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Opinião do Nassif: o arco do liberalismo pobre

Já dizia Nelson Rodrigues que o subdesenvolvimento é um trabalho de gerações, e a elite brasileira parece ter assumido essa máxima. O impeachment de Dilma, apoiado por muitos setores desse grupo, acabou criando as condições para um desmonte não somente das políticas sociais promovidas pelo Estado, como também do seu papel como indutor da cadeia produtiva.

Um exemplo para entendermos como o mercado brasileiro vem se articulando, nesses últimos tempos, é a formulação do quadro de palestrantes da Expert 2017, feira organizada pela XP Investimentos e que irá reunir entre seus palestrantes Deltan Dellagnol, João Dória, Armínio Fraga, Luiz Fux e, até mesmo, Paulo Hartung, o governador do Espírito Santo que quebrou o estado após aplicar uma política de forte contenção de recursos, culminando na greve de funcionários públicos que levou a uma crise de segurança sem precedentes na história capixaba.

Falta no clube de milionários brasileiros alguém com uma visão mais sofisticada de país, como houve em outros momentos na história. Nos anos 50, por exemplo, conservadores como Roberto Campos e Octavio Gouveia de Bulhões tinham visões muito claras de modernização das instituições públicas, mesmo que dentro da ótica deles. Foram autores de reformas trabalhistas, que ajudaram a flexibilizar o mercado de trabalho, montaram o Banco Central, a Receita Federal e modernizaram o mercado de capitais, além de criarem mecanismos de minidesvalorizações que preservaram a competitividade das exportações brasileiras.
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O que ensina ao Brasil o fracasso da Previdência no Chile?

De Santiago, Chile

O GGN conversou com um dos maiores especialistas no tema no Chile para entender como funciona a experiência latino-americana de entrega do benefício social ao neoliberalismo

Jornal GGN - Durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), o Chile tornou-se um experimento de políticas neoliberais na América Latina, entregando grande parte de suas políticas sociais a setores privados. Nessa busca por enxugar as contas públicas e instaurar o Estado mínimo, como hoje se enquadram as propostas do governo Michel Temer no Brasil, os mais de trinta anos que passaram revelam o fracasso das tentativas. Educação, Saúde e Previdência Social são os três pilares do país que comprovam os estragos decorrentes das privatizações.

Ainda em 1981, o Chile decidiu deixar nas mãos do mercado o seu sistema previdenciário. A iniciativa foi comemorada por economistas neoliberais, nos anos 90, sendo o principal deles, o norte-americano Milton Friedman, apadrinhando as reformas como “o milagre do Chile” [vídeo abaixo].

Mas o “milagre” veio abaixo. Após 35 anos, o modelo perverso da aposentadoria mobiliza multidões nas ruas pedindo o seu fim. Um sistema abusivo, sabotador, com cifras impressionantes embolsadas mensalmente pelos fundos de pensões privados, denominados AFP – foram as descrições concedidas ao GGN pelo mestre em Economia pela Universidade do Chile e especialista no tema, Manuel Riesco. E que hoje são indignações homogêneas entre a população.

Em entrevista exclusiva, o pesquisador chileno que foi consultor para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre 2002 e 2003, e coordenador externo do Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD), entre 2003 e 2007, explicou como funciona o sistema previdenciário no país latino-americano. “É um estelionato piramidal perfeito”, resumiu assim o quadro.

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Com risco a mercado nacional, Temer começa a defender carnes brasileiras

 
Jornal GGN - Verificando os impactos da Operação Carne Fraca na economia brasileira, com a imagem dos frigoríficos e empresas nacionais prejudicados por países que já anunciaram a suspensão da importação de carnes, o presidente Michel Temer começou a minimizar as investigações da Polícia Federal.
 
Nesta segunda-feira (20), Temer participou de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo, onde foi homenageado. No encontro, afirmou que o agronegócio "não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo", que é o investigado, e que das "4.850 plantas de frigoríficos no Brasil, apenas 3 foram interditadas e mais 18 ou 19 vão ser investigados". 
 
"O ministério da Agricultura tem 11.300 servidores e só 30 estão envolvidos [no esquema], ou investigados. É um número diminuto", disse. Leia mais »
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Brasil já tem problemas com exportação de carne para Chile, Europa, Coreia do Sul e China

 
Jornal GGN - Após a escandalosa operação Carne Fraca repercutir em toda a imprensa internacional, os produtos brasileiros já encontram dificuldade em entrar em alguns mercados e, em casos, foram suspensos até segunda ordem.
 
Foi o que anunciou o Ministério da Agricultura do Chile, na manhã desta segunda (20). O vizinho de continente decidiu barrar a importação de carne do Brasil, após a Coreia do Sul anunciar que barrou a compra de carne da BRF e aumentou consideravelmente a fiscalização sobre outras empresas.
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Ação da PF contra setor de carnes ocorre após Brasil conquistar mercado nos EUA

Jornal GGN - A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a "maior operação" de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

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O governo da meritocracia não quer competição escolar

Por Luis Nassif

Esqueça a discussão entre modelos de governo, a ilusão de que o governo Temer é uma alternativa liberal a um suposto modelo intervencionista petista.

Com Fernando Haddad, o MEC (Ministério da Educação) instituiu uma competição de mercado, ao definir o ENEM com divulgação de classificação entre as escolas.

Agora, é  óbvia a intenção do Ministério da Educação de eliminar a classificação das escolas no ENEM.

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Empresas estrangeiras podem ter créditos públicos do Brasil

 
Jornal GGN - Publicado pelo governo Michel Temer no dia 16 de janeiro deste ano no Diário Oficia da União, o decreto nº 8957 amplia as possibilidade de bancos públicos oferecerem garantias a empresas estrangeiras que querem operar no país. A estratégia de atrair investimentos estrangeiros, por outro lado, aposta na privatização e internacionalização da economia com o dinheiro público.
 
Isso porque, entre as medidas, o decreto permite que empresas de capital estrangeiro que atuam em diversas áreas recebam dos fundos e bancos públicos brasileiros os créditos e financiamentos para atuar no Brasil.
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Vácuo de poder x fundamentalismo de mercado, por Ceci Jurá

Por Ceci Juruá

Recorrentemente há artigos na imprensa enfatizando que temos, no Brasil atual, um vácuo de poder.  É difícil aceitar este ponto-de-vista, pois há múltiplas manifestações do poder político federal que sinalizam o oposto.  Eu destacaria:

-os recentes debates ocorridos no Congresso e o resultado das votações, onde sistematicamente predomina o ponto-de-vista do Governo Federal;

-o encarceramento de inúmeras personalidades de oposição ao Governo, cuja culpa ou responsabilidade em atos tidos como ilícitos não são maiores do que as que poderiam ser atribuídas a membros do poder instalado; bons exemplos são Marcelo Odebrecht, José Dirceu e o Almirante Othon;

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Serra volta ao Senado em meio a negociações de petrolíferas

Serra e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry
 
Jornal GGN - O então ministro de Relações Exteriores José Serra (PSDB-SP) pediu demissão, nesta quarta-feira (22), em carta ao presidente Michel Temer. Alegando problemas de saúde, Serra disse estar impedido "de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler".
 
Justificou ao Planalto que "segundo os médicos, o tempo para restabelecimento adequado é de pelo menos quatro meses". No fim de dezembro, Serra foi submetido a uma cirurgia de descompressão e artrodese da coluna cervical.
 
Apesar da recuperação, boletim médico do Sírio Libanês, hospital em São Paulo onde foi realizada a cirurgia, não destacava gravidade no procedimento. Ao contrário, a nota divulgada no dia 19 de dezembro informava que a cirurgia era, na verdade, uma "técnica minimamente invasiva".
 
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Funcionários denunciam desmantelamento do BNDES: de banco de fomento a banco do mercado

Jornal GGN - Circula no BNDES um e-mail assinado pela Associação dos Funcionários do banco de fomento que denuncia o "desmantelamento" da instituição a partir de decisões nada democráticas que serão adotadas pela diretoria empossada a partir da ascensão de Michel Temer (PMDB) ao poder.

A nota trata de alteração pretendida na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), definida como o custo básico dos financiamentos concedidos pelo BNDES, que tratá "impactos significativos sobre o Banco e sobre o investimento em capital fixo no Brasil".

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Por que é importante a gestão do Estado em empresas estratégicas?

Resultado de imagem para empresas publicas x privatizacao
 
Jornal GGN - O jornalista uruguaio, radicado na Argentina e crítico do governo de Maurício Macri, Víctor Hugo Morales, defende por que a gestão pública do Estado é necessária em empresas estratégicas dos países. 
 
Ao programa "Crónica de América", na TVT, Morales relata o que ocorreu nos últimos anos na Argentina, como o governo Macri está gerindo o caminho das empresas estratégicas e exemplos de como a renegociação de contratos de petróleo no Equador permitiu recuperar a qualidade de serviços públicos, além de gerar empregos.
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Contra corrupção, quebra-se a Odebrecht, mas se protegem as estrangeiras

 
Jornal GGN - A cooperação aceita pelos procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato no Brasil com a Justiça norte-americana, desde o fim de 2014, teve um de seus desfechos no final do último ano. O resultado foi a tutela das autoridades brasileiras para Departamento de Justiça dos Estados Unidos investigar e fiscalizar as empresas nacionais.
 
Desde o início da cooperação internacional, os procuradores anunciavam que o intercâmbio era positivo ao país. Um dos gestos mais simbólicos da extensão dessa aliança na Operação foi a visita do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro de 2015, aos Estados Unidos, para fechar um acordo de "entendimento" com o Banco Mundial contra a corrupção.
 
Aquele era o início da abertura dos investigadores brasileiros à fiscalização e controle dos EUA, ainda que infringindo medidas de proteção do Estado contra a soberania nacional.
 
No dia 21 de dezembro de 2016, o Departamento de Justiça norte-americano concluía uma das principais etapas desta colaboração. Anunciava um acordo assinado pela Odebrecht, por intermédio dos procuradores da República brasileiros, para pagar multas aos EUA e Suíça, além do Brasil, pelas práticas ilícitas e de corrupção [leia aqui].
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Brasil deve amargar longo caminho até sair da crise, avalia Avritzer

Supremo "viola Constituição com tranquilidade", alerta cientista político, apontando para um período de fraturas no governo e aumento de manifestações sociais com reforma da previdência

 

Jornal GGN – As peças do jogo da política brasileira estão rolando, sendo difícil avaliar com maior exatidão como estará o quadro político até as eleições de 2018. Mas é possível vislumbrar alguns caminhões que passam pela fratura do grupo político que fez o pacto para o afastamento da presidente Dilma Rousseff, entregando o poder ao PMDB; o fim de um centro político no país; o fortalecimento do poder judiciário como uma casta que nos últimos dias saiu em defesa própria contra a Lei de Abuso de Autoridade e a investigação de supersalários - lembrando que em nenhum país do mundo um juiz ganha tanto quanto no Brasil -; além da radicalização política, tanto na esquerda quanto na direita. Leia mais »

Reformas do mercado não serão capazes de reativar a economia, por Arkx

Por arkx

Comentário ao post "Xadrez de quem é valente apenas contra os fracos"

1. nenhuma das reformas neoliberais propostas pelo governo golpista será capaz de reativar a economia. ao contrário. apenas aprofundarão a recessão, gerando estagnação e convulsão social;

2. são reformas “exigidas” pelo mercado, sob o pretexto de serem a única formar de recuperação econômica, mas não passam de brutal transferência de renda e patrimônio para a lumpenburguesia brasileira, aquela que sempre vampirizou o setor produtivo;

3. é ingenuidade ou má fé supor que exista grande capital produtivo brasileiro. banqueiros, rentistas, exportadores de commodities, mídia-empresários, usineiros e empreiteiros são parasitas dos recursos públicos. nenhum deles é capaz de sobreviver sem a diversas forma de subvenção, incentivos, desonerações, corrupção e pura e simples agiotagem. já que todo o grande capital brasileiro está financeirizado, confortavelmente deitado à sombra da jabuticabeira dos títulos públicos;

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Dicas de viagem: saiba tudo antes de comprar dólares

Imagem: Getty images/ iStockphoto

Jornal GGN – Férias chegando e, no horizonte, a possibilidade de fazer uma viagem internacional. Mas, às vezes, o que deveria ser um tempo de sossego acaba sendo ameaçado por alguns problemas. É necessário, quando o local escolhido é fora do país, que alguns procedimentos sejam feitos antes da viagem. Por isso, o Diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, separou 10 dicas para que o passeio seja ainda mais tranquilo. Confira:

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