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Corrupção e castidade, por Fabian Bosch

Corrupção e castidade, por Fabian Bosch

Comentário ao post “Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato"

O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia,..."

Esta frase que recorto, bem simples, ilumina a distinção entre moralismo e moralidade administrativa. De fato, o que ocorre são dois tipos básicos de fluxos financeiros, de percursos do dinheiro arrecadado do público pelo Estado. Há o fluxo 'padrão', que corresponde ao contabilizado (ao que pode ser contabilizado), e outros que não o são ou não podem sê-lo.

O que legitima a tributação é, primariamente, a prestação de serviços públicos. A máquina custosa do Estado teria esta justificativa,  - os serviços públicos, lá dos domínios do Direito Administrativo. A Escola Francesa apóia o Estado na prestação de serviços.

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Para o "mercado", se PSDB não for o vencedor, eleição de 2018 vira um risco

Foto: Ciete Silvério/Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN - A repórter especial do Valor Econômico Angela Bittencourt publicou um artigo nesta segunda (24) que mostra que o "mercado" que ajudou a depor Dilma Rousseff agora diz explicitamente que quer que um partido de centro "à direita" seja vitorioso em 2018, de preferência, o PSDB.
 
Caso contrário, diz o título da publicação, 2018 será um risco porque as "eleições podem impor retrocessos às reformas" deflagradas no governo Temer.
 
Para escrever o artigo, a jornalista diz ter entrevistado um "experiente profissional sempre dedicado ao setor privado e que hoje compõe a diretoria de  uma importante gestora de ativos." O nome da fonte foi mantido em sigilo, mas seus pensamentos foram a linha condutora de um texto que põe medo em quem não duvida que mais um golpe pode estar no forno.
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A ascensão de Rodrigo Maia e o exílio do povo, por Roberto Amaral

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Foto: Alan Santos/PR
 
 
A ascensão Rodrigo Maia e o exílio do povo
 
Por Roberto Amaral
 
A solução por cima, a do mercado, garante a permanência de uma política econômica concentradora de renda
 
Maia é a garantia dos interesses do mercado
 
Dizem os jornalões que o “mercado” decidiu desfazer-se do mamulengo que instalou no Palácio do Planalto. Já era tempo. Envolvido em sérios atos de corrupção, ademais de incompetente na gerência do papel que lhe foi atribuído, alvo de denúncias da Procuradoria-Geral da República e aguardando as delações de seu correligionário Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro, o ainda presidente Michel Temer já teria, como esperado, se tornado peça descartável, carga pesada e inútil a ser lançada ao mar para que o essencial, as “reformas” do interesse das classes dominantes, aquelas que só atendem ao grande capital, não sofram mais abalos, na medida em que a originalmente frondosa base parlamentar do governo se esvai, na medida inversa em que cresce a rejeição popular.
 
O grande capital, ademais de jogar às urtigas seu preposto de hoje, ainda dita o que quer como modus operandi da sucessão, que deve ser operada “sob segurança” (isto é, sob sua vigilância e sob seu comando), colocando o insosso Rodrigo Maia na Presidência, mediante eleição indireta, pelo Congresso, e já adianta a ordem capital: a equipe econômica terá de ser mantida. Essa ameaça, a solução prussiana, por cima, confirma o permanente exílio do povo, afastado uma vez mais das decisões políticas que lhe dizem respeito, pois as classes dominantes, ou o “mercado” (o que quer que seja isso), não se conciliam com a democracia representativa, cujo fundamento é o voto.

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Após sinal de Moro, procuradores mostram desinteresse pela delação de Palocci

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Após o juiz Sergio Moro dizer que a iniciativa de Antonio Palocci para delatar nomes do mercado financeiro e de meios de comunicação mais parecia uma "ameaça" do que uma verdadeira promessa de colaboração, os procuradores da Lava Jato passaram a demonstrar desinteresse em fechar um acordo com o ex-ministro.

Segundo reportagem do jornal Valor, desta segunda (10), a justificativa dos procuradores de Curitiba para recuar da delação seria que Palocci prometeu entregar provas de corrupção nos governos Lula e Dilma, mas não apresentou nada substancial até agora.

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O mercado abandonou Temer, por Elio Gaspari

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Em artigo na Folha, Elio Gaspari diz que a elite brasileira que forma o chamado "mercado" deveria fazer "política na vitrine" e tentar emplacar um candidato a presidente em 2018. Em vez disso, aponta Gaspari, deu o golpe em Dilma Rousseff e, agora, sonha em fazer o mesmo com Temer. Com exceção dos grupos que defenderam Marina Silva e Aécio Neves em 2014, cujas pretensões estão claras desde a última disputa, diz.
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O cheiro de pizza se espalha pelo ar, por André Singer

Jornal GGN – André Singer, em sua coluna na Folha, evidencia a pizzada que está sendo servida no Congresso, com definição de sabores pela mídia. Articular para que Rodrigo Maia possa ocupar a Presidência até o final de 2018 pode ser um balão de ensaio, ou não, dependendo da reação.

Segundo ele, a pizza carrega dois sabores. O primeiro é o de agradar o capital, evidenciando neste quesito matéria veiculada no Valor, de que o Maia já se articula com mercado. A matéria não dá nome nem reações dos tais contatos do mercado financeiro, mas da força que Maia faz em provar que está apto a assumir a função, mantendo, é claro, a equipe econômica e as reformas.

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Sala de visitas: aprofundar democracia é única saída contra crise

Nesta edição, Luis Nassif recebe Deputado Paulo Teixeira, historiador Daniel Afonso da Silva e o violão de Daniel Murray

Nesta edição: Paulo Teixeira, Daniel Afonso da Silva e Daniel Murray

Jornal GGN - Nesta edição, o Sala de visitas com Luis Nassif abre com a entrevista do deputado federal pelo PT-SP, Paulo Teixeira otimista em relação ao futuro do partido ao avaliar que o momento é de refluxo do antilulismo.

"O antilulismo se diluiu e hoje há na sociedade uma compreensão de que o problema não está conosco, mas está do lado deles [oposição], tanto que a popularidade do Temer é baixíssima, a popularidade do PSDB, a expectativa de votos em candidatos do PSDB, é baixa, ao mesmo tempo cresce a expectativa de voto no Lula, a simpatia do PT. Portanto, mudou muito a conjuntura do golpe até hoje, em um ano", ponderou.

Em seguida, Nassif recebe o colunista do GGN, doutor em História Social pela USP e professor-pesquisador convidado do “Centre de Recherches Internationales da Sciences Po” de Paris, Daniel Afonso da Silva que faz uma avaliação do impacto da gestão Trump na geopolítica mundial, fala do futuro político da França na gestão Macron e a baixa credibilidade da classe política no mundo.
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Sequestro das nações pelo capital, por Jorge Folena

Ações sociais de "comunistas liberais" como Bill Gates e Bono Vox desviam foco da luta contra agentes que contribuem para perpetuar miséria 
 
Bono Vox, vocalista da U2 em trabalho social Foto: REUTERS/MIKE HUTCHINGS
Foto: REUTERS/MIKE HUTCHINGS
 
Por Jorge Rubem Folena de Oliveira*

O jornalista Andy Robinson, em seu livro “Um repórter na montanha mágica” (Editora Apicuri, 2015), revela de que forma os integrantes do exclusivo clube dos ricos de verdade comandam a política universal, a partir da gelada Davos, e patrocinam a destruição de nações inteiras para alcançar seus objetivos econômicos particulares.

Muito antes que alguns cientistas sociais cunhassem a expressão “tropa de choque dos banqueiros”, ao se referirem ao grupo considerado como classe média, Robinson desvendou como aqueles menos de um por cento da população universal manipulam sem qualquer piedade os outros noventa e nove por cento, inclusive promovendo ações sociais de suposta bondade, que contribuem para aumentar e perpetuar a miséria entre os povos.

Ao falar sobre as mencionadas ações caritativas, patrocinadas por bilionários como Bill Gates e o roqueiro Bono da banda U2, Slavoj Zizek rotulou seus realizadores  de “comunistas liberais”, que manipulam organizações não governamentais (ONGs) “sem fronteiras”, que apregoam trabalhar para combater a fome, doenças, desmatamentos florestais, exploração infantil, abusos contra mulheres etc., em países pobres da África, Ásia e América Latina.

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O fim de Temer, por Jandira Feghali

 
O fim de Temer
 
por Jandira Feghali
 
Com um discurso cínico e nada convincente, Michel Temer expôs esta semana sua pequenez e desafiou o país ao menosprezar as denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção passiva. Com trejeitos artificiais e expressões de mafioso, o ilegítimo tentou defender o indefensável e aparentar força reunindo alguns poucos parlamentares, que não pouparam o povo de uma cena patética e desrespeitosa em cadeia nacional de TV. De nada resolveram as urgentes chamadas de vice-líderes por telefone aos aliados horas antes do pronunciamento. Sua base aliada está sendo forçada a responder, mas muitos já não conseguem dar o abraço de afogados.
 
A denúncia contra Temer chegou à Câmara. Aquele que se diz orgulhoso de ser presidente, mesmo lá estando com os 54 milhões votos de Dilma, e que fez questão de trair junto com a Constituição Brasileira.

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De Roosevelt a Trump: entenda decadência de lideranças no mundo

E ainda, crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo   
 

Crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo

Jornal GGN – Já está claro entre os estudiosos de que a crise política e econômica enfrentada hoje no Brasil não é isolada e está dentro de uma crise mais ampla. Agora, o que colocou o mundo dentro desse contexto, que vem se arrastando de forma mais acelerada desde 2008? Os fundamentos estão no fim da Ordem Bipolar em que o mundo foi submetido de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, até 1989 com a derrubada do Muro de Berlim, símbolo da divisão geopolítica entre dois blocos na Guerra Fria.

Segundo Pedro Costa Júnior, mestre em ciências sociais e políticas pela PUC-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, junto com a queda do Muro de Berlim ocorreu a redução gradativa de lideranças políticas.

O pesquisador explica que, durante a Guerra Fria (1947 – 1991), o mundo seguia uma trajetória previsível e isso fica claro nas rodadas de acordos de paz de Potsdam, Yalta e São Francisco, que ajudaram a definir os rumos da geopolítica. Na conferência mais importante, de Yalta (1945), balneário localizado às margens do Mar Negro na península da Criméia, reuniram-se os três maiores líderes da época: Franklin Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, dos Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, respectivamente.

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Opinião do Nassif: o arco do liberalismo pobre

Já dizia Nelson Rodrigues que o subdesenvolvimento é um trabalho de gerações, e a elite brasileira parece ter assumido essa máxima. O impeachment de Dilma, apoiado por muitos setores desse grupo, acabou criando as condições para um desmonte não somente das políticas sociais promovidas pelo Estado, como também do seu papel como indutor da cadeia produtiva.

Um exemplo para entendermos como o mercado brasileiro vem se articulando, nesses últimos tempos, é a formulação do quadro de palestrantes da Expert 2017, feira organizada pela XP Investimentos e que irá reunir entre seus palestrantes Deltan Dellagnol, João Dória, Armínio Fraga, Luiz Fux e, até mesmo, Paulo Hartung, o governador do Espírito Santo que quebrou o estado após aplicar uma política de forte contenção de recursos, culminando na greve de funcionários públicos que levou a uma crise de segurança sem precedentes na história capixaba.

Falta no clube de milionários brasileiros alguém com uma visão mais sofisticada de país, como houve em outros momentos na história. Nos anos 50, por exemplo, conservadores como Roberto Campos e Octavio Gouveia de Bulhões tinham visões muito claras de modernização das instituições públicas, mesmo que dentro da ótica deles. Foram autores de reformas trabalhistas, que ajudaram a flexibilizar o mercado de trabalho, montaram o Banco Central, a Receita Federal e modernizaram o mercado de capitais, além de criarem mecanismos de minidesvalorizações que preservaram a competitividade das exportações brasileiras.
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O que ensina ao Brasil o fracasso da Previdência no Chile?

De Santiago, Chile

O GGN conversou com um dos maiores especialistas no tema no Chile para entender como funciona a experiência latino-americana de entrega do benefício social ao neoliberalismo

Jornal GGN - Durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), o Chile tornou-se um experimento de políticas neoliberais na América Latina, entregando grande parte de suas políticas sociais a setores privados. Nessa busca por enxugar as contas públicas e instaurar o Estado mínimo, como hoje se enquadram as propostas do governo Michel Temer no Brasil, os mais de trinta anos que passaram revelam o fracasso das tentativas. Educação, Saúde e Previdência Social são os três pilares do país que comprovam os estragos decorrentes das privatizações.

Ainda em 1981, o Chile decidiu deixar nas mãos do mercado o seu sistema previdenciário. A iniciativa foi comemorada por economistas neoliberais, nos anos 90, sendo o principal deles, o norte-americano Milton Friedman, apadrinhando as reformas como “o milagre do Chile” [vídeo abaixo].

Mas o “milagre” veio abaixo. Após 35 anos, o modelo perverso da aposentadoria mobiliza multidões nas ruas pedindo o seu fim. Um sistema abusivo, sabotador, com cifras impressionantes embolsadas mensalmente pelos fundos de pensões privados, denominados AFP – foram as descrições concedidas ao GGN pelo mestre em Economia pela Universidade do Chile e especialista no tema, Manuel Riesco. E que hoje são indignações homogêneas entre a população.

Em entrevista exclusiva, o pesquisador chileno que foi consultor para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre 2002 e 2003, e coordenador externo do Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD), entre 2003 e 2007, explicou como funciona o sistema previdenciário no país latino-americano. “É um estelionato piramidal perfeito”, resumiu assim o quadro.

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Com risco a mercado nacional, Temer começa a defender carnes brasileiras

 
Jornal GGN - Verificando os impactos da Operação Carne Fraca na economia brasileira, com a imagem dos frigoríficos e empresas nacionais prejudicados por países que já anunciaram a suspensão da importação de carnes, o presidente Michel Temer começou a minimizar as investigações da Polícia Federal.
 
Nesta segunda-feira (20), Temer participou de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo, onde foi homenageado. No encontro, afirmou que o agronegócio "não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo", que é o investigado, e que das "4.850 plantas de frigoríficos no Brasil, apenas 3 foram interditadas e mais 18 ou 19 vão ser investigados". 
 
"O ministério da Agricultura tem 11.300 servidores e só 30 estão envolvidos [no esquema], ou investigados. É um número diminuto", disse. Leia mais »
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Brasil já tem problemas com exportação de carne para Chile, Europa, Coreia do Sul e China

 
Jornal GGN - Após a escandalosa operação Carne Fraca repercutir em toda a imprensa internacional, os produtos brasileiros já encontram dificuldade em entrar em alguns mercados e, em casos, foram suspensos até segunda ordem.
 
Foi o que anunciou o Ministério da Agricultura do Chile, na manhã desta segunda (20). O vizinho de continente decidiu barrar a importação de carne do Brasil, após a Coreia do Sul anunciar que barrou a compra de carne da BRF e aumentou consideravelmente a fiscalização sobre outras empresas.
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Ação da PF contra setor de carnes ocorre após Brasil conquistar mercado nos EUA

Jornal GGN - A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a "maior operação" de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

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