22 de maio de 2026

Redes ignoram bloqueio de perfis suspeitos de ataque ao STF

Empresas responsáveis pelo Twitter, Facebook e Instagram não atendem determinação do ministro Alexandre de Moraes por ataques e incitação ao ódio
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a cumprir uma série de mandados contra um grupo acusado de usar as redes sociais para realizar ataques e incitar o ódio contra integrantes da Corte.

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Os primeiros resultados apontam a existência de um esquema financiado por executivos de diversas empresas, e mantido por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro. Além da investigação de ativistas, blogueiros, deputados federais e empresários influentes nas redes sociais, Moraes determinou o bloqueio das redes sociais por parte do Twitter, do Facebook e do Instagram.

Contudo, o despacho de Moraes esbarrou no mesmo problema das ações determinadas na primeira e segunda instância: como as empresas mantenedoras de redes sociais contam apenas com representações no Brasil, elas não estão completamente sujeitas à lei brasileira – assim, ou elas não se sujeitam de forma integral à lei nacional, ou simplesmente não apresentam respostas.

Segundo o jornal Correio Braziliense, as contas ligadas aos suspeitos permanecem ativas e autorizadas a publicar textos para milhões de seguidores, mesmo dois meses após a ordem de bloqueio determinada pelo ministro do STF – as atividades acontecem com mais frequência no Twitter, onde os apoiadores do presidente incitavam ações contra o Poder Judiciário, o que levou o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, fechar a Esplanada dos Ministérios nos fins de semana para evitar ataques.

 

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5 Comentários
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  1. JOSE ROBERTO PASSOS JORGE

    19 de julho de 2020 12:40 pm

    E depois que bloquear de vez o Facebook, o Twitter e o Instagram, irão reclamar pela Liberdade de expressão!

  2. Cristiana Castro

    19 de julho de 2020 2:02 pm

    O midiciário criou a figura do “Miliciano Ficha-limpa” e, agora vai ter que rebolar pra lidar com isso.

  3. fel

    19 de julho de 2020 2:55 pm

    E o Moraes não vai fazer nada?

  4. Carlos Elisio

    19 de julho de 2020 6:31 pm

    A bandidagem continua ativa. Talvez uma nova batida resolva o problema, desde que atinja os canalhas financiadores.

  5. Jossimar

    19 de julho de 2020 8:10 pm

    Contra estas empresas, criem uma lei que faça com que paguem impostos no Brasil resultante de sua atividade econômica. Ou que caiam fora daqui.
    MAS OS FINANCIADORES SÃO BRASILEIROS.
    APLIQUE-LHES UMA MULTA BILIONÁRIA E PRONTO.
    SE NÃO PAGAREM, CADEIA NELES.

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