Dowbor: Paulo Guedes representa interesses da elite financeira que ajudou a enriquecer

Projetos idealizados pelo ministro da Economia de Bolsonaro são "coerentes" com os interesses que ele defendeu ao longo de sua trajetória no BTG Pactual

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O economista Ladislau Dowbor publicou no Le Monde Diplomatique Brasil desta segunda (8) um artigo lembrando das raízes de Paulo Guedes. Para o articulista, à sombra dos projetos idealizados pelo ministro da Economia de Bolsonaro, incluindo a Reforma da Previdência, estão os interesses da elite financeira que ele ajudou a enriquecer ainda mais durante sua trajetória no setor privado.

“O nosso super-ministro tem essas raízes, e navega na solidariedade com os interesses financeiros. Passar a previdência para o controle dos bancos privados, desvincular as receitas do Estado para que possam se apropriar do financiamento da educação, saúde e outras políticas sociais, buscar a apropriação da gestão do FGTS – tudo em nome de reduzir o déficit do Estado, aumentando o rombo que precisamente os bancos geram, é bastante coerente”, apontou.

Além de ser um autêntico Chicago Boy, Guedes é, ao lado de André Esteves, fundador do BTG Pactual. E, para Dawbor, vale a pena entender o que faz o banco. Afinal: “Ninguém se reinventa. E ninguém é chamado para dirigir a 8ª economia do mundo sem ser apoiado por um conjunto de interesses.”

“O que o Pactual faz mesmo é wealth management, ou seja, gestão de fortunas, trabalhando com o que se chama internacionalmente High Net Wealth Individuals, ajudando os muito ricos a ganhar mais dinheiro com dinheiro. E assegura também a intermediação financeira para empresas que buscam ‘otimizar’ os seus fluxos financeiros, na linha do asset management. No conjunto, trata-se de otimizar os ganhos financeiros dos mais ricos. Não se trata, evidentemente, de desenvolver atividades produtivas, pelo contrário, trata-se de drená-las.”

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