4 de junho de 2026

Mudança em projeto anticorrupção alerta procuradores e Lava Jato

 
Jornal GGN – A notícia de que parlamentares pretendem “afrouxar” o projeto de 10 Medidas Contra a Corrupção preocupou integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e da força-tarefa da Operação Lava Jato. Em resposta, o relator do pacote, Onys Lorenzoni (DEM-RS) amenizou as suspeitas, afirmando que irá defender a criminalização do caixa dois, “nos termo da Procuradoria”.
 
Parlamentares da Comissão Especial, que até agora defendiam o andamento do pacote, sentiram que os impactos das 10 Medidas pode prejudicar financiamentos de campanhas e decidiram que tentarão promover mudanças em, pelo menos, quatro pontos centrais do projeto.
 
Publicamente, por outro lado, a intenção é de manter o discurso de confiança dos políticos, com uma movimentação oposta nos bastidores. A informação foi divulgada pelo Estado de S. Paulo, que acompanhou um alerta vermelho nos procuradores da Lava Jato.
 
Não à toa, o relator do DEM adiantou-se em defender a criminalização de caixa dois no projeto, conforme a proposta dos procuradores, assim como acabar com a prescrição de crimes de corrupção, informou o Painel.
 
Junto com o MPF, a equipe de Sérgio Moro apoia-se no clamor da população, causado pelas fases a Lava Jato, e no trabalho da imprensa para pressionar o Congresso, admitiu em reportagem o próprio Estadão.
 
Mas o jornal foi além: adiantou que “não está descartado, em caso de mudanças que desfigurem as medidas, uma posição mais incisiva da Lava Jato e do Ministério Público Federal”.
 
Autores do projeto, a manifestação e interferência do MPF e de setores da Justiça no andamento do projeto será mais presente, indica a imprensa. “Estamos, sim, atentos para que possíveis modificações não extravasem o espirito e a finalidade das leis propostas”, disse o procurador Diogo Castor de Mattos, um dos integrantes da força-tarefa.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. Pinheiro

    16 de agosto de 2016 9:19 pm

    Essas “10 medidas” não são do

    Essas “10 medidas” não são do MPF. É cópia fiel do Direito Americano repassada a Moro. Alguém tem dúvida?

    1. robertopivante

      17 de agosto de 2016 3:56 am

      olha o moro

      olha o moro falando

       

      https://www.youtube.com/watch?v=fd3XSJrlcQc

  2. André Oliveira

    16 de agosto de 2016 9:30 pm

    A função do congresso é essa
    A função do congresso é essa mesmo. Alterar proposta de lei faz parte das funcoes parlamentares. O que a República de Curitiba quis dizer com posição mais incisiva. Vao dar um golpe explícito e eliminar o congresso, criando sua versão de democracia só com mpf.

  3. Vagalume do Brejo

    16 de agosto de 2016 9:50 pm

    Uè?
    Vocês continuam lendo o

    Uè?

    Vocês continuam lendo o estadinho. Tanto faz como tanto fez, eles querem é lucrar.

    Eles estão de olho e vão fazer o que? 

    Bando de playboy.

  4. JB Costa

    16 de agosto de 2016 10:55 pm

    Goste-se ou não, o Poder

    Goste-se ou não, o Poder Legislativo é a única instância responsável pela aprovação de Leis. Propostas são só isso: propostas. Se de iniciativa popular ou de qualquer outro agente previsto na CF, isso é de menos; não subtrai do Congresso a última palavra. 

    Se os rapazes do MP querem fazer valer sua visões, que então trabalhem! Gestionem junto aos parlamentares para convencê-los da justeza do arrolado no ante-projeto. 

    Ainda somos a República Federativa do Brasil,  e não a República da Lava a Jato, de Curiitiba, do Ministério Público, ou do que diabo for. 

  5. Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

    16 de agosto de 2016 11:11 pm

    ABAIXO DA CINTURA

    Quer dizer que o Aloysio bate na própria mulher?

     

    Alguém já pensou em DELAÇÃO ESPONTÂNEA?

     

    Quem vai fechar os arquivos?

  6. rl

    17 de agosto de 2016 11:23 am

    Emenda

    Algum parlamentar honesto poderia apresentar uma emenda ao projeto, classificando como crime de corrupção o uso de cargo público – e dinheiro público – para a obtenção de objetivos pessoais, políticos ou não. Não incluiria entre as penas o fuzilamento, porque sou contra o derramamento de sangue. Mas pensaria em enforcar certos justiceiros que, na verdade, não passam de quadrilheiros.

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