4 de junho de 2026

Dos símbolos e seletividade do Judiciário, por Maria Luiza Quaresma Tonelli

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Dos símbolos e seletividade do Judiciário

por Maria Luiza Quaresma Tonelli

O homem é um ser simbólico. Os símbolos mexem profundamente com o imaginário popular. Os símbolos são utilizados para influenciar o indivíduo e a sociedade. Com boas ou más intenções. Datas são simbólicas pelo que elas representam. Muitas vezes são usadas não para homenagear alguém ou para comemorar algum acontecimento passado, mas associar a data a um acontecimento no presente. Números também são simbólicos, sabemos. 

Pois bem, vale lembrar que Joaquim Barbosa determinou a prisão de José Genoino e José Dirceu num feriado nacional, num sábado. Foi no dia 15 de novembro de 2013, data da Proclamação da República, que ambos tiveram que se apresentar na PF de São Paulo para serem conduzidos à prisão, em Brasília. 

Foi no dia 1 de maio de 2014 que Joaquim Barbosa determinou a volta de Genoino para a Papuda, após um período de prisão domiciliar em decorrencia de seu problema cardíaco. Foi justamente no Dia do Trabalhador. 

O dia 7 de setembro próximo, será a data de estreia do filme “A lei é para todos”, uma ode a Sérgio Moro, aos procuradores da tal Força Tarefa da chamada “República de Curitiba”, e à Polícia Federal, um filme-propaganda que tem como alvo o ex-presidente Lula. 

No dia 13 de setembro próximo (isso mesmo, 13, o número do PT) Lula terá que depor perante Moro sobre o processo do sítio de Atibaia. 

Acabo de saber que no mesmo dia, ou seja, em 13 de setembro, o TRF-4 vai julgar José Dirceu , condenado em primeiro grau por Sérgio Moro. O mesmo tribunal que julgará o recurso de Lula no processo do triplex do Guarujá. 

Alguém acredita que todas essas datas não passam de mera coincidência? Eu não. Acho todas simbólicas. 
Este é, afinal, o judiciário brasileiro que nem disfarça mais a sua seletividade. A imagem-símbolo da deusa Justiça cega, que representa a imparcialidade da magistratura, já não passa de um adorno nos tribunais. Tempos sombrios.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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2 Comentários
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  1. JB Costa

    28 de agosto de 2017 12:48 pm

    Se simbólicos ou não esses

    Se simbólicos ou não esses exemplos dados pela articulista tudo isso não passa de uma imensa besteira. Coisa de gente sem nada na cabeça. 

    Erramos, acho, quando sobrelevamos tais – vá lá – simbologias. Sua importância, e até mesmo consistência factual e lógica,  é diretamente proporcional ao valor ou desvalor que damos as mesmas.

     

  2. naldo

    28 de agosto de 2017 1:17 pm

    È proposital mesmo,
     
    e o tal

    È proposital mesmo,

     

    e o tal simbolo 45 da rede fuleira??  e quando falam em “o maior escandalo desse pais”?? Só o paul black desviou quase dez bi, fora a house of money que mantinham, mas a culpa é do PT, sempre……

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