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Raquel Dodge

O jogo de intrigas nas eleições para PGR

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O jogo de intrigas palacianas corre solto na disputa da lista tríplice para Procurador Geral da República.

O Globo publica matéria - obviamente encomendada - em que queima, ao mesmo tempo, dois dos principais favoritos: os subprocuradores Raquel Dodge e Mário Bonsaglia.

Atribui as informações a "fonte que acompanha a disputa de perto". Não dá a informação central: quem é a fonte e quais seus interesses. E a fonte - obviamente isenta, sem interesse algum na disputa - diz que Raquel é a favorita de Gilmar Mendes, do Ministro da Justiça Torquato Jardim, dos caciques peemedebistas Renan Calheiros, José Sarney e Osmar Serraglio. Poderia ter incluído Fernando Collor, Roberto Jefferson, Moyses Lupion, Joaquim Silvério dos Reis, Paulo Maluf para apimentar mais ainda a informação. Ou ainda Lula, José Dirceu, Antônio Pallocci e outros inimigos da categoria. Afinal, fonte em off de jornal é melhor que delator da Lava Jato: nem precisa barganhar para enfiar na declaração a frase que interessa. Já Temer, segundo a reportagem, preferiria Mário Bonsaglia.

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Janot invoca a Lava Jato nas disputas eleitorais do MPF

O carnaval feito pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot, acerca da resolução votada pelo Conselho Superior do Ministério Público, definindo limites para a convocação de procuradores pela PGR, é apenas política menor interna. É uma disputa fisiológica de cargos.

Janot invocou a Lava Jato para tentar torpedear a proposta, depois da votação estar em 7 x 1 entre 10 eleitores, a favor da medida.

A resolução é racional e não afeta em nada a Lava Jato.

Ela define que a PGR não pode requisitar mais de 10% do contingente de procuradores de uma região. Mas só valeria a partir de janeiro de 2018, sem prejuízo das atuais equipes envolvidas com a operação. Antes de apresentá-la, inclusive, os autores trataram de consultar os próprios integrantes da Lava Jato, que não apresentaram nenhuma ressalva.

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As eleições para Procurador Geral da República

O segundo debate entre os quatro candidatos ao cargo de Procurador Geral da República foi importante para se entender os dilemas internos da corporação (http://migre.me/r2V0A).

São quatro candidatos: o atual PGR Rodrigo Janot e os subprocuradores Raquel Dodge, Mário Bonsaglia e Carlos Frederico Santos.

A cobertura da mídia fixou-se na parte menos relevante da discussão: a proposta de Janot de criação de uma Procuradoria para Crimes de Corrupção - como se o MPF como um todo já não tivesse essa bandeira.

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Candidatos criticam falta de diálogo de Janot no Ministério Público Federal

Vídeos: Pedro Garbellini
 
Principal concorrente de Janot, o subprocurador Carlos Frederico Santos criticou duramente o atual PGR: "tem que ter consciência e ver o que é liderança, o que é liderar"
 
 
Jornal GGN - Ás vésperas da entrega à presidente da lista dos três procuradores indicados ao cargo maior do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot foi duramente criticado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos, o segundo cotado à Procuradoria-Geral da República, no último debate dos candidatos, realizado nesta segunda-feira (03). "Você conhece o procurador-geral da República? Você sabe o que pensa o PGR? Ou você sabe o que pensam por ele? Me dá um norte do Ministério Público Federal? O que é lido é do procurador-geral da República ou é de terceiros?", questionou.
 
O subprocurador afirmou que o comando de Janot não tem transparência de tomadas. "A gente tem que ter consciência e ver o que é liderança, o que é liderar. Líder não pode falar uma coisa e fazer outra. Porque ele é um exemplo. Líder tem que respeitar regras internas para cobrar fora da casa. O dever do líder é levar as pessoas a fazer o mesmo que ele faz", disse Carlos Frederico Santos.
 
 
Em resposta, o atual procurador-geral da República reafirmou, como vem fazendo em todos os discursos de campanha, que pretende continuar no posto para concluir o trabalho que iniciou contra a corrupção. 
 
"Minha derradeira gestão terá como uma das prioridades, o acolhimento. Com esse acolhimento e juntos, vamos intensificar o combate à corrupção", disse, criticando indiretamente o segundo cotado, o subprocurador Carlos Frederico Santos: "sem vender ilusões e alardear bravatas (...), a minha paz e a minha felicidade são fortalezas que se baseiam numa falta de ambição pessoal".
 
O último evento promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), realizado nesta segunda-feira (03), colocou em debate Rodrigo Janot, Carlos Frederico e os subprocuradores-gerais Raquel Dodge e Mario Bonsaglia. 
 
Em sua fala, Raquel Dodge também criticou o atual comando do MPF, guiado, segundo ela, por "um pensamento único e hegemônico". 
 
Para a procuradora, a falta maior da PGR é atuar sem diálogo e sem sequência às instâncias inferiores. "O princípio da unidade da ação institucional opera o bom efeito de exigir a integração institucional. É importante que as ações judiciais propostas em primeira instância tenham segmento garantido pela atuação dos procuradores regionais e dos subprocuradores gerais da República em suas respectivas áreas de atuação. O labor institucional deve ter começo, meio e fim", disse.
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Por um PGR que respeite o Ministério Público

Conhece-se o verdadeiro comandante pela capacidade de insurgir-se contra ações irracionais da tropa e chamá-la à razão. Essa coragem torna-se especialmente relevante quando o comandante é escolhido em eleição direta pela tropa.

É o caso da eleição para Procurador Geral da República. Voltar-se contra os movimentos de manada - que ele, comandante, percebe como nocivos à corporação - exige coragem, desprendimento e grandeza.

Digo isso a respeito dos debates para a eleição do PGR.

Há quatro nomes de alto nível - o atual PGR Rodrigo Janot, e os subprocuradores-gerais da República Carlos Frederico Santos, Mario Bonsaglia e Raquel Dodge.

De nome, trabalho e reputação, conheço Janot, Bonsaglia e Raquel. Mas, pelo discurso de campanha, diria que aquele que devota mais respeito ao Ministério Público é Carlos Frederico. Leia mais »

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Um PGR que respeita o Ministério Público

Conhece-se o verdadeiro comandante pela capacidade de insurgir-se contra ações irracionais da tropa e chamá-la à razão. Essa coragem torna-se especialmente relevante quando o comandante é escolhido em eleição direta pela tropa.

É o caso eleição para Procurador Geral da República. Voltar-se contra os movimentos de manada - que ele, comandante, percebe como nocivos à corporação - exige coragem, desprendimento e grandeza.

Digo isso a respeito dos debates eleitorais da PGR.

Há quatro nomes de alto nível - o atual PGR Rodrigo Janot, e os subprocuradores-gerais da República Carlos Frederico Santos, Mario Bonsaglia e Raquel Dodge.

De nome, trabalho e reputação, conheço Janot. Bonsaglia e Raquel. Mas, pelo discurso de campanha, diria que aquele que devota mais respeito ao Ministério Público é Carlos Frederico.

Dos quatro, foi o único que teve coragem de abordar um tema tabu - a Lava Jato - e apontar seus exageros, definindo como deveria ser sua condução: rapidez nos procedimentos, para não impactar tanto a política e a economia, e fim do show midiático.

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Disputa na PGR: todo cuidado com os adversários

Por Marcelo Auler

Disputa na PGR: todo cuidado com os adversários

Em um momento crucial para a instituição, que vive debaixo de verdadeiro fogo cerrado mais pelos seus acertos do que erros, a Procuradoria Geral da República assistirá, até agosto, uma disputa acirrada pela sucessão de Rodrigo Janot. O atual procurador-geral continua sendo o favorito entre seus pares e, muito certamente, encabeçará pela segunda vez, a lista tríplice a ser encaminhada à presidente Dilma Rousseff a quem caberá escolher um nome para submeter ao Senado Federal.

O problema todo reside aí, no Congresso. Desde que os nomes dos presidentes das duas casas legislativas surgiram nas investigações da Operação Lava Jato – Renan Calheiros, no Senado e Eduardo Cunha, na Câmara – que Janot é dado entre os políticos da corriola de ambos como uma espécie de persona non grata. Querem sua cabeça e jogam pelo seu afastamento na expectativa de se livrarem de possíveis processos e do risco de se tornarem inelegíveis.

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