16 de junho de 2026

A aposentadoria de Barbosa e o personagem de justiceiro social de Aécio Neves

Os órfãos de Joaquim Barbosa

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Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma fantasia de justiceiro social, esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

Joaquim Barbosa deixa a cena política como um farrapo do personagem desfrutável que se ofereceu um dia ao conservadorismo brasileiro.

Na verdade, não era mais funcional ter a legenda política associada a ele.

Sua permanência à frente do STF tornara-se insustentável.

Vinte e quatro horas antes de comunicar a aposentadoria, já era identificado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, como um fator de insegurança jurídica para o país.

A OAB o rechaçava.

O mundo jurídico manifestava constrangimento diante da incontinência autoritária.

A colérica desenvoltura com que transgredia a fronteira que separa o sentimento de vingança e ódio da ideia de justiça, inquietava os grandes nomes do Direito.

Havia um déspota sob a toga que presidia a Suprema Corte do país.

E ele não hesitava em implodir o alicerce da equidistância republicana que confere à Justiça o consentimento legal, a distingui-la dos linchamentos falangistas.

O obscurantismo vira ali, originalmente, o cavalo receptivo a um enxerto capaz de atalhar o acesso a um poder que sistematicamente lhe fora negado pelas urnas.

Barbosa retribuía a ração de holofotes e bajulações mercadejando ações cuidadosamente dirigidas ao desfrute da propaganda conservadora.

Na indisfarçada perseguição a José Dirceu, atropelou decisão de seus pares pondo em risco um sistema prisional em que 77 mil sentenciados desfrutam o mesmo semiaberto subtraído ao ex-ministro.

Desde o início do julgamento da AP 470 deixaria nítido o propósito de atropelar o rito, as provas e os autos, em sintonia escabrosa com a sofreguidão midiática.

Seu desabusado comportamento exalava o enfado de quem já havia sentenciado os réus à revelia dos autos, como se viu depois, sendo-lhe maçante e ostensivamente desagradável submeter-se aos procedimentos do Estado de Direito.

O artificioso recurso do domínio do fato, evocado como uma autorização para condenar sem provas, sintetizou a marca nodosa de sua relatoria.

A expedição de mandados de prisão no dia da República, e no afogadilho de servir à grade da TV Globo, atestaria a natureza viciosa de todo o enredo.

A exceção inscrita no julgamento reafirmava-se na execução despótica de sentenças sob o comando atrabiliário de quem não hesitaria em colocar vidas em risco.

O que contava era servir-se da lei. E não servir à lei.

A mídia isenta esponjava-se entre o incentivo e a cumplicidade.

Em nome de um igualitarismo descendente que, finalmente, nivelaria pobres e ricos no sistema prisional, inoculava na opinião pública o vírus da renúncia à civilização em nome da convergência pela barbárie.

A aposentadoria de Barbosa não apaga essa nódoa.

Ela continuará a manchar o Estado de Direito enquanto não for reparado o arbítrio a que tem sido submetidas lideranças da esquerda brasileira, punidas não pelo endosso, admitido, e reprovável, à prática do caixa 2 eleitoral.

Igual e precedente infração cometida pelo PSDB, e relegada pela toga biliosa, escancara o prioritário sentido da AP 470: gerar troféus de caça a serem execrados em trunfo no palanque conservador.

A liquefação jurídica e moral de Joaquim Barbosa nos últimos meses tornou essa estratégia anacrônica e perigosa.

A toga biliosa assumiu, crescentemente, contornos de um coronel Kurtz, o personagem de Marlon Brando, em Apocalypse Now, que se desgarrou do exército americano no Vietnã para criar a sua própria guerra dentro da guerra.

Na guerra pelo poder, Barbosa lutava a batalha do dia anterior.

Cada vez mais, a disputa eleitoral em curso no país é ditada pelas escolhas que a transição do desenvolvimento impõe à economia, à sociedade e à democracia.

A luta se dá em campo aberto.

Arrocho ou democracia social desenham uma encruzilhada de nitidez crescente aos olhos da população.

A demonização do ‘petismo’ não é mais suficiente para sustentar os interesses conservadores na travessia de ciclo que se anuncia.

Aécio Neves corre contra o tempo para recadastrar seu apelo no vazio deixado pela esgotamento da judicialização da política.

Enfrenta dificuldades.

Não faz um mês, os centuriões do arrocho fiscal que o assessoram –e a mídia que os repercute– saíram de faca na boca após o discurso da Presidenta Dilma, na véspera do 1º de Maio.

Criticavam acidamente o reajuste de 10% aplicado ao benefício do Bolsa Família.

No dia seguinte, numa feira de gado em Uberaba, MG, o tucano ‘não quis assumir o compromisso de aumentar os repasses, caso seja eleito’, noticiou a Folha de SP (02-05).

‘De mim, você jamais ouvirá uma irresponsabilidade de eu assumir qualquer compromisso antes de conhecer os números, antes de reconhecer a realidade do caixa do governo federal”, afirmou Aécio à Folha, na tarde daquela sexta-feira.

Vinte e seis dias depois, o mesmo personagem, algo maleável, digamos assim, fez aprovar, nesta 3ª feira, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, uma medida que exclui limites de renda e tempo para a permanência de famílias pobres no programa (leia a reportagem de Najla Passos; nesta pág)

A proposta implica dispêndio adicional que o presidenciável recusava assumir há três semanas.

Que lógica, afinal, move as relações do candidato com o Bolsa Família?

A mesma de seu partido, cuja trajetória naufragou na dificuldade histórica do conservadorismo em lidar com a questão social no país.

Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma inverossímil fantasia de justiceiro social, desde logo esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

A farsa corre o risco de evidenciar seus limites tão rapidamente quanto a anterior.

A ver.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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38 Comentários
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  1. Otávio Arlindo

    7 de junho de 2014 5:23 pm

    Enquanto isso, nenhuma linha

    Enquanto isso, nenhuma linha sobre a aliança criminosa entre o PT e o PCC …

     

     

    1. mauro silva 1

      7 de junho de 2014 7:32 pm

      nome aos bois

      alberto mourão, marcio frança, luciano batista …

    2. Edi Passos

      7 de junho de 2014 7:43 pm

      Aí está. Uma foto diz mais que várias linhas

    3. Conejo 10

      8 de junho de 2014 1:02 am

      Odio II

      Péra aí: PT com PCC? Acho que você faz parte daqueles 97% de brasileiros que não sabem pensar!

  2. Cristiana Castro

    7 de junho de 2014 5:37 pm

    Eu não quero parecer

    Eu não quero parecer pessimista mas, como já postei outras vezes, a saída de JB do STF é só a saída de JB do STF; não significa nada além de evidenciar que seu trabalho ali, terminou e, agora partirá para outros fronts. As fundações para a transformação do Estado Democrático de Direito já estão postas e daqui para frente será mais do mesmo, 1% da sociedade com passe livre para fazer o que quer no país e o resto sendo contido ou instado a agir de maneira republicana. Não se ousa tanto como ousaram, a ponto de jogar a mais alta corte de justiça na lama para depois voltar atrás. É, claro e é natural que, uma hora esse republicanismo que só é exigido dos governistas vai ceder pq está sendo contido artificialmente. Não tem nada para acontecer, num futuro próximo por aqui; o que tinha que acontecer, já aconteceu e vem sendo orquestrado desde 2005. A meu ver, a única dúvida é se o Brasil vai tratar o golpismo como problema interno ou se vai enfrentar a questão a nível internacional como os demais países estão fazendo.

    1. Paulo ETV

      7 de junho de 2014 6:25 pm

      Cristina ,seu comentário é de

      Cristina ,seu comentário é de uma concisão e clareza impressionantes!

      Acho que o golpismo já não acha mais lugar com o apoio do EUA pois a posição do Brasil dentro do BRIC é muito forte e a geopolítica mundial vai depender cada vez do que China e Rússia fazem e podem fazer.Recuperar economias destruídas pelo 1% já não é tão fácil, a Europa não entra mais em guerra como no passado e a internet escancarou a profunda hipocrisia da elite que representa este mesmo 1% ,vide aqui como as famílias midiáticas estão (incluo a Globo) se repetindo ,pois dependem de verbas de publicidade mas ,como você disse,”tudo mais do mesmo” tambem na oposição,acho que o discurso político da direita só pode ir mais para direita se não fizer “alianças espúrias” com o PT(rsrsrsrsrsrs).

      1. Cristiana Castro

        7 de junho de 2014 9:24 pm

        Espero que vc tenha razão,

        Espero que vc tenha razão, Paulo, os carass já colocaram o pé aqui dentro e, não estou segura que mais um pouco não, estaremos no mesmo clima que a Venezuela. Mercenário não tem pátria… Investimento alto demais para dar em nada.

    2. Jorge Vieira

      7 de junho de 2014 7:49 pm

      Hermético

      Esse comentário´está demasiadamente hermético para os cidadãos comuns..

      Não adianta ficar escrevendo somente para a tchurma.

      Os mortais também querem entender.

      Abre o jogo Cristina.

      1. Cristiana Castro

        7 de junho de 2014 8:54 pm

        Tb sou cidadã comum, Jorge.

        Tb sou cidadã comum, Jorge. Não sei se entendi bem o seu comentário mas vou tentar esclarecer o meu. Movimento de fora para dentro, fortemente financiado como em vários países do mundo. Uns líderes colocaram a boca no trombone e convocaram a sociedade; outros, como Brasil, procuram simular normalidade institucional, mesmo após o STF ter rompido o pacto. Para isso, operaram no sentido de conter toda e qq manifestação de grupos alinhados e, ao mesmo tempo, garantem trânsito livre aos que lutam contra.  Mais uma coisa, nada disso é novidade para Exceutivo, Legislativo ou Judiciário. A ousadia do STF, a omissão do Legislativo e a passividade do Executivo, deixam claro que a surpresa era só para a sociedade, mesmo. Por isso vc não vê povo nas ruas; o povo não foi convidado, como sempre…. Pra vc ter uma ideia do grau de popularidade da empreitada, o líder dos sem-teto é Boulos…

         

         

  3. ArthurTaguti

    7 de junho de 2014 5:53 pm

    A narrativa épica do Saul Leblon encobre várias realidades.

    Uma delas é que a elite pode até preferir Aécio, mas não é boba. Tanto que hoje o PT recebe mais doações do que PSDB, PSB e PMDB juntos.

    A elite é realista e abraça o PT, o PT é realista e estreita o seu projeto político e ideológico para conseguir apoio, e assim vamos caminhando.

    Outra: Dilma foi eleita como a “anti-privatista”. Hoje nem ousa falar no assunto, já que adotou diversas políticas que diminuem a atuação do Estado (Leilão Libra, Concessões, etc).

    Ao invés de, de novo, ser “anti” alguma coisa, deveria se preocupar mais em propor mudanças concretas, medidas mais ousadas de distribuição de renda e melhoria dos serviços públicos.

     

    1. El Fuser.

      7 de junho de 2014 8:11 pm

      Êita,

      O leilão de Libra e a política de concessões como exemplo de rendição privatista de Dilma é de doer a vista.

      Passados os momentos de idiotia e histeria, há quase unanimidade que o modelo do leilão de Libra, dentro do contexto dos negócios internacionais do ramo de petróleo, é o melhor que poderia ser feito, resguardando de forma considerável os interesses estratégicos do país (Petrobras), sem alterar o cenário de segurança jurídica, mas reformulando a privataria tucana.

      Já o modelo de concessões para infra-estrutura foi considerado tão hostil ao mercado, que a presidenta teve que ceder um pouco para atrair consórcios (alguns tiveram que vir de fora), já que o pessoal do empresariado (que vive reclamando dos incentivos à produção) não quis largar o osso dos juros para se arriscar construindo algo.

      Parênteses: Nem vou falar do pobre do Furlan, pego de calça subprime arriada, “vendido” em posições especulativas que afundaram a Sadia (logo ele que vivia reclamando dos juros junto com outro, Armínio de Moraes, que teve que dar os anéis para o BB)…

      Pois é, deste pessoal todo, só a Odebrecht que parece que topou o risco…

      Então este papo de privatista e diminuição do Estado não faz sentido, se Dilma é crucificada justamente por ser intervencionista.

      Meu filho, o Estado sempre está presente, sejam os negócios estatais ou privados…a questão é saber se uma parte maior da população vai ganhar mais ou menos…

      Na concessão tucana, o pedágio vale 10, 15 reais…Na BR 101, por exemplo, trecho Rio de Janeiro X ES o valor e 3,40…

  4. serralheiro 70

    7 de junho de 2014 5:55 pm

    Toga biliosa .

    Nada mais a comentar,só esperamdo justiça para os injustiçados.

  5. Antonio Carlos Silva - RJ

    7 de junho de 2014 6:13 pm

    ” FAMÍGLIA”

    FHC que ama Dantas,

    Que ama Gilmar Dantas,

    Que ama Demóstenes torres,

    Que ama Gurgel,

    Que ama Joaquim Barbosa,

    Que ama Aécio Neves

    Que ama Jorge Picciani

    Que ama Dica (figura muito conhecida aqui no RJ por inquéritos abertos pelo MP e MPE )

    Que ama Domingos Brazão (figura política que afirmou já ter cometido assassinado e muito conhecido pelo MP)

    Que ama Farid Abrãao David (Deputado Estadual do PMDB, irmão do bicheiro Aniz Abrão David)

    Que ama o banqueiro de jogo de bicho Aniz Abrão David,

    Que ama o bicheiro e ex capitão do exército e torturador Aílton Guimarães,

    Que amava o falecido ex torturador e coronel do exército Paulo Malhães,

    Que amava do Ditador Garrastazu Medici …..

    Que era amado por Roberto Marinho

    Que ama toda “famiglia”

  6. Antonio Carlos Silva - RJ

    7 de junho de 2014 6:40 pm

    “Justiceiro” Aécio recepcionado p/ pessoas ligadas a milícias ?

    O encontro foi na noite de antes de ontem, num restaurante chic da Barra da Tijuca :

    Domingos Brazão – Deputado PMDBista muito famoso por inquéritos no MP e MPE (já foi agraciado com um post aqui no blog)

    Dica = Deputado Estadual do PMDB, respondeu inquéritos no MP e MPE (quase perdeu o mandato)

    Picciani = Líder PMDBista, teve sua imagem ligada a escândalos de enriquecimento injustificável e serviço escravo em uma de suas fazendas .

    Farid Abrãao David = Deputado do PMDB, Presidente da Beija Flor de Nilópolis, mas muito conhecido por ser irmão do Aniz Abrão David, capu ti capi do jogo de bicho no Estado do Rio de Janeiro (famoso também por ter comprado uma mega cobertura do Roberto Marinho em Copacabana) .

    Eis a foto da comissão organizadora do Aezão, num restaurante chic da Barra da Tijuca :

    Domingos Domingos Inacio Brazão , Edson Albertassi , Leonardo Picciani , Jorge Picciani ,Dica , Farid Abrhaão Comissão Organizadora do Aezão no Baby Beef só peso pesado. Domingos Domingos Inacio Brazão , Edson Albertassi , Leonardo Picciani , Jorge Picciani ,Dica , Farid Abrhaão Comissão Organizadora do Aezão no Baby Beef só peso pesado.

     

    1. Marly

      7 de junho de 2014 7:17 pm

      !!!!!!!!!

      Cruz Credo !   Bota PESADO nisso!  Ou seria melhor dizer : bota barra pesada nisso!    

    2. peregrino

      7 de junho de 2014 8:19 pm

      tudo por dinheiro…

      perigo real mesmo só se for eleito

  7. Ugo

    7 de junho de 2014 6:42 pm

    onze pessoas podem mais que 200 milhões

    Podemos esperar do Mello Collor, Gilmar Dantas, o vetusto decano, Fux, algo diferente de um conservadorismo e serviços devidos aos 1%?

    Joaquim queria ser o primeiro da classe fez o trabalho, não foi “ixperto” como os demais, fez o que todos os acima enunciados desejavam, muito covardes para se expor.

    A fragilidade das instituições está no judiciário, julga condena absolve com interesses. Dois Habes Corpus para o amigo seu, Gilmar não enrubescem o vosso make up de óleo de peroba. A patranha do mensalão psdb pai de todos os mensalões bem manipulado será motivo para pedir indenizações ao Estado por danos morais, ETC.

     

  8. Jorge Leite Pinto

    7 de junho de 2014 6:51 pm

    Poxa. Texto prolixo e chato

    Poxa. Texto prolixo e chato pra cacete. Parece discurso nível “cuíca do Brasil” década 40).

    “Craro” que o batman já foi tarde, mas o texto está no nível dele…

    1. Carlos Freitas

      7 de junho de 2014 8:05 pm

      O Batman e a educação do

      O Batman e a educação do Pinto, estão no mesmo nível.

    2. João Alexandre

      7 de junho de 2014 8:30 pm

      Pelo contrário!

      Texto rico e elegante, que evoca nítidas e realistas imagens da atuação de Barbosa como ministro do STF.

  9. Fabio.

    7 de junho de 2014 7:02 pm

    Eleição para Ministro do

    Eleição para Ministro do Supremo que deveria mudar, o Lula quiz fazer média com os afrodescentes e indicou este Sr. por causa da cor de pele, deveria elege-lo por outros motivos mais condizentes ao cargo ( se analisar o histórico vai ver que ele sempre foi deste jeito) , tremenda mancada do Lula.

  10. peregrino

    7 de junho de 2014 8:00 pm

    o importante é que ambos receberão o carimbo de ausentes…

    um em junho e o outro em outubro

  11. Zanchetta

    7 de junho de 2014 8:21 pm

    “…esgarçada pela estreiteza

    “…esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa….”

    Estreiteza é a mente desse sujeito…

  12. CB

    7 de junho de 2014 8:36 pm

    “Aécio Neves tenta vestir uma

    “Aécio Neves tenta vestir uma fantasia de justiceiro social”

    Eu até ia sugerir que o neto de Tancredo usasse os termos “descamisados” e “pés descalços”, mas tenho a impressão que alguém já usou antes e depois passou a mão na poupança dos descamisados, pés descalços, cabeças ocas e também dos que votaram contra.

  13. Motta Araujo

    7 de junho de 2014 10:10 pm

    Artigo mais do que tosco,

    Artigo mais do que tosco, omitiu dos fatores criticos:

     

    1.JB foi colocado no Supremo por um politico que nunca poderia ser tão leviano ao indicar alguem que nem conhecia e que nunca viu antes e nem com ele conversou, mostrou extrema falha de julgamento, populismo de baixa qualidade ao apenas “querer fazer média” com um etno-classe, sem pensar no conjunto do Pais, no futuro das instituições, na garantia dos direitos que o STF representa. Esse cidadão não é merecedor de NENHUMA CRITICA? Se ele no seu circulo só conhece churrasqueiros  deveria se assessorar no meio juridico, Ministro do Supremo é coisa muito séria, não é diretor de sindicato, errou e errou muito, fica por isso mesmo?

    2.E o que dizer dos outros Ministros do Supermo que com seu voto majoritario ENDOSSARAM as aberrações desse justiceiro que teve a coragem de condenar uma empregada de uma agencia a 14 anos de prisão, mais que assassinos

    esquetejadores, ao Marcos Valerio, que nunca matou uma barata a 37 anos de cadeia, algo que o maior latrocida não chega nem perto, porque outros Ministros votaram junto? Nota zero não só para o JB mas tambem a quem votou com ele.

    1. José Lidio Moura Pinho

      8 de junho de 2014 4:04 am

      Que dirias tú de Gilmar

      Que dirias tú de Gilmar Dantas?

      1. Motta Araujo

        8 de junho de 2014 12:37 pm

        Todos os Ministros tem prós e

        Todos os Ministros tem prós e contras, mas não há comparação entre Barbosa e Mendes, Gilmar convive com os colegas,

        não deixa acumular processos por anos, não inventa teorias. Não gostei do seu comportamento pro-Barbosa no julgamento da AP 470, seus esgares no ataque aos Embargos Infringentes, foi péssimo nesse momento, inclusive com

        estrelismos de voz e gestual inadmissiveis em um juiz de Suprema Corte. Mas Gilmar teve uma ação altamente positiva quando presidiu o CNJ ao lutar contra a acomodada burocracia dos juizes de execuções penais, realizando um mutirão

        nacional para libertar presos que já deveriam estar soltos por terem cumprido a pena, algo que não foi feito antes ou depois de sua gestão. Barbosa não fez nada alem de seu papel estelar na AP 470, não se sabe de nenhum outro

        feito antes ou depois dessa ação, seu comportamento negativo está a anos-luz de distancia de qualquer outro Ministro.

         

    2. Fabio.

      8 de junho de 2014 4:11 pm

      Motta e o criterio do José

      Motta e o criterio do José Dirceu em indicar o Fux , foi que se ele fosse nomeado(Fux) seria para livra-lo do processo do mensalão,votar em Ministro assim , é melhor tirar par ou impar.ou cara ou coroa.

  14. Toni

    7 de junho de 2014 10:22 pm

    Barbosa é jornal de ontem.

    Barbosa é jornal de ontem.

  15. Maria Rita

    7 de junho de 2014 10:50 pm

    Gosto muito dos comentários

    Gosto muito dos comentários da Cristiana e tenho também muita desconfiança em relação  ao JB, à mídia e á oposição oportunista que ai está. Não me surpreeendo com mais nada. Outro dia achei estranho a liderança do movimento dos sem teto ser um jovem de 31 anos, filósofo e com especialização em psicanálise lacaniana (formação cara). Procurei informações sobre ele, li que é filho de um professor da área de saúde da USP e ele foi aluno de lá.  Que é casado com uma militante dos sem teto, não é filiado a nenhum partido e vive na periferia de SP.  Assisti sua entrevista na TV Gazeta. O que me passou foi a imagem de um sujeito ponderado, altamente articulado, não demonstrando nenhuma agressividade ao prefeito Haddad  nem ao PT, embora esteja num movimento bastante crítico aos limites impostos pelas alianças e jogo político. Não me pareceu um oportunista. Posso estar redondamente enganada. A única certeza que tenho é  que votarei em Dilma, nos candidatos do PT e PCdoB. O resto, não tenho a menor idéia do que possa acontecer. Mas estou bastante preocupada e alerta. Gostaria que outubro chegasse rápido, em outubro mesmo. Sem antecipações.

    1. Motta Araujo

      8 de junho de 2014 1:11 am

      “Ponderado, não demonstrando

      “Ponderado, não demonstrando nenhuma agressividade”” invadiu um terreno particular, colocou lá familias, depois invadiu com 500 militantes a sede da construtora dona do terreno e ameaça com “sangue” quem mexer com o movimento, brigando tambem para que não haja reintegração de posse e nem  desapropriação do terreno, ele não admite que o proprietário seja indenizado, quer que o confisco seja com prejuizo do proprietario, naturalmente porque no ideario marxista toda propriedade é um roubo. Esse é o ponderado que vai custar ao PT um balaio de votos em SP.

      1. Maria Rita

        8 de junho de 2014 1:05 pm

        Motta, acho que ficou claro

        Motta, acho que ficou claro que, na entrevista, ele passou a imagem de ponderado. Os meninos do MPL foram muito arrogantes nas entrevistas que deram na época. Sei que tudo tem seu cenário, seu espaço. Mas, convenhamos, numa liderança em campo de luta, você não irá ver esse mesmo comportamento. Lembra como chamavam o Lula? Acompanhei a trajetória do Lula desde o princípio e o admiro por ter a capacidade de saber como agir no momento certo. E hoje, no Tijolaço, li que Dilma está atendendo as reinvidicações do movimento (reportagem da Folha de Sã Paulo). Veja na entrevista dada à TV Gazeta as reinvidicações feitas. Não são absurdas, são justas. A questão da moradia nunca foi vista com tanto cuidado como agora. A especulação imobiliária assusta a quem paga aluguel e a quem sonha com uma casa própria.

    2. Cassio Magalhaes

      8 de junho de 2014 1:11 am

      Eu tenho o pé atrás também a

      Eu tenho o pé atrás também a figuras dóceis e apartidárias, veja o MPL, com integrantes ponderados, falam bem, formados, mas não fizeram nenhuma manifestanzinha ao longo de 8 anos de gestão Serra/Kassab, mesmo a tarifa aumentar mais de 100% neste período. Sem falar na redução da duração do bilhete único que a Marta lançou com 4 horas e o Serra o reduzio para 2, além de acabar com período livre nos terminais, onde os passageiros poderiam esperar um ônibus mais vazio, aguardando assim sem custo internamente nos terminais de conexão, passou a valer também as 2 horas do bilhete, ou seja, os passageiros chegavam aos terminais e já tinham que embarcar em ônibus cheios para não expirar as 2 horas. Onde estava o MPL nestes momentos? Se era recém criados em 2004, início da gestão do Serra, e nos anos posteriores? Foram ser mais ativos justamente na gestão do Hadadd? Sei lá! As vezes acho que é tudo camuflado, os bom mocinhos se rebelando contra o sistema (PT). Veja a reportagem do Estadão com integrantes dos Black Bloc? São alunos formados, outro trabalha em hospital, outro etc.. dando a entender que o jornal valida as atitudes, mesmo a intenção deles de se associarem ao PCC? A impressão q tive é que o jornal tenta dar crédito novamente ao movimento, após a ligação deles com partidos políticos.. Ao meu ver do outro lado não necessita de nada disto, apenas um plano de governo consistente, não aquele world (copy & past de outras candidaturas) que o Serra apresentou para a campanha da prefeitura de 2012. Lamentável, mas enfim, sempre com o pé atrás!! Vou com Dilma, é claro!

  16. Ruy P F Neto

    8 de junho de 2014 1:43 am

    No dia que ele sair vai ser

    No dia que ele sair vai ser comemorado como O Dia do Saio.

  17. É isso

    8 de junho de 2014 2:46 am

    O Brasil nasceu sob a égide

    O Brasil nasceu sob a égide das piroes escórias sociais e qualquer que se recusar seguir isso será tratado por vagabundo.

  18. alexis

    8 de junho de 2014 10:39 am

    Muita força ou muito desrespeito ao Brasil

    Não entendi a relação que tenta estabelecer o post entre a saída do Barbosa e a eventual apresentação do Aecim como Justiceiro de alguma coisa, a não ser o fato de que eles são marionetes manipuladas e defendidas pelos mesmos interesses globais.

    No caso de Barbosa, é muito improvável ele ter chegado – por vontade própria – tão longe em termos de arbitrariedade jurídica e sanha contra o PT. Não digo que tenha sido obrigado, mas, apenas que alguma entidade lhe outorgou o enorme tamanho das costas que exibiu durante estes últimos dois anos, uma espécie de Green Card. Bater em mulher e, ainda, com compra vergonhosa de apartamento em Miami, com recursos ocultos, a partir de endereço irregular do seu apartamento funcional, não foi suficiente para reduzir um único milímetro das suas enormes costas, aliás, costas estas tratadas por médicos chiques da Alemanha…e às nossas custas!.

    Do restante dos colegas do Barbosa, sobra apenas a natural submissão e o deslumbramento que a mídia cria e enfeita para o mundo particular de cada um, na culminação de uma carreira pacata de funcionário público, sem o voto popular, mas com plateia pessoal da família, e da torcida virtual proporcionada pela mídia, que substitui no “ego” daqueles togados milhões de votos nunca obtidos. Em maior ou menor grau, com raras exceções, os juízes agem como o Marco Aurélio, que vive numa cúpula de vidro (the Dome), com microfone sem fio ligado aos seus pensamentos, com holofotes e plateia virtual, que o acompanha como aquela nuvenzinha acompanha à família Adams.

    Já o Aecim, quem o conhece de algum modo nem imagina como o Brasil possa merecer um sujeito daqueles sequer postulando a um cargo público, muito menos o de Presidente. Somente alguém com costas de tamanho continental poderia ter essa cara de pau, ao falar ao povo que iria fazer algum bem para ele. Talvez a candidatura do Aecim possa refletir exatamente o tamanho da nossa vulnerabilidade e/ou o tamanho da força dos interesses que conspiram em favor da dependência serviçal da nação brasileira.

    O livro do chef Gusteau, do filme Ratatouille, pode ter exagerado no seu lema: “qualquer um pode cozinhar”, mas, honestamente, nem o Gusteau teria a coragem de dizer que “qualquer um pode ser Presidente”, a não ser que na visão de alguns estúpidos o conceito de “qualquer”, significa que um Play boy viciado cabe num mesmo patamar que: um sociólogo, um operário ou uma mulher.

    Deve ter muita força a máquina que pretende obrigar às pessoas a pensar que o Barbosa é o Batman e que o Aecim seria um bom Presidente desta nação. Ainda, isso demonstra um enorme desrespeito e agressão à inteligência do povo brasileiro.

     

    1. Ivan de Union

      8 de junho de 2014 6:31 pm

      “Não entendi a relação que

      “Não entendi a relação que tenta estabelecer o post entre a saída do Barbosa e a eventual apresentação do Aecim como Justiceiro de alguma coisa”:

      De fato eh dificil mesmo, Alexis -a metafora eh sutiliiiiiiiiissima- mas a parte relevante sobre Aecio eh essa:

      “Aécio Neves corre contra o tempo para recadastrar seu apelo no vazio deixado pela esgotamento da judicialização da política.

      Enfrenta dificuldades.

      Não faz um mês, os centuriões do arrocho fiscal que o assessoram –e a mídia que os repercute– saíram de faca na boca após o discurso da Presidenta Dilma, na véspera do 1º de Maio.

      Criticavam acidamente o reajuste de 10% aplicado ao benefício do Bolsa Família.

      No dia seguinte, numa feira de gado em Uberaba, MG, o tucano ‘não quis assumir o compromisso de aumentar os repasses, caso seja eleito’, noticiou a Folha de SP (02-05).

      ‘De mim, você jamais ouvirá uma irresponsabilidade de eu assumir qualquer compromisso antes de conhecer os números, antes de reconhecer a realidade do caixa do governo federal”, afirmou Aécio à Folha, na tarde daquela sexta-feira.

      Vinte e seis dias depois, o mesmo personagem, algo maleável, digamos assim, fez aprovar, nesta 3ª feira, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, uma medida que exclui limites de renda e tempo para a permanência de famílias pobres no programa (leia a reportagem de Najla Passos; nesta pág  (negritos meus pois sao criticos, e o link pra reportagem nao veio))

      A proposta implica dispêndio adicional que o presidenciável recusava assumir há três semanas.

      Que lógica, afinal, move as relações do candidato com o Bolsa Família?

      A mesma de seu partido, cuja trajetória naufragou na dificuldade histórica do conservadorismo em lidar com a questão social no país.

      Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma inverossímil fantasia de justiceiro social, desde logo esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.”

      A metafora se resume a isso:  pra “essa gente”, povo pobre do Brasil – PT.

      Palavra por palavra, a metafora esta certa. A “comparacao”entre Aecio e Barbosa esta correta nos minimos detalhes, ate na falta de entendimento do mundo e do Brasil.

  19. janes salete

    8 de junho de 2014 10:15 pm

    Tenho a impressão que se o

    Tenho a impressão que se o aócio não avançar nas pesquisas, a patroa do jb, globo, vai exigir que ele seja vice. Os au aus vão à loucura! O jb, empregado da globo, foi jogado à aposentadoria para ser a salvação da alta rejeição do aócio, ainda mais depois que associaram o mineiro ao fhc. Todos, independentes de serem vira-latas, fogem desse narcisista, fhc, como o diabo da cruz.

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