30 de junho de 2026

Moro se apropria de parecer de Temer para travar demarcação de 17 terras indígenas

Ministro devolve processos à Funai baseado em tese não prevista na Constituição
Sergio Moro | Foto: Lula Marques/AgPT

Jornal GGN – Seguindo as ordens do chefe, Jair Bolsonaro (sem partido), que já anunciou diversas vezes que não demarcará mais “nenhum centímetro” de terra indígena no país, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, recorreu a um parecer aprovado por Michel Temer (MDB) para devolver à Fundação Nacional do Índio (Funai) 17 processos de demarcação de terras indígenas. 

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Os processos estavam à espera de uma decisão do ministro, que reconhece a devolução de apenas cinco processos, de acordo com informações da pasta apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo. 

Com a decisão de Moro, as demarcações irão demorar ainda mais, ocasionando o surgimento de mais dúvidas sobre as terras e municiando partes contrárias às demarcações, acrescenta a reportagem.

Nas devoluções enviadas à Funai, Moro alega que a consultoria jurídica do ministério “sugeriu a devolução” dos processos para a Fundação Nacional do Índio “avaliar, ponto a ponto, o cumprimento das diretrizes fixadas no parecer” assinado por Temer em 2017 a partir de uma manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU).

O parecer de Temer impõe sobre as demarcação de terras o chamado “marco temporal”, uma interpretação jurídica não prevista na Constituição. A medida só assegura o direito sobre a terra “desde que a área pretendida estivesse ocupada pelos indígenas na data da promulgação da Constituição Federal”, em outubro de 1988. Caso contrário, ainda que existam registros antropológicos demonstrando que antepassados lutaram e ocuparam a terra, os indígenas não teriam mais direito algum sobre a região. 

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5 Comentários
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  1. Astolfo Rubens

    28 de janeiro de 2020 4:05 pm

    Esse fdp (extensivo ao Temer) chegaram aqui no Brasil (seus familiares) há pouco mais de 100 anos, pegaram um país com as fronteriras todas demarcadas à custa de muito sangue, principalmente indígena e negro, e agora age como se fosse o dono do pedaço (extensivo a seu chefe).

    1. Andre Rs T

      28 de janeiro de 2020 5:44 pm

      Decerto Moro, Temer e Bozo se consideram raça pura, arianos…

  2. peregrino

    28 de janeiro de 2020 7:38 pm

    Não demarcar com uso dessa interpretação é liberar invasão seguida de genocídio…
    pois é o ser da terra, e todo indígena é, que garante e obriga a demarcação, e não o ter direito sobre esta terra antes ou depois de determinada dada

    os indígenas sempre foram da terra, estando ou não no local, nesta ou naquela data

  3. joao ferreira bastos

    28 de janeiro de 2020 8:19 pm

    A esquerda namaste vai soltar uma notinha indignada e seu lider vai escrever uma coluna naquele jornal golpista criticando a Dilma e elogiando o fhc

    1. Arthemisia

      29 de janeiro de 2020 5:21 am

      Eliane Brum vai dizer que Lula e Bolsonaro são iguais.

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