4 de junho de 2026

Dowbor: Paulo Guedes representa interesses da elite financeira que ajudou a enriquecer

Projetos idealizados pelo ministro da Economia de Bolsonaro são "coerentes" com os interesses que ele defendeu ao longo de sua trajetória no BTG Pactual
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O economista Ladislau Dowbor publicou no Le Monde Diplomatique Brasil desta segunda (8) um artigo lembrando das raízes de Paulo Guedes. Para o articulista, à sombra dos projetos idealizados pelo ministro da Economia de Bolsonaro, incluindo a Reforma da Previdência, estão os interesses da elite financeira que ele ajudou a enriquecer ainda mais durante sua trajetória no setor privado.

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“O nosso super-ministro tem essas raízes, e navega na solidariedade com os interesses financeiros. Passar a previdência para o controle dos bancos privados, desvincular as receitas do Estado para que possam se apropriar do financiamento da educação, saúde e outras políticas sociais, buscar a apropriação da gestão do FGTS – tudo em nome de reduzir o déficit do Estado, aumentando o rombo que precisamente os bancos geram, é bastante coerente”, apontou.

Além de ser um autêntico Chicago Boy, Guedes é, ao lado de André Esteves, fundador do BTG Pactual. E, para Dawbor, vale a pena entender o que faz o banco. Afinal: “Ninguém se reinventa. E ninguém é chamado para dirigir a 8ª economia do mundo sem ser apoiado por um conjunto de interesses.”

“O que o Pactual faz mesmo é wealth management, ou seja, gestão de fortunas, trabalhando com o que se chama internacionalmente High Net Wealth Individuals, ajudando os muito ricos a ganhar mais dinheiro com dinheiro. E assegura também a intermediação financeira para empresas que buscam ‘otimizar’ os seus fluxos financeiros, na linha do asset management. No conjunto, trata-se de otimizar os ganhos financeiros dos mais ricos. Não se trata, evidentemente, de desenvolver atividades produtivas, pelo contrário, trata-se de drená-las.”

Leia o artigo completo aqui.

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  1. Daniel

    9 de abril de 2019 10:42 am

    Quem privilegiou a elite financeira foram os governos FHC+Lula+Dilma, que conquistaram a façanha de todo ano pagar 400 bilhões apenas em juros (sem amortização).
    A proposta de Guedes visa o superavit como forma de reduzir a dívida e o juros. Se antes o setor financeiro alocava sua poupança em títulos públicos, agora terá que alocar no setor produtivo (energia, logística, educação, saúde, etc).
    O modelo atual de investimento via intermédio do governo privatiza os lucros e socializa os prejuízos!

  2. Anônimo

    9 de abril de 2019 11:08 am

    Parente gerenciava grandes fortunas e virou presidente da Petrobrás: satisfez os interesses do mercado.
    Guedes gerenciava grandes fortunas e virou Ministro da Economia: seu trunfo é o suporte do mercado.
    André Esteves de preso e suspeito no caso Cerveró- Delcidio teve seu nome retirado dos autos e continua no mercado e com forte influencia no governo.

  3. republicano arrependido

    9 de abril de 2019 10:11 pm

    brilhante artigo de dowbor.
    como diria o jessé souza, guedes
    seria então o chefe da turma da financeirização
    que ganha grana com os juros altos cobrados
    na boca de fumo deles – o banco central….
    ver elite do atraso…

    1. Daniel

      10 de abril de 2019 12:38 pm

      Republicano arrependido, a política monetária é reflexo da política fiscal, e não o inverso.
      FHC, Lula e Dilma que alimentaram o juros alto via expansão do gasto público, esses 3 que foram uma mãe pro mercado financeiro.
      Quer juros baixo? Começa a fazer superavit, simples assim.

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