA pessoa que não esteja com fone de ouvido ligada no celular.

                     Novos tempos. Novos empregos.

                      Se especialize.

  20. o prefeito haddad precisa de

    o prefeito haddad precisa de apoio de todos para viabilizar

    suas propostas pela tarifa zero, já concebida nos tempos da marta,

    como frisou o articulista..

    mas, criminalizá-lo por supostas ironias, é equivocado, 

    pois ao invés de abrir o diálogo, pode prejudicá-lo;;;

    e já li que há setores importantes do governo

    e da comunidade discutindo amplas possibilidade de se resolver a questão…

    essse post, oferecendo as duas visões do problema, é um exemplo.

    parabéns….

     

    • Você acha isso do povo brasileiro?

      Que com catracas liberadas, ele vai se entregar a vadiagem e promoverr festival de assaltos?

      Não! Não confunda o caráter do povo com o seu.

      • A foto é brasileira

        A foto é brasileira.

        Vai ter gente que nunca viajou de ônibus que agora vai aproveitar, mas não para ir ao trabalho, e sim para fazer bagunça. É muito provável que isso aconteça. Pode haver descontos, vales, carteiras de gratuidade a determinadas categorias, mas nunca catraca livre. Grupos de moleques indo e voltando de graça para fazer arrastão em Copacabana.

        Não aproveite Almeida para destilar rancor acima meu, apenas porque não nasci no Brasil. Moro há 30 anos, sou casado com brasileira e, ainda, dou emprego a gente na minha empresa. Pago impostos e luto muito para que o Brasil seja cada vez melhor. Guarde o seu “patriotismo” para lutar por melhorar o Brasil. Não é dessa forma que a gente discute aqui no blog.

         

        • Uau
          Para quem sempre está disposto a defender as causas da “esquerda” – na verdade, do partido no poder no plano Federal -, surpreende um comentário mais apropriado para sair da boca de um Donald Trump, por exemplo.

          Na Europa a maioria dos usuários de transporte público usam algum tipo de bilhete único mensal, o que na prática permite que eles usem o transporte à vontade. Mesmo assim não se vê cenas como a da foto acima, que têm a ver com a oferta de transporte inadequada à demanda mais do que qualquer outra coisa.

          • Acho muito ruim

            Acho muito ruim desviar as conversas sobre determinados temas para apenas a desqualificação do eventual oponente.

  21. Vou ser sensacionalista.”MPL dá 400 milhões para empresários”

    8 bilhões.

    Vamos subestimar que apenas 1/3 dos usuários utilizam o transporte público para se locomover para o trabalho.

    Passagem 3,5 x ida e volta 2 x 21 dias mês = R$ 147,00

    Vamos subestimar novamente que apenas 20% dos trabalhadores peguem duas conduções, R$147,00 + 20% = R$176,40.

    A média salarial brasileira está em R$ 2.000,00 aproximadamente, agora ao contrário vamos superestimar o salário dos usuários com todos ganhando na média. Parte do trabalhador no vale transporte 6%, logo, 6% de 2 mil R$ 120,00.

    Logo, as empresas pagam R$ 27,00 por trabalhador, ou seja, subestimamos que a empresas paguem apenas 15% do custo do transporte.

    Em resumo, 1/3 de 8 bilhões é 2,67 bilhões, calculando 15%. A proposta do MPL da no mínimo R$400.000.000,00 de presente para os empresários.

    Um verdadeiro Robin Hood a avessa. 

    • Não necessariamente

      A contribuição dos empresários pode continuar a subsidiar a tarifa zero. Qual é a polêmica?

      Mas no fundo no fundo quem subsidia toda turma, estudantes, trabalhadores, idosos, etc são os desempregados, trabalhadores do sub-emprego, quem não tem carteira assinada, enfim os realmente pobres que não estão incluídos em nenhuma categoria com benefício e que só tem o transporte público como alternativa, pois normalmente moram “bem longe”…

  22. Apesar de ter sido eleitor do

    Apesar de ter sido eleitor do Haddad, nessa aí estou com o MPL.

    No meio do ano passado o PT não teve vergonha de usar essa mesma retórica mentirosa da direita (dos “Milhões! Bilhões! Trilhões!”) contra os servidores do Judiciário. Inventaram uma mentira de 78%, mentiram que custava 25 bilhões! depois 35 bilhões!, e assim seguiram sem explicar que era dividido por 120.000 pessoas, depois de 10 anos de arrocho.

    O tal exame de consciência que o PT vive dizendo que vai fazer deveria começar pela retórica, porque estão interditando o debate democrático com falácias, e adernando para a direita feito o finado-vivente MDB. Democracia de mentira, sem debate, é bom para a direita. A esquerda depende de uma boa assembléia democrática para existir.

  23. EM TERMOS

    Ao dar o exemplo dos três amigos que vão gastar R$45,60 se quiserem ir passar uma tarde de domingo juntos na Av Paulista , o autor do texto se utiliza do mesmo expediente de super estimação dos fatos utilizado nos argumetos da prefeitura.

    Se precisarem tomar dois ônibus para ir e dois para voltar , não terão que pagar duas tarifas na ida e duas na volta. O bilhete único permite que você pegue mais de um ônibus dentro do período de uma hora , pagando apenas uma tarifa. Portanto , nossos três amigos hipotéticos pagariam apenas uma tarifa na ida e outra na volta. E ainda não se considera que são estudantes , o que é bem provável que sejam. E aí pagarão apenas meia tarifa.

    Então , esses 3 amigos gastarão um total de R$7,60 cada um para ir e voltar da Paulista num domingo à tarde. E se forem estudantes ,R$3,80 cada um. Bem menos assustador do que os R$45,60 jogados a esmo no texto .

    Talvez uma boa idéia seria fornecer transporte gratuito aos finais de semana.

    Ainda que não seja possível fornecer transporte gratuito à população , uma coisa é certa : não precisava ser tão caro e ao mesmo tempo tão precário  !

  24. Mais me assustou a truculência da resposta de Haddad…

    Do que o simples valor ou discussão acerca da possibilidade ou não da gratuidade tarifária. Será que o Prefeito, em um gesto de esperteza, jogou a favor da opinião midiática e, consequentemente, daqueles que a seguem incontestavelmente?

    Sabedor de seu ninho garantido na “esquerda”, não me assustaria que esse discurso radical – não condizente em nada com sua postura como gestor – tenha sido direcionada a uma tática eleitoral.

    Eu acho lamentável essa postura, sob qualquer perspectiva. Esperava uma discussão mais madura do tema, não somente com a indicação de que se trata de um problema de financiamento do serviço, pura e simplesmente.

    A gratuidade já é uma parcial realidade do sistema. Talvez seja um caso de quem pode mais – ou quem “atrapalha” mais o trânsito -, pagar mais. Em países desenvolvidos é relativamente comum quem não possui condições de arcar com a tarifa simplesmente não pagar para acessar o metrô ou ônibus.  

    Há também inúmeros meios de financiar o sistema. Desde propagandas nos ônibus à arrecadação de multas e pedágios urbanos nas maiores concentrações de tráfego. O prefeito Haddad já mostrou que é criativo, porém, intolerante ao diálogo foi a primeira vez.

    Dê-se o desconto pelo stress da situação ou pela possível tática eleitoral, mas esperava mais do Prefeito. Ele é um dos poucos gestores que ainda inspiram muita confiança e expectativas de adoção de políticas progressistas.  

    • Um parágrafo desqualifica o comentário inteiro

      Em países desenvolvidos é relativamente comum quem não possui condições de arcar com a tarifa simplesmente não pagar para acessar o metrô ou ônibus.

      Com multas, pesadas e cada vez mais pesadas em caso de reincidência. Visitei todas essas cidades aí e só não fui fiscalizado em Viena e em Roma. Em Amsterdaam só andei a pé.

      Viena, Áustria: 100 euros

      Paris, França: de 33 a 375 euros, dependendo da infração e da data de pagamento

      Cracóvia, Polônia: 240 reais mais o preço do bilhete (1 zlot = 1 real)

      Budapeste, Hungria: 230 reais (16000 forints), metade se pago direto ao fiscal

      Roma, Itália: 50 euros, mais o valor do bilhete

      Amsterdaam, Holanda: 35 a 37,50 euros

      Suíça (trens nacionais): 70 a 160 francos suíços (1 franco suíço = 1 dólar)

      Ou seja, inclusive nos países ditos “desenvolvidos”, lamento informar: não tem almoço grátis.

      • Descontextualizando para descontruir…

        Caro colega, veja que o próprio parágrafo que você pinçou para “desqualificar” meu comentário contém a expressão RELATIVAMENTE. Não falei em termos absolutos e, tão pouco, disse que é algo certo e categórico, sem qualquer contrapartida. Apenas a título de exemplo, em algumas das citadas cidades há gratuidade para certos grupos e boa tolerância quanto a quem usa o sistema sem pagar, conforme você citou. Basta pesquisar e você, que aparenta ter estado presencialmente nessas cidades e países, deve saber bem disso.

        Além disso, há cidades nos EUA, Canadá e na Austrália, entre outros países, que oferecem extensos trechos de transporte gratuito a qualquer um. Basta pesquisar até mesmo no Google. Não precisa verificar in loco, nem querer ser o ás da inteligência para sumariamente desqualificar comentários sobre o tema.

        Observe, ainda, que estabeleci várias ressalvas no comentário. Não sou a favor da gratuidade pura e simples, mas de métodos de financiamentos que permitam o sistema ser o mais justo possível e, obviamente, financiado majoritariamente por quem mais prejudica a mobilidade urbana, sem prejuízo da adoção de formas mais criativas e equitativas de financiamento pelo poder público.

        O cerne do meu comentário foi a postura de Haddad diante do confrontamento. Esperava algo melhor dele do que simples ironias aos movimentos sociais. Imagine ser recebido por um gestor com o argumento inicial de que “não há almoço grátis, quem sabe um passeio gratuito na Disney antes?” Bem ponderado, assim como teu comentário desqualificando o meu por um simples trecho. Enfim, espero que me tenha feito claro. 

        • A lista está na Wikipedia.

          A lista está na Wikipedia.

          Das cidades listadas, a grande maioria fica na Europa, mas inclusive há cidades brasileiras que implementaram a proposta. Porém, uma coisa me salta aos olhos: exceto por Talinn (425.000 habitantes), Ploiesti (205.000 habitantes, onde o benefício só é concedido a quem ganhar menos de €670 por mês), Vero Beach (Flórida) – 140.000 habitantes), Boulogne-Bettancourt (110.000 habitantes) e Aubagne (100.000 usuários), todas as cidades que implementaram o sistema têm menos de 100.000 habitantes – na realidade, a maioria das cidades que implementou o sistema tem 60.000 habitantes ou menos. Tudo a haver com São Paulo, onde moram 11,3 milhões de pessoas, né? Percbe por que seu comentário é desqualificável? Do jeito que você colocou, existe UM lugar no mundo inteiro que faz as coisas como você falou.

          Por outro lado, não é pro prefeito ironizar esse pessoal, mesmo, principalmente quando a maior parte do MPL cobra o prefeito e não o governador, não só pelo aumento da tarifa mas também pela absoluta falta de expansão do metrô e dos trens? O prefeito se dispôs a dialogar, e o governador se comporta como se não fosse com ele; quem é que é intransigente? O aumento é feito pela prefeitura e pelo governo do estado, mas marotamente o El País (que divulgou o impacto do aumento na popularidade do prefeito) não disse se isso afetou a popularidade do governador. Por que o Haddad tem que pagar o pato sozinho (epa!) e ainda manter a esportiva, 100% do tempo?

          Quanto aos valores efetivos, não vou nem entrar na questão das gratuidades, nem na dos descontos, nem do bilhete semanal e mensal (que também existe em outros lugares do mundo) nem do VT, onde o empregado paga somente 6% do valor que teria que desembolsar todo mês para se deslocar de sua casa até o trabalho. Outros já o fizeram por mim.

          No mais: um ou dois gramas de observações não valem uma tonelada de teoria?

          • Esse eh o Leo, Zarastro.  A

            Esse eh o Leo, Zarastro.  A carona eh inconfundivel:

            “O cerne do meu comentário foi a postura de Haddad diante do confrontamento. Esperava algo melhor dele do que simples ironias aos movimentos sociais”

          • Continua a pinçar partes pelo todo…

            Como eu frisei no comentário anterior, você continuou a pinçar partes do comentário pelo todo.

            Novamente, insisto, NÃO mencionei que deveria ser implantado, de cabo e sem qualquer alternativa, um sistema gratuito, que, como você reconhece, existe em muitas cidades no mundo e, como também está claro, existe de forma parcial tanto em SP como em outras metrópoles.

            Não debato desqualificando comentários, ao contrário dessa postura comum aqui no blog. Entendo seus argumentos e vejo também como difícil a implementação de um sistema de gratuidade ainda mais amplo do que o existente em SP, dada a magnitude que atingiria, porém, não é um tema impossível de ser debatido ou, pelo menos, discutido em alto nível, por existir perspectivas de financiamento – inclusive uma delas seria a proposta pelo Prefeito.

            NÃO comentei nem comparei o Haddad a Alckmin. Seria desnecessário fazer isso, dada a enorme disparidade de qualificação entre ambos como gestores públicos. O post trata de Haddad e nele me ative. Esse fraco argumento de sempre buscar a “omissão comparativa” é um expediente que inclusive foi objeto de um post do Nassif. Novamente utilizou-o para insistir na desqualificação do comentário. 

            Quem disse que não concordo que o Governador tem imensa responsabilidade no tema? Que não há direcionamento da mídia em desfavor do Haddad? Isso sequer foi objeto de comentário e também não faz parte do post. Veja a que ponto é preciso se alongar para querer simplesmente desqualificar um comentário ou alguém. 

            Evidentemente, uma ou duas gramas de observações podem dar ensejo a uma tonelada de teoria, como deu para você, neste caso, enxertar vários assuntos alheios aos meus comentários, que limitou-se à postura de Haddad quanto à discussão do tema. Para mim, nivelou-se tão por baixo quanto Alckmin, se é para simplificar, embora até isso vá dar mais uma tonelada de observações e fuga do tema (rs).

            Se fui rigoroso ou injusto na crítica ao Haddad, não sei se seria o caso, basta ver que muitos outros comentários seguem a linha de que o Prefeito exagerou na resposta. Difícil é debater o que eu não comentei ou tudo que possa estar sub, hiper, ultra ou mega implícito em qualquer comentário. 

  25. O que eu gostei mesmo foi uma

    O que eu gostei mesmo foi uma iniciativa da prefeitura:

       Com cartazes em todos os transportes diz :

              ”Assédio sexual dá até 10 anos de cadeia ”—ou mais ou menos isso.

                 Pena que durou pouco.–mais ou menos um mês.

                  Deveria ser FIXO pra todo o sempre.

  26. Artigo sem noção

    Este é um dos artigos mais sem noção que já li sobre transportes públicos.

    Vou me explicar: Se o Governo subsidiar o transporte público na verdade ele doa dinheiro para os empresários e patrões. Por que quem deveria pagar o transporte do funcionário, deveria ser o patrão dele, pagando um salário digno e suficiente para todos os gastos do funcionário, incluindo transporte. O subsidio ao transporte acaba viciando os patrões a pagarem salários de fome, pois o Governo banca uma parte dos gastos do funcionário.

    Sem contar que num país onde se está tirando dinheiro até do bolsa família para o Governo fechar as contas, falar em subsídios é no mínimo uma afronta. Haddad está certo, não existe nada grátis, se algo é subsidiado, um imposto novo deverá ser criado, para cobrir o subsídio, e este país já tem uma carga tributária das mais altas do mundo, para criar mais impostos.

    Ao invés de subsidiar o transporte público, que acaba sendo um “bolsa obesidade”, porque não planejam uma mega ciclo via, que corte a cidade de fora a fora, de leste a oeste, e de norte a sul?

    Países como holanda, Austrália tem gigantesca rede de ciclo vias, e a saúde da população agradece muito. Em São Paulo, uma vez que se dê o pontapé inicial da ciclovia, e a onda pegue de verdade, nunca mais precisará de depender de subsídios, nem de ver manifestações frequentes do passe livre, pois para o ciclista o passe sempre é livre.

  27. O autor do post nunca andou

    O autor do post nunca andou de ônibus na vida. Não conhece o bilhete único. O valor da “conta simples” da “viagem das amigxs” à Av. Paulista seria na verdade de R$22,80, e não R$45,60 (faça as contas: três cargas de R$3,80 na ida + três cargas de R$3,80 na volta = R$22,80).

    O blogueiro tentou desqualificar a prefeitura até no que foi feito de bom pela mobilidade, como é o caso da ciclovia, mas só conseguiu provar que na verdade não tem o menor conhecimento da matéria que está tratando.

    Certamente foi igualmente honesto e criterioso na hora de fazer sua continha dos “8 bilhões”.

    • ”Nunca andou de onibus ” ,

      ”Nunca andou de onibus ” , vc escreceu certo.

        Mas quem nunca andou de ònibus mesmo, foram os projetistas do ônibus.

       Ônibus com degrau duplo e espaço perdido.—É O MÁXIMO DA INCOMPETÊNCIA.

       Além de atrapalhar MUITO os passageiros, diminui o os acentos ou assentos–sei lá eu como escreve.

            É ridículo.

  28. A maioria das pessoas já anda

    A maioria das pessoas já anda em ônibus com gratuidade ou com VT pago por empresas. O que esses gênios querem é tirar esse custo das empresas e diluir pela sociedade.

    E também ruins de conta pra caramba. As “deduções” que o cara faz pra sair de 8 pra 2bi são infantis

    • boa, ozzy…
      finalmente

      boa, ozzy…

      finalmente alguém coloca essa questão do vale transporte…

      todo mundo fala em tarifa zero, mas ninguém fala do tal VT.

      é preciso entender isso direito….

      quais os interesses em jogo….

      quem pagará a conta, afinal…

      • Ozzi e Altamiro

        Exatamente este raciocínio fiz no artigo intitulado “MPL está pedindo que o trabalhador pague mais pelo transporte“, como foi prematuro e não havia os cálculos da Prefeitura, todos os ardentes defensores do passe livre  caíram de pau sobre a minhas observações sem ao mínimo fazerem qualquer cálculo.

        Imaginem as senhoras que contratam empregadas domésticas serão desoneradas de todo o custo do vale transporte e dividirão este custo com toda a população, realmente algo bem democrático

  29. TARIFA ZERO É UMA BOA IDÉIA!

    Sim, excelente idéia. Afinal, se querem incentivar o transporte coletivo, em detrimento do individual, e tirar carros que entulham nossas vias de trânsito, além de melhorar a qualidade do ar que respiramos nas metrópolis, grande idéia seria o poder público subsidiar 100% o transporte píublico de massas. O dinheiro viria de quem sempre paga as contas: dos contribuintes que pagam impostos que, certamente, gtambém seriam beneficiados diretamente (utilizando o sistema coletivo) e indiretamente gozando dos benefícios de uma cidade mais calma e civilizada, ar mais saudável, etc e tal.

    Boa idéia, essa!

  30. HAHAHAHAHA
    Gostei dessa muito

    HAHAHAHAHA

    Gostei dessa muito divertida, conta outra …

    Uma pergunta, isso é o roteiro de uma peça de stand-up ? Ficou bom, está engraçado.

    E o melhor, com a arrecadação da bilheteria do teatro o autor – que não assina o texto – vai poder doar os rendimentos para a prefeitura baixar a passagem de ônibus.

    Excelente estratégia.

  31. A lógica do passe livre
    Os dois lados, intencionalmente ou não, não apresentam números corretos ou que considerem um cenário de passe livre em sua plenitude. Alguns pontos a serem levados em consideração:
    – a adoção do passe livre pode não ser um “almoço grátis”, mas ela tem um imenso potencial de trazer dois efeitos importantíssimos: redução nos tempos de percurso e menores investimentos na malha viária. Ambos os efeitos partem da premissa que, sendo o transporte gratuito, muitas pessoas deixarão de usar seus carros. Então, qualquer discussão sobre o passe livre demanda um estudo nesse sentido. Não vale fazer conjecturas preconceituosas do tipo “a classe média não vai deixar de usar seus carros” – é bem provável que o mesmo que falar isso celebra o fato do porteiro ir de carro ao trabalho. Pergunta: a prefeitura de São Paulo já fez algum estudo nesse sentido?
    – a mesma linha acima derruba os argumentos falaciosos do tipo “por que não lutam pela energia elétrica gratuita”? Ora, o passe livre potencialmente levará a externalidades positivas (menor uso do transporte individual, menos poluição, trânsito fluindo melhor). A energia gratuita leva a externalidades negativas (mais poluição e danos ambientais decorrentes da construção de hidroelétricas, entre outros pontos).
    – as contas feitas pelos dois lados já levaram em conta que o modelo de pagamento das empresas vai mudar? Como não faz sentido contar passageiros que não pagam, fax mais sentido adotar o pagamento por km rodado (como de fato funciona na maioria dos municípios da Europa). Os tais “8 bilhões” seriam mais ou menos no novo modelo? A prefeitura tem medo que as empresas não aceitem receber assim?
    – por que ninguém tem cohones de por na mesa o tema do pedágio urbano? Me parece que é muito cômodo para a prefeitura colocar a municipalização da CIDE como condição para a adoção do passe livre, já que está fora da esfera municipal e, sejamos honestos, não tem a menor chance de passar com o Congresso atual.
    Ressalto que essa discussão não deve se concentrar em SP: lamento que o MPL não tenha conseguido a mesma ressonância em outros municípios. Mas isso não significa que, desafio posto, a prefeitura (e o governo estadual, responsável pelo metrô) devam se esquivar. Pode ser que realmente não seja viável a adoção do passe livre, mas os dados apresentados até agora pela PMSP não me convencem disso…

  32. bilhete único

    A solução não é o passe livre, mas o bilhete único. Uma vez que se passe o bilhete, ele serve até a meia noite, e pode ser utilizado em qualquer ônibus, metrô. com o valor de uma única passagem, pelo dia todo. a pessoa vai de manhã trabalhar e volta de tarde do trabalho gastando o valor de uma única passagem.

    várias cidades do interior já fazem isto, e iria economizar muito para passageiro, além de incentivar mais pessoas a utilizar o transporte público. É só coisa de combinar e convencer os donos das empresas de transporte.

  33. Resta saber se vai existir

    Resta saber se vai existir algum empresário que queira diminuir seu lucro e se a arrecação com publicidade, impostos dos empresários, impostos dos combustiveis, iptu irão fazer falta na manutençao das vias e controle do sistema. 

    O que o MPL quer não parece ser justo. Uma reivindicação que realmente procurasse alternativas para tarifas mais justas e cabíveis traria evolução. O que o MPL faz é auto promoção. 

  34. O cálculo tem um erro básico, o aumento da demanda não é…

     O cálculo tem um erro básico, o aumento da demanda não é considerado.

    A cidade Belga que era um ícone do transporte gratuito para o Movimento Passe Livre, foi espertamente removida das discussões, simplesmente porque houve um fenômeno perfeitamente previsível na comuna que inviabilizou o subsídio ao transporte gratuíto. O sucesso do uso do transporte coletivo pela população local.

    Quando oferecemos algo gratuito sem a mínima cobrança há dois fatores que ocorrem em paralelo, o aumento do uso e o aumento do abuso. Muitas pessoas que com a gratuidade do transporte simplesmente continuarão a utilizá-lo da mesma forma cidadã sem abuso ou qualquer outro malefício ao sistema de transporte, outros que fazem caminhadas mais longas simplesmente começarão a utilizar o transporte público, isto eu caracterizaria o aumento da demanda pelo uso deste modal de transporte, também poderíamos colocar as pessoas que morando mais longe poderão arrumar um emprego mais conveniente sem custos de transporte ou vale transporte.

    Por outro lado teremos pessoas que utilizarão este meio simplesmente de maneira supérflua, se acham que não existe darei um exemplo bem próximo a mim. Uma das minhas falecidas ex-sogras tinha passe livre nos ônibus devido ter ultrapassado os 65 anos, como ela morava numa avenida de oito faixas de trânsito na cidade de Porto Alegre, exatamente a frente de um prazeroso parque (parque Marinha do Brasil), como era penoso para ela atravessar as oito faixas para ir ao parque passear ela simplesmente pegava um ônibus até o centro da cidade, nela ela pegava um ônibus de volta e descia do outro lado da rua. Isto não se repetia muito simplesmente porque ela escolhia somente dias agradáveis para passear no parque, mas poderíamos caracterizar isto de um abuso do direito de usar transporte coletivo, pois este direito não é dado para atravessar a rua.

    Todos os cálculos do volume de passageiros para a implantação de sistemas de passe livre devem levar em conta o aumento do transporte pelo uso (louvável) ou pelo abuso (nada louvável), só devemos separar um de outro aumento de demanda pelo transporte para verificar o ganho social que teremos com o transporte público, mas para verificar quanto isto custará devemos verificar o aumento bruto, que a experiência internacional dá mais ou menos uns 50% em poucos anos, logo se o subsídio previsto é de 8 bilhões em dois anos deverá passar para 12 bilhões, comendo qualquer economia que se possa fazer no sistema.

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