Redes ignoram bloqueio de perfis suspeitos de ataque ao STF

Empresas responsáveis pelo Twitter, Facebook e Instagram não atendem determinação do ministro Alexandre de Moraes por ataques e incitação ao ódio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a cumprir uma série de mandados contra um grupo acusado de usar as redes sociais para realizar ataques e incitar o ódio contra integrantes da Corte.

Os primeiros resultados apontam a existência de um esquema financiado por executivos de diversas empresas, e mantido por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro. Além da investigação de ativistas, blogueiros, deputados federais e empresários influentes nas redes sociais, Moraes determinou o bloqueio das redes sociais por parte do Twitter, do Facebook e do Instagram.

Contudo, o despacho de Moraes esbarrou no mesmo problema das ações determinadas na primeira e segunda instância: como as empresas mantenedoras de redes sociais contam apenas com representações no Brasil, elas não estão completamente sujeitas à lei brasileira – assim, ou elas não se sujeitam de forma integral à lei nacional, ou simplesmente não apresentam respostas.

Segundo o jornal Correio Braziliense, as contas ligadas aos suspeitos permanecem ativas e autorizadas a publicar textos para milhões de seguidores, mesmo dois meses após a ordem de bloqueio determinada pelo ministro do STF – as atividades acontecem com mais frequência no Twitter, onde os apoiadores do presidente incitavam ações contra o Poder Judiciário, o que levou o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, fechar a Esplanada dos Ministérios nos fins de semana para evitar ataques.

 

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