4 de junho de 2026

Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar, por Luís Felipe Miguel

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar

por Luís Felipe Miguel

A famosa disciplina militar parece que funciona de forma bem seletiva. Vale para os que estão na parte de baixo da pirâmide e continuam a ser submetidos a todo o tipo de humilhação por seus superiores, devido a faltas insignificantes, reais ou imaginárias: alunos de escolas militares, recrutas, soldados rasos.

Já o general Antonio Hamilton Mourão defende publicamente um golpe militar e não recebe nenhuma punição. Em vez disso, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse em entrevista que ele é “um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão”. Entendo que a evocação do estereótipo regional serve para minimizar a fala de Mourão, caracterizando-a como mera manifestação de uma fanfarronice atávica.

Vale lembrar que isso não é de hoje. A questão militar nunca foi equacionada de fato no Brasil. As forças armadas saíram da ditadura negociando em posição de força e exerceram uma quase tutela sobre o governo Sarney. Com a posse de Collor, um conservador que, no entanto, havia brigado com a cúpula do Exército, elas perderam muito protagonismo. Fernando Henrique, numa caneta, extinguiu os ministérios militares e criou o Ministério da Defesa, velha bandeira de quem pregava maior controle civil sobre as forças armadas. Parecia que o problema militar tinha se resolvido por milagre.

No entanto, o alto oficialato continuava e ainda continua todo alinhado ideologicamente à direita, saudoso da ditadura de 1964 e mal adaptados à noção de subordinação ao poder civil. Mourão é mais boquirroto do que seus companheiros de farda, mas todos eles, em seu discurso, dão brechas para a ideia de que as forças armadas podem ter a missão de salvar o Brasil em momentos de crise.

O general Villas Bôas é em geral apresentado, na imprensa, como o bom comandante respeitoso dos governantes civis. Mas, no começo do ano, falando à mesma loja maçônica de Brasília à qual Mourão pregou o golpe, ele já havia insinuado que as forças armadas podiam intervir na política, o que repetiu ontem na entrevista a Pedro Bial – sempre se escorando na possibilidade de interpretação ambígua do artigo 142 da Constituição, artigo, aliás, que foi conquistado na Constituinte por meio de ameaças bem pouco veladas dos chefes militares da época.

Quando, em 2015, Mourão criticou publicamente Dilma Rousseff, então comandante em chefe da sua instituição, e permitiu que seus subordinados homenageassem o coronel torturador Brilhante Ustra, toda a punição que recebeu foi a exoneração do Comando Militar do Sul. Deveria ter sido preso e passado à reserva. O poder civil, mesmo quando legítimo, tem medo de exercer sua autoridade sobre os chefes militares. Imagina que, com sua leniência, apazigua as crises. Mas só faz aumentar o problema para o futuro. As declarações de Mourão e a resposta de Villas Bôas mostram que, senão a intervenção militar propriamente dita, pelo menos a ameaça de que ela ocorra já é uma carta presente no cenário político brasileiro.

 

Luis Felipe Miguel

Luis Felipe Miguel é professor do Instituto de Ciência Política da UnB. Autor, entre outros livros, de O colapso da democracia no Brasil (Expressão Popular).

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

17 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Romanelli

    21 de setembro de 2017 1:02 pm

    Defina pra mim o que é se ser

    Defina pra mim o que é se ser “alinhado ideologicamente à direita” nos tempos modernos ?  ..só assim, eu diria, é que da pra começar a conversar

    Sobre DILMA  ..evidente que ela e Dirceu, Genoino etc, pra uma boa parte dos militares, sempre foram debitados pelo lado dos “inimigos”  ..ideía ainda mais POTENCIALIZADA pela MITIFICAÇÂO da ação destes cidadãos no tempo

    Nos ultimos anos, vdd seja encarada, enquando personalidades do tipo Mariguela, Cabo ANselmo e Lamarca eram endeusados  ..os militares, de forma indistinta (até os que nos devolveram a democracia e costuraram a anisitia) foram pintados como vilões e canalhas

    Pior ainda quando falamos de “direitos humanos” sempre dados a marginais vulagres e a suas famílias, enquanto suas vitimas DIRETAS e INDIRETAS (que entre os governos de Collor, THC, LULA, DILMA e TEMER devem somar algo como 28 x 50.000 ano x 4 = 5.600.000 brasileiros) foram cada vez mais e mais renegados a segundo plano  ..e isso pra não falar das forças policias que ainda hoje são tratadas como páreas e bandidos  ..e não como agentes no cumprimento da lei

    Enfim  ..pra mim, o que vemos hoje nada mais é do que o Movimento Pendular daqueles que antes foram alçados ao extremo, e que agora, por forças contrárias ao movimento, tentam buscar um novo realinhamento

    resumindo  ..houve erros de parte a parte dos diversos grupos, e ninguém é perfeito  ..quanto menos homogeneo

  2. Jota Lopes

    21 de setembro de 2017 1:11 pm

    Foi preciso que o STF se

    Foi preciso que o STF se tornasse um poder inoperante e inútil para que os militares se assanhassem em sua louca tentativa de assumir os três poderes. E pelo rumo que a coisa está tomando, eles não estão de brincadeira, há algo mais sério do que simples manifestação verbal. Basta que algum louco marche com sua tropa e tanque de algum ponto do país, para atiçar a sanha dos outros. E aí vai ser tarde demais.

  3. Marcos Antônio

    21 de setembro de 2017 1:15 pm

    Não tenho na memória qual

    Não tenho na memória qual revolução popular teve êxito?

    No brasil todas revoluções foram dadas pela direita ou pelo exército ou por ambas!

    Quando um governo olha um pouco mais para os mais pobres – com certeza tem “revolução”estará a caminho, sabendo que de revolução não tem nada, é sempre um atraso!

    Sinônimo de revolução no brasil seria “Atrasamento” ou “Atrasação”!

    Os “revolucionários” ainda não compreenderam em pleno século XXI que um país é seu povo!

    Nunca fizeram um exercício de imaginação como:

    Imagine um acerto entre Temer e Trump – trocar de países, os Brasileiros vão para os EUA e o americanos para o Brasil!

    Tantos os americanos e brasileiros sairão apenas com as roupas do corpo e todos maquinários e engenhocas não poderão ser levados!

    Alguns pensarão, os brasileiros levarão vantagens!

    Em 50 anos os americanos no Brasil estarão na frente, por quê?

    A escolaridade, o conhecimento dado ao povo pelo seu pais!

    A PEC 55, a reforma trabalhista nunca fará do Brasil um lugar melhor!

    Nunca seremos um bom lugar sem conhecimento!

    E esses revolucionários e golpistas da rede globo, itaú, ambev e jbs que foi para o saco nunca entenderão isso…

  4. ADROALDO LIMA LINHARES

    21 de setembro de 2017 1:21 pm

    Máfia fhc! Esgoto a céu aberto desde 2002…antes era na moita!

    TÁ TUDO NA INTERNET!!!  É SÓ DAR UM CTRL-C, CTRL-V E PRONTO!!! SAI TODA A CAPIVARA DE TODOS OS CRIMINOSOS GOLPISTAS, TANTO DE TODOS OS CIVIS COMO DE TODOS OS MILITARES!!!!!

     

    Pessoal, fiquem espertos aí que o autor da “matéria” é garoto propaganda das forças armadas, provávelmente um maçom, portanto golpista mafioso. Quando diz que o golpista cabeça de bagre mourão não recebeu punição por defender publicamente um golpe militar, esse garoto propaganda puxa saco de fardado bunda móle golpista está querendo nos dizer que os militares não estão dentro do golpe aplicado em Dilma Rousseff no ano passado. O exército e toda as forças armadas estão mais dentro do que todos, pois quando trata-se implantação de ditaduras o assunto é totalmente deles, ativa ou passivamente. Uma das provas mais visíveis que só não vê quem é golpista, é um ministro militar a serviço do golpista criminoso temer!! E gostaria de lembrar aos colegas do blog, que in memorian a um grande amigo que viveu a ditadura de 1964, foram os militares que jogaram o Brasil na vala com suas práticas governando o país de 1964 a 1985. Muita gente hoje diz que o Brasil na época da ditadura militar era uma maravilha, com baixos índices de criminalidade, de corrupção, crimes de gênero e homofóbicos etc etc etc… Normalmente são os maçons e similares que dizem essa grande mérda, mas náo dizem que o Brasil até 1964 era uma maravilha, que foram as forças armadas que implantaram e incrementaram todos esses crimes que temos hoje de A a Z com a ajuda e participação de todas as polícias militares do país que encontram-se destruídas até hoje, prova é que um braço direito do bandifo temer é um PM, e ainda por cima quando sairam passaram negociadamente o controle do país para bandidos, para a maior gangue existente dentro do MDB, hoje pmdb. Muitos afirmam, pelas experiências que já tiveram, que militares brasileiros geralmente são mentalmente afetados, não possuindo condições sequer para cumprirem suas obrigações, que dirá comandar alguma coisa fora dos quartéis. Hoje, o povo faz manifestos contra a corrupção e contra tudo que é tipo de crimes e anomalias, esquecendo-se que esses manifestos tem que ser contra as forças armadas e todas as polícias que deixaram de cumprir seu papel de defesa do povo brasileiro para proteger e blindar bandidos que lhes são muito mais rentáveis.

    Resultado de imagem para ministério militar governo temer imagens

    Resultado de imagem para MILITAR MAÇON IMAGENS  Resultado de imagem para ALCKMIN MAÇONARIA IMAGENS  Resultado de imagem para MILITAR MAÇON IMAGENSResultado de imagem para ministério militar governo temer imagens       Resultado de imagem para ministério militar governo temer imagens      Resultado de imagem para fhc gilmar mendes imagensResultado de imagem para ALCKMIN MAÇONARIA IMAGENS        Imagem relacionada      Resultado de imagem para fhc gilmar mendes imagensResultado de imagem para fhc maçonaria imagens   Resultado de imagem para fhc gilmar mendes imagens Resultado de imagem para fhc gilmar mendes imagensResultado de imagem para fhc maçonaria imagens

  5. Véio Zuza

    21 de setembro de 2017 1:23 pm

    Véio Zuza não é tão véio

    Véio Zuza não é tão véio assim… nem monarquista. Mas a mazorca toda começou com a “proclamação da república”. No império, o poder civil era obedecido. Façam uma pesquisa sobre quem eram os “ministros” da “guerra” e da “marinha”. A maioria, civis. A “república” foi o primeiro golpe militar, depois da primeira “questão militar”, o direito dos militares de criticarem publicamente o governo. Os primeiros presidentes civis – Prudente de Moraes, Campos Sales, Rodrigues Alves – tiveram imenso trabalho para domar a fera – nem sempre conseguiam e quando conseguiam era explorando as dissensões dos “uniformados”…

    Pra quem tem tempo, vale uma pesquisa sobre o que aconteceu recentemente na França. Corte neo-liberal no orçamento das FFAA; reclamações de militares; pronunciamento de Macron: “eu sou o vosso chefe”. Claro, foi eleito e por larga maioria; gostemos ou não, foi eleito… 

    Aqui é outra conversa.

    Saravá!

  6. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de setembro de 2017 1:39 pm

    Uma dúvida se tornou evidente

    Uma dúvida se tornou evidente esta semana em razão da ameaça de golpe militar. O acordo com o STF, com tudo… inclui ou não o Exército?

    https://twitter.com/FabioORibeiro/status/910859990034010112

  7. WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

    21 de setembro de 2017 1:41 pm

    Enquanto isto:
    O almirante da

    Enquanto isto:

    O almirante da Marinha do Brasil e físico nuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 77 anos foi condenado a 43 anos de prisão, em agosto de 2015, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

    O crime deve ser o PATRIOTISMO.

     

  8. Povo Brasileiro

    21 de setembro de 2017 2:49 pm

    viva o exército
    viva o exército

  9. nilo filho

    21 de setembro de 2017 4:34 pm

     
    https://www.brasil247.com/p

     

    https://www.brasil247.com/pt/247/poder/318190/Moniz-Bandeira-volta-a-pregar-a%C3%A7%C3%A3o-militar-contra-o-desmonte-nacional.htm

     

    MONIZ BANDEIRA VOLTA A PREGAR AÇÃO MILITAR CONTRA O DESMONTE NACIONAL

    247 – O professor de política exterior Luiz Alberto Moniz Bandeira, primeiro intelectual de esquerda a defender uma intervenção militar para derrubar o golpe representado por Michel Temer, que, além de denunciado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa, é aprovado por apenas 3,4% dos brasileiros, voltou a sustentar sua posição.

    “O importante é impedir que o patrimônio nacional – Eletrobrás, Eletronuclear, Petrobrás e pré-sal, bancos estatais – seja dilapidado, entregue aos gringos: é evitar que o desenvolvimento do Brasil, com a inclusão, não seja interrompido; é impedir a entrega aos gringos de uma parte da Amazônia maior que a Dinamarca”, diz ele, enfatizando que não deseja um regime de exceção.

    Moniz Bandeira se manifestou em resposta a Valter Pomar, que, em artigo, criticou sua suposta ilusão em relação aos militares.

    Leia, abaixo, a carta de Moniz Bandeira a Valter Pomar:

    Meu querido Valter,

    insisto, em nada tenho ilusão. Sei que tudo pode acontecer, se houver uma intervenção militar. Mas o fato é que, se Dilma Rousseff foi deposta por um golpe de Estado, e de fato foi, não mais existe Estado de Direito nem democracia no Brasil. Acabou a Constituição. O governo, que só conta com a simpatia de cerca de 3% da população, realiza reformas para as quais não teve mandato. O Congresso, corrompido e desmoralizado, assumiu poderes constituintes para os quais não foi eleito. Nada do que ocorreu e está a ocorrer é constitucional. Nada tem legitimidade.  E o golpe de Estado foi dado exatamente para a execução de tais reformas: trabalhista, previdenciária, terceirização, redução do Estado, com a venda das empresas públicas, impedir os gastos públicos por 20 anos etc. E as forças econômicas, nacionais e estrangeiras, que estão por trás do presidente de fato Michel Temer e do seu sinistro ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, farão tudo para que não haja retrocesso na execução do seu projeto, modelado pelo Consenso de Washington.  

     Falar em Constituição, agora, é que é uma grande ilusão. As liberdades são relativas, como durante o regime militar, porém nem imprensa alternativa existe mais como naquele tempo. Toda a mídia repete o mesmo e o alvo é o ex-presidente Lula, com judiciária a condená-lo, sem provas, apenas para efeito de repercussão na imprensa e desmoralizá-lo. Quanto mais ele cresce nas pesquisas mais me parece que as poderosas forças econômicas nacionais e estrangeiras, que sustentaram o golpe do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tentarão tirá-lo de qualquer forma das eleições. Tenho até dúvidas de que as eleições ocorrerão. Temer e demais cúmplices sabem que, ao descer a rampa do Planalto, sem imunidade, podem ser presos e enviado para a Papuda. A insatisfação no meio militar é enorme, conforme exprimiu o Antônio Olímpio Mourão. E teve toda razão o deputado Aldo Rebelo, do PC do B, quando recomendou o diálogo com os militares. O proto-nazifascista Jair Bolsonaro não é representativo das Forças Armadas. É minoria.  

    A intervenção militar pode ocorrer. Como se desdobrará é difícil imaginar. O ideal seria que fosse como a do general Henrique Teixeira Lott em 1955. Mas não creio, em face do Congresso que aí está. O importante é impedir que o patrimônio nacional – Eletrobrás, Eletronuclear, Petrobrás e pré-sal, bancos estatais – seja dilapidado, entregue aos gringos: é evitar que o desenvolvimento do Brasil, com a inclusão, não seja interrompido; é impedir a entrega aos gringos de uma parte da Amazônia maior que a Dinamarca. Claro que não defendo regime de exceção, mas regime de exceção é o que já existe no Brasil, com um verniz de legalidade. O que ocorreu no Brasil, com a derrubada da presidente Dilma, foi golpe de Estado, como, na Ucrânia, com a destituição do presidente Wiktor Yanukovytch, na madrugada de 21 para 22 de fevereiro de 2014, por uma decisão de um Congresso comprado. A Constituição deixou de existir. Ilusão é pensar que, após realizar as reformas pretendidas pelo capital financeiro e o empresariado nacional, as forças, que se apossaram do poder, vão deixá-lo sem ser por um golpe de força. E, infelizmente, as forças populares já demonstraram a sua impotência. A nada reagiram.

    Não desejaria que ocorresse intervenção. Todos sabem como começa, mas não quando termina. Porém, não estou a ver outra perspectiva no Brasil. É necessário impedir o desmonte do Estados nacional. E há-de chegar um momento em que o impasse político, com o agravamento da situação econômica e social, terá de ser pela força.

    Com afetuoso abraço, Moniz

     

  10. Paulo Abreu

    21 de setembro de 2017 9:51 pm

    Mourão e Villas Boas
    Prezados
    Sugiro que no mínimo por uma questão de coerência e para que cada um possa reafirmar ou não suas convicções, acessem via google o farto material intitulado ” Marcha da família com Deus pela liberdade”.
    Vale a pena conhecer um pouco da história.

  11. Boeotorum Brasiliensis

    22 de setembro de 2017 2:49 am

    É impressionante

    É impressionante…

    Generais se arvorarem a salvadores da pátria na Latino-América não traz nada de novo. Nem sequer a sua falta de vergonha na cara ao “esquecerem” a desgraça que causaram ao longo de 21 anos de ditadura e que foram eles que, ao castrar no nascedouro as lideranças democráticas nos anos de chumbro, cevaram e nutriram essa classe política que hoje domina o Pais.

    Sarneys, Malufs, Temers, Agripinos, ACMs, Maias e outros tantos foram fruto da ditadura. Também ajudaram, pelo manequeísmo que provocaram, a criar Serras, Aloysios e Junkmanns. O manequeismo político ao fim da ditadura foi mais um cravo na ferradura da desgraceira que deixaram como herança em todos os campos. O governo militar e tudo o que representava foi adquirindo tamanho repúdio junto ao povo que, em dado momento, para ser tido como “do bem”, “boa pessoa” e honesto bastava discursar contra o governo. Assim muitos hipócritas e aproveitadores surgiram como lideranças políticas. Pela afinidade dos afins esses crápulas ao longo do tempo se aglutinaram e formaram a massa fecal que inunda a República.

    Eu tenho absoluta certeza de duas verdades sobre o Brasil, se não tivesse havido o golpe de 1964. Primeiro, nunca teríamos uma ditadura do proletariado, um governo comunista. Segundo, teríamos uma maturidade política-institucional e uma Democracia muito melhores e mais consolidadas.

    Também tenho a completa convicção, dada pela experiência e pela observação dos fatos, de que de um golpe nada de bom nasce e se forma. Dali só vem o atraso e a calamidade. Todos os golpes que houveram, em todos os lugares do mundo e aqui, sempre resultaram em retrocesso, perdas de todo o tipo e interrupação no avanço civilizatório. São crimes e quem os pratica começa como salvador da Pátria e termina, sempre, denunciado como criminoso.

    Espero que desta vez não falte a coragem que faltou aos nossos pais e que se for preciso demos um fim abortivo e definitivo a essa aventura.

    Quanto a essas vivandeiras (do francês vivendièr, que se referia às putas que acompanhavam os exércitos em campanha, fazendo, é claro o que putas fazem) são (as de agora ,não aquelas que exerciam profissão) o ser moralmente mais abjeto que existe em uma socviedade democrática e mereceriam viver embaixo de coturno.

     

  12. romulus

    22 de setembro de 2017 10:11 am

    ALERTA: a (muito!) perigosa “Fake News” de “golpe militar” (sic)

    ../../Downloads/Collagem%20Moro%20Temer%20Condor%20II%20Villas-Boas%20Marinho%20copy.jpg

    ALERTA: a (muito!) perigosa “Fake News” de “golpe militar” (sic)

    Por Romulus & Núcleo Duro

    – A provocação do General Mourão: “se não forem capazes, através do Poder Judiciário, de barrar Lula, as Forças Armadas o farão”.

    – A sinuca de bico do General Villas Boas, Comandante do Exército: como manter a “legalidade constitucional” tendo de bater continência para um…

    (UNIVERSALMENTE reconhecido…)

             – … chefe de quadrilha??

    – Mourão – a “síndrome do vice” (golpista!) ataca de novo: General Mourão tenta a última cartada para cacifar-se. Ao produzir a “fake news”, avaliou, corretamente, que o “seu” (?) momento era agora…

             – … ou nunca!

    – Decifrando o “mistério” (?) narrativo: quando o (civil…) Ministro da Defesa, Raul Jungmann, para (de maneira estabanada…) mostrar serviço, cobra a punição de Mourão, Villas Boas recusa-se.

    Ora, o Comandante, corretamente, não quis promover o espetáculo reclamado pela mídia – inclusive a “de esquerda”!

    Espetáculo esse…

             – … ANSIADO pelo próprio Mourão (!)

             – Dããããã!

    – Cumpre registrar: o Brasil do(s) Golpe(s) – e do caos “institucional” (sic) dele(s) resultante – deve MUITO ao bravo General Villas Boas. Bem como à sua resiliência cívica e altruísta – inclusive em nível pessoal e, até mesmo, físico.

    – Desastre na “blogosfera progressista”: o único a sacar o “jogo” – e a sinuca de bico – foi Fernando Brito, do Tijolaço. Evidente: ter andado tantos anos ao lado de Leonel Brizola fez toda a diferença.

    – Lamentavelmente, todos os demais blogueiros derraparam feio na nova “batalha de narrativas”. Pior: foram PAUTADOS por interesses de direita (de novo, Senhor!). Desta feita, dos mais perigosos que há: nem mais, nem menos!

    – Destaque, em especial, para a inverossímil análise dessa “nova polêmica” feita por Luis Nassif, no GGN.
     

    LEIA MAIS »

     

  13. Vilson Rebello

    22 de setembro de 2017 12:10 pm

    Creio que o discurso do
    Creio que o discurso do Comandante do Exército foi bastante claro.
    Não há interesse em intervir em nada, porém se o destino e o povo assim o desejarem poderá ser feito dentro da legalidade.

    Temos que refletir que os tempos mudaram, o cenário todo mudou.
    Não se pode achar que a ditadura ontem será a mesma de ontem. Pode advir de um período de transição importante. Pois as instituições se manterão organizadas, porém se poderá depurar o que hoje prejudica o povo. Visando um cenário mais positivo.

    Pior é pensar que os políticos que estão aí, irão restaurar a situação, e abriram mão de seus privilégios em detrimento do povo.

    Ou quem sabe, seria melhor tornarmo-nos ou país sem soberania militar e deixarmos a ponto de uma intervenção externa, com aplicação de sanções, como os demais países no mundo que dependem de ações militares externas.

    E lembrem-se nada é tão bom que não possa melhorar, é nada é tão ruim que não possa piorar.

  14. Marcio Araújo

    22 de setembro de 2017 2:30 pm

    Contradição
    Discordo frontalmente do caríssimo colunista. Não concordo na propalada INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL MILITAR, pois já vivemos esse malogrado filme.
    Golpe a gente presencia no nosso dia-dia. Vejamos questões sobre SEGURANÇA, EDUCAÇÃO E SAÚDE.

  15. Eliseu Leão

    23 de setembro de 2017 5:48 pm

    A. H. Martins Mourão, o general com cara de ”bicheiro”

    «É uma satisfação lhe entregar esta medalha», disse Sartori a Mourão. A Medalha Negrinho do Pastoreio é entregue a personalidades que “prestam relevantes serviços em favor das pessoas, do Estado ou da Pátria”, informou a assessoria de imprensa do Palácio Piratini.

    Somente os alienados acham que o atual Comando das FFAA rompeu com os milicanalhas golpistas da Ala Democrática.  Na ocasião lembrada pelo Luis Felipe, Mourão discursou clamando pelo “despertar para a luta patriótica, em nome dos bons costumes”; criticou políticos que “vendem grandes ilusões” e foi taxativo: “mudar é preciso” (Dilma), com a ressalva: “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, da má gestão e da corrupção” (Sic).  Ensinaram ao papagaio Mourão uma notícia publicada na edição de 18 de março de 1964 no Estadão:
    «A ideia do impeachment do presidente (Jango) vale por uma frente legítima de combate […] o chefe da Nação não se encontra à altura do cargo, independente até da cogitação de crime de responsabilidade […]. O caso é de impeachment, julgamento político através do qual o Parlamento deverá concluir que o presidente não pode continuar na chefia do governo, em benefício da tranquilidade da família brasileira e da prosperidade do país…»

    A oficialidade brasileira é autística de formação, historicamente afastada do mundo civil e paranoicamente convicta da própria superioridade, sob qualquer ponto de vista (o Colégio Militar de Porto Alegre é chamado ‘Colégio dos Presidentes’).   –   Joel Silveira recordando aqueles golpistas matutos de mentes mal formadas, aliciados na Italia pelos EUA, observou: «Voltaram com duas obsessões: a crença na infalibilidade da democracia dos EUA e a certeza da falência das elites civis do Brasil, incapazes de dirigir a Nação» Os cinco pontos com os quais justificaram suas ações, ostensivas ou conspirativas, foram:   
    1- Faliram as elites civis do Brasil   2- Tem havido completo descaso pelos problemas fundamentais do País  3- Os quadros dirigentes são mal escolhidos   4- Prevalece no trato das coisas públicas, o interesse pessoal sobre o interesse nacional   5- A corrupção se alastra. (Sic)  Essa é a sintese do papo do Mourão e do Villa-Boas.

    Concordo com o autor desse artigo. A atual cúpula das FFAA é a mesma de sempre: eversiva, saudosa da violência e contrária à noção de subordinação ao poder civil. Eu não aceito a idéia que o informante da CIA, lesa-pátria e chefe de guadrilha Michel Temer, tenha feito o que fez sem o ”OK” das FFAA, perenemente amaestradas no princípio de subordinação aos EUA, segundo a ideia-projeto que esteve por trás do golpe militar de 1964 e que reaparece abertamente no golpe contra Dilma. Como explicar o editorial — Vamos à Guerra! —  do patético Bini Pereira, general, publicado no dia 7 de março de 2016 na Falha de SP, aludindo ao discurso do Lula que usara a expressão “vamos à guerra” ao conclamar a militância na defesa da Petrobrás contra os interesses estrangeiros? O cadete Bini Pereira, pouco dotado, formou-se, constituiu familia, galgou promoções, chegou a general e agora quer guerrear contra aqueles que o sustentaram por todo o arco da sua inutil vida profissional de merda. Isso só acontece numa sociedade como a nossa. Esses militares da Ala Democrática, entreguistas, permacem como uma maldição sobre o Brasil  —  Noticia de Brasilia, 1964: «O general A. Levi, ex-presidente da Petrobrás, na qualidade de Chefe de Gabinete e por ordem do general O. Mourão Filho, presidente nomeado, disse ao Correio da Manhã que continuam as prisões de todos os dirigentes e empregados da estatal que parteciparam das campanhas de nacionalização do petroleo e da encampação das refinerias particulares. Serão entregues ao DOPS como comunistas.»

    Quantos brasileiros sabem da ”Cruzada Democratica” criada nas FFAA nos anos ’50, para perseguir e terrorizar patriotas da ”Ala Nacionalista” ligados à luta anti-imperialista?
    Transformaram quartéis em locais de tortura, oficiais transformaram-se em carrascos, celas em câmaras de defuntos. O fundador de uma dinastia militar fascista, general Alcides Etchegoyen, sociopata de espirito perverso, incapaz de agir sem praticar a maldade, quintessência do entreguismo, defensor transloucado da mais completa subserviência econômica e militar do Brasil aos EUA e anticomunista aloprado, fora o mais credenciado para assumir a direção de um Clube Militar transformado em manicômio.

    A prova que nada mudara de 1964 a 1988 veio um mes depois de promulgada a Constituição: a obsessão antisindical dos psicopatas do Exército resultara num assalto covarde, criminoso, no melhor estilo nazifascista, à greve na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda no dia 9 de novembro de 1988. Assassinaram três operários desarmados  –  William Fernandes Leite, 22 anos, com um tiro de metralhadora no pescoço, Valmir Freitas Monteiro, 27 anos com um tiro de metralhadora nas costas, Carlos Augusto Barroso, 19 anos, com o crânio esmagado. Após os assassinatos e prisões, a greve continuou até o dia 23 de novembro, com a vitória dos trabalhadores. No dia 1º de maio do ano seguinte foi erguido na Praça Juarez Antunes, memorial em homenagem aos três operários. Horas depois, uma bomba abatia o memorial. O memorial foi recolocado mas a cidade degradou-se com o aumento do desemprego, dos suicídios e da violência urbana.
    Uma tropa do Exército brasileiro, mais uma vez, fora rebaixada à condição humilhante e covarde de assassina e espancadora de trabalhadores. Só canalhas brutalizam e conspiram contra o proprio país. O presidente na época era o Sarney, o governador do Rio era o ”angorá” ….. Aquela greve, aqueles assassinatos, aquelas prisões, ficaram como marcas indeléveis da implantação do projeto neoliberal no Brasil nos governos Collor e FHC.   Fonte: Cláudia Santiago, jornalista, 1998 . O anticomunismo das FFAA, da Policia Militar, da Policia Civil, da Policia Federal, dos Supremos Tribunais, é irmão xifópago do acanalhamento da nossa sociedade, imposto pelo capital transnacional.

    General Villas Bôas à Folha de São Paulo, em 2012:    PERGUNTA — Em 2005, o então Comandante do Exército, general Albuquerque (*), disse “o homem tem direito a tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo” (no Exército). A realidade atual mudou?   
    RESPOSTA — “Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.”
    Dezenas de blogs publicam textos do Mauro Santayana onde se aprende o que o PT de Lula e Dilma fez pela reconquista da dignidade brasileira prestigiando as FFAA, lançando e bancando o maior programa de rearmamento na história brasileira. Nem nos governos militares ousara-se investir em tantos projetos estratégicos.

    (*) O fascista general Albuquerque foi protagonista em 2004 de um grave incidente quando o Centro de Comunicação Social do Exército publicou nota no Correio Braziliense justificando a tortura de prisioneiros políticos durante a ditadura. Esse general é o mesmo que no dia 1º de março de 2006 mandou parar um avião na cabeceira da pista para retirar dois passageiros e embarcar, com sua mulher, no lugar deles. Esse crime chama-se abuso de poder. Semanas depois e no maior cinismo, evocava o ”incontestável apoio popular” ao golpe de 64 (Sic) e exortava os brasileiros ao dever da democracia!!

    Os militares chantagearam: ou aceitavam a “anistia” ou eles continuariam a barbarizar tudo e todos. A negatividade de gente como Albuquerque, Mourão, Bini, Villas Boas, pode ser mensurada pela predisposção em agredir e violentar. Esses caras nunca tiveram capacidade de convencimento de suas idéias sem recorrer ao uso da força, da arbitrariedade, da tortura e da eliminação, mesmo fisica, dos que não aceitam o que eles dizem ou fazem.

    Em março de 2015, canalhas, coxinhas e fascistas, representantes da elite mais expressiva na renda e na escolaridade, desfilaram juntos na av. Paulista contra Dilma para defenderem a democracia, lutar contra a corrupção e exaltar o golpe militar de 1964. O desfile contou até com a presença do notório assassino e ex-torturador ”Carlinhos metralha” ou ”Carteira Preta”, marginal covarde que integrou a equipe do Fleury.
    Como é possivel defender a ditadura e ser contra a corrupção?
    ”Na ditadura, casos de corrupção eram censurados ou não geravam qualquer consequência – como as mordomias no escalão federal reveladas pelo ‘Estadão’ e a negociata, publicada pela ‘Folha’, que envolveu o grupo Delfin e o Banco Nacional da Habitação (terrenos no valor de Cr$ 10 bilhões quitaram uma dívida de Cr$ 60 bi junto ao BNH) só para citar alguns exemplos. Quem defende a ditadura defende o direito de quem quer roubar sem ser punido.” notou Fernando Molica no seu blog. O historiador Pedro Henrique Campos pesquisou a história das empresas e seus laços com a ditadura militar (1964-1985). Numa entrevista à BBC Brasil, ele fez saber que o pagamento de propinas consolidou-se entre 1964 e 1985    –   http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38337544   

    Os manifestantes da av. Paulista representavam a elite (citada abaixo pelo general Paula Cidade). Foi revoltante ve-los cantando a ”Canção do Expedicionário”. Para recordar aos brasileiros quem foi — exatamente — o «Pracinha», segue um trecho de ”A Guerra e o Golpe da FEB”, Joel Silveira, Editora Civilização Brasileira, RJ, 1968:

    «Uma coisa, porém era a FEB do decreto ditatorial, e outra bem diferente a FEB que, antes do embarque, teria que se transformar numa tropa treinada, armada, vestida e em boas condições de saúde. E o soldado brasileiro de então pouco se enquadrava naquelas exigências, e em nenhuma delas se enquadrava o grande número de brasileiros que foram compulsoriamente recrutados, principalmente em Minas, São Paulo e no Nordeste, para completar a divisão expedicionária.

    General F. de Paula Cidade: ”Os apelos das autoridades militares, chamando para as fileiras da tropa expedicionária a todos os homens aptos, ficaram sem eco entre as elites mais expressivas. A fôrça expedicionária brasileira teve de ser organizada com a juventude pobre do Brasil”. […]

    Homens que haviam sido arrancados do seu lar, no interior de Minas, São Paulo e do Nordeste, que há perto de dois anos estavam fora de casa e muitos com quase um ano de Itália, foram sumariamente devolvidos à sua cidade de origem. Traziam consigo as feridas, o corpo mutilato, doenças, uma ou duas medalhas e a passagem de volta. A portaria ministerial determinava que, desmobilizados, os elementos que não pertencessem ao efetivo do Exército deveriam retornar às atividades de Paz. Mas, para muitos, tais atividades não mais existiam. Muitos não encontraram o trabalho abandonado e a paz. Muitos outros não tinham mais condições físicas para qualquer espécie de trabalho.»

    BRAILEIROS FASCISTAS, COXINHAS, BURGUESES, POLICIAIS, TORTURADORES DE MERDA, VOCES NÃO TÊM O DIREITO DE ENTOAR A CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.

    Advertência ao PT:

    «O PT e seu Governo devem olhar bem para o que são e para com quem conta, nas horas do combate e  deixar de lado a pretensão de ser de  ”todos”, algo  que se esfumaça a cada embate, um vício que Darcy Ribeiro selou com a frase  sobre querer ser  “a esquerda que a direita gosta”.»
     

  16. Katia Ribeiro

    7 de novembro de 2017 4:45 am

    Direita e esquerda

    Muito se diz para não polarizar o discurso político, mas é impossível. Não tendo conseguido modificar o currículo das escolas e academias militares, a esquerda lamenta que a grande maioria dos militares seja de direita e também 85 % do povo brasileiro, o que já levou a uma reflexão de Dirceu, que anda aí pelo you tube: “Onde falhamos” ?

    Ora, já é a terceira vez, se não me engano, que se tenta implantar o chamado “socialismo real” no Brasil e desta vez lentamente como lentamente também vem reagindo a maioria, que é de direita.

    Ao não dar certo o “golpe” através de uma “falsa democracia” e urnas “que podem facilmente ser fraudadas, não auditávies”, passará a esquerda, facilmente, a um atrito com as forças Armadas. Todos sabem que os militares já estão saturados de medidas contra eles e seu modo de pensar que acompanha o modo de pensar da grande maioria do povo brasileiro. A continuar assim teremos um novo 64, desta vez com muito sangue porque a esquerda, se perder o Brasil, perde o resdto da América do Sul, adquirido aos pucos  O “X” da questão foi a eleição de Trump, que sem dúvida fará a guerra civil pender para a direita como foi em 1936, com a presença da Alemanha a favor dos patriotas espanhóis. Felizmente ou infelizmente, mais uma vez a esquerda sairá perdedora…pela terceiraz vez…Está escrito nas estrelas, só um idiota útil ou um fanático não enxerga isto quando o prórpio comandante do sul exorta o povo a ir para as ruas, aliás, ele mesmo, sucessor do Mourão….

Recomendados para você

Recomendados