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A elite brasileira suicida-se, por Ruben Bauer Naveira

 

A Elite Brasileira Suicida-se

por Ruben Bauer Naveira

Nós vamos, um dia, amadurecer como povo e realizar nossa potencialidade. E vamos então varrer a canalha” (Darcy Ribeiro)

Essa frase curta, “a elite brasileira suicida-se”, contém dois erros.

Primeiro: jamais houve elite neste país. O que temos aqui não passa de uma classe dominante que, por preguiça intelectual, volta e meia é chamada de elite – conceito que, em qualquer país, diz respeito a um extrato social que avoca para si a responsabilidade de traçar o destino da sua nação e fazê-lo cumprir. Nunca houve nada assim no Brasil, lugar em que os horizontes da classe dominante não passam da acumulação predatória e do consumo ostentatório.

Segundo: no curto prazo, a classe dominante não corre risco de morte. Não há então nenhum suicídio iminente. Será, porém, no médio-longo prazo, que a classe dominante brasileira acabará por perceber, da pior maneira possível, que terá sido a sua própria natureza que lhe terá conduzido a seu fim.

Darcy Ribeiro sonhou com um povo que, por tomada de consciência, completava o seu processo de formação. O que ele não podia imaginar era que tal salto seria induzido de forma tão paradoxal, pela inconsequência da própria classe dominante. Mesmo que ainda demore muitos anos, o ponto-de-não-retorno foi ultrapassado, é então questão de tempo.

Antes de mais nada, nenhum país vive sem instituições, e as nossas se inviabilizam a olhos vistos. Instituições que, historicamente, foram construídas segundo os interesses da classe dominante: Charles Darwin, em sua estada no Brasil em 1832, registrou, repugnado, que “não importa a monta das acusações que possam pesar contra um homem de posses, é certo que em pouco tempo ele estará livre”.

 

Para que servem as instituições?

Ao menos a título formal, instituições existem para servir à sociedade e para edificar o futuro da nação. Como foi dito, no Brasil isso jamais aconteceu (como poderia, se não temos elite?) mas, pelo menos, ainda se guardavam as aparências. Agora, esfrega-se na cara da sociedade que as instituições existem tão somente para servir a si próprias.

Nossas instituições funcionam normalmente. Elas cumprem seus ritos e protocolos, executam seus orçamentos, nelas se tomam decisões e se definem políticas públicas. Mas, perante a sociedade, instituições vivem de veracidade ou, ao menos, de verossimilhança. Instituições até podem servir a si próprias enquanto fingem que servem ao bem comum, mas não podem simplesmente se cansar de fingir e estampar perante a sociedade uma realidade que ela preferiria não conhecer. Desencanto é sem volta.

As instituições brasileiras têm funcionalidade, o que elas não têm é sentido.

Para que se cumpra a antevisão de Darcy, o mais difícil já aconteceu. Graças à insegurança, cegueira, afobamento, inconsequência e ganância sem freios da classe dominante (mais uma vez passando recibo de não ser merecedora de ser vista como elite), o conjunto da sociedade vai se dando conta que essas instituições são imprestáveis, e terão que ser transmutadas.

Falta ainda algo já não tão difícil, na medida em que depende de nós: a unificação da sociedade em torno de um projeto para essa transmutação.

Ora, o atributo número um para tal projeto será sua qualidade de, justamente, unificar a sociedade. Terá que ser este o ponto de partida para a concepção do projeto.

O propósito deste artigo é apresentar três propostas concretas nesse sentido, respectivamente formuladas em torno dos conceitos de Constituinte dos Cidadãos, de Grupos de Diálogo e de Democracia Direta, as quais serão descritas ao final do texto.

 

A paixão não-correspondida da classe média pela classe dominante

Previsivelmente, a classe dominante lança mão do expediente clássico de dividir para governar. Por via da manipulação, ela atiçou preconceitos latentes da dita classe média, com duplo propósito: jogá-la contra as classes desfavorecidas e contra quem governasse em favor destas; e alinhá-la aos seus interesses, ainda que contrários aos dela própria.

(Nota: este processo se encontra descrito em profundidade no recente livro de Jessé de Souza, A Radiografia do Golpe: Entenda como e porque você foi enganado. Para uma introdução ao argumento de Jessé, ver https://www.facebook.com/souza.jesse225/posts/10203070013027649).

Muito simplificadamente, a classe média, desde sempre inconformada com os privilégios dos “de cima” (em especial o privilégio de fazer leis para serem cumpridas por todos, menos eles próprios), privilégios que ela condena da boca para fora mas que intimamente inveja e anseia para si, ficou ainda mais desconfortável a partir do momento em que os “de baixo” passaram também a contar com acesso, por mínimo que fosse, à Terra Prometida (leia-se, aos recursos do Estado). “Todo mundo mama, menos eu!”, foi como ela sentiu.

A classe média é hoje, possivelmente, a mais numerosa no país:

- a classe E são os miseráveis;

- a classe D são os pobres;

- a classe C é a classe média baixa;

- a classe B é a classe “média-média”;

- a classe A é a classe média alta.

Nenhuma dessas é classe dominante.

A classe A não são os ricos. O IBGE denomina “família de classe A” àquela cuja renda familiar seja acima de vinte salários mínimos, quase dezenove mil reais. Consideremos arbitrariamente o dobro disso: uns quarenta mil reais. Por acaso uma família com renda mensal de 40 mil reais possui helicóptero (não precisa ser jatinho)? Possui lancha esportiva (não precisa ser iate) com, claro, atracadouro próprio? Possui carro esportivo importado (um só, não precisa ser uma coleção)? Possui propriedades no exterior? Possui conta bancária no exterior com saldo equivalente a mais de um milhão de reais?

A classificação do IBGE busca, propositadamente, ocultar os ricos, diluindo-os na classe média alta.

Os ricos formam aquela que poderia ser chamada a classe AA. Arbitrariamente, estipulemos que a classe AA seja aquela cuja renda familiar esteja acima de cem mil reais. Isso são menos que 0,1% – zero vírgula um por cento – da população. E esses menos de 0,1% possuem praticamente metade de toda a riqueza nacional: eis a classe dominante.

Já a classe média, composta pelo conjunto das classes A, B e C, é numericamente tão expressiva quanto as classes desfavorecidas (as classes D e E).

De forma direta: sem a classe média, será impensável qualquer projeto para que a sociedade avoque para si as instituições e sua reconcepção.

Ocorre que a classe média não se vê como classe dominada. Primeiro, porque ela almeja ascender à classe dominante (como se o poder no Brasil não fosse regido pela lei maior da concentração), e ademais porque ela sempre se prestou a instrumento da classe dominante para a dominação mais ostensiva das classes desfavorecidas. Ela, dominadora dos que lhe estão abaixo, pode não se ver como dominada pelos que lhe estão acima, mas é. Guardadas as devidas proporções, a mesma desconsideração pelas pessoas – a mesma ausência de cidadania – está tanto na opressão exercida contra os “de baixo” pela instituição Polícia Militar nas periferias e favelas quanto naquela exercida contra a classe média por instituições como DETRAN, Receita, INSS, na fiscalização aos pequenos comerciantes etc.

Isso pode até não ser percebido assim. Porém, tudo o que agora se encontra em curso será um trauma e tanto para a classe média:

- a estagnação econômica do país derrubará os níveis de consumo das famílias, prejudicando sobremaneira os micro e pequenos empreendedores;

- o congelamento dos gastos públicos (PEC 55/241) terá impacto não somente sobre a saúde e educação públicas (de que a classe média tenta prescindir), mas degradará também a qualidade dos serviços públicos em áreas que lhe são caras, como mobilidade urbana e segurança;

- a reforma previdenciária desqualificará os melhores empregos (que são os da classe média), pela postergação da aposentadoria;

- a reforma trabalhista (com o virtual fim da CLT) será catastrófica para as classes desfavorecidas. Isso virá reduzir custos para os micro e pequenos empreendedores, contudo reduzirá também o poder geral de compra da população – afora que causará um crescimento da criminalidade;

- a entrega do pré-sal aos estrangeiros prejudicará o desenvolvimento do país, comprometendo a qualidade de vida das próximas gerações.

Já a classe dominante só terá a ganhar com tudo isso:

- o domínio cada vez mais direto sobre as instituições lhe permite fazer valer ao máximo os seus interesses;

- ela vive do rentismo (coisas como emprego, salário ou aposentadoria não lhe dizem respeito), de futuro glorioso agora que o gasto público foi resguardado para o pagamento dos juros da dívida pública;

- será a grande beneficiária da redução geral dos custos do trabalho (mesmo que certos segmentos industriais ainda dependam do mercado consumidor interno);

- seus laços com o Brasil limitam-se à extração de riqueza, a qual ela desfruta no exterior; ela pode assim se manter alheia à degradação das condições de vida no país.

Em adição a tudo isso, virá uma reforma tributária ainda obscura, mas de que não cabe duvidar que aliviará a carga tributária da classe dominante e pesará a mão sobre todas as demais.

 

A janela de oportunidade do choque de realidade

Encontra-se assim em curso um processo que empurra a classe média para um choque de realidade, um abalo na sua visão de mundo histórica, pela qual a riqueza é o prêmio dos mais fortes, um lugar ao sol que se conquista na marra, na base do cada um por si (“farinha pouca, meu pirão primeiro”, que no Brasil pode ser lido como “Estado pouco, meu privilégio primeiro”). Visão de mundo que toma por fato natural da vida a dominação dos de baixo pelos de cima, bem como a decorrência disso, a desigualdade.

Aos dominados cabe resignar-se a essa sua condição natural. O pior dos crimes que um dominado pode cometer é afrontar seus dominadores: um escravo que enfrentasse o feitor ou capataz era torturado com os mais atrozes suplícios, e sublevações como as da Cabanagem e de Canudos foram “pacificadas” por genocídio. Hoje, das violências que os dominados cometam entre si a sociedade se exime com menosprezo, mas, para a menor violência cometida por um dos “de baixo” contra um dos “de cima”, cadeia não basta: a sociedade considera natural, e até bom, que a cadeia violente, desumanize e brutalize o infeliz mais e mais a cada dia, afinal bandido bom é bandido morto (o que, obviamente, não se aplica quando acontece de o criminoso ser um dos “de cima”).

Em uma palavra: medo.

Desde 1500, somos uma sociedade em que cada um que se vire para conquistar, e defender, aquilo que for capaz de juntar. Isso não nos constitui como sociedade, no sentido pleno desse termo. Isso instila um sentimento permanente de medo de perder aquilo que se conseguiu juntar. Daí o ódio atávico à esquerda – inclusive por parte dos ex-pobres recém-ascendidos. Não importa que governos da esquerda tenham promovido a prosperidade e que o governo que derrubou a esquerda traga a ruína, atenuar a desigualdade seria desmanchar a ordem natural das coisas, inocular caos no mundo. A classe média tende a ver o miserável que recebe Bolsa-família e o pobre que tem acesso a Prouni, Pronatec, Minha Casa Minha Vida como gente que vai querer sempre mais (afinal, não somos todos assim?) e, como nunca houve riqueza bastante para todos (afinal, não foi sempre assim?), ela correria o risco de acabar ficando sem a dela.

Foi para afastar esse “perigo” que a classe média ocupou as ruas vestida de amarelo (não por acaso, a cor que na bandeira simboliza riqueza) e bateu suas panelas na varanda, sem se aperceber que era usada pela classe dominante para, no momento seguinte, ser traída e descartada. Essa, a paga pela sua adesão: foi por ter na classe dominante o seu ideal de vida (“a burguesia quer ficar rica”, cantava o poeta Cazuza) que a classe média sempre tomou ameaças existenciais à classe dominante como ameaças a si própria.

Oxalá esses brasileiros enxerguem que não têm a menor chance de faturar o bônus de “chegar lá” passando a fazer parte do menos de 0,1%, afinal, é matematicamente insano que 50% ou mais da população desejem isso. Ficam sem o bônus, mas com o ônus de conviver numa sociedade envenenada, vida afora, em nome dessa sua fantasia. Muito mais gratificante será vivermos todos numa sociedade saudável, alicerçada em instituições verdadeiramente cidadãs (a começar por uma educação e uma justiça que mereçam esses nomes).

O Brasil há de acordar dessa bad trip que já se arrasta por mais de quinhentos anos. Para que possa finalmente sair dela, o que se abre a partir de agora é uma janela de oportunidade inédita na História: esse brutal choque de realidade.

Ter as suas crenças confrontadas pela realidade dos fatos é um processo penoso e doloroso para quem quer que seja. Quanto mais penoso e doloroso venha a ser sentido, mais a ele se reage pela reafirmação da crença disfuncional e pela negação da realidade dos fatos.

A classe média tenderá assim a uma maior segmentação, aqueles mais reflexivos poderão dar conta de reciclar essa mentalidade histórica enquanto que aqueles mais irreflexivos se agarrarão mais e mais às suas “verdades” de sempre (em especial a de que nada deve mudar), facilitando assim sua manipulação pela classe dominante.

Sem o apoio da classe média, a classe dominante será como que uma cabeça sem corpo. Seus braços, suas pernas, são os segmentos da classe média que se dispõem a servi-la. Sem estes, a classe dominante não passa de um gigante de pés de barro.

Por isso se pode dizer que a “elite” (aspas) brasileira comete suicídio: não bastasse estampar a iniquidade dessas instituições que ela, historicamente, impôs ao país, a classe dominante, ao predar a classe média, bota a perder os alicerces que (também historicamente) lhe dão sustentação.

 

Caminha o Brasil para uma ditadura fascista?

De uma democracia precária, mas minimamente funcional, o Brasil passou a uma democracia de fachada, uma farsa que só perdurará enquanto se mostrar minimamente útil à classe dominante – que aliás jamais teve qualquer vocação democrática; na célebre frase de Sérgio Buarque de Holanda, “a democracia no Brasil sempre foi um lamentável mal-entendido. Uma aristocracia rural e semifeudal importou-a e tratou de acomodá-la, onde fosse possível, aos seus direitos ou privilégios”. Uma pseudodemocracia em estado de “guerra institucional”, com cada instituição agindo como se fosse a única, se permitindo ir contra as demais em prol da sua agenda individual em lugar de compor com elas um todo funcional, aporta mais custos que benefícios, pelo que não terá vida longa.

Em futuro próximo é assim provável uma ditadura como um regime abertamente fascista, e não necessariamente pela via de algum golpe militar à la 1964, posto terem os aparatos policial e judicial se acumpliciado numa simbiose essencialmente antidemocrática: as PMs estaduais há muito desempenham o papel repressor que no passado coube às forças armadas.

Entretanto, uma ditadura fascista tampouco teria vida longa, pois ela dependeria do grau de adesão que conseguisse angariar na classe média, o que não teria sustentação no tempo. Paradoxalmente, a opressão de uma ditadura acabaria por ser mais percebida pela classe média do que pelas classes desfavorecidas, que há muito já padecem, cotidianamente, da repressão pelo Estado.

A ditadura fascista, caso de fato advenha, será uma fase a mais a ser superada. A chave para que ela dure menos (ou nem chegue a ocorrer) reside na construção de uma alternativa para a classe média: um projeto para que o conjunto da sociedade assuma a tarefa de transmutação das instituições.

 

Forma, em vez de conteúdo

Foi dito que o atributo primordial de tal projeto é ser unificador da sociedade. Ocorre que nenhum conteúdo político pode ser unificador. Qualquer unificação somente poderá se dar na forma política.

Forma, em vez de conteúdo. Água e azeite, conteúdos diferentes, não se misturam. Isso não impede que, numa receita culinária (forma), participem ingredientes como a água e o azeite (conteúdos), reunidos no propósito mais abrangente da preparação de uma comida.

Ademais, os valores da classe média brasileira estão em geral longe de ser valores de esquerda. Com o que sonha um típico brasileiro da classe C? Com um emprego assalariado digno, respaldado por um sindicato forte (visão da esquerda)? Ou com um mínimo negócio próprio, ainda que na economia informal, que no futuro possa ser passado a um filho (visão pequeno-burguesa)? Por que deveria uma visão ser mais legítima que a outra?

Imperioso e urgente é conceber uma forma de participação política capaz de acolher distintos (e mesmo antagônicos) conteúdos políticos, em prol de um propósito maior que seja unificador de tais conteúdos: levar a sociedade a assumir nossas instituições, para transmutá-las em instituições verdadeiramente cidadãs.

A travessia se fará, de um modo ou de outro. É o destino, como anteviu Darcy. Quanto mais unificada esteja a sociedade menor o custo, em sangue e em dor.

O termo “coxinha” (que neste texto estará sempre grafado entre aspas) tem origem num apelido da periferia paulistana aos soldados da polícia militar (em geral oriundos dessa mesma periferia), para ironizar o fato de que, não obstante todo o poder e opressão que são capazes de exercer, recebem baixos salários, não passando assim de iguais na servidão e na exploração pela classe dominante – pelo que não contam com alternativa melhor do que alimentar-se de frituras de balcão de botequim.

Assim, “coxinha” é aquele que se deixa usar, em nome de interesses no fundo contrários aos seus próprios. Trata-se obviamente de um termo pejorativo, que subentende uma superioridade moral por parte daquele que o usa. Já dizia Carl Gustav Jung que não se pode ajudar ninguém a mudar fazendo-o sentir-se mal. Os “coxinhas” precisam ser resgatados da órbita dos fascistas (que parecem muitos apenas porque fazem muito barulho), não deixados no mesmo saco que estes.

Ficarão de fora a priori da forma política unificadora a ser instaurada apenas aqueles conteúdos políticos que sejam exclusivistas a ponto de negar o direito à existência dos que deles divirjam: ao recusar qualquer projeto da natureza unificadora, eles próprios se autoexcluirão. Trata-se, claro, do fascismo, algo que no fundo não passa de sociopatia, como bem o descreveu Norberto Bobbio: “o fascista fala o tempo todo em corrupção. Ele acusa, insulta e agride, como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso comum, um sociopata que faz carreira na política. No poder, essa direita não hesita em torturar, estuprar e roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais do que a corrupção, o fascista pratica a maldade”.

 

Uma nova utopia para o Brasil (três guias para sairmos do caos)

Milton Santos dizia que “a força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando conseguem identificar apenas o que os separa e não o que os une”. Há que encorajar os brasileiros, historicamente separados, à identificação daquilo que os una.

Três formas políticas de unificação, para um projeto de refazimento das instituições pela sociedade, encontram-se propostas no livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos (que pode ser livremente baixado no site www.brasilutopia.com.br):

– Uma Constituinte dos Cidadãos (não dos políticos!), inspirada na constituinte havida na Islândia em 2010-11, para o dia em que sejam retomadas as jornadas de junho de 2013, de modo a que seja a bandeira em comum que nos faltou naquela ocasião;

– Os assim chamados Grupos de Diálogo: uma metodologia a ser praticada localmente por todo o país, para, em um esforço de investigação e elucidação das raízes (que são de fundo cultural) dos conflitos sociais, encarar de frente a miséria da mentalidade brasileira; e

– A implantação da Democracia Direta como um espaço aberto a todos que queiram praticá-la, por meio de um partido político “cavalo de Tróia” que venha a romper com o monopólio do sistema político-partidário.

Muita energia vem sendo dispersada na busca de alguma solução mais imediata, como eleições diretas. Ora, de que servirão eleições diretas, se a classe dominante fará moldar a legislação eleitoral de modo a que vença o seu candidato (sem contar artimanhas como parlamentarismo)? Mesmo em um cenário otimista, em que venha a ganhar algum candidato pró-restauração da democracia, como conseguiria ele ou ela governar, se o chamado presidencialismo de coalização foi liquidado, e se instituições como o judiciário, o ministério público e a polícia estão fora de qualquer controle exterior a elas próprias, e obcecadas em impor ao país as suas agendas?

Não é mais factível uma saída institucional, posto que as instituições já se encontram pervertidas a um ponto irrecuperável. Já passa da hora de substituir essa visão de curto prazo, das soluções superficiais, por uma visão de processo histórico a médio-longo prazo.

A um povo desprovido de elite resta somente o caminho de fazer-se elite de si próprio – como nos indicou Darcy Ribeiro.

 

Ruben Bauer Naveira é brasileiro e não desiste do seu país; CV Lattes http://lattes.cnpq.br/5119162978665550

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Joaquim Aigusto Nogueira Filho

Suicidio da elite brasileira

Creio que o que acontecerá ao.Brasil estará mais próximo ao que ocorreu em Honduras com tendências ao que ocorreu em terras palestinas

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Hildo Martins

A "elite" suicida-se...

Obrigado Bauer...Muito obrigado. Abçs.

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Parabéns pelo trabalho.

Há muito buscava uma concatenação e encadeamento das características históricas brasileiras a apontá-las como as causas de nossa inviabilidade.

identificadas, catalogadas, decifradas e expostas, podemos então passar à tentativa de utopizá-las, se me permitem o neologismo.

já publiquei o texto em minha Bodega, no facebook.

Cordiais Saudações,

Luiz Carlos Moraes 

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Ayr Tavares

Nova Utopia - comentário

Criticar, quase todos nós criticamos; falar mal, quase todos nós falamos; mas analisar profundamente situações injustas e suas causas, e apresentar propostas corretivas, muito poucos conseguem. E o Ruben Bauer, ao que parece, conseguiu.

Com a sua NOVA UTOPIA (consubstanciada nos Grupos de Diálogo, na Democracia Direta e na Constituinte dos Cidadãos), o autor resgata o sentimento e o sonho de Rui Barbosa, sintetizados nas frases: “a Pátria não é ninguém, são todos”; “a Pátria é a família amplificada”. Uma Pátria construída por todos, para todos, é o que pretende o Ruben, e nós também!

Na minha santa ignorância, confesso, não conheço nenhuma proposta melhor do que a apresentada pelo Ruben, embora admita que a sua aceitação, pela maioria, vai depender de aperfeiçoamentos que só um afinado Grupo de Diálogos pode oferecer.

Em face disso proponho que, com as pessoas que botam fé na NOVA UTOPIA, se forme um grupo (de até quarenta cidadãos) para aparar todas as arestas que possam comprometer a proposta, desde que o Ruben, naturalmente, concorde e participe.

Ayr Tavares

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Ruben J Bauer Naveira

Prezado Ayr,

Obrigado por suas gentis palavras.

Grupos de diálogo podem ser montados por qualquer pessoa, as orientações gerais para isso encontram-se no Livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos.

O ideal é que surjam centenas, milhares de grupos de diálogo Brasil afora.

Se me for possível (grupos de diálogo são necessariamente presenciais), participarei com satisfação do grupo que você vier a montar.

Abraços

 

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Ayr Tavares

Nova Utopia

Criticar, quase todos nós criticamos; falar mal, quase todos nós falamos; mas analisar profundamente situações injustas e suas causas, e apresentar propostas corretivas, muito poucos conseguem. E o Ruben Bauer, ao que parece, conseguiu.

Com a sua NOVA UTOPIA (consubstanciada nos Grupos de Diálogo, na Democracia Direta e na Constituinte dos Cidadãos), o autor resgata o sentimento e o sonho de Rui Barbosa, sintetizados nas frases: “a Pátria não é ninguém, são todos”; “a Pátria é a família amplificada”. Uma Pátria construída por todos, para todos, é o que pretende o Ruben, e nós também!

Na minha santa ignorância, confesso, não conheço nenhuma proposta melhor do que a apresentada pelo Ruben, embora admita que a sua aceitação, pela maioria, vai depender de aperfeiçoamentos que só um afinado Grupo de Diálogos pode oferecer.

Em face disso proponho que, com as pessoas que botam fé na NOVA UTOPIA, se forme um grupo (de até quarenta cidadãos) para aparar todas as arestas que possam comprometer a proposta, desde que o Ruben, naturalmente, concorde e participe.

Ayr Tavares

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Primoroso e paradigmático...

Prezado Ruben, parabéns! Um estimado amigo me enviou o seu texto, o qual achei primoroso, substancial e paradigmático, por isso já o estou compartilhando entre amigos. É também um alento para os que como eu tem padecido de tristeza com o fulminante e surreal ataque das corporações contra a nossa democracia e tudo o que representa salto civilizatório, em especial o pequeno ensaio progressista que experimentamos na última década. É alento para todos que, contudo, não desistimos do BraSil, de transformá-lo numa nação plurinacional e vigorosa. Acredito que é a partir do alargamento do horizonte utópico que poderemos cunhar um resiliente projeto nacional. O exemplo da Islândia, embora sejamos um muito complexo país-continente, é inspirador, precisamos de uma revolução copérnica, de uma leitura crítica visceral a respeito de nós mesmos e do nosso lugar no mundo, e acho crucial que esta aventura (melhor q meramente empreendimento, pois com rigor e paixão), leve em conta a irmandade sul e latino-americana, não é saudável e sustentável que continuemos a negligenciar e sonegar o que nos é essencial, o nosso devir. Além da democracia direta e a construção de uma práxis que acesse permanentemente os seus mecanismos, a fortuna se avoluma amalgamando-a com a democracia participativa: o fortalecimento das várias Instituições Participativas (IP) que já temos, sobretudo do ponto de vista da efetividade democrática, a exemplo dos conselhos, conferências, orçamentos participativos, audiências públicas, mesas de negociação etc, e a criação de novas instâncias, forjando uma nova cultura democrática que pressupõe, inclusive, a adoção de uma estratégia de educação pós-totalitária ou educação para a democracia, a cidadania e a paz (algo que ainda não foi realizado desde o fim da ditadura) e de democratização radical dos meios de comunicação social (ao menos como estabelece a Constituição Federal de 1988 e nunca foi posto em prática). Sigamos em sintonia, fortalecendo-nos uns nos outros, e avantes! Abraços, Franklin

 

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Educador, ativista, especialista em Democracia Participativa (UFMG).

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AFONSO H V GUEDES

Militares

Excelente texto e prodigiosa visão dos fatos. A meu ver no entanto faltou uma abordagem a respeito do militarismo brasileiro(MB) .Eivado de privilégios, sem nenhuma condição de comabte a inimigos extrnos (Guerra? só a do Paraguai, onde só morreram praças e negros), o MB só defende seus salários, seus poucos afazeres e sempre que podem buscam inimigos entre seus irmãos. Pior só temos o judiciário com supersalários e  penduricalhos de montão a engordar seus proventos. A desigualdade tem um nome: Brasil.

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amjr

Excelente!

Parabéns pela lucidez, sr. Naveira. Ótima consideração sobre o mecanismo de implantação da semente do subdesenvolvimento no cerne da própria sociedade brasileira, noção essencial para que exista a tolerância (ou admiração) às diferentes formas de arbítrio tão em voga atualmente. Algumas das premissas já vinham sendo comentadas há algum tempo, em diversas plataformas e de forma dispersa, mas é a primeira vez que as vejo perfeitamente concatenadas. Oxalá sobrem vozes da lucidez em número suficiente para desatar o nó górdio do modelo de capitalismo oligárquico do qual o Brasil é o laboratório mais bem sucedido (não vejo nenhuma outra sociedade que se aferre, de forma tão acrítica e devotada, a um modelo que lhe rouba os próprios direitos sociais). Não sou tão otimista quanto era Darcy Ribeiro, e que parece também ser o seu caso, mas não custa pensar que algo ainda seja possível. A única ressalva que, humildemente, gostaria de fazer, é não ter visto nenhum comentário sobre um protagonista fundamental do processo tão bem descrito, a saber, o modelo de comunicação de massas que domina a informação no País. Sempre penso que, enquanto o brasileiro de classe média-baixa pouco instruído for doutrinado pelos meios de comunicação de massa oligopolizados que temos, notadamente a TV de canal aberto, não haverá a menor chance de criar uma opção ao modelo social vigente, pois somos grandes demais, em população e território, para criar movimentos de massa sem antes romper este domínio hegemônico da informação. Seremos sempre o rebanho chomskyano, pastoreado por alguns cães adestrados e propriedade de alguém. Mas, como disse, otimismo não é meu forte. Torço para estar errado e o senhor ter razão. Felicitações!

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Ruben J. Bauer Naveira

Prezado,

Obrigado por seus comentários.

A grande mídia, propriedade de umas poucas famílias obscenamente ricas, é parte indissociável da classe dominante. Como o texto já estava bastante longo, preferi não destacá-la, e sim focar na classe dominante como um todo.

Quanto ao otimismo/pessimismo, a Rede Globo manipula as consciências de milhões de brasileiros? Sim. Mas todo esse poder da Globo baseia-se em manipulação, ou seja, em engodo, mentira. Em contraposição, há a verdade (duríssima, mas não menos verdade) de que a classe dominante trai e descarta a classe média, depois de usá-la. 

Lutaremos porque acreditamos que a verdade tenha mais valor, e mais força, que a mentira - do contrário nada valeria mais a pena.

Abraços

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TENS DÚVIDA? TERIA SIDO UM GOLPE? HE HE HE - 2

5% DE CANALHAS. CANALHAS! Assim é. País sem pudor! TERIA SIDO UM GOLPE? TERIA SIDO UM GOLPE COMANDADO PELOS PODERES DA REPÚBLICA, SOB DOGMAS DOS PODEROSOS MULTI-NACIONAIS E GOVERNOS EXTERNOS?> https://gustavohorta.wordpress.com/2017/01/05/assim-e-pais-sem-pudor-teria-sido-um-golpe-teria-sido-um-golpe-comandado-pelos-poderes-da-republica-sob-comando-dos-poderosos-internacionais/ "TERIA SIDO UM GOLPE? TERIA SIDO UM GOLPE COMANDADO PELOS PODERES DA REPÚBLICA, SOB DOGMAS E PATROCÍNIO DOS PODEROSOS MULTI-NACIONAIS E GOVERNOS EXTERNOS? O que você acha? Você ainda tem dúvidas?Não as tem? Está convencido de que foi um golpe? Está convencido de que não foi um golpe?Em qualquer dos dois casos pouco ou, no segundo caso, nada esta crônica poderá acrescentar. ..."

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WG

Há pontos muito interessantes

Há pontos muito interessantes no artigo. A PM como fonte de opressão alternativa ao exército. Veja o o caso de Vitória hoje, a PM em greve e o exército tendo que ocupar seu lugar.  A desnecessidade de um golpe militar, pelo fato de o exércio e o judiciário estarem sob o comando direto da classe dominante. A definição exata do termo "coxinha". O raixo x da classe média, esta como marionete da classe dominante, Mas as alternativas sugeridas não resolvem o essencial: o capitalismo chegou a um estágio de concentração brutal da riqueza. Se a democracia nos EUA e na Europa não conseguem impedir o processo de acumulação sem freios, como uma democracia tupiniqum o faria ?. A democracia direta na Islândia parece funcional, mas em termos de nível educacional e cultural, estão um século à nossa frente. Penso que a melhor alternativa é a esquerda chegar novamente ao poder, não sei como, e dar UM CHOQUE DE EDUCAÇÃO, Sei lá, investir metade do orçamento em educação: seria um choque e pavor na classe dominante.  

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Eduardo Gonçalves Moreira

Excelente texto!

Melhor texto que já li num contexto sobre a mentalidade social.

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E a serpente botou um ovo com logotipo da Globo

O exato dia em que a serpente do fascismo botou seu ovo na praça o que desaguou no golpe de estado...5 ato do MPL que ocorreu ainda sob a duvida de um Datena que pergunta ao vivo: apoiamos ou nao apoiamos...claro a turma do MBL e assemelhados dizia: chegamos...

https://www.vice.com/pt_br/article/os-protestos-de-sp-em-7-atos-parte2

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...spin

 

 

Parabéns Ruben! Excelente

Parabéns Ruben!

Excelente post. Uma visão claríssima do que tem ocorrido em nossa sociedade. Precisamos de democracia direta mesmo. Claro, democracia direta como poder central no Brasil (ou em qualquer país do mundo) é e será, por muito tempo, uma utopia. Mas há diversas instituições, os sindicatos e associações profissionais, por exemplo, que teriam muito a ganhar com a ampla, contínua e instantânea participação de seus associados na decisão dos rumos dos movimentos. Seriam mais poderosos, mais fiéis à vontade das bases, e menos sensíveis aos desvios de atuação por oligarquias institucionais. Se tivéssemos mais democracia direta nestas instituições, no passado recente, talvez pudéssemos ter resistido de forma mais eficaz ao golpe.

Estou querendo discutir este, e muitos outros tópicos, em um grupo de diálogo!

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Ruben J. Bauer Naveira

Obrigado, Dante

Obrigado por seus comentários, e fico feliz com sua disposição em participar de um grupo de diálogo. Toda orientação para a montagem e condução de grupos de diálogo você encontra no livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos, que pode ser livremente baixado no site www.brasilutopia.com.br

Um grande abraço

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excelente texto

Confirma categoricamente que o Brasil nunca saiu do colonialismo. O Brasil precisa de um projeto de nação. Mas primeiramente tem que mudar as cabeças pensantes. O governo está envelhecido. Foi o maior erro do Pt nos últimos 12 anos de governo. não formar novos políticos... Está pior, quem pode contribuir não quer ser político.

Haddad está no vácuo, parece que veio do futuro!!!

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Jorge Leite Pinto

Adorei o texto,

Adorei o texto, excelente!

Bem didático e claro, explica de forma simples todo este caos que nos assola e suas causas.

Apesar de não ser tão otimista quanto o autor em sua utopia final, respeito seu sonho, e até desejo que isto algum dia se torne realidade. Porque não?

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Adelia Sylvia Penna Ramos

A Elite Brasileira Suicida-se

Você deixa claríssimo que HÁ SOLUÇÃO.  Vamos vibrar para que haja também bom senso e cooperação: só assim o saudoso Darcy Ribeiro terá cumprida sua visão.

 

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Gostaria que explicasse mais sobre

"– A implantação da Democracia Direta como um espaço aberto a todos que queiram praticá-la, por meio de um partido político “cavalo de Tróia” que venha a romper com o monopólio do sistema político-partidário."

 

Que cazzo é isso?

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Ruben J. Bauer Naveira

Partido "cavalo-de-Tróia"

Prezado Homero,

Você encontra o detalhamento completo dessa proposta no livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos, que pode ser livremente baixado no site www.brasilutopia.com.br

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Obrigado

Vou ler...

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Brnca

História ensina

Está na hora de pensar e estudar a História da Segunda Guerra, de como populações se organizaram e derrotaram nazistas e fascistas sobretudo na França e Itália. Não foi com contemporização. Não foi só com forças armadas aliadas. Foi sobretudo no dia a dia com ação subterrânea e bem montada: Maquis, Resistenza!

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PEDRO A RIBEIRO DE OLIVEIRA

análise muito lúcida

Parabéns pela análise! Estando em Vitória, onde estou vendo a Polícia Militar insubordinar-se sem sofrer qualquer punição, tive essa mesma percepção: se a classe dominante violou a Constituição com o golpe do impeachment, se o STF tolerou a violação do sigilo telefônico da Presidência da República, se a  PGR engaveta processos que possam levar amigos à cadeia, se Mr. Fora Temer indica para o STF alguém piior que o Gilmar, por que somente os policiais militares se  submeteriam à lei? É isso aí: "farinha pouca, meu pirão primeiro" ou "America first".

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Marcelo33

A situação atual é um teste

A situação atual é um teste de caráter para o nosso povo !! 

E por enquanto, a nota é 0.

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"E vamos então varrer a canalha”

O artido lembra o que dizia Hannah Arendt no seu livro As Origens do Totalitarismo. O pré-sal era o remédio do governo petista para fazer essa "revolução" da qual falava Darci Ribeiro: investimento maciço em Educação. Mas isto é demais para a classe dominante, então, mesmo correndo o risco de darem o tiro no pé, derrubaram o PT e instalaram o que deram, na espera que os seus mais proximos voltem ao comando politico. Sem um grande projeto de Pais das frentes progressistas, vai demorar um bocado para varrer essa canalha.

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Melhor artigo

Cansei das burradas desse Golpe. Temer, Moraes, Serra, Janot, Moro, Marinhos. Não sei se é a pilantragem que engendra a burrice, ou muito pelo contrário.

Concordo com o autor: tirando os 0,1%, todo mundo vai se ferrar. Não vejo mais saída dentro das intituições. O limite da sobrevivência do Golpe será anular as eleições de 2018. O que está muito próximo de acontecer.

Acontece que não precisamos de eleições. Embora não tenhamos de abandonar a luta, a desobediência civil e a resistência pacífica devem seguir nos rumos que o autor propõe. E o melhor lugar para se fazer isso é nas escolas públicas. A escolas são o ambiente da política por excelência. Estão geograficamente distribuídas no território, os professores, em geral, são sensíveis às lutas populares e há jovens e há famílias.

É preciso discutir um novo Brasil que queremos. Para isso não precisamos pedir licença ou favor a nenhum pateta fascista golpista medíocre vendido e imbecil de plantão. É só fazer.

Precisamos segurar as rédeas de nosso destino nas mãos.
 

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Embora eu tenha torcido o

Embora eu tenha torcido o nariz para a solução proposta pela inviabilidade da democracia direta e especialmente quanto ao tal ~partido cavalo de Tróia~, vou ler as tais utopias para o Brasil porque o diagnóstico traçado pelo autor está irreparável!

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franciscopereira neto

Complicado

Embora a boa intenção, o texto é complicado por ideias que não se traduzem com lucidez nas palavras.

Percebi a dificuldade do autor em tentar dar a mensagem, mas ficou truncada, mesmo citando autores consagrados.

Cofesso que tenho também, as vezes, essa dificuldade.

Expressar um pensamento com clareza só é possível reproduzir com palavras, frases e conceitos bem elaborados.

Infelizmente o autor não conseguiu.

Acho também que seria muita pretensão alguém fazer um diagnóstico para onde vai caminhar a sociedade brasileira, nas circunstâncias atuais do país, se nem os intelectuais das áreas das Ciências Humanas ao longo do tempo conseguiram fazê-lo.

São livros e mais livros, artigos, palestras, todos versando sobre o assunto, cada um dando a sua contribuição, suas ideias, mas o país continua no século XXI tão incapaz e atrasado. O Brasil não conseguiu sair do século XVI.

Deve ter algo de errado ai.

Ou o diagnóstico, ou os agentes para operar essas transformações.

Há duas citações que eu não concordo.

Uma que não é do autor do texto, mas que foi citada. No Brasil "não existe elite".

Como não? O mínimo que pode ter ocorrido é a ausência de uma palavra adequada para definir esse grupo de gente.

Poderia se dizer elite cafona, rastaquera, vira lata, que aliás nos já o fazemos por serem tão grotescos.

Um exemplo disso é ver uma foto do Serra junto com o ex-secretário do Obama, John Kerry.

Parece um débil mental alucinado pelo seu tutor.

O Serra não é elite?

Tudo bem.

Então o que ele é?

A outra citação é aquela que o autor diz que governos de coalizão não deram certo.

Não é bem assim.

Não deu certo com o PT.

O Brasil sempre foisgovernado por coalizões. Sempre de direita.

Com a esquerda não deu certo mesmo.

E era para dar? Com essa "elite"?

Só o PT não percebeu isso.

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Lidiane Fernandes

Francisco, me desculpe, mas

Francisco, me desculpe, mas dizer que o autor não foi muito claro em suas ideias é um equívoco.

O autor traçou toda uma linha de raciocínio para poder ser o mais claro possível em seus argumentos e se chegar a uma conclusão a respeito do assunto.

Foi um dos textos mais pertinentes que eu já li a respeito da atual situação no Brasil.

Você não concordar com o ponte de vista apresentado eu até compreendo, mas dizer que o autor não foi claro, não.

Sério, você não deve ter lido certo. Leia novamente! ;)

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franciscopereira neto

Humor

Eu acho que foi o meu mau humor, depois do Traíra ter indicado Alexandre Moraes para o STF.

A cada parágrafo que eu lia, não saia da minha cabeça, Alexandre Moraes, Luthor, Kojak, Alexandre Moraes, Luthor, Kojak... e repetia no meu cérebro e repetia, repetia e ao cabo não consegui entender aonde o autor quis chegar.

Vou repetir a pergunta de um comentário aqui.

O que ele quis dizer com partido cavalo de tróia?

Como ele disse:

Que cazzo é isso?

Brincadeira Lidiane.

Eu reli atendendo sua sugestão e devo dizer que cabe ao autor todo o meu apreço, pois são tão poucos que pensam assim e que está do mesmo lado nosso para construir um país melhor.

A mediocridade é tanta nesse país que mesmo uma pequena destoada num artigo, que não é o caso, depois de reler, não seria bom fazer crítica para ideias que nos aproxima.

Quanto ao partido cavalo de tróia, eu concordo com ele, pois já citei isso num comentário, não me lembro em qual.

Só que eu disse um pouco de modo diverso.

O empoleiramento (sic) da casta concurseira, juizes, MPF, PF e das instituições das quais eles pertencem, deveria ser substituida de maneira sutil por brasileiros de verdade que enxergasse as consequência dos seus atos, e não como esses indivíduos que acreditam  que vieram à Terra (mas tinha que ser no Brasil) com a missão divina de acabar com a corrupção do PT. Só do PT.

Mas acho que isso demoraria muito. E não haverá tempo para isso.

Por isso prego a ruptura total das instituições, já.

E os sinais em tão pouco tempo do corrente anos, são apenas trinta e oito dias só de desgraças, dão conta que a coisa não vai muito longe.

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Ruben J. Bauer Naveira

Ainda o "partido cavalo-de-Tróia"

Prezado Francisco,

O detalhamento completo dessa proposta está no livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos, que pode ser livremente baixado no site www.brasilutopia.com.br

E nesse site há um resumo da proposta do partido cavalo-de-Tróia (bem como da constituinte dos cidadãos, e dos grupos de diálogo).

Abraços

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Lidiane Fernandes

Francisco, me desculpe, mas

Francisco, me desculpe, mas dizer que o autor não foi muito claro em suas ideias é um equívoco.

O autor traçou toda uma linha de raciocínio para poder ser o mais claro possível em seus argumentos e se chegar a uma conclusão a respeito do assunto.

Foi um dos textos mais pertinentes que eu já li a respeito da atual situação no Brasil.

Você não concordar com o ponte de vista apresentado eu até compreendo, mas dizer que o autor não foi claro, não.

Sério, você não deve ter lido certo. Leia novamente! ;)

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Bobo

"Trata-se obviamente de um

"Trata-se obviamente de um termo pejorativo, que subentende uma superioridade moral por parte daquele que o usa. Já dizia Carl Gustav Jung que não se pode ajudar ninguém a mudar fazendo-o sentir-se mal."

É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-los de que elas foram enganadas - Mark Twain.

 

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Tem que começar nas universidades

"Falta ainda algo já não tão difícil, na medida em que depende de nós: a unificação da sociedade em torno de um projeto para essa transmutação..." sim! sim! sim! Esse projeto é o novo sistema político, e os "Grupos de Diálogo" devem ser formados na internet usando fóruns de discussão.. apesar do enfoque diverso, e da profundidade do seu texto, ele é muito parecido com o que venho pregando a meses, em parte está neste artigo: http://www.forumimobiliario.com.br/2017-nibiru-facebook-vai-acabar/

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Ruben J. Bauer Naveira

Sobre os grupos de diálogo

Prezado J. Ruiz,

Vi sua proposta das entidades universitárias, ela é pertinente.

Apenas esclareço que os grupos de diálogo que proponho são necessariamente presenciais. O detalhamento compelo da proposta desses grupos está livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos, que pode ser livremente baixado no site www.brasilutopia.com.br

Abraços 

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O problema destas analíses

O problema destas analíses reformistas, formais e pró-democracia é que elas consideram que as condições econômica (e de poder) no capitalismo são mais ou menos constantes.

O autor ignora:

1 Qque o capitalismo está passando por uma crise de grandes proporções, que pode ser a sua última.

2. Que a tendência é o trabalho humanos ficar excasso por conta da economia 4.0, o que já está gerando bilhões de pessoas "supérfluas" (já que a utilidade das pessoas no capitalismo se define por sua capacidade de gerar valor)

3. Que o capitalismo mundial está implodindo, desta vez, do centro para a periferia

4. que não há reforma política ou econômica que dê conta desta crise estrutural e incontornável.

Acho que devemos é nos preparar para o fim do capitalismo. E o que é pior: a maioria das pessoas está tão imersa no sistema, que nem consegue vislumbrar o que seria a vida fora dele.

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humberto costa pereira

Um pais com necessidades

Um pais com necessidades continentais e uma população enorme no limite da pobreza tem muito a evoluir e isto gera uma economia altamente dinâmica.

Daí a cooperação dos paises dos BRICS ser o caminho.

A economia 4.0 vai afetar principalmente os  paises desenvolvidos.

Portanto a análise do Bauer é altamente pertinente.

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Victor Suarez

Concordo contigo. No

Concordo contigo.

No capitalismo onde há rizqueza haverá pobreza na proporção inversa. Veja as grandes cidades, todas, tem ilhas de riquezas e um caminhão de gente pobre para manter as coisas como estão.

Não haverá saída se toda vez que se tocar no problema dos 0.1% sermos acusados de teoristas da conspiração.

Eles são poucos, e são eles que ditam a política nacional. Na minha terra tem um fulano que todo político tem de bejar a mão, senão nem assume o cargo.

Sinceramente, o pior é ver a classe média se fingindo de rica, de elite, deixando o Brasil se esfacelar.

Mundo afora a coisa não tá boa não. A mesma força que tirou Dilma, quer tirar Trump, por mais paradoxal que isso pareça.

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Ciro Medeiros

Melhor análise que vi até

Melhor análise que vi até agora. 

 

Importante o foco no papel da classe média-alta : o ato de manipular os pobres a distrai do fato de que elas são manipuladas; elas viram os pobres ascendendo e competindo de igual pra igual com ela pelos postos de status na sociedade e, então, para manter a sensação de superioridade com relação ao resto do povo, a classe média-alta se enveredou por um caminho que vai transformar o Brasil em uma mistura de Nigéria com México - um caminho vai leva-la a desgraças. 

Importante notar: a ponta usada para manipular a classe média-alta foi sua necessidade emocional - culturalmente cultivada - de se sentir superior aos outros, monopolizando as posições de status na sociedade. Ou seja, o narcisismo cultural gera estoques de pessoas pré-preparadas para serem co-optadas pela velha tática greco-romana de dividir e conquistar.

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O Brasil e a depressão auto-destruidora.

O Brasil sempre viveu em conflito, desde os seus primeiros passos. Nunca houve uma classe dominante unânime e nenhum povo submisso e silencioso.

Minas Gerais foi palco de muita luta,entre o negro conhecedor das artes de mineração e o chicote do poder. A Bahia presenciou  revolta dos Malés , quando negros islamizados, pretendiam fazer Jihad e islamizar a Bahia.

Palmares foi um verdadeiro país dentro do país e começa em 1580, durando ate 1690. Um idiota metido a intelectual e falando algo sobre Palmares, afirma que palmares era estratificado e tinha escravos.  È claro que tinha estúpido, a escravidão é uma sistema social que apenas usa a questão racial. A escravidão vem do poder e não da raça.   E o escravismo está até hoje em nosso tecido social. E como sempre é baseado num poder, que se sentiu ameaçado, no aeroporto. E este pseudo intelectual, do politicamente incorreto é apenas o reflexo disto. Vende como água para os menos de 20%, pois sabe que é isto que querem ouvir, mesmo alguns com o velho espírito de capitão do mato.

Os portugueses de Pernambuco , contra os impostos de Portugal e Espanha, apoiaram, por um certo período, os Holandeses, isto no meio dos conflitos entre portugueses e espanhóis. Até que não foi mais conveniente, quando se insurgiram contra os holandeses. Nesta hora aceitaram as mílicias negras. 

Tivemos um sem número de rebeliões,  como a Farroupilha de tantas mortes, Laguna,  a Sabinada, Canudos no final do seculo XIX, Contestado (1912-1916) as incursões do exército em Desterro, atual Florianópolis.Os rescaldos e resquícios da guerra do Paraguai. A greve geral de 1917 no Brasil, a guerra civil em São Paulo da década de 1930.  O combate a ditadura Vargas, e os movimentos que levaram ao trabalhismo.  O tenentismo e a Coluna Prestes. O combate a ditadura militar,  as greves do ABC, as Ligas Camponesas o MST e a criação de um partido dos Trabalhadores. E agora pipocam em todo o país manifestações. Nada é tão silencioso,quanto a isto, quanto a nossa imprensa. Acaba de oorrer a Bienal da UNE, Nada soubemos pela imprensa.

E como não sou historiador, apenas estou listando e não as estou analisando ,  a lista pode ser maior, e nem sempre as revoltas foram pelas melhores causas, mas não vejo nelas o brasileiro submisso e dócil, desculpem alguma falha.  Apenas é um contraponto, aos que à esquerda e à direita teimam em reforçar o estereótipo, da elite, que sempre afirma , os culpados de todos são voces brasileiros. Vivem dizendo: vocês merecem pois se submetem a tudo.

O golpe, urdido nos gabinetes, sustentado por uma camara cuja maioria não foi eleita, comandados por quem perdeu a eleiçãoe  como sempre teve  apoio do exterior. E é esta elite  que  como sempre é submissa, entrega com prazer as riquezas do país e daqui a pouco estará fugndo para Miami. Mas cuidado, Trump pode comprar o país e ainda assim  não lhes dar o visto, cucarachas!!!

Ninguém mais recorda que este golpe, surge  porque esta elite sabe que a última oportunidade de vencer nas eleições populares seria com Dilma. E mesmo depois de tanta movimentação contrária,de tanta publicidade tanto campanha contrária, ainda assim perderam. Parece que o povo não comprou  as notícias da Globo. Perderam no voto , e deram então vazão ao tapetão. E sabem que perderão todas, pois a população não vai eleger este governo que está aí. Se privilegiaram de uma conjuntura especial propícia e também criada. Mas tentam fazer todos os males de uma vez só.  Pela primeira vez temos um orçamento feito por uma emenda constitucional. Isto é feito, pois quando sairem do poder, vão se tornar os maiores defensores da constituição. Querem destruir uma constituição para fazer de novo, uma que garanta os podres poderes.

Fazem o que querem não porque tem apoio popular, mas  porque tem apoio de um judiciário, de um legislativo e de uma mídia que são  representativos de interesses que não tem nada a ver com a população. Uma mídia que todo dia fala no DEUS MERCADO e de um presidente  que tem  coragem para tomar medidas impopulares ( isto é contra a população)  e a favor do mercado.  Enquanto isto destruiram lideranças, criaram bandos de ódio, e agora  nos vemos diante de uma bárbárie. O que ocorre em VItória é um sinal. A revolta sem rumo e sem projeto é a pior delas . E ela virá.

Os mesmos reporteres tão chocados com a população, passaram  a noite anterior e hoje tentando nos fazer engolir o novo juiz do supremo. Eles não se chocaram nem com, Temer, nem com Angorá,  nem com Eunício,nem  com Maia nem com Moraes o novo revisor da Lava-Jato.  Ainda não ouvi Moro, que tinha tanto a dizer sobre juizes do Supremo.

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Marcelo33

 "Pela primeira vez temos um

 "Pela primeira vez temos um orçamento feito por uma emenda constitucional. Isto é feito, pois quando sairem do poder, vão se tornar os maiores defensores da constituição." A esquerda vencer eleições é pegar a bomba social desse governo e abraça-la. Vai ser o fim da esquerda. Eleições não valem mais nada. Esse povo mequetrefe de MERDA jamais dará 2/3 do congresso e do senado para a esquerda para reverter isso. Detalhe que praticamente todos os senadores de 2014 são da direita. Se a esquerda deixar de eleger 2 dos 54 senadores em 2018, Game over, PEC até 2022 no minimo Lula vai ser um fantoche dos golpistas e vai ter de governar com a constituição deles.  "Fazem o que querem não porque tem apoio popular, mas  porque tem apoio de um judiciário, de um legislativo e de uma mídia que são  representativos de interesses que não tem nada a ver com a população." Claro que tem ??? Pq o povo não protestou contra Moreira Como fez contra Lula ??? O simples fato do PT ser contra as edidas deixa o povo a favor. Estou querendo saber onde estava o povo quando protestamos contra A PEC ??? Não tinha nem 1/10 dos cretinos dos 20 centavos, que queriam saúde e educação, mas quando cortaram s verbas dessas áreas, sumiram. "E agora pipocam em todo o país manifestações." Não estou vendo isso. E o grosso da população está a favor dessa quadrilha. quem não está é por que quer um governo mais diretamente do PSDB. "Enquanto isto destruiram lideranças, criaram bandos de ódio, e agora  nos vemos diante de uma bárbárie. O que ocorre em VItória é um sinal. A revolta sem rumo e sem projeto é a pior delas . E ela virá." Concordo totalmente aqui. Cansamos de advertir isso em Junho de 2013, mas a troskada nos arremssou nesse pesadelo !! Parabéns aos envolvidos !!! Quanto a culpa do povo, olhe o congressinho que esse povo elegeu ??? 50 milhões votaram em um narcotraficante para presidente. O povo tem muita culpa sim. Tou cansado de passar a mão na cabeça de adulto.

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franciscopereira neto

troskada?

Me corrija se eu estiver equivocado.

Você se refere a Leon Trotsky?

Se for, o que ele tem a ver com tudo que vem acontecendo no Brasil?

Você estava indo tão bem que de repente pegou e furou a bola. Não tem mais pelada.

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Franciscopereiraneto, o que

Franciscopereiraneto, o que eu chamo de Troskada acha que tem a ver com Leon Trotski, mas tem bem menos a ver do que imagina. É essa turminha de morenistas e esquerdistas de classe média alta que tacou fogo no Brasil em 2013 e nos jogou no colo da direita. Convenhamos, há uma diferença enorme entre trotkystas do Brasil, basta ver o pessoal do PCO, anos luz a frente do PSTU e das correntes morenistas do PIÇOL

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" e nenhum povo submisso e

" e nenhum povo submisso e silencioso."

Você está falando do mesmo povo que levou um baita golpe em 64, passou 13 anos batendo palma para os golpistas, começo a se revoltar timidamente na segunda metade da década de 70, pediu diretas já, e quando elas não passaram por causa das ausências, não quebraram tudo ???

Mesmo povo que deixou os golpistas se auto-anistiarem e não tacou nenhum na cadeia ??

Lembrando que a ditadura aqui durou 3x o que durou a Argentina, que a população da Grande Buenos Aires é do tamanho do estado de SP, e a ditadura lá muito mais do que aqui, simplesmente, por que a Ditadura Brasileira não precisou...

Não é que ela foi branda, foi o povo que aceitou.

 

Quanto ao que está acontecendo no ES, aquilo ali é baderna oportunista. Não é nenhuma revolta contra Temer ou o poder Central, até pq o povo capixaba apoiou o golpe de corpo e alma. Acho que se eles pse preocupassem com criminalidade de verdade, não teriam dado 54 % dos votos para o rapaz do Helicoptero de cocaína.

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Marcelo33

Você é exatamente sobre o que eu falei. 

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Fernando M Abelha

No meio do caminho...

Grande Drummont

No meio do caminho do Brasil tem uma Globo

No meio do caminho da Globo teve um Lula

Mas....

Pedra não foi.

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A nova Razão do Mundo.

Bom dia, Ruben,

que interessante ler uma análise sociológica de quem não vê o processo político e econômico sob o viés marxista.

Isso traz elementos interessantíssimos que as vezes passam batido por quem foi formado sob os auspícios do materialismo histórico.

Você ensaia uma interpretação que está em fase com o que há de mais recente na análise sociológica do nosso atual momento de desenvolvimento civilizatório.

Sugiro a leitura para todos nós da esquerda, nacionalistas, progressistas, por assim dizer, o livro de Laval e Dardot, a nova Razão do Mundo. Ali eles demonstram como na passagem da economia concorrencial para a atual economia de oligopólios as elites perdem poder político que paulatinamente se transfere para a classe gestora (que chamamos ordinariamente de classe média).

Sigamos altivos, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe!

 

 

 

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"Se queremos comprimir algo, primeiro é necessário deixá-lo expandir-se ao máximo." Lao-Tsé

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Arthur Ragusa

E aí Salazar! Bom te ver nos

E aí Salazar! Bom te ver nos comentários do GGN, vou ler essa tua dica aí! Hahaha!

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Parabéns, Ruben. Tomara que

Parabéns, Ruben. Tomara que suas previsões de choque sobre a classe média, levando-a a um novo rumo se realizem. Acho que o prazo será longuíssimo. Não há povo pensante no Brasil. Muitos da esquerda, românticos, acham que o pensamento pode brotar sem ser cultivado. Loucura. Em janeiro de 2014 publiquei aqui no GGN o seguinte texto: http://jornalggn.com.br/blog/zegomes/filosofia-no-enem-e-no-vestibular  sugerindo que o governo de esquerda agisse rápido para ensinar os jovens a pensar. 

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zegomes

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