3 de junho de 2026

Mandetta, um técnico com práticas políticas clássicas

Além de compras sem licitação, ministro da Saúde chegou a ser investigado por tráfico e influência e caixa dois no Mato Grosso do Sul
Luiz Henrique Mandetta, atual ministro da Saúde. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – As medidas tomadas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), tem sido elogiadas por muitos, principalmente por ele aparentar ser um dos poucos minimamente coerentes no gerenciamento da pandemia de coronavírus.

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Porém, seu tecnicismo não pode ser escondido por alguma pesquisa, onde é possível ver que ele é um político como vários outros.

O jornalista Breno Costa denunciou em suas redes sociais que Mandetta autorizou o investimento de R$ 700 mil na empresa Prosanis Indústria e Comércio, de Campo Grande (MS) – cidade onde fica a base política de Mandetta.

O dono da empresa é Aurélio Nogueira Costa, que já foi citado em investigações da Polícia Federal sobre fraudes em licitações envolvendo outra empresa de sua propriedade, a Cirumed Comércio Ltda – e que foi uma das doadoras de campanha de Mandetta nas disputas eleitorais de 2010 e 2014, quando foi eleito deputado federal pelo Mato Grosso do Sul.

https://twitter.com/_brenocosta_/status/1240402088556888067

Na campanha eleitoral de 2010, a Cirumed doou R$ 50 mil para a campanha de Mandetta, o que corresponde a 4,21% do total de R$ 1,164 milhão em doações recebidas no período – sendo que as três principais doadoras foram Bigolin Materiais de Construção (R$ 300 mil), Nautilus Engenharia (R$ 265 mil) e Pactual Construções (R$ 150 mil).

Em 2014, a Cirumed aumentou a participação ao doar R$ 93,980 para a campanha do hoje ministro da Saúde – embora relevante, o valor é inferior ao concedido pelos principais doadores do período: Digitho Brasil (R$ 319 mil), Buriti Comércio de Carne (R$ 154 mil), GPO – Gestão de Produtos e Obras, Amil e CRBS (R$ 100 mil cada), como mostra levantamento divulgado pela revista Piauí.

Além disso, Mandetta chegou a ser investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na adoção de um sistema de prontuário eletrônico enquanto era Secretário de Saúde da capital sul mato-grossense no governo de Nelson Trad Filho (PTB) – que é seu primo.

Ao final de 2018, Bolsonaro chegou a declarar que essa denúncia não seria suficiente para impedir a nomeação do deputado, e que ele só sairia da pasta com uma acusação “robusta”, segundo declarações ao portal G1.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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