Revista GGN

Assine

eleições 2018

Sala de visitas: o lulismo à luz da crise política atual

Luis Nassif recebe os cientistas políticos André Singer e Adrian Lavalle e, ainda, a cantora Joana Garfunkel 

Luis Nassif recebe os cientistas políticos André Singer e Adrian Lavalle e, ainda, a cantora Joana Garfunkel
 
Jornal GGN – Nesta edição do programa Na sala de visitas com Luis Nassif, você acompanha no primeiro bloco uma entrevista com o jornalista, hoje colunista da Folha de S.Paulo e professor da USP, André Singer, que também se consolidou nos últimos tempos como um dos principais cientistas políticos do país, autor de Os sentidos do lulismo que, apesar de ter sido lançado em 2012, já é considerado um clássico na academia. 
 
Singer avalia o que deu errado no processo de integração lulista e os rumos que a crise política poderá tomar nos próximos meses. No final da entrevista, o professor relembra a importância do sociólogo Antonio Candido de Mello e Souza, falecido recentemente, para a sua formação e a de seu pai, Paul Singer. 
 
Em seguida Nassif entrevista, por Skype, o professor do Departamento de Ciências Políticas da FFLCH-USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa Democracia e Ação Coletiva do CEBRAP, Adrian Lavalle para avaliar o divórcio entre a população e a classe política, os vícios da estrutura partidária no país e a clivagem de natureza ideológica que se consolidou no cenário político brasileiro nos últimos anos, dividindo o país entre petismo e antipetismo. 
Leia mais »
Média: 3.7 (6 votos)

Temer se diz ofendido ao ser questionado sobre babá de Michelzinho

temer_-_beto_barata_pr_3.jpg
 
Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Em entrevista para rádios regionais realizada nesta segunda-feira (15), o presidente Michel Temer considerou ofensiva uma pergunta sobre a babá seu filho mais novo, que estaria lotada em um cargo de confiança do Palácio do Planalto. "Babá do meu filho coisa nenhuma. Não vou deixar ele ficar sabendo disso, porque vai ficar ofendido".
 
Temer disse que Michelzinho tem oito anos de idade e não precisa de babá, afirmando que há uma “senhora que cuidava que tem contrato pelo Planalto”. "Se a funcionária não puder atuar lá em casa, isso vai ser alterado”, afirmou. 
 
Reportagem do O Globo publicada nesta domingo (14) afirma que o Planalto emprega Leandra Brito, que seria babá do filho de Temer, como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia).

Leia mais »

Média: 1.7 (7 votos)

O cancelamento das eleições de 2018: entre o boato e a possibilidade, por Erick da Silva

 
O cancelamento das eleições de 2018: entre o boato e a possibilidade
 
por Erick da Silva
 
Já algum tempo paira no ar, mesmo sem haver ainda a existência de um forte elemento factual. Por esta razão, esta hipótese é encarada por muitos como mero alarmismo, quase uma "teoria da conspiração", não devendo ser encarada com seriedade. 
 
Em meio a turbulência e instabilidade política que assola o Brasil, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), na quinta-feira (04/05), instalando uma comissão especial no congresso para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77A/2003, apresentada pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) – que prevê o fim da reeleição e a coincidência de mandatos e de eleições -, reacendeu o debate sobre o temor de um movimento para o cancelamento das eleições de 2018.
Leia mais »
Média: 5 (3 votos)

A encruzilhada das forças golpistas, por Wanderley Guilherme dos Santos

Podem prender Lula, mas quem ex-presidente indicar será favorito nas eleições de 2018, avalia cientista político 

Apesar de aparentemente constitucional, o processo que afastou a presidente Dilma Rousseff foi pavimentado por ações que se desviaram das regras legais do país, subvertendo o equilíbrio da democracia
Colangem a partir das fotos de Marcello Casal Jr/ Agência Brasil e José Cruz/ Jornal Grande Bahia
 
Jornal GGN – Apesar de aparentemente constitucional, o processo que afastou a presidente Dilma Rousseff foi pavimentado por ações que se desviaram das regras legais do país, subvertendo o equilíbrio da democracia. As consequências do rompimento constitucional ainda estão em curso e podem impedir que as forças populares participem em pé de igualdade das eleições em 2018.
 
A avaliação é de Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado da UFRJ e um dos maiores cientistas políticos da atualidade, reconhecido por ter prenunciado o golpe militar de 1964, dois anos antes, no seu livro "Quem Dará o Golpe no Brasil" (Civilização Brasileira, 1962). 
 
Em entrevista para Luis Nassif, Wanderley falou da sua mais recente publicação, "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI" (FGV, 2017), analisando a crise política atual que, segundo ele, teve como raiz a “fraude constitucional” que partiu da interpretação de três ministros do Supremo Tribunal Federal: Joaquim Barbosa, Ayres Brito e Rosa Weber, no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”, começando pelo que considerou "uma declaração gravíssima", do Ministro Barbosa, de que a Constituição Federal era o que o Supremo Tribunal Federal dizia que ela era. 
Leia mais »
Média: 4.4 (20 votos)

Governadores devem lançar carta em apoio a Lula após depoimento a Moro

Foto: Ricardo Stuckert/instituto Lula
 
 
Jornal GGN - Governadores ligados aos antigos governos do PT pretendem lançar uma carta em apoio a Lula como candidato a presidente em 2018, após a audiência do petista com o juiz Sergio Moro, em Curitiba, agendada para o dia 10 de maio. É o que destaca o Painel da Folha desta terça (2).
 
Segundo o jornal, o time de governadores formado por Flávio Dino (Maranhão), Tião Viana (Acre) e Fernando Pimentel (Minas Gerais) foi influenciado pelo "crescimento de Lula no último Datafolha", onde o ex-presidente aparece como o número 1 junto à opinião pública.
Média: 4.6 (9 votos)

Favoritismo de Lula supera Lava Jato e Bolsonaro pode ter atingido o teto, por Marina Lacerda

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Por Marina Lacerda

Bolsonaro é o que mais cresce, mas pode ter atingido seu teto. Lula segue sendo favorito

As pesquisas de intenção de voto medem o movimento da opinião da sociedade. O levantamento do Datafolha a respeito das eleições presidenciais de 2018, divulgada ontem, confirma o fenômeno Lula.

Considerando o cenário 1, Lula cresceu 20% de dezembro para cá, e 43% em um ano. Dada a cobertura enviesada da mídia oligopolista contra ele, associada ao processo judicial de exceção que lhe persegue, o ex-presidente mostra a persistência extraordinária de seu poder político.

Leia mais »

Média: 3.9 (11 votos)

Datafolha: Lula aumenta liderança para 2018, com Marina e Bolsonaro em segundo lugar

lula_rs_ricardo_stuckert.jpg
 
Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Divulgado neste domingo (30), pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais de 2018 mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar nas intenções de voto no primeiro turno, em diversos cenários avaliados.
 
Na segunda colocação, aparecem a ex-ministra Marina Silva (Rede) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). 
Leia mais »
Média: 4.3 (4 votos)

Como agir diante dos simulacros políticos?, por Fran Alavina

doria_faria_lima_heloisa_ballarini_secom-pmsp.jpeg

Foto: Heloísa Ballarini/SECOM-PMSP

Do Outras Palavras

Como agir diante dos simulacros políticos?

Alarde em torno da candidatura de Dória empresta-lhe suposta seriedade. Para enfrentar este fenômeno, não se pode recorrer aos métodos tradicionais da polêmica política

Por Fran Alavina

Este artigo sobre João Dória como fenômeno político é precedido por outros, nos quais tentamos estabelecer uma teia de compreensão deste inusitado fenômeno político-midiático. Desde o primeiro – “Eleições em tempo de neobarroco: um simulacro em São Paulo” – apontávamos o caráter farsesco do então candidato a prefeito, bem antes que se fantasiasse de gari. Sua primeira fantasia foi estabelecida pela publicidade eleitoral quando o apresentou como trabalhador. Mais recentemente – em “Dória: a política sob a forma do ridículo” – apontávamos a gênese de um governo que se baseia na imagem, ou seja, na política como gestão de imagens, de qualquer tipo: das absurdas às ridículas. Governar torna-se então uma manipulação de visibilidades midiáticas e virtuais.

Leia mais »
Média: 4.4 (8 votos)

Vice de Aécio diz que próximo presidente deve ter "história na política"

Foto: George Gianni/PSDB

Jornal GGN - O vice-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman rejeitou, em entrevista ao Valor, a fórmula criada por figuras como João Doria Junior para se dar bem em meio à crise política: a de negar a política tradicional. Na visão de Goldman, o partido deve lançar um candidato a presidente tenha trajetória no ramo e assuma isso.
 
"Tem muitas interrogações [sobre 2018]. Alckmin, Serra e Aécio estão abalados pelas denúncias [da Lava Jato], o que não quer dizer que estão fora do páreo. Se será outra alternativa, tampouco há como saber agora. O que eu acho importante é que a alternativa seja alguém com história na política. Você não faz democracia sem os agentes políticos", avaliou.
Leia mais »
Média: 3.4 (8 votos)

Momento atual não é o ideal para reforma política profunda, afirma Jairo Nicolau

urna_eletronica_jose_cruz-abr.jpg
 
Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Cientista político, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro "Representantes de Quem? Os (Des)caminhos do seu Voto da Urna à Câmara dos Deputados", Jairo Nicolau crê que o momento atual não é o ideal para realizar uma profunda reforma política. 
 
“O fundamental é preparar, nesse momento, a eleição de 2018. Nem seria uma reforma política, mas pequenas alterações. Criar regras para reduzir a fragmentação partidária, que provavelmente vai aumentar se nada for feito", afirma Nicolau, que acredita que, em 2019, o Congresso terá novas forças políticas e mais representatividade.

Leia mais »

Sem votos

Rivais temem retorno de Lula, diz Financial Times

lula_sbc_ricardo_stuckert.jpg
 
Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Em matéria assinada pelo correspondente John Leahy, o jornal britâncio Financial Times analisa as possibilidades de um retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à disputa eleitoral em 2018, afirmando que o “regresso do populista Lula da Silva é uma nova dor de cabeça para o Sr. Temer”.
 
Leahy afirma que, em vídeo onde critica as reformas propostas pelo governo Temer, Lula deu o início daquela que pode se tornar “uma das mais notáveis tentativas de retomada política do país”. 
 
O FT comenta o aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato com a autorização de mais de 70 investigações políticos, incluindo oito ministros do governo de Michel Temer. O jornal diz que Lula tenta capitalizar os problemas políticas enfrentados pelo peemedebista.

Leia mais »

Média: 4.3 (7 votos)

Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato: Leia mais »

Média: 4.5 (57 votos)

Painel: Só Lula tem "couraça grossa" o bastante para duelar com quem nega a política

 
Jornal GGN - O impacto da delação da Odebrecht sobre caciques de partidos de todos os naipes fará a classe política se realinhar naturalmente projetando Lula como o único candidato capaz de bater outsiders na eleição de 2018. É o que diz a coluna Painel, da Folha deste domingo (16).
 
Segundo o jornal, irradia "para além da esquerda a tese de que a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 é vital para evitar o extermínio da política. Com o lodaçal lançado sobre diversas siglas, há um trabalho para atrair desde já legendas de centro para a órbita do petista — a começar por caciques do PMDB, que teriam 'senso de sobrevivência'. Tudo sob a premissa de que só Lula teria a couraça grossa o suficiente para travar uma batalha campal contra a Lava Jato."
Média: 4.2 (18 votos)

Dilma diz que errou, ao não ter se atentado para o centro político

Em entrevista ao The New York Times, ex-presidente diz o que teria feito de diferente, se pudesse voltar no tempo
 
Foto: Lula Marques/Agência PT

fotorcreated.jpg
 
Jornal GGN - Se Dilma pudesse voltar atrás, quando ainda estava na presidência, não teria aplicado o mesmo tamanho de cortes de impostos e incentivos fiscais que concedeu para a indústria e, ainda, teria dado mais atenção ao corpo a corpo político. Foi o que a ex-líder brasileira admitiu em entrevista a um jornalista do The New York Times, concedida durante sua passagem por Boston (EUA), onde recentemente participou de uma conferência realizada pela Harvard e MIT. Veja a íntegra da entrevista. 
 
 
 
 
*Traduzido por Jornal GGN
 
Há quase um ano, os legisladores brasileiros votaram para destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo, desencadeando a queda dramática da primeira mulher a liderar o Brasil. Rousseff, ex-guerrilheira que foi torturada durante a ditadura militar dos anos 1960, foi expulsa formalmente em setembro.
 
Sua remoção marcou também o fim de 13 anos de mandato da esquerda com o Partido dos Trabalhadores (PT) e uma mudança em nível sísmico na trajetória política do país. Entrevistei Rousseff no fim de semana passado, durante a conferência sobre o Brasil, organizada pela Harvard e MIT, onde ela deu um discurso desafiador advertindo que a democracia brasileira está em perigo. A seguir, trechos da conversa, com pequenas edições.

Leia mais »

Média: 3.9 (11 votos)

Alckmin diz que Doria seria ótimo candidato ao governo de SP

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, na manhã desta segunda (10), que o prefeito Joao Doria seria um "ótimo candidato" a sucessor no Palácio dos Bandeirantes. A declaração foi feita após reunião com o prefeito e secretários estaduais e municipais no Palácio dos Bandeirantes, na sede do governo.
Média: 5 (1 voto)