Jornal GGN – Investigado por suposta sonegação de impostos de aproximadamente R$ 380 milhões, o empresário Ricardo Nunes, fundador da rede de lojas Ricardo Eletro, teve o pedido de prisão temporária revogado nesta quinta-feira, 9 de julho, após prestar depoimento ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.
Amigo de Luciano Huck, que inclusive foi o rosto de diversas propagandas da rede de lojas, Nunes foi preso nesta quarta-feira, 8 de julho, em São Paulo, durante a operação Direto com o Dono, deflagrada para combater esquemas de sonegação fiscal.
Nunes é investigado pela supostas sonegação de R$ 387 milhões em imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e lavagem de dinheiro por meio da varejista. Segundo a investigação da força-tarefa do MPMG, em conjunto com a Receita Estadual e a Polícia Civil, o esquema ocorreu entre 2014 e 2019.
O empresário afirma que não comanda a companhia há um tempo, mas de acordo as investigações ele seguiu à frente da rede de lojas mesmo após anunciar sua saída.
Sua filha, Laura Nunes, e o superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, também tiveram prisão preventiva decretada, mas já estão soltos.
Ao todo, a força-tarefa cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Santo André.
Curto e grosso
9 de julho de 2020 10:11 pmSonegação é eufemismo jurídico.
Vá você furtar uma pasta de dentes num mercadinho se a máquina de moer gente não age de modo eficiente.
Geraldo Galvão
9 de julho de 2020 11:38 pmNo nosso pais só não é permitido roubar pouco. Esse caso, o do Serra e Verônica são os exemplos do momento.
Jorge Manoel Santos da Silva
10 de julho de 2020 7:14 amA lista de corruptos e sonegadores é extensa mas, apenas Lula é chamado de ladrão.
Seu problema é ser nordestino e ter seu nome reconhecido internacionalmente.
Edson J
10 de julho de 2020 7:10 pmE sem provas.
Edson J
10 de julho de 2020 6:30 pmGrandes sonegadores no Brasil são considerados (e se consideram) pessoas “de bem”. Muitos deles têm o desplante, o cinismo e a pouca vergonha de sair por aí bradando “contra a corrupção”. Do Estado porque, como todo o mundo (alienado) é levado a acreditar, o Mercado é um emocionante reduto de santidade.