4 de junho de 2026

Documentário “Sem Pena”, um retrato da realidade prisional no Brasil

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Do Justificando

Final de ano é época boa para tirar o atraso daqueles filmes que você não viu durante o ano. Um deles, que certamente deveria estar na sua lista, é o documentário “Sem Pena”, de Eugênio Puppo. O Documentário aborda, como poucos, o sistema jurídico e prisional brasileiro.

Os produtores visitaram o verdadeiro inferno que são as penitenciárias do país, revelando as entranhas do sistema judiciário e a precária e caótica vida da terceira maior população carcerária do mundo.

O Justificando entrevistou o diretor logo na estreia do documentário, quando ele afirmou o aprendizado que teve com o filme – “Em síntese, é uma sociedade extremamente punitiva, um Ministério Público por vezes vingativo, um poder judiciário que prende muito e uma polícia repressiva.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. Pedro Mundim

    21 de dezembro de 2015 2:54 pm

    O Brasil prende pouco

    Um poder judiciário que prende muito? Falsa impressão. No Brasil há cadeias de menos, e não presos demais. Nossa legislação penal é muito branda e cheia de brechas. Como o Brasil pode ter uma população carcerária inferior à dos EUA, se o índice de criminalidade aqui é muito maior?

  2. Flavio Martinho

    22 de dezembro de 2015 5:01 pm

    É muito complicado. É certo

    É muito complicado. É certo que os presos não têm seus direitos respeitados. Mas pergunto: e os moradores de favelas, de palafitas têm seus direitos respeitados? Têm escolas, têm emprego, têm habitação digna? (às vezes têm cadeias novas/reformadas que é uma beleza) têm vestimenta, calçados pelo menos iguais aos dos presos? São menos vítimas de violência do que os presos? Claro que não. Com exceção do direito de ir e vir, os presos têm melhores condições de vida do que os pobres e miseráveis que vivem nas favelas, palafitas e ruas do nosso rico Brasil. É olha que a maioria não praticou nenhum crime. Pelo contrário, batalha o dia todo para ganhar um salário mínimo e olhe lá.

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