Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal (STF) mudou o plano de análise de temas sensíveis ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus: foi inclusa na pauta desta quarta-feira o julgamento da medida provisória que criou salvo-conduto a gestores por eventuais irregularidades em atos relacionados à covid-19.
Ao invés de decidir sozinho a respeito do tema, o relator do caso, ministro Luis Roberto Barroso, vai encaminhar diretamente ao plenário o pedido de suspensão da medida. Assim, a análise de seis ações (da Associação Brasileira de Imprensa e dos partidos Rede, Cidadania, PDT, PSOL e PC do B) será compartilhada pela maioria dos integrantes da Corte.
De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, a movimentação foi acertada entre Barroso e o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que vem procurando sustentar um discurso conciliatório entre os Poderes com o chefe do Executivo.
Além disso, uma decisão colegiada ajuda a blindar o Supremo das críticas recebidas pelo excesso de decisões individuais proferidas por cada gabinete – e também dificulta a vida de Bolsonaro.
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