29 de setembro de 2026

Quem tem plano de governo?

Aí está o único plano de governo capaz de quebrar as amarras do país. E é uma continuação do projeto elaborado pelo PT desde 2002 que foi dividido em etapas de implantação.

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Comentei no post “Para destravar os investimentos públicos“  no mesmo sentido da afirmação de Dilma: “romper as amarras da burocracia” e explicitei o que é isso.

A matéria demonstra que não existe candidato, pelo menos não no PT, que aja pela seu self. O que foi apresentado é um plano elaborado ainda antes da primeira vitória de Lula e as etapas estão sendo cumpridas ( o texto deixa claro essas etapas).

Em abril, falei dessas metas, no post: “Dilma tem o rumo, mas não tem o método“:

Então o que é o novo?

O novo no nosso país é o que já foi velho e agora recentemente enterrado nas nações chamadas desenvolvidas; inclusão social, baixos índices de desemprego e redução da pobreza e extinção da miséria se constituiu no primeiro plano (rumos e metas) de desenvolvimento do governo do PT e se inicia com Lula.

Esse é um processo que ainda está sendo feito e corre o risco de haver retrocesso nesta caminhada, caso não haja a reeleição de Dilma, como já preconizaram alguns dos economistas que dão lastro ao pensamento oposicionista do governo do PT ao afirmarem que o nosso atual índice de emprego é inflacionário e que o governo gasta muito com as políticas de inclusão.

Sobre a infraestrutura como o segundo plano (rumos e metas)  de desenvolvimento que o PT tem exercitado, após a sua primeira meta de erradicar a miséria e pobreza:

1) Qualquer análise sistêmica observará que o desmonte da nossa infraestrutura se deu no meio do período militar e se manteve nos governos seguintes até a chegada do PT ao governo, e apenas para citar o verdadeiro “apagão” elétrico no governo FHC;

2) É uma injustiça e má fé citar os nossos problemas no setor da infraestrutura e colocá-los no colo do atual governo quando, quando há muito tempo não se via a melhoria deste setor até a chegada de Lula ao poder. São as inaugurações de várias hidrelétricas e outras matrizes energéticas, vários leilões vitoriosos para os portos, aeroportos e estradas, a retomada do importante meio ferroviário com as ferrovias Leste – Oeste, e a Norte – Sul com as suas várias “espinhas” (ramais perpendiculares).

Ainda sobre o “novo”

O terceiro plano (rumos e metas)  de desenvolvimento do projeto do PT se dá na área da educação, e aqui já se podem observar as inúmeras inaugurações de escolas técnicas e novas Universidades, a melhoria da disponibilização de recursos federais para que municípios e estados invistam no setor educacional de suas responsabilidades. A vitória do governo na disputa pela destinação dos riquíssimos royalties do petróleo para a área da educação. A criação de um salário mínimo para os professores muito mais alto do que era pago anteriormente. Os vários planos de acesso às universidades, o financiamento público para alunos, as cotas, o Enem, são inúmeras medidas que irão permitir e facilitar o acesso de todos a esta carente e destruída área importantíssima para o desenvolvimento de qualquer país.

O quarto plano (rumos e metas)  de desenvolvimento se dá na área de diversificar a economia pelas diversas regiões do país, e mesmo o candidato Eduardo Campos deveria agradecer e mencionar tudo o que o Governo Federal fez para a sua região (nordeste) e mais especificamente para o seu estado de Pernambuco o que lhe proporcionou que fizesse um governo de “realizações” e o colocou como um suposto bom gestor.

Portanto, o “novo” está sendo feito e qualquer tentava de se buscar o outro “novo” sem que antes se consolide o que está sendo feito, e mencionado acima, que é preliminar, obrigatória e essencial, uma verdadeira condição “sine qua non” para o desenvolvimento, cairemos nos mesmos erros de governos anteriores que priorizando com sofismas o que estava à frente, o que era o “novo”, permitiu que a educação, saúde e transportes públicos fossem sucateados, provocou a imensa massa de desempregados e manteve os altos índices de miséria e pobreza que o Brasil viveu até tempos bem recentes.

…

Agora acrescento o quinto plano reproduzindo comentário que fiz ainda hoje contrapondo o artigo de Nassif : “Para destravar os investimentos públicos:

“Ninguém sai na frente dessa gincana, porque os três candidatos – Dilma, Aécio e Campos – tem virtudes e defeitos típicos da democracia brasileira. De longe, representam a melhor fatia da política brasileira. Mas ainda estão a léguas de distância da visão do dirigente ideal.”

Que sai na frente, sai.

O distanciamento da análise personalística dos candidatos será o “novo” no jornalismo analítico.

Não adianta pensar que o candidato, seja lá quem for, conseguirá com a sua self resolver os nossos problemas.

Quando os analistas se deslocarem perceberão que o que faz mudar um país é a correlação de forças que dá sustentação para os passos dos nossos governantes.

Essa correlação está muito deficiente e não corresponde aos anseios da população, daí que pelo mundo o descontentamento é representado pelas manifestações de ruas.

Dilma e o PT saem na frente, sim. E a léguas de distância ao convocar o povo às ruas, ao promulgar o Decreto nº 8.243/2014, ao puxar para o debate a ideologia numa nítida percepção, além das manifestações, das necessidades de se quebrar as estruturas paralisantes.

Essa burocracia que Nassif demonstra em seu post é um dos frutos amargos desse modelo que engessa o país.

O loteamento irracional de cargos que atende tanto ao self dos políticos e a sua necessidade de mostrar prestígio quanto à interesses pouco republicanos.

Apenas a quebra desse modelo será suficiente para destravar o Brasil dessas amarras surgidas há muito tempo, desde a “casa grande e senzala”, que formou os nossos coronéis de antigamente e os novos em aparência remodelada, em outras palavras os donos dos partidos.

1) No Brasil não faltam projetos. Eles existem e não deslancham por guerras de interesses setorizados, pela burocracia favoráveis a essa guerra de interesses e pelo excesso de etapas, inclusive as de cunho “sustentável” previstas e obrigatórias pela nossa Constituição Federal.

2 e 3) Fiscalização e Licenciamento.. Aqui Nassif explora, exatamente com no escopo do meu comentário, a estrutura paralisante e a burocracia a favor dela.

Concluindo, quanto mais burocrático maior a dificuldade de se modificar o status quo e as nossas forças ainda estão concentradas na “casa grande” o que acarreta a impossibilidade de se avançar nessa nova etapa no Brasil.

Quando todos falam na necessidade da reforma política e da reforma fiscal/tributária, debates que ocorrem há anos, e elas não saem do papel demostram de forma clara os empecilhos do nosso modelo travante de desenvolvimento.

E que candidato e partido político reconheceu essa dificuldade e anunciou medidas de corrigir essa situação?

Portanto, Dilma e o PT saíram na frente.

Comentário ao Post: “Dilma lança plataforma para um “novo ciclo histórico de desenvolvimento“

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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